É uma queda «positiva» a destacar, mas pode muito bem não ser o início de uma tendência. O secretário de Estado do emprego aplaude a redução em uma décima da taxa de desemprego para os 11,1% em Fevereiro. Mas avisa que os números de Março podem vir a reflectir a crise política.
«É um sinal bastante positivo, não tanto pelo valor, que é uma décima, mas por ser a primeira vez desde de Setembro de 2008 que a previsão do Eurostat dá uma baixa em cadeia [de mês para mês]. Temos uma inversão da tendência de não subida para início de descida», disse à agência Lusa Valter Lemos, na reacção aos dados do gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat.
Esta é uma «descida ligeira que encaixa na estabilização da situação de desemprego» que tem referido desde o final de 2010 e que, reforça, tem sido confirmada pelos dados do Eurostat, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
«Não há aumento do desemprego, mas também não significa ainda que há queda. É uma taxa alta para Portugal, estamos um pouco acima da taxa média europeia, embora neste momento, mesmo em posição relativa, Portugal voltou a melhorar. Este mês somos o décimo país do ranking do Eurostat [dos países com mais desemprego], no mês passado estávamos em nono. Temos vindo a melhorar».
Apesar de «aparentemente» a tendência ser «de estabilização», Valter Lemos sublinhou que é preciso aguardar pelos dados de Março, para saber se a actual crise política se vai reflectir nos números.
«Neste momento é imprevisível, não sabemos a médio prazo como evoluirá [o desemprego] e quais os impactos que a crise pode ter ou não nesta situação. Não podemos fazer vaticínios, vamos ver o que o mês de Março nos pode mostrar».
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Euribor a 12 meses já vai nos 2%
As taxas Euribor estão a subir em todos os prazos esta sexta-feira, continuando assim a renovar máximos de 2009.
A taxa a seis mês, principal indexante para o crédito à habitação em Portugal, já vai nos 1,556%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses, mais comum no crédito às empresas, avança para 1,249% e a taxa a 12 meses já está na casa dos 2% (2,013%).
A maturidade a nove meses está nos 1,797% e a um mês nos 0,984%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
A taxa a seis mês, principal indexante para o crédito à habitação em Portugal, já vai nos 1,556%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses, mais comum no crédito às empresas, avança para 1,249% e a taxa a 12 meses já está na casa dos 2% (2,013%).
A maturidade a nove meses está nos 1,797% e a um mês nos 0,984%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
«Maior problema de Portugal já não é FMI»
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) considera neste momento há um problema maior do que um resgate do FMI que é a forma como o país está a ser tratado pelo exterior, considerando esse tratamento «humilhante».
«A vinda do FMI já não é o problema mais complicado que temos, mas a imagem que estamos a dar, de um país inconsistente, sem Parlamento, sem Governo, com declarações contraditórias. Um país que não se governa nem deixa governar, como alguém disse», apontou Basílio Horta, citado pela Lusa.
O presidente da AICEP admite que «esta imagem prejudica-nos muito» na hora de «vender» o país aos investidores estrangeiros.
E leva o descontentamento ainda mais longe: «Para pessoas da minha geração há um aspecto mais sensível que é a dignidade nacional. Senti-me um bocado humilhado quando vi uma líder de um país estrangeiro [Angela Merkel], por muito respeito que se tenha pela pessoa, a dizer «entendam-se lá, digam que PEC querem apresentar»».
Basílio Horta acrescenta que «num país com 900 anos de história» este tipo de declarações, como as da líder alemã, «as pessoas sentem-se um pouco desconfortáveis».
«Com franqueza devo confessar que me sinto até um pouco humilhado com isto».
Basílio Horta confessou-se assim preocupado com «a imagem que o país passa para o exterior» numa altura em que a AICEP tenta vender Portugal aos investidores estrangeiros. Daí que um eventual pedido de apoio ao FMI não seja visto com bons olhos, recordando que «o FMI é cego».
«Não tem a humanidade que um qualquer Governo, por muito pior que seja, tem».
«Venho transmitir uma mensagem de fé, de esperança e confiança aos empresários. De que não podemos baixar os braços e que há mais mundo para além da crise», disse o responsável da AICEP num encontro em Ponte de Lima, com empresários locais.
«A vinda do FMI já não é o problema mais complicado que temos, mas a imagem que estamos a dar, de um país inconsistente, sem Parlamento, sem Governo, com declarações contraditórias. Um país que não se governa nem deixa governar, como alguém disse», apontou Basílio Horta, citado pela Lusa.
O presidente da AICEP admite que «esta imagem prejudica-nos muito» na hora de «vender» o país aos investidores estrangeiros.
E leva o descontentamento ainda mais longe: «Para pessoas da minha geração há um aspecto mais sensível que é a dignidade nacional. Senti-me um bocado humilhado quando vi uma líder de um país estrangeiro [Angela Merkel], por muito respeito que se tenha pela pessoa, a dizer «entendam-se lá, digam que PEC querem apresentar»».
Basílio Horta acrescenta que «num país com 900 anos de história» este tipo de declarações, como as da líder alemã, «as pessoas sentem-se um pouco desconfortáveis».
«Com franqueza devo confessar que me sinto até um pouco humilhado com isto».
Basílio Horta confessou-se assim preocupado com «a imagem que o país passa para o exterior» numa altura em que a AICEP tenta vender Portugal aos investidores estrangeiros. Daí que um eventual pedido de apoio ao FMI não seja visto com bons olhos, recordando que «o FMI é cego».
«Não tem a humanidade que um qualquer Governo, por muito pior que seja, tem».
«Venho transmitir uma mensagem de fé, de esperança e confiança aos empresários. De que não podemos baixar os braços e que há mais mundo para além da crise», disse o responsável da AICEP num encontro em Ponte de Lima, com empresários locais.
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Economia e Finanças
Petróleo: barril já vai nos 117 dólares
As cotações do «ouro negro» estão em alta nos mercados internacionais. Com o conflito na Líbia no centro das atenções, por causa do prolongamento dos cortes na produção de crude, o barril de Brent já vai nos 117,45 dólares.
A valorização é de 0,08% em Londres e de 0,36% em Nova Iorque, para o nível mais alto em 30 meses, com cada barril a custar 107,14 dólares do outro lado do Atlântico.
A Líbia é o terceiro maior exportador de África e os cortes na produção têm implicações para os produtores do Médio Oriente, o que faz com que os preços disparem, com receios de menor oferta.
«A Líbia é a chave», disse Jonathan Barratt, gerente da Commodity Broking Services Pty, citado pela Bloomberg.
A valorização é de 0,08% em Londres e de 0,36% em Nova Iorque, para o nível mais alto em 30 meses, com cada barril a custar 107,14 dólares do outro lado do Atlântico.
A Líbia é o terceiro maior exportador de África e os cortes na produção têm implicações para os produtores do Médio Oriente, o que faz com que os preços disparem, com receios de menor oferta.
«A Líbia é a chave», disse Jonathan Barratt, gerente da Commodity Broking Services Pty, citado pela Bloomberg.
PSI20 fecha a subir 1,4% para 7.861,76 pontos
A bolsa em Lisboa encerrou a semana em alta.
O principal índice de referência, o PSI20, fechou a valorizar 1,4 por cento para 7.861,76 pontos, em linha com as restantes pares europeias. A impulsionar estiveram os pesos pesados EDP, PT e BCP.
A liderar os ganhos ficou, contudo, o Banif, que disparou mais de 3%, logo seguido pela Jerónimo Martins (2,59%) e Brisa (2,13%).
O principal índice de referência, o PSI20, fechou a valorizar 1,4 por cento para 7.861,76 pontos, em linha com as restantes pares europeias. A impulsionar estiveram os pesos pesados EDP, PT e BCP.
A liderar os ganhos ficou, contudo, o Banif, que disparou mais de 3%, logo seguido pela Jerónimo Martins (2,59%) e Brisa (2,13%).
Leilão de dívida a 1 ano é «cadeira de pioneses»
O economista João Duque considerou que a venda de dívida pública a prazos que rondam um ano, como fez esta sexta-feira o Estado português, faz pensar que os responsáveis políticos não acreditam que estejam nos cargos quando as dívidas vencerem.
«Dá a ideia que as pessoas não estão convencidas que vão estar nos lugares para resolver o problema dentro destes prazos», afirmou João Duque, antigo membro do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), em declarações à agência Lusa.
«O que se está a fazer é deixar uma cadeira cheia de pioneses para o outro se sentar», acrescentou o economista, que preside ao ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, e que criticou a opção do Estado português pela emissão de dívida de curto prazo.
«É uma política de financiamento de muito curto prazo que vai rebentar dentro de um ano. O próprio IGCP vai ter o problema dentro de um ano. (¿) Vamos seguramente ter de pagar isto que estamos a pedir emprestado, mais outros valores, que vão acumulando», afirmou o economista, que retratou a situação actual como «uma bola de neve, que neste momento está a ficar muito apertada».
No leilão de hoje, o Estado colocou 1.645 milhões de euros -mais do que os 1.500 milhões de euros indicativos - na linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, a uma taxa de juro média de 5,793 por cento, abaixo do mercado secundário, mas acima da última emissão a um ano.
João Duque referiu que a colocação de hoje «estava relativamente assegurada» e que a ida ao mercado «foi tranquila», mas alertou que se torna cada vez mais difícil assegurar procura para a dívida portuguesa.
«Muito provavelmente, nos próximos leilões, a continuar esta tendência, arriscamo-nos a não ter quem procure o suficiente para aquilo que nós necessitamos», o que colocaria Portugal, afirmou, cada vez mais perto ou de ruptura de tesouraria ou de um pedido de ajuda externa.
«Dá a ideia que as pessoas não estão convencidas que vão estar nos lugares para resolver o problema dentro destes prazos», afirmou João Duque, antigo membro do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), em declarações à agência Lusa.
«O que se está a fazer é deixar uma cadeira cheia de pioneses para o outro se sentar», acrescentou o economista, que preside ao ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, e que criticou a opção do Estado português pela emissão de dívida de curto prazo.
«É uma política de financiamento de muito curto prazo que vai rebentar dentro de um ano. O próprio IGCP vai ter o problema dentro de um ano. (¿) Vamos seguramente ter de pagar isto que estamos a pedir emprestado, mais outros valores, que vão acumulando», afirmou o economista, que retratou a situação actual como «uma bola de neve, que neste momento está a ficar muito apertada».
No leilão de hoje, o Estado colocou 1.645 milhões de euros -mais do que os 1.500 milhões de euros indicativos - na linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, a uma taxa de juro média de 5,793 por cento, abaixo do mercado secundário, mas acima da última emissão a um ano.
João Duque referiu que a colocação de hoje «estava relativamente assegurada» e que a ida ao mercado «foi tranquila», mas alertou que se torna cada vez mais difícil assegurar procura para a dívida portuguesa.
«Muito provavelmente, nos próximos leilões, a continuar esta tendência, arriscamo-nos a não ter quem procure o suficiente para aquilo que nós necessitamos», o que colocaria Portugal, afirmou, cada vez mais perto ou de ruptura de tesouraria ou de um pedido de ajuda externa.
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Economia e Finanças
Leilão de dívida: «IGCP percebeu que havia procura»
«O ICGP deve ter percebido, juntos dos seus contactos, que havia procura específica para este prazo, e foi isso que fez ao insistir em continuar a colocar dívida pública no mercado, garantindo que existe procura». A opinião é da economista do BPI, Cristina Casalinho, em reacção ao leilão de dívida soberana que decorreu esta manhã.
O Estado emitiu Obrigações do Tesouro com maturidade a Junho de 2012. A taxa média ponderada foi de 5,793% e a procura superou em 1,4 vezes a oferta, valores piores do que da última emissão comparável.
Mesmo assim, a economista do BPI considera que «a oferta foi boa, o rácio também, sobretudo a taxa de colocação foi bastante favorável, e o facto de o Estado ter conseguido colocar, a esta taxa, um montante superior ao previsto inicialmente, deve ser reforçado».
Apesar de as taxas terem sido quase o dobro do leilão anterior, Cristina Casalinho referiu tratar-se de um valor aceitável, sinal de que «o contágio do mercado secundário ao mercado primário não está a ser completo e isso é positivo».
Também o Ministério das Finanças considera que os resultados do leilão «extraordinário» são «positivos», considerando o «difícil contexto político e económico» que o país vive, e admitecontinuar a emitir dívida.
O Estado emitiu Obrigações do Tesouro com maturidade a Junho de 2012. A taxa média ponderada foi de 5,793% e a procura superou em 1,4 vezes a oferta, valores piores do que da última emissão comparável.
Mesmo assim, a economista do BPI considera que «a oferta foi boa, o rácio também, sobretudo a taxa de colocação foi bastante favorável, e o facto de o Estado ter conseguido colocar, a esta taxa, um montante superior ao previsto inicialmente, deve ser reforçado».
Apesar de as taxas terem sido quase o dobro do leilão anterior, Cristina Casalinho referiu tratar-se de um valor aceitável, sinal de que «o contágio do mercado secundário ao mercado primário não está a ser completo e isso é positivo».
Também o Ministério das Finanças considera que os resultados do leilão «extraordinário» são «positivos», considerando o «difícil contexto político e económico» que o país vive, e admitecontinuar a emitir dívida.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Google já tem botão «Like» como o Facebook
A Google vai aplicar um novo botão de recomendação de resultados do seu motor de busca de páginas da Internet, semelhante ao «Like» do Facebook.
«Para recomendar algo, um utilizador precisa apenas de clicar na opção «+1» num resultado ou num anúncio que considere útil. Esses «+1»¿s passarão a aparecer nos resultados de pesquisa do Google», anuncia a empresa, em comunicado citado pela Lusa.
Quando o utilizador estiver com a sua conta do Google activada, verá nos resultados de pesquisa os nomes das pessoas que recomendaram aquele site, nomeadamente de algum seu familiar, amigo ou colega.
«Após um clique no botão «+1», um utilizador tem também a opção de desfazer a acção de imediato», salienta a Google.
A opção «+1» será disponibilizada lentamente a nível global, a começar pelo google.com em inglês.
«Para recomendar algo, um utilizador precisa apenas de clicar na opção «+1» num resultado ou num anúncio que considere útil. Esses «+1»¿s passarão a aparecer nos resultados de pesquisa do Google», anuncia a empresa, em comunicado citado pela Lusa.
Quando o utilizador estiver com a sua conta do Google activada, verá nos resultados de pesquisa os nomes das pessoas que recomendaram aquele site, nomeadamente de algum seu familiar, amigo ou colega.
«Após um clique no botão «+1», um utilizador tem também a opção de desfazer a acção de imediato», salienta a Google.
A opção «+1» será disponibilizada lentamente a nível global, a começar pelo google.com em inglês.
RTP abre programa de saídas voluntárias
A nova estrutura orgânica da RTP levou à criação de um novo Programa de Apoio a Saídas Voluntárias (PASV) que abrangerá os interessados cujas saídas «não impliquem a necessidade de substituição» ou permitam que a mesma seja assegurada internamente.
Em nota interna citada pela agência Lusa, é referido que este programa será «necessariamente diferente do anterior», de 2009, mas é também destinado «aos trabalhadores que pretendam livremente aderir» e preencham os requisitos indicados no programa.
São duas as modalidades apresentadas aos trabalhadores: uma que passa por um sistema de reforma flexível, para os funcionários entre os 55 e os 65 anos, que «preferencialmente deverão ter uma carreira contributiva para os regimes de previdência de 25 anos» com os 55 anos de idade, e uma segunda de saídas por mútuo acordo, destinada a «trabalhadores da empresa não abrangidos» pelo cenário anterior.
«Os recursos financeiros disponíveis para este programa são limitados e não poderão colocar em causa o cumprimento dos compromissos económico-financeiros da empresa», assinala o despacho.
O presidente da RTP, Guilherme Costa, frisou em Março, na apresentação das contas da empresa referentes a 2010, que o PASV foi um dos elementos que levou a que nos resultados mais recentes os custos com pessoal tenham caído de 113 milhões de euros para 102,9 milhões de euros.
Em nota interna citada pela agência Lusa, é referido que este programa será «necessariamente diferente do anterior», de 2009, mas é também destinado «aos trabalhadores que pretendam livremente aderir» e preencham os requisitos indicados no programa.
São duas as modalidades apresentadas aos trabalhadores: uma que passa por um sistema de reforma flexível, para os funcionários entre os 55 e os 65 anos, que «preferencialmente deverão ter uma carreira contributiva para os regimes de previdência de 25 anos» com os 55 anos de idade, e uma segunda de saídas por mútuo acordo, destinada a «trabalhadores da empresa não abrangidos» pelo cenário anterior.
«Os recursos financeiros disponíveis para este programa são limitados e não poderão colocar em causa o cumprimento dos compromissos económico-financeiros da empresa», assinala o despacho.
O presidente da RTP, Guilherme Costa, frisou em Março, na apresentação das contas da empresa referentes a 2010, que o PASV foi um dos elementos que levou a que nos resultados mais recentes os custos com pessoal tenham caído de 113 milhões de euros para 102,9 milhões de euros.
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Economia e Finanças
Taxas Euribor marcam nova sessão de subidas
Num dia em que foi divulgado que a inflação atingiu o nível mais alto dos últimos dois anos e em que se prevê um aumento da taxa de juro já em Abril, as Euribor voltaram a subir.
Assim, a taxa a um mês avançou 0,8 pontos base para 0,968%, enquanto a maturidade a três meses subiu para 1,239%, o que representa um máximo de Junho de 2009.
A taxa a seis meses, a maturidade mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, cresceu 0,5 pontos base para 1,546%. Já o prazo a nove meses avançou 0,3 pontos base para 1,785%.
A maturidade a um ano está esta quinta-feira nos 1,996%.
Esta subida das taxas Euribor não é uma boa notícia para quem tem crédito à habitação, uma vez que as prestações vão reflectir este aumento já em Abril.
Assim, a taxa a um mês avançou 0,8 pontos base para 0,968%, enquanto a maturidade a três meses subiu para 1,239%, o que representa um máximo de Junho de 2009.
A taxa a seis meses, a maturidade mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, cresceu 0,5 pontos base para 1,546%. Já o prazo a nove meses avançou 0,3 pontos base para 1,785%.
A maturidade a um ano está esta quinta-feira nos 1,996%.
Esta subida das taxas Euribor não é uma boa notícia para quem tem crédito à habitação, uma vez que as prestações vão reflectir este aumento já em Abril.
Euro acelera com subida da inflação
O euro está mais forte em relação ao dólar nesta manhã de quinta-feira. A corrida da moeda única deve-se à subida da inflação que acelerou para um ritmo ainda acima do limite de 2% fixado pelo Banco Central Europeu.
Os preços subiram 2,6% entre os países que partilham a moeda única no mês de Março, uma escalada em 0,2% superior à registada em Fevereiro. Este é, de resto, o maior nível desde Outubro de 2008.
A moeda única está assim a acentuar os ganhos do início da manhã, subindo 0,59% para os 1,4212 dólares.
Note-se ainda que o yuan atingiu hoje a cotação mais alta face ao dólar norte-americano, assinalando uma valorização de mais de 4% desde o Verão passado, quando o Banco Central chinês China anunciou a «flexibilidade» da sua política cambial.
Pela manhã, um dólar dos EUA valia 6,5564 yuan, menos 0,0061 que há dois dias.
Os preços subiram 2,6% entre os países que partilham a moeda única no mês de Março, uma escalada em 0,2% superior à registada em Fevereiro. Este é, de resto, o maior nível desde Outubro de 2008.
A moeda única está assim a acentuar os ganhos do início da manhã, subindo 0,59% para os 1,4212 dólares.
Note-se ainda que o yuan atingiu hoje a cotação mais alta face ao dólar norte-americano, assinalando uma valorização de mais de 4% desde o Verão passado, quando o Banco Central chinês China anunciou a «flexibilidade» da sua política cambial.
Pela manhã, um dólar dos EUA valia 6,5564 yuan, menos 0,0061 que há dois dias.
Petróleo valoriza mais de 1% em Londres
O petróleo segue a valorizar nos mercados internacionais, depois de ter intensificado quedas na passada sessão, depois de ter sido divulgado um aumento das reservas de crude.
Segundo o Departamento de Energia norte-americano (DoE), os níveis de crude aumentaram em 2,94 milhões de barris na semana passada, número que ficou acima das estimativas dos analistas.
Já os inventários de gasolina desceram em 2,68 milhões de barris.
Quanto aos produtos destilados ¿ que incluem gasóleo e combustível para aquecimento ¿ subiram em 710 mil barris, na semana passada.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,08 por cento para 116,37 dólares.
Em Nova Iorque, o crude avança 1,02 por cento, com cada barril a valer 105,33 dólares.
Segundo o Departamento de Energia norte-americano (DoE), os níveis de crude aumentaram em 2,94 milhões de barris na semana passada, número que ficou acima das estimativas dos analistas.
Já os inventários de gasolina desceram em 2,68 milhões de barris.
Quanto aos produtos destilados ¿ que incluem gasóleo e combustível para aquecimento ¿ subiram em 710 mil barris, na semana passada.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,08 por cento para 116,37 dólares.
Em Nova Iorque, o crude avança 1,02 por cento, com cada barril a valer 105,33 dólares.
MAIS RECORDES: défice agrava escalada dos juros
Sempre, sempre a subir. Os juros da dívida pública têm estado imparáveis, renovando máximos sucessivos. Até algumas maturidades de curto prazo têm já juros mais altos do que as de longo prazo. Isto indica que os mercados já nem na capacidade de Portugal em pagar um empréstimo de curto prazo confiam.
Já está mesmo «tudo pronto» para o resgate. Falta só o Governo decidir-se pelo pedido de ajuda.
Fasquia dos 9% superada em cinco prazos
A revisão em alta do défice de 2010 veio agravar a escalada, com recordes atrás de recordes. Já há cinco prazos acima dos 9%.
Os juros a cinco anos têm protagonizado uma forte escalada nas últimas sessões, tendo batido recordes atrás de recordes - o valor mais alto desde que Portugal entrou no euro é agora de 9,531% e foi já alcançado depois de conhecidos os números do défice.
Nas restantes maturidades há também valores nunca antes vistos: os juros a três anos já tocam os 9,430%, a quatro e a seis também também já superam essa barreira, rondando os 9,2%; as Obrigações do Tesouro a sete anos romperam hoje pela primeira vez a mesma fasquia, negociando já nos 9,110%. Os juros a oito e nove anos para lá caminham, estando praticamente colados aos 9%.
Na maturidade a dois anos já foram alcançados máximos sucessivos esta quinta-feira - o último foi nos 8,649%.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos fixaram um novo recorde: já vão nos 8,681%.
«Spread» face à Alemanha também atinge recorde
Com este cenário, não é de admirar que a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã seja cada vez maior. O chamado spreadatingiu mesmo um recorde de 533,4 pontos base. Para se ter uma ideia do agravamento, há cerca de duas semanas rondava os 430.
Na Alemanha, os juros estão nos 3,3%, numa trajectória que se tem mantido estável. Por cá, a curva é sempre ascendente. Aliás, no espaço de três meses, os juros da dívida soberana dispararam 34%.
Os avisos e as pressões sobre Portugal repetem-se. A agência de notação financeira Fitch veio ontem dizer que ou pedimos ajuda, ou a nossa avaliação pode baixar. A ameaça já começa a ter efeitos: a CGD já levou com um corte de rating em dois níveis.
Já está mesmo «tudo pronto» para o resgate. Falta só o Governo decidir-se pelo pedido de ajuda.
Fasquia dos 9% superada em cinco prazos
A revisão em alta do défice de 2010 veio agravar a escalada, com recordes atrás de recordes. Já há cinco prazos acima dos 9%.
Os juros a cinco anos têm protagonizado uma forte escalada nas últimas sessões, tendo batido recordes atrás de recordes - o valor mais alto desde que Portugal entrou no euro é agora de 9,531% e foi já alcançado depois de conhecidos os números do défice.
Nas restantes maturidades há também valores nunca antes vistos: os juros a três anos já tocam os 9,430%, a quatro e a seis também também já superam essa barreira, rondando os 9,2%; as Obrigações do Tesouro a sete anos romperam hoje pela primeira vez a mesma fasquia, negociando já nos 9,110%. Os juros a oito e nove anos para lá caminham, estando praticamente colados aos 9%.
Na maturidade a dois anos já foram alcançados máximos sucessivos esta quinta-feira - o último foi nos 8,649%.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos fixaram um novo recorde: já vão nos 8,681%.
«Spread» face à Alemanha também atinge recorde
Com este cenário, não é de admirar que a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã seja cada vez maior. O chamado spreadatingiu mesmo um recorde de 533,4 pontos base. Para se ter uma ideia do agravamento, há cerca de duas semanas rondava os 430.
Na Alemanha, os juros estão nos 3,3%, numa trajectória que se tem mantido estável. Por cá, a curva é sempre ascendente. Aliás, no espaço de três meses, os juros da dívida soberana dispararam 34%.
Os avisos e as pressões sobre Portugal repetem-se. A agência de notação financeira Fitch veio ontem dizer que ou pedimos ajuda, ou a nossa avaliação pode baixar. A ameaça já começa a ter efeitos: a CGD já levou com um corte de rating em dois níveis.
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PSI20 fecha a perder 1,34% para os 7.753,45 pontos
O principal índice de referência em Lisboa, o PSI20, fechou a perder 1,34 por cento para os 7.753,45 pontos, em linha com as pares europeias, com os títulos da banca a castigarem.
EUA: menos seis mil pediram subsídio de desemprego
São boas notícias sobre o mercado laboral nos Estados Unidos: menos seis mil norte-americanos pediram subsídio de desemprego na semana passada. No total, foram realizados 388 mil requisitos para este apoio social, de acordo com dados do Departamento do Trabalho, divulgados esta quarta-feira.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
Portugal volta a testar mercados para a semana
Portugal vai voltar ao mercado na próxima quarta-feira, dia 6 de Abril, para emitir entre 750 e mil milhões de euros de dívida de curto prazo.
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Gasolina volta a subir e fica à beira de 1,60 euros
O preço da gasolina está imparável e cada vez mais próximo dos 1,60 euros por litro. O combustível roça os mesmos níveis que atingiu no verão de 2008, quando o petróleo rondava os 150 dólares por barril.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Euribor sempre a renovar máximos
As taxas Euribor estão a subir em todos os prazos esta quarta-feira, renovando máximos de 2009, tal como vem acontecendo nas últimas sessões.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
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Economia e Finanças
Para euro sobreviver, países têm de perder soberania
Uma «pequena perda de soberania» pode fazer parte da solução para a sobrevivência do euro, sugeriu esta quarta-feira um economista britânico, que considera encorajador o distanciamento de Espanha e Itália dos problemas de outros países europeus.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Europa: viagens em 4 horas até 2050
A Comissão Europeia quer que até 2050 noventa por cento dos passageiros aéreos em voos dentro da Europa consigam completar a sua viagem (de porta a porta) no espaço máximo de 4 horas, indica um relatório.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
Petróleo desvaloriza com provável subida de stocks
Os preços do petróleo estão esta quarta-feira em queda nos mercados internacionais. É a quarta vez em cinco dias que o crude desvaloriza em Nova Iorque, hoje por causa da provável subida das reservas nos EUA.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
«Pedir ajuda é estar fora dos mercados cinco anos»
Portugal tem capacidade para amortizar as Obrigações do Tesouro que vencem em Abril e em Junho, ou seja, consegue pagar os empréstimos de dívida cujo prazo para reembolso está prestes a terminar. A garantia é dada pelo secretário de Estado do Tesouro, num comentário escrito enviado à Bloomberg.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
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Economia e Finanças
Wall Street em alta com bons dados do emprego
A bolsa de Nova Iorque segue esta quarta-feira em terreno positivo, encorajada pela divulgação dos números de criação de emprego no sector privado.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
Fitch: se não pedirem ajuda, «rating» pode baixar
Fê-lo na semana passada e não põe de parte voltar à carga: a Fitch avisou esta quarta-feira que pode cortar o rating da República em breve se Portugal não pedir ajuda externa à União Europeia e ao FMI, avança a Reuters.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
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Economia e Finanças
terça-feira, 29 de março de 2011
Euribor voltam a fixar máximos atrás de máximos
A escalada nas taxas Euribor continuam a renovar máximos de 2009. Estão a subir em todos os prazos esta terça-feira, com o maior avanço a pertencer à taxa a seis meses.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
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