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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Office já escreve com acordo ortográfico

Quem escreve em português está a adaptar-se, a pouco e pouco, ao novo Acordo Ortográfico. Desde os manuais escolares aos jornais, já são vários os convertidos. A Microsoft Portugal junta-se à lista com a integração de novos correctores ortográficos disponíveis para os utilizadores do Office 2010 e Office 2007.

«A Microsoft Portugal lança este novo recurso para responder às necessidades dos muitos utilizadores do Office que, por razões profissionais ou por escolha pessoal, escrevem de acordo com as novas regras ortográficas», explicou esta segunda-feira a empresa num comunicado citado pela Lusa.

A integração dos novos correctores ortográficos resulta do trabalho desenvolvido nos últimos meses por linguistas nacionais do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) e membros do MLDC, o Centro de Investigação e Desenvolvimento da Microsoft em Portugal.

Como descarregar as novas versões de correctores ortográficos? As actualizações são gratuitas e estão disponíveis na página da Internet da Microsoft www.microsoft.pt/acordoortografico.

JPMorgan quase a fechar compra de 10% do Twitter

O banco americano JPMorgan está a ultimar a compra de 10 por cento da rede social Twitter por 450 milhões de dólares (cerca de 327 milhões de euros), avança esta segunda-feira o «The Wall Street Journal».

O banco JPMorgan criou recentemente um fundo destinado ao investimento em empresas tecnológicas e que conta com um capital de perto de 1.300 milhões de dólares (945 milhões de euros), cita a Lusa.

De acordo com o «The Wall Street Journal», que não identifica as fontes da informação, a operação de compra de 10% do Twitter confere à rede social um valor total de mercado de 4.500 milhões de dólares (3.273 milhões de euros).

A rede social Twitter nasceu em Março de 2006 nos EUA e consiste numa comunidade online formada em torno da pergunta: «O que estás a fazer neste momento?».

O sistema permite o envio pequenas mensagens até 140 caracteres, funcionando como um «microblog».

As mensagens, enviadas em tempo real, podem ser escritas a partir da Internet ou do telemóvel, sendo que numa fase posterior o utilizador pode escolher seguir diversos utilizadores da plataforma, acompanhando o seu dia-a-dia.

Fisco ameaça penhorar 32 mil salários

O Fisco ameaça penhorar 32 mil ordenados, 27 mil imóveis e 17 mil carros.

A Administração Fiscal pretende, com esta medida, que entrem nos cofres do Estado os valores de dívidas de milhares de contribuintes, segundo noticia esta segunda-feira o «Correio da Manhã».

Já no ano passado, os serviços de Finanças deram ordens semelhantes, facto que levou uma parte substancial dos faltosos a regularizarem as suas obrigações.

No total, foram dadas ordens para penhorar 183.433 salários, o que levou 150 mil contribuintes a recorrerem às repartições das Finanças para pagar os impostos atrasados. Mesmo assi, o Fisco penhorou 32.799 ordenados, escreve o jornal.

Além dos salários, o Fisco deu ainda ordens para penhorar 82.235 automóveis e 93.103 imóveis. Deste universo, foram penhorados, efectivamente, 1.964 carros e 27.577 prédios, de acordo com dados oficiais publicados pelo «CM».

Desde 2006 que o Sistema Informático de Penhoras Automáticas fez mais de 1,5 milhões de penhoras.

Já este ano, 181 autarquias vão devolver IRS aos seus munícipes, no valor máximo de cinco por cento.

Euribor arrancam semana a subir

As taxas Euribor a três, seis e 12 meses estão esta segunda-feira a subir, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, avança 0,002 pontos para 1,094 por cento.

As taxas a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, e a 12 meses também sobem ambas 0,002 pontos para 1,379 por cento e 1,767 por cento, respectivamente.

Esta semana o Banco Central Europeu (BCE) anuncia a decisão sobre a taxa directora da Zona Euro, «que deverá ficar inalterada nos 1 por cento», segundo adiantou à agência Lusa a analista de acções do Millennium Investment Banking, Telma Santos.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

As marcas em que os portugueses mais confiam

O cidadão português mantém-se fiel aos produtos nacionais. A conclusão resulta do estudo «Marcas de Confiança 2011», da Selecções do Reader's Digest, realizado em 16 países europeus, que avalia os níveis de confiança dos consumidores nas marcas divididas em 40 categorias. De salientar que nesta edição foram incluídas três novas categorias: Estação de Rádio, Produtos de Higiene Oral e Produtos Lácteos.

As marcas nacionais continuam a liderar muitas das escolhas dos portugueses. É de reter a confiança que os portugueses depositam no óleo Fula (79% na categoria Óleos Alimentares), na Delta (66% nos Cafés), na Sagres (58% nas Cervejas), na Galp (56% nas Gasolineiras), na TMN (49% em Redes de Telemóvel), na Worten (43% em Cadeia/Loja de Distribuição), no Continente (41% em Hiper/Supermercados) e na Caixa Geral de Depósitos (37% na Banca).

Muitas destas marcas, que já se distinguiam no ano passado, subiram ainda mais este ano: Worten sobe 13%, Galp 7%, Fula 3%, Continente 2% e CGD 1%.

Marcas portuguesas de confiança são também a Abreu (65% na categoria Agência de Viagens), a Luso (63% em Águas Engarrafadas), o Sapo (31% em Empresas de Serviço Internet) e a Fidelidade Mundial (21% em Companhias de Seguros).

Os CTT, com 51%, mantêm o lugar de liderança na categoria Empresas de Serviço Público. Na categoria Estação de Rádio, introduzida este ano, a marca mais votada é a RFM (27%).

Nas categorias Cremes Para Barrar e Produtos Lácteos as marcas que merecem maior confiança do povo luso são, respectivamente, a Becel (51%) e a Mimosa (26%). Já a Nestlé, tal como em 2010, volta a ganhar em duas frentes: Cereais de Pequeno-Almoço (37%) e Chocolates (56%). Ao decidirem que alimento elegerem para o seu animal de estimação, os leitores decidem-se pela marca Friskies, que obteve 45% dos votos de confiança, mais 10% do que no ano transacto.

L'Oréal destrona Nívea

No que se refere à higiene e beleza, em primeiro lugar, é de salientar o voto de confiança que os leitores da Reader¿s Digest atribuem à L'Oréal (19% na categoria Cosmética/Cuidados com o Rosto), que destrona, assim, a Nívea, líder de confiança em 2009 e 2010. Apesar deste volte-face, a marca Nivea mantém a confiança no ranking dos Cuidados com a Pele (Corpo), com 32%.

A Colgate garante o primeiro lugar na nova categoria Produtos de Higiene Oral (43%). Halibut continua a ser a marca de Creme para Tratamento de Problemas de Pele com mais confiança e reconhecimento do público (39%), enquanto que, na categoria de Cuidados com o Cabelo, a Pantene continua a liderar as preferências dos consumidores (47%). Quando se trata de escolher um produto para a coloração do cabelo, L¿Óreal surge no topo da confiança, com 41% das referências dos inquiridos.

Na categoria de Grandes Electrodomésticos, a Miele sobe ao pódio da confiança com 42% dos votos.

Ao serem questionados sobre qual o Detergente para a Máquina de Loiça em que mais confiam, os portugueses escolhem Sun (40%). E quando passamos da limpeza da loiça para a do lar, a marca Sonasol, da alemã Henkel, consegue 45% de confiança na categoria Detergentes para a Limpeza do Lar. Skip é a marca preferida na categoria Detergentes para a Roupa, insígnia que em 2011 reforça o seu reconhecimento e a liderança com 69%. Este elevado índice de confiança reflecte e confirma a forte quota de mercado que a marca detém em Portugal. Na categoria Amaciadores de Roupa, foi uma outra marca do universo Unilever - Jerónimo Martins, a Comfort, a ser eleita como a de maior confiança para metade dos portugueses inquiridos (51%).

Carros, telemóveis e PC: quais são de confiança?

Quais são as marcas em que os portugueses mais confiam na hora de comprar um automóvel, um computador ou um telemóvel? As Selecções do Reader's Digest descobriram, no estudo «Marcas de Confiança 2011».

Depois de, no ano passado, ter ultrapassado a confiança depositada na Mercedes-Benz, a Toyota permanece, em 2011, como a marca de maior reconhecimento no que respeita à confiança na categoria Automóveis.

A marca japonesa aumentou mesmo o seu índice de 2010 para 2011: se no ano passado 19% confiavam na Toyota, este ano são 35%. A marca nipónica também é líder de confiança na Finlândia, Rússia e Holanda.

Neste sector, e ao analisarmos os resultados dos restantes países, percebemos que a confiança europeia se dispersa por diversas marcas: Volkswagen (Áustria, Bélgica, Alemanha, Polónia e Suiça), Opel (Croácia e Hungria), Skoda (República Checa), Renault (França e Eslovénia), Dacia (Roménia) e Volvo (Suécia).

Na categoria de Computador Pessoal, a Hewlett Packard merece a confiança de 30% dos cidadãos, sendo que é também líder em mais nove países (Áustria, Croácia, Finlândia, França, Hungria, Holanda, Eslovénia, Suécia e Suíça).

A Canon (38%) é a mais fiável para os leitores da Reader¿s Digest na área das Máquinas Fotográficas. A marca é de confiança também para a maioria dos europeus, com excepção dos croatas, polacos e romenos que preferem a concorrente Sony.

Os telemóveis Nokia perduram como os preferidos dos portugueses (61%) e também do resto da Europa, apesar da França, este ano e na categoria Telefones Móveis/Telemóveis, atribuir o mais alto nível de confiança à Samsung. Graças aos franceses, a Nokia perdeu o lugar privilegiado na confiança dos consumidores europeus, conquistado desde 2000: ser eleita em todos os países.

No que se refere a cartões e seguros, a Visa insiste em ser o cartão com mais crédito junto dos portugueses, tendo obtido voto de confiança de 44% dos leitores da revista. Visa vence também a categoria Cartões de Crédito em mais 14 dos 16 países inquiridos.

Por sua vez, a Medis reconquista a confiança dos portugueses (38%) na categoria Seguros de Saúde, depois de no ano passado ter sido ultrapassada pela Multicare.

Veja também quais são as marcas de confiança dos portugueses e as profissões em que mais confiamos.

Mais cortes? «Um passo em frente» para o abismo

As críticas são generalizadas. O Governo admitiu esta segunda-feira mais cortes para cumprir as metas do défice de 4,6% este ano. A oposição diz que isso é mais «um passo em frente» para o abismo que está já bem perto.

É dessa forma que o Bloco de Esquerda aponta o dedo ao Governo, acusando-o ainda de antecipar o «fracasso» das medidas de austeridade já tomadas. É preocupante, diz o BE, «que nesta fase do campeonato o Governo já ponha em causa o cumprimento dessas metas».

«Quando foi aprovado o Orçamento do Estado para 2011, o primeiro-ministro disse que as medidas de austeridade eram a única solução para tirar o país da situação em que se encontrava, o que constatamos hoje é que essas medidas foram a única solução apenas para quem mais tem e não foi chamado a fazer sacrifícios, permitindo apenas atirar o país para uma nova recessão económica e para níveis recorde de desemprego», afirmou à agência Lusa o deputado José Gusmão.

Para o BE «o Governo, num momento em que a economia se encontra à beira do abismo, tem como única solução dar um passo em frente».

CDS: «Não há espaço para mais medidas recessivas»

Do lado do CDS-PP, a deputada Cecília Meireles avisou que «não há espaço para mais medidas recessivas» e deixou um conselho ao Executivo liderado por José Sócrates: «A economia portuguesa caminha a passos largos para uma recessão e, pura e simplesmente, não há espaço para mais medidas recessivas. O Governo se quer medidas adicionais tem é que se concentrar naquilo que é a contenção da despesa e o emagrecimento do Estado».

Mais: «Se é verdade que as medidas respeitantes aos cortes de salários e aumento de impostos estão a ser aplicadas, também é verdade que todas as medidas que digam respeito à contenção da despesa, ao emagrecimento do Estado, aos cortes nas fundações, não aconteceram, até aumentaram».

Cecília Meireles considerou que falar em medidas adicionais sem concretizar o teor das medidas «só serve para lançar dúvida, incerteza e insegurança sobre a economia portuguesa».

PCP promete «mais firme oposição»

Merecendo «o mais vivo repúdio por parte do PCP», as medidas que o Governo admite vir a tomar atacam «os mesmos de sempre», na óptica deste partido.

O actual Orçamento do Estado «proposto pelo PS e viabilizado pelo PSD» já é «extraordinariamente gravoso para a maioria dos portugueses» e implica «um conjunto de sacrifícios inadmissíveis em nome da obsessão do défice», afirmou à Lusa o deputado do PCP António Filipe.

«Quando apesar deste Orçamento do Estado, o Governo vem ainda admitir que possam ser mais sacrifícios aos mesmos de sempre, isso merece o nosso mais vivo repudio e a contará com a nossa mais firme oposição».

O deputado comunista acusou ainda o executivo de José Sócrates de ter «dois pesos e duas medidas», protegendo os accionistas das grandes empresas, ao mesmo tempo que penaliza os trabalhadores, os funcionários públicos, os reformados e as camadas mais fragilizadas da população.

Mais medidas são sinal de «falhanço»

Para o partido ecologista Os Verdes, a possibilidade de medidas de austeridade adicionais como um «sinal claro de falhanço do Governo» e o reconhecimento da «incompetência».

«Sem sombra de dúvidas», todos os pacotes de austeridade até agora apresentados e aplicados não deram os resultados que o executivo garantiu que dariam, diz o partido, em comunicado.

Considerando que os portugueses têm razões para estar «profundamente fartos desta estratégia ilusória do Governo que só pede sacrifícios e mais sacrifícios àqueles que já estão estrangulados do ponto de vista social e financeiro», Os Verdes lamentam que alguns sectores, como o financeiro, fiquem sempre livres «das mais justas e elementares formas de contribuição».

Combustíveis de marca branca estão mais caros

Os preços dos combustíveis voltaram esta segunda-feira a subir. A diferença de preço nota-se, para já, nas marcas brancas.

A gasolina está mais cara dois cêntimos por litro. No gasóleo o valor subiu um cêntimo, noticia a TVI.

Os preços praticados pelas gasolineiras têm por base as cotações de combustíveis na semana anterior, uma semana em que o barril de Brent chegou quase aos 120 dólares.

A Galp, BP, Repsol e a Cepsa seguem a política de preços com base nas variações nos mercados internacionai. Por isso, também se deve esperar um aumento dos preços nestas bombas nos próximos dias.

Esta segunda-feira, cada barril de Brent custa 113 dólares.

PSI20 encerra a ganhar 0,21%

A primeira sessão da semana foi de ganhos para as principais bolsas europeias. Lisboa também não ficou atrás, valorizando 0,21% para os 7.995,16 pontos.

A liderar os ganhos da praça nacional esteve o Banco Espírito Santo. As acções da instituição liderada por Ricardo Salgado escalaram 2,5% para os 3,28 euros.

A restante banca também terminou no verde, com o BPI a subir 0,35% para os 1,43 euros e o BCP a escalar 0,31%, com cada acção a valer agora 64 cêntimos.

Pela Europa, Frankfurt ganhou 1,18%, Paris 0,98% e Madrid 0,26%.

BES e PT salvam o dia na bolsa

A bolsa de Lisboa encerrou a primeira sessão da semana em alta, ainda que ligeira. O PSI20 ganhou 0,21% para 7.995,16 pontos, em boa parte graças ao BES e à PT.

O banco liderado por Ricardo Salgado foi o título que mais avançou nesta sessão, trepando 2,5% para 3,28 euros, com os outros dois bancos a ficarem bem longe: o BCP subiu 0,31% para 65 cêntimos e o BPI 0,35% para 1,43 euros.

Os bancos continuam pressionados pelos receios de um corte na classificação de risco da dívida soberana portuguesa, num dia em que chega a Lisboa, segundo o «Diário Económico», uma equipa da Moody¿s para avaliar as contas públicas. Termina também esta segunda-feira o prazo para a Standard & Poor¿s decidir se corta ou não a notação de Portugal.

Os juros da dívida continuam elevados: nas obrigações do Tesouro a 10 anos a taxa segue nos 7,546%, enquanto que nas obrigações a 5 anos, estão nos 7,331%.

No verde fecharam ainda as acções da PT, que se valorizaram 0,98% para 8,47 euros.

A Jerónimo Martins voltou a andar nas bocas do mundo: o HSBC diz que «ainda não é tarde» para comprar acções da retalhista, às quais atribui um preço alvo de 15 euros (mais 50 cêntimos que antes), o que representa um potencial de subida de mais de 28%.

Para além disso, a dona do Pingo Doce é também uma das duas empresas nacionais que pode ser beneficiada pela escalada da inflação, segundo a lista feita pelo Goldman Sachs. A outra é a Galp, mas a petrolífera não reagiu tão bem: caiu 1,08% para 15,08 euros, quase o mesmo que a EDP: 1,04% para 2,75 euros.

Europa à espera da queda de Khadafi

Lá por fora, as praças europeias fecharam maioritariamente em alta, animadas pela expectativa de que a queda do regime de Khadafi, na Líbia, esteja iminente.

O DAX alemão subiu 1,21%, o CAC francês 0,98%, o MIB italiano 0,52% e o IBEX espanhol 0,26%. Apenas o FTSE inglês fechou no vermelho, cedeu 0,17%, em parte pressionado pelos resultados abaixo do esperado do HSBC.

Do outro lado do Atlântico, Wall Street negoceia em alta, devido às notícias de que Warren Buffett está a preparar novas aquisições. O Dow Jones trepa 0,57% e o Nasdaq 0,12%.

Euro sobe com especulação sobre mexidas nos juros

A moeda única europeia está a ganhar margem de valorização face ao dólar na expectativa de que o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, possa indicar esta semana que o aumento dos custos dos empréstimos estará para breve.

A possível subida das taxas de juro tem dado corda às negociações do euro nas últimas sessões. Esta segunda-feira a moeda única está a valorizar 0,28% para os 1,3795 dólares.

Já o dólar caiu para o valor mais baixo desde Novembro quando comparado com as moedas dos seis parceiros comerciais dos EUA.

Tudo porque cresce a especulação de que o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernank, mantenha o plano de estímulos à economia, sinal de que a retoma ainda não atingiu o patamar desejado.

Petróleo oscila: Arábia Saudita entra em cena

Os mercados petrolíferos estão a acusar alguma volatilidade nesta tarde segunda-feira, com o Brent do lado dos ganhos e o crude em desvalorização ligeira.

A Arábia Saudita ofereceu-se para compensar um eventual corte de fornecimento do «ouro negro» por parte da Líbia, o que fez conter o ímpeto das negociações.

Ao mesmo tempo, as tensões no Médio Oriente estão a espalhar-se para Oman, a maior região produtora fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A União Europeia veio dizer esta segunda-feira que opresidente líbio já não controla a maioria dos campos de petróleo e de gás do país.

Embora tendo já desvalorizado, o Brent sobe a esta hora 0,33% para os 112,46 dólares. Em Nova Iorque o crude desce 0,04%, cotando nos 97,84 dólares.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

José Alberto Carvalho e Judite Sousa confirmados na TVI

A Administração da TVI confirmou esta sexta-feira, em comunicado, que José Alberto Carvalho será o novo director de informação da estação.

No mesmo documento, o canal de Queluz de Baixo confirma que Judite Sousa passa a integrar a futura direcção de informação da TVI.

Já ontem, a RTP tinha confirmado que José Alberto Carvalho e Judite Sousa apresentaram a demissão da estação estatal, um dia depois de Júlio Magalhães ter anunciado a sua saída da direcção do canal.

José Alberto Carvalho, de 43 anos, era director de Informação da RTP desde Janeiro de 2008, cargo que ocupou depois de ter sido subdirector de informação do canal público na equipa de Luís Marinho, que posteriormente subiu a administrador da empresa.

O ex-director de Informação da estação pública começou a sua carreira televisiva na RTP, no Porto, mas mudou-se para a SIC aquando da sua fundação, em 1992, onde ficou até regressar à RTP em 2002.

Já Judite Sousa, de 50 anos, está há cerca de 30 na RTP, era uma das principais caras do canal e já ocupou cargos de direcção por diversas vezes.

200 economistas: mais vale a bancarrota

São quase duas centenas de economistas alemães a defender o mesmo: basta de Bruxelas querer encontrar soluções para a crise da dívida soberana; mais vale que os países reestruturem as suas dívidas e seja criado um mecanismo que preveja a falência dos Estados.

«Nós apelamos ao governo alemão para que coloque em curso as disposições para extinguir o mecanismo europeu de estabilidade e para elaborar rapidamente com os seus parceiros europeus um plano detalhado de bancarrota controlada para os países do euro sobreendividados», segundo um manifesto assinado por 198 economistas e que foi publicado pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Ora Portugal está precisamente neste grupo de Estados-membros em estado crítico. Ainda esta sexta-feira os juros da dívida a 10 anos voltaram a renovar máximos, embora o ministro das Finanças reitere que «apesar do muito ruído que se sente nos mercados, não temos notado restrições» na procura da nossa dívida e no acesso aos mercados.

Voltando ao manifesto alemão - que teve a assinatura de académicos alemães tanto residentes no país como no estrangeiro - defende ainda a possibilidade de reestruturação de dívida pelos Estados, ao invés de um mecanismo colectivo, como já existe hoje com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Um mecanismo que se pretende que seja permanente a partir de 2013.

É que, argumentam, «uma reestruturação permite aos Estados em causa uma redução da sua dívida e garante um novo começo».

A possibilidade de estender uma garantia permanente às dívidas dos países em maiores dificuldades teria «consequências muito graves», cita a Lusa.

O manifesto dos economistas surge na semana em que os partidos da coligação alemã - CDU/CSU - que suportam o governo da chanceler Angela Merkel aprovaram uma resolução na câmara baixa do Parlamento alemão em que rejeitam a compra de títulos de dívida soberana no mercado secundário pelo futuro mecanismo de resgate.

Prestação da casa: juros em máximos de 15 meses

A taxa de juro implícita no crédito habitação está a subir há sete meses, tendo chegado no passado mês de Janeiro aos 2,101%, avança esta sexta-feira o INE.

Só regressando a Outubro de 2009 encontramos valor superior (2,211%), o que significa que os juros da prestação da casa estão em máximos de 15 meses.

A subida espelha o comportamento das taxas interbancárias (Euribor) que mantêm a tendência de crescimento devido à especulação de um aumento da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) antes do esperado, numa tentativa de combater a subida da inflação na zona euro.

Aliás, as maturidades mais longas (das Euribor) têm vindo a renovar máximos.

A mesma fonte revela ainda que o valor, em termos médios, da prestação no nosso País aumentou dois euros em Janeiro. «A prestação média vencida foi 261 euros».

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, «a taxa de juro implícita foi 2,960%, registando um acréscimo de 0,160 pontos percentuais face a Dezembro».

Recorde-se que esta taxa de juro implícita tem em conta um valor médio entre os contratos de crédito à habitação que são feitos em Portugal.

Limites de velocidade baixam para poupar petróleo

A vizinha Espanha decidiu baixar o limite de velocidade nas auto-estradas, para poupar petróleo, agora que o custo da matéria-prima está a disparar e chegou perto dos 120 dólares por barril na quinta-feira.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros, mas não é a única destinada a reduzir a dependência do país face ao petróleo. O Governo de Zapatero decidiu também cortar 5% no preço dos bilhetes de alguns transportes públicos e aumentar a percentagem de biocombustíveis a misturar na gasolina.

O executivo chegou a ponderar cortar a velocidade máxima dentro das cidades para 30 km/hora, mas acabou por optar por baixar o limite nas auto-estradas e vias equiparadas, de 120 para 110 km/hora. A medida entra em vigor a 7 de Março e terá carácter transitório, mas ainda não se sabe quando será levantada.

No que toca aos bilhetes dos transportes públicos, o Governo decidiu baixar os preços dos comboios da Renfe 5%, nas viagens de curto e médio curso, para incentivar o recurso a este meio de transporte. Haverá ainda campanhas de promoção deste tipo de transporte.

A percentagem de biocombustíveis a juntar na gasolina vai aumentar de 5,8 para 7%.

«Não há risco no abastecimento de petróleo nem de gás ao país, mas fomos obrigados a tomar algumas medidas para poupar energia e aligeirar a factura energética devido à crise no Norte de África», afirmou o segundo vice-presidente do Governo espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.

Em Espanha, o preço do litro de gasolina também está em valores historicamente elevados. De acordo com o boletim regularmente emitido pelo Eurostat, o litro custa, em média, 1,284 euros, apenas um cêntimo menos do que em Janeiro, e mais 16% que na mesma semana de 2010. O gasóleo custa 1,247 euros.

Os salários por trás dos Óscares: quem ganha mais?

No domingo à noite, quando milhões de pessoas estiveram coladas aos ecrãs de televisão, para ver quem vestiu o quê, quem foi com quem e quem saiu de lá vencedor, o que ninguém verá são as dezenas de pessoas nos bastidores, que trabalham para garantir que a cerimónia corre às mil maravilhas.

Quem conduz os convidados? Quem está a gerir as luzes? E a alinhar as músicas? E a cerimónia também não seria possível sem um guionista. Na noite dos Óscares, até os ajudantes são bem pagos.

A PayScale reuniu informações sobre os trabalhos e salários envolvidos na cerimónia dos Óscares. «Dada a importância do evento, os salários vão atingir o percentil 90, mas ainda há pessoas que fazem os mesmos trabalhos em mercados mais pequenos por muito menos dinheiro e quem tenha dificuldade em encontrar emprego, mesmo agora», disse Al Lee, director de Análise Quantitativa da PayScale, citado pelo «Huffington Post».

O jornal listou os salários pagos pela média dos mercados para cada uma das posições, e quanto paga a Academia. Frequentemente, os valores são o dobro, ou mais.

Produtor executivo: a média é de 81 mil dólares, a Academia paga 181 mil;

Director de Relações Públicas: a média é de 71.400 mas a Academia paga 134 mil;

Contabilista Senior: a média recebe 58 mil dólares. Os dos Óscares ganham 77.400;

Director de TV: no mercado ganham 54.600, na Academia 145 mil dólares;

Estilista: cá fora, a média ronda os 49 mil dólares, mas nos Óscares, o valor quase duplica, para 95.500;

Produtor de cinema/televisão: ganha 50.400 dólares num local comum, na Academia, 102 mil dólares;

Músico/cantor: se normalmente ganharia 50 mil dólares, nesta cerimónia pode encaixar 143 mil. Quase o triplo;

Cenógrafo: o vencimento normal costuma ser de 49 mil dólares, na Academia ronda os 107 mil;

Web Designer: enquanto a média do mercado é de 44.200 dólares, na Academia ganha-se um pouco mais: 75 mil dólares;

Argumentista/guionista: aqui o salário também pode triplicar e passar de 41 mil para 120 mil dólares;

Repórter: pode ganhar 73.500 dólares nos Óscares, bem mais que os 39 mil pagos cá fora;

Coordenador de Eventos: aqui o salário pode subir de 35.900 para 54 mil dólares;

Cabeleireiro: o cabelo das estrelas é precioso. Moldá-lo pode render 57.100 dólares, mais do dobro do que se ganha no resto do sector: 24.600 dólares;

Engenheiro Técnico de Som: estes profissionais ganham à hora. A diferença entre trabalhar na Academia ou fora dela é de 18 dólares à hora, para 30,40 dólares;

Motorista: levar qualquer um no banco de trás só rende 17,90 dólares à hora. Mas se conduzir uma estrela, isso vale 35 dólares a cada 60 minutos;

Maquilhador: cá fora, a maquilhagem rende 15,80 dólares à hora; nesta cerimónia, 29,80 dólares;

Segurança Armado: pode ganhar 24,80 dólares a manter as celebridades seguras durante uma hora. A segurança de outras personalidades vale bem menos: 14,20 dólares à hora;

Operador de Mesa de Som: 60 minutos cá fora rendem 11,50 dólares. Na Academia, dão 20,80 dólares;

Limpeza: sem limpeza não há cerimónia. Por cada hora a limpar ganha 16,50 dólares. Limpinhos. Cá fora, só pagam 10 dólares;

Projeccionista: a remuneração normal é de 9,10 dólares à hora, na cerimónia é de 15 dólares.

Concorrência inerte face aos preços dos combustíveis

A Autoridade da Concorrência (AdC) «não tem actuado» relativamente à «divergência entre os preços praticados» na venda de combustíveis e as flutuações do valor da matéria-prima nos mercados internacionais. A acusação é do líder do PSD, para quem era necessário que o regulador «explicitasse» a razão «de haver esta divergência».

«Não tem actuado. Era preciso que actuasse e interviesse de forma a explicitar ao país qual a razão de haver esta divergência entre os preços que são praticados hoje e aquilo que o mercado propiciava quando há dois anos atrás os preços eram muito parecidos embora nessa altura o preço do crude fosse muito mais elevado», disse Passos Coelho, citado pela Lusa.

Considerando «preocupante» a recente subida dos combustíveis, Passos Coelho defendeu que Portugal, por estar entre os países «mais vulneráveis e com mais dificuldades», deveria actuar «de forma mais diligente em relação à situação» para se «proteger melhor».

«Eu continuo sem perceber porque é que a Autoridade para a Concorrência não actua relativamente àquilo que já era um problema antes mesmo da subida dos preços nos mercados internacionais».

Tanto mais que os preços dos combustíveis hoje praticados «não encontram justificação no mercado», defende o líder social-democrata.

«E incompreensivelmente a Autoridade da Concorrência não consegue dar uma resposta satisfatória nessa matéria. Portanto, se em vez de estarmos sempre a sacudir a água do capote com aquilo que não depende de nós como é o caso do aumento do crude nas praças internacionais, se fizéssemos aquilo que está ao nosso alcance de modo a ver como é que os preços podem não ser tão elevados, não havendo justificação no mercado para terem atingido esse valor, se começássemos por aí já estaríamos a fazer alguma coisa de positivo».

Euro já vai nos 1,38 dólares

Depois de na última sessão ter tentado alcançar o patamar dos 1,38 dólares, a moeda única europeia conseguiu finalmente saltar o muro esta sexta-feira negociando acima do número redondo, nos 1,3820 dólares.

A explicar esta subida de 0,17% está a expectativa de que o Banco Central Europeu aumente a taxa de juro de referência na sequência da escalada da inflação que já está acima dos 2% fixados como limite pela instituição liderada por Jean-Claude Trichet.

Só na próxima semana se saberá quais as mexidas que o BCE vai fazer na política monetária.

Por agora, certo é que o euro se mantém nos níveis mais altos das últimas três semanas contra o dólar e está a caminhar para a sua mais longa sequência de ganhos mensais em relação à nota verde norte-americana desde Novembro de 2009.

Isto numa altura em que tudo aponta para que os preços no consumidor tenham subido ao ritmo mais altos dos últimos dois anos na Alemanha, segundo a Bloomberg.

Arábia Saudita faz aliviar preços do petróleo

O preço do petróleo está a descer nos mercados internacionais, depois de a Arábia Saudita ter anunciado um aumento da produção.

O «ouro negro» inverteu assim a tendência das últimas semanas tudo porque a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo mundial, reforçou a produção em 9 milhões de barris diários para compensar a quebra que se está a verificar por causa dos confrontos na Líbia.

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas está a descer 0,21 por cento para 111,13 dólares.

Em Nova Iorque, o crude está a recuar 0,4 por cento, com cada acção a custar 96,89 dólares.

PT dispara 2% e leva Lisboa para ganhos

A bolsa de Lisboa fechou a sessão desta sexta-feira no verde, pela quarta sessão consecutiva, impulsionada pela Portugal Telecom e pelo sector financeiro.

O principal índice valorizou 0,71%, para os 7.978,06 pontos, com apenas três títulos no vermelho.

A dar força a Lisboa ficaram as acções da PT: dispararam 1,94%, para os 8,39 euros, num dos melhores desempenhos do sector na Europa. Os ganhos surgem um dia após a operadora ter revelado lucros recorde em 2010 e ter anunciado que vai pagar três dividendos neste ano.

Também a banca esteve em destaque pela positiva, apesar da subida dos custos de financiamento devido à escalada dos juros da dívida pública, que hoje renovaram máximos históricos do meio da sessão. BES valorizou 0,81%, para os 3,20 euros, BCP subiu 0,78%, para os 0,64 euros, e BPI ganhou 0,49%, com cada acção a valer 1,42 euros.

Já no sector energético, EDP inverteu o sentimento negativo à última hora e fechou a valorizar 0,61%, enquanto a Galp encerrou a perder 0,16%.

Última nota para as acções dos clubes de futebol, principalmente para as do Futebol Clube do Porto: fecharam a ganhar 5,8%, para os 0,91%, depois de terem disparado 13%. Este foi o melhor desempenho dos últimos oito meses, motivado pelo facto do FCP ter sido o primeiro clube a garantir presença nos oitavos de final da Liga Europa. Benfica fechou inalterado nos 1,58 euros e Sporting encerrou a sessão a perder 1,4%.

Já lá por fora, dados sobre a economia dos EUA seguraram as principais praças da Europa no verde, pela primeira vez nesta semana. A Europa encerrou com subidas até 1,51% de Paris. Já em Wall Street, os principais índices seguem com ganhos até 1,37% do tecnológico Nasdaq.

PSI20 fecha sessão a subir 0,71%

O índice PSI20 fechou a sessão desta sexta-feira a valorizar 0,71 por cento para 7.978,06 pontos.

Na restante Europa, os principais índices estão no verde, tal como acontece nos Estados Unidos onde as principais praças estão a ser impulsionadas pelos dados do PIB.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"Expresso" teve acesso aos 722 telegramas do Wikileaks relativos a Lisboa

O semanário "Expresso" vai começar a publicar alguns dos 722 telegramas com origem na embaixada norte-americana em Lisboa, que estão na posse do Wikileaks.

O "Expresso" entra assim no lote de jornais autorizados a faze-lo, na sequência de um acordo que firmou com um jornal dinamarquês, o "Politiken".

Ricardo Costa, director do semanário, diz que o Governo está avisado desde a passada terça-feira e que o primeiro material a ser publicado diz respeito à área da Defesa.

“Muita daquela matéria é extraordinariamente complexa. Há temas variadíssimos, desde os mais fúteis aos extremamente complexos. O primeiro lote que vamos utilizar é sobre o Ministério da Defesa e sobre a Fundação Luso-Americana”, explica Ricardo Costa.

No caso da Defesa, Ricardo Costa diz que o Ministério de Augusto Santos Silva já conhece desde ontem os telegramas em causa, uma vez que os jornais autorizados a divulgar os telegramas são obrigados a mostrá-los primeiro às autoridades.

“Todos eles são obrigados a um acordo, nomeadamente mostrar com alguma antecedência todos os documentos com materiais que possam ser considerados sensíveis às autoridades nacionais. É isso que os outros jornais têm feito e é isso que estamos a fazer também. O Governo sabe desde terça-feira que temos estes telegramas e, neste caso, o Ministério da Defesa já sabe desde ontem os telegramas que vamos publicar”, esclarece o director do Expresso.

Ricardo Costa diz também à Renascença que todos os telegramas que irão ser publicados são inéditos.

Juros podem subir no Verão e ameaçar famílias

A subida da inflação é cada vez mais visível e essa realidade está a ameaçar a retoma económica da Zona Euro, facto que está a preocupar o Banco Central Europeu. Só em Janeiro, os preços no conjunto das economias da área euro cresceram 2,4%. Em Dezembro, já tinham aumentado 2,2%, ou seja, estão acima da meta de 2% que é encarada pelo BCE como um «nível» de estabilidade de preços.

Perante tal cenário, quais são as consequências de uma subida da taxa de referência no curto prazo? De acordo com o economista da IMF, Filipe Garcia, o aumento da taxa antes do previsto implica «uma continuação da subida da taxas Euribor em todos os prazos» e ao mesmo tempo «significa a redução do rendimento disponível para quem tem créditos à taxa indexada, que é a grande maioria. Nesse sentido, é uma ameaça à saúde financeira das famílias. Já para os aforradores é mais vantajoso, pois as taxas de depósito tendem a subir».

«O mercado acredita que a subida possa acontecer em Agosto. Não creio que seja o caso, penso que a subida, se acontecer, acontecerá só no Outono. Não espero que as taxas subam mais do que 25/50 pontos base este ano», refere à Agência Financeira.

Como é que as economias mais pobres - como Portugal - que se estão a esforçar para equilibrar as contas públicas vão conseguir lidar com mais uma subida generalizada dos preços?. «É um desafio. Notar que, apesar de tudo, estamos a falar de taxas de juro historicamente baixas. O problema é o excesso de crédito que foi contraído porque os juros (Euribor) não estão altos», conclui o economista.

Note-se que as Euribor já estão a subir desde meados de 2010. Na sessão de hoje, a especulação em torno de um aumento da taxa de juro continua a ensombrar as taxas interbancárias, levando a maturidade a 12 meses a máximos de Abril de 2009.

TAP reduz subsídios de férias e Natal até 35%

A TAP vai cortar os subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores com remuneração ilíquida superior a 1.500 euros entre 12,5 e 35 por cento, segundo uma circular da empresa a que a Lusa teve acesso.

Segundo documento dirigido aos trabalhados e assinado pelo presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, a companhia aérea garante que, com esta medida, «cumpre a determinação governamental de redução efectiva de cinco por cento dos custos globais com as remunerações totais ilíquidas».

Fernando Pinto explica que assim que foi publicada a Lei do Orçamento do Estado, que contém a norma da redução remuneratória, a TAP «tomou a iniciativa de promover conversações com as autoridades competentes, no sentido de serem definidas as medidas dessa aplicação, com vista à sua adequação à grande especificidade e diversidade de regimes retributivos vigentes e à garantia de equidade de sacrifícios».

O responsável explica que em resultado dessas conversações foram aprovadas algumas medidas, entre as quais a «redução das prestações de subsídio de férias e de subsídio de Natal (13.º mês), em taxa progressiva de 12,5 por cento a 35 por cento, a partir da remuneração mensal ilíquida de 1.500 euros».

Está, no entanto, garantida a «não redução abaixo de 1.500 euros da remuneração ilíquida média mensal (14 meses)», bem como «não redução abaixo do valor reduzido de remuneração ilíquida sujeita a taxa de redução inferior».

Esta norma assegurará, acrescenta, uma «maior redução para quem aufere remuneração total ilíquida mais elevada», lê-se na circular.

Assim, os trabalhadores cujo valor mensal médio das remunerações sujeitas a TSU [Taxa Social Única] (fixas e variáveis) seja superior a 1.500 euros e inferior a 2.000 euros terão uma redução de 12,5 por cento sobre o valor dos subsídios de férias e de Natal.

Quem ganhe entre 2.000 euros e 4.000 euros terá uma redução de 12,5 por cento sobre o valor de 2.000, acrescido de 57,5 por cento sobre o valor que exceda os 2.000 euros.

Já os trabalhadores com remunerações mensais superiores a 4.000 euros sofrerão um corte de 35 por cento sobre o valor total dos subsídios de férias e de Natal.

A TAP explica que «para efeitos de determinação da taxa de redução aplicável, será considerado o valor das remunerações fixas auferidas no mês do processamento e a média das remunerações variáveis sujeitas a TSU, pagas nos doze meses imediatamente anteriores».

A companhia aérea informa ainda os trabalhadores que não vai atribuir prémios de desempenho ou de resultados.

De acordo com a circular, «a aplicação destas medidas vai ter início já no processamento do corrente mês de Fevereiro».

No caso dos trabalhadores que receberam o subsídio de férias em Janeiro, «a redução correspondente será efectivada em seis prestações mensais, a partir do mês de Fevereiro».

Alerta: há burlas na consultoria financeira

O Banco de Portugal (BdP) alertou esta quarta-feira para a existência de uma espécie de burla envolvendo falsos consultores e mediadores financeiros.

Em comunicado, a instituição explica que «têm chegado ao conhecimento do Banco de Portugal diversas situações de pessoas colectivas e singulares que, apresentando-se junto do público como consultores ou mediadores financeiros, têm, porém, como único e aparente objectivo obter dos seus potenciais clientes a entrega de quantias monetárias, sem a contrapartida da prestação de qualquer serviço efectivo de consultoria ou mediação financeira».

Segundo explica o regulador, «após o contacto inicial e, por exemplo, a apresentação pelo cliente de um pedido de crédito, é solicitado ao mesmo o pagamento de um determinado montante (a título de comissão, despesas de expediente, honorários, etc.), não sendo depois dada qualquer sequência ao pedido formulado nem à devolução das quantias já pagas pelo cliente». Normalmente a razão alegada é a «não aprovação da proposta apresentada».

Tendo em conta a situação, o BdP esclarece que, «de acordo com a legislação em vigor, as entidades que declaram exercer a actividade de prestação de serviços de consultoria ou de mediação financeira não se encontram sujeitos à sua supervisão» e adverte o público para «a necessidade de o mesmo se dotar de informação completa e detalhada sobre as entidades em causa (designadamente informando-se sobre os protocolos eventualmente celebrados com as instituições devidamente autorizadas para a concessão de crédito) por forma a minimizar o risco de exposição a práticas com possíveis contornos de natureza criminal».

Combustíveis: AdC exclui investigação ao mercado

A Autoridade da Concorrência anunciou esta quinta-feira que não vai abrir uma investigação ao pedido da Automóvel Clube de Portugal sobre o mercado dos combustíveis em Portugal, confirmando que foi «citada pelo Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa».

Nesta acção, diz o comunicado da AdC, «o ACP alega ter solicitado à AdC a abertura de uma investigação, tendo por objecto os factos relacionados com o lançamento pela Galp, em Setembro de 2010, de um novo posto de combustíveis em Setúbal, para venda de gasolina e gasóleo, sob a marca Galp Base».

A entidade liderada por Manuel Sebastião considera, citada pela Lusa, que «os factos que lhe foram reportados pelo ACP não constituem indícios de violação de regras de concorrência, razão pela qual entendeu não dever abrir uma investigação, sendo que defenderá a sua posição na sede própria».

A AdC lembra, no comunicado, que «a Comissão Europeia se pronunciou recentemente no mesmo sentido, considerando não existirem razões para desenvolver quaisquer diligências ou desencadear uma investigação relacionada com o mercado dos combustíveis líquidos em Portugal».

Bruxelas, acrescenta a nota, «comunicou à AdC o entendimento de que a informação que lhe foi facultada pelo ACP não cumpre os requisitos legais para ser considerada uma queixa e que o argumento avançado pelo ACP de que a concorrência não se está a desenvolver no mercado português dos combustíveis líquidos não é suportado pelo facto, que o próprio ACP reconhece, de que a quota de mercado das estações de serviço dos supermercados tem crescido de forma significativa nos últimos três anos».

O comunicado termina com a AdC a «desafiar» o ACP a divulgar a carta da Comissão Europeia, na qual se explicará que «o próprio posto de abastecimento Galp Base é prova de um mercado mais concorrencial, ao afigurar-se como uma reacção do incumbente ao sucesso dos postos de abastecimento dos supermercados».

A carta, conclui a AdC, está datada de «19 de Outubro de 2010, que o ACP está, certamente, em condições de divulgar».

Sentimento económico na Zona Euro em máximos

A Comissão Europeia (CE) disse esta quinta-feira que o sentimento económico na Zona Euro melhorou, em Fevereiro, para o seu mais alto nível em quase três anos e meio.

De acordo com os dados de Bruxelas, o indicador de sentimento económico na Zona Euro subiu um ponto em Fevereiro, para 107,8 pontos, com melhorias a fazer-se sentir nos 17 países que partilham a moeda única.

O mesmo indicador, mas para a média dos 27 países da União Europeia, revela um crescimento da confiança, registando um aumento de 1,4 pontos entre Janeiro e Fevereiro, para os 107,2 pontos, escreve a Lusa.

A CE aponta ainda que a confiança dos consumidores voltou a aumentar em Fevereiro, depois de no mês passado ter atingido mínimos de cinco meses.

Petróleo cola-se aos 120 dólares em Londres

A escalada parece não ter fim. Os preços do petróleo estão a disparar esta quinta-feira nos mercados internacionais. O barril de Brent arrancou a valer 114,26 dólares e já atingiu o pico dos 119,79 dólares, o valor mais alto em quase 30 meses.

E a explicação está mais uma vez nos conflitos que têm ocorrido na Líbia, com uma redução no fornecimento da matéria-prima naquele que é o terceiro maior produtor do continente africano.

As estimativas apontam para que a Líbia perca até dois terços da sua produção de petróleo. Os investidores estão receosos quanto à capacidade de a Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP) em dar conta do recado se vier a acontecer uma escalada de interrupções de fornecimento do «ouro negro» no Médio Oriente.

No fundo, «os acontecimentos na Líbia e na África do Norte trouxeram de volta o risco geopolítico no radar», disse um responsável do Deutsche Bank, citado pela Bloomberg.

Também em Nova Iorque a subida das cotações está a fazer-se sentir e o barril já alcançou o patamar dos 100 dólares. O crude vale 100,45 dólares, mais 2,4% ou 2,35 dólares.

A subida pode muito bem não ficar por aqui. Segundo os analistas do Nomura, «se a Líbia e a Argélia interrompem a produção de petróleo ao mesmo tempo, os preços deverão disparar acima dos 220 dólares o barril».

O efeito dominó

Os receios de contágio da crise vivida na Líbia - responsável por 15% das remessas para Portugal - a outros países exportadores de petróleo no continente africano e do Médio Oriente estão a crescer a ritmo acentuado.

Esta situação já se transpôs para a cotação dos produtos refinados, que esta semana - no caso da gasolina 95 - esteve sempre acima do preços médio da semana passada. Na terça-feira, aliás, a cotação da gasolina 95 refinada nos mercados internacionais alcançou um novo máximo, nos 682,3 euros por tonelada métrica.

Já a cotação do gasóleo refinado nos mesmos mercados internacionais bateu máximos na quarta-feira, nos 678,9 euros por tonelada métrica.

A petrolífera que refina em Portugal, a Galp, reflecte nos seus preços em bomba as variações médias destes produtos refinados, pelo que é de esperar que venham aí novos aumentos.

O preço do cabaz de doze crudes mundiais, que serve de referência à OPEP, já está também acima dos 100 dólares.

«Não há falta de petróleo no mercado, mas é o medo de que se venha a materializar uma falta que está a alimentar uma alta de preços», explicam os analistas do Commerzbank em Londres, citados pela Lusa.

Note-se que a Agência Internacional de Energia veio esta semana deixar um apelo: «Não entrem em pânico. Há petróleo para todos». Apesar desta mensagem, os investidores não param de acusar nervosismo.

O barril de Brent está a aproximar-se, a passos largos, do recorde de 147 dólares alcançado em Julho de 2008. Já lá vão três anos e parece que o episódio pode repetir-se. As nossas carteiras conhecerão o final da história daqui a três meses, já que os contratos assinados agora para fornecimento da matéria-prima têm efeitos práticos só nessa altura.

Líbia e petróleo influenciam humor de Wall Street

As bolsas dos EUA abriram pouco alteradas esta quinta-feira com os investidores atentos às tensões políticas na Líbia e à escalada dos preços do petróleo.

No arranque, o Dow Jones e o S&P caíram 0,2%, enquanto o Nasdaq subia o mesmo valor.

Mas agora Wall Street já saltou para o verde, ainda que dois dos índices registem apenas ganhos ligeiros: o Dow Jones sobe a esta hora 0,01%, o S&P 500 0,1% e o Nasdaq consolidou os ganhos escalando 0,68%.

Dívida pública: juros disparam e tocam máximos

Os juros da dívida pública nacional tocaram esta quinta-feira os valores mais altos de sempre a meio da sessão. Isto num dia em que o IGCP anunciou um novo leilão de duas linhas de Bilhetes do Tesouro, no valor inicial de 750 e mil milhões de euros, na próxima quarta-feira.

Os mercados estão a apertar, ainda mais, o cerco a Portugal, quando se multiplicam os alertas para que o Governo acelere o plano de reformas para 2011 de forma a evitar um resgate forçado nos próximos meses. Ontem, uma poll de 30 analistas da Reuters apontaram Junho como o mês em que o rating de Portugal pode mesmo ser revisto em baixa.

No caso das Obrigações do Tesouro a 10 anos, os juros tocaram hoje os 7,65%, o máximo histórico do meio da sessão, atingido a 15 de Fevereiro e repetido esta quinta-feira. A esta hora, os juros já atenuaram e estão nos 7,56%.

Também o spread exigido pelos investidores para comprarem dívida portuguesa em vez da alemã, considerada de referência para a Europa, está a subir e toca já os 441 pontos base.

Mas não são apenas os juros da dívida a 10 anos que tocou máximos. Também a dívida a cinco anos tocou hoje juros recorde, fixados no dia 23 de Fevereiro, nos 7,32%, valor a que negoceiam a esta hora.

PSI20 fecha sessão a ganhar 0,41%

O índice PSI20 encerrou a sessão desta quinta-feira a valorizar 0,41 por cento para 7.921,74 pontos.

Na restante Europa, o tom de fecho foi vermelho, com os conflitos no Médio Oriente a ensombrarem as negociações.

Nos Estados Unidos, os mercados seguem mistos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fama na net custa 27% do negócio de uma empresa

É uma das muitas provas do poder da Internet. Os comentários e opiniões de clientes de uma empresa a circularem no mundo virtual podem destruir a reputação de uma companhia e custar 27% do seu negócio, ou seja, causar a perda de 27% dos clientes.

De acordo com um estudo sobre Buzziness realizado em Espanha pela consultora Guidance, e citado pelo «Expansión», o impacto varia consoante o sector, mas pode oscilar entre 11% e 27%.

Os comentários sobre satisfação do cliente, políticas de produto e serviços e a qualidade dos memos, são os factores que mais influenciam um novo tipo de cliente, que avalia online mas efectua as suas compras noutros canais que não a Internet.

Mas se funciona para o mal, também pode funcionar para o bem. Por isso, o controlo e o bom uso das opiniões dos clientes na Internet podem converter-se numa estratégia de êxito. Se as opiniões são favoráveis, em vez de darem má fama e afastar clientes, podem ajudar a criar uma boa reputação e atrair 37% de novos clientes.

Mesmo para quem compra nas lojas ou na rua, a Internet converteu-se na principal fonte de informação. Diz este estudo que, antes de comprar, 67% dos consumidores trocam e comparam opiniões na Internet. E destes, 89% reconhece que se sentem influenciados ou muito influenciados pelos comentários na hora de tomar una decisão.

Carro do Ano 2011 em Portugal é o...

O monovolume Ford C-Max é o Carro do Ano de 2011, distinção dada pelo Troféu Essilor Volante de Cristal esta quarta-feira em Lisboa, numa cerimónia em que também a BMW conseguiu arrecadar três troféus, avança a Lusa.

O prémio Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal 2011, que visa distinguir o automóvel que melhor se adequa à realidade do mercado nacional, é atribuído por um conjunto de 18 jurados em representação de vários órgãos de comunicação social.

Numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, e por Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, proprietária das revistas AutoSport e Volante que organizam o evento, o Ford C-Max foi assim distinguido.

O evento Carro do Ano é organizado pelas revistas AutoSport e Volante e contam na comissão organizadora com a presença do Automóvel Clube de Portugal (ACP) e da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Em termos de prémios por classes de automóveis, a BMW venceu em três das oito categorias: carrinhas (BMW 520 d Touring), todo-o-terreno (BMW X3 20d xDrive) e executivo (BMW 520 Sedan). A Citroën ganhou o utilitário do ano, com o DS3 HDi, enquanto que a Skoda conquistou o familiar do ano, com o Yeti 1.6 TDI.

O prémio de desportivo do ano foi para a Peugeot, como seu RCZ 1.6 THP e a Seat venceu o monovolume do ano com o Alhambra 2.0 TDI, produzido na fábrica da Autoeuropa.

O galardão Volante Verde foi ganho pelo Nissan Leaf, o automóvel completamente eléctrico e vencedor do carro do ano a nível internacional.

Piratas usam CMVM para atacar investidores

É a prova de que nenhuma instituição está a salvo de ver o seu nome usado em operações de ataques electrónicos. Os bancos já são vítimas habituais em Portugal, mas agora, os piratas usam também o nome da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para tentar atacar os investidores.

O regulador da bolsa viu-se obrigado a emitir um aviso, onde «alerta os investidores e o público em geral que estão a circular mensagens falsas de correio electrónico, de phishing, como pertencentes a bancos portugueses, nas quais é confirmada a realização de operações financeiras e utilizado o nome da CMVM».

O phishing é um tipo de ataque onde os piratas enviam mensagens electrónicas fazendo-se passar por outras instituições (bancos, empresas, etc.). O objectivo é enganar as vítimas, levá-las a clicar em ligações perigosas ou a fornecer dados pessoais e, muitas vezes, confidenciais.

«Estas mensagens são falsas e destinam-se a induzir as vítimas a instalar, mediante a activação de um hiperlink, um software malicioso através do qual o conteúdo dos respectivos computadores passa a estar acessível a terceiros», explica a CMVM em comunicado.

Quem receber estas mensagens e antes de abrir o hiperlinknelas contido e que respeita ao comprovativo de uma alegada operação, deve confirmar a sua autenticidade junto do banco aí referido.

Carros usados: não se deixe enganar no crédito

Quando decidir comprar um carro usado, e depois de optar pelo stand com a melhor oferta, é provável que lhe proponham um financiamento. Convém negociar até ao cêntimo e não ceder à primeira oferta. Visite o maior número de instituições de crédito, a começar pelo seu banco, e peça simulações para o montante de que necessita.

Os stands são meros intermediários no financiamento e, muitas vezes, ganham uma comissão sobre os créditos contratados pelas instituições com que trabalham, sublinha a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), num dossier sobre este tema, a publicar na «Proteste» de Março.

Regra geral, «as taxas propostas são mais elevadas do que nos bancos. Além disso, nestes, pode usar produtos já contratados ou que esteja disposto a contratar para reduzir a taxa: por exemplo, domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc.», refere.

Seguros a mais encarecem leasing

Contabilize os encargos associados às diversas modalidades de financiamento. Por exemplo, o preço dos seguros para o carro varia bastante consoante opte pelo crédito ou pelo leasing. No leasing são exigidos seguros de responsabilidade civil facultativa (50 milhões de euros) e de danos próprios. Já no crédito automóvel, basta o de responsabilidade civil obrigatória, no valor de 3 milhões e 250 mil euros e, nalguns casos, o de vida. Ainda assim, se tiver disponibilidade financeira e o carro menos de 5 anos, convém contratar uma apólice «contra todos os riscos».

Em regra, as instituições de crédito têm protocolos com as seguradoras e conseguem propor bons prémios, mas convém simular o prémio anual noutras seguradoras ou mediadores. Pergunte também que garantias são exigidas e se existem despesas de contratação (comissões de entrada, processamento, etc.). Alguns destes elementos são essenciais para comparar o custo real de várias propostas. Este traduz-se na taxa anual de encargos efectiva global (TAEG), que as instituições são obrigadas a dar ao cliente numa simulação. Em caso de dúvida, use o simulador da Deco.

Tenha em conta que este tipo de financiamento não serve para todos os carros. A maioria das instituições impõe um limite, na maioria dos casos, de 10 anos no final do prazo do crédito. Logo, se quiser comprar um veículo com 6 anos, não poderá pedir um financiamento superior a 4 anos.

Escolher o crédito certo pode poupar-lhe 650 euros por ano

A Deco lembra que nem todos os bancos cumprem as regras do Banco de Portugal. Este tipo de crédito tem uma taxa máxima, fixada trimestralmente, mas alguns bancos tentam cobrar mais do que a lei permite.

«Se visitar os bancos certos, poupa entre 409 e 650 euros por ano», diz a associação, que testou várias instituições. Além dos bancos, a Deco lembra que algumas marcas oferecem condições vantajosas para os compradores dos seus veículos, uma opção que não é de excluir.

Taxas Euribor sempre a subir

A escalada continua e de forma acentuada. As Euribor estão a subir em todos os prazos.

A taxa a três meses, mais comum no cálculo dos juros do crédito às empresas avança 0,005 pontos para 1,087%.

O fixing diário da Federação Europeia de Bancos mostra a maturidade a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, sobe novamente 0,007 pontos, desta feita para 1,367%.

A Euribor a 12 meses regista outra vez a maior subida, crescendo 0,009 para os 1,748%.

Data do IRS está a chegar. Reúna tudo a tempo

Os contribuintes da primeira fase (aqueles que apenas têm rendimentos das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem ou pensões) a entrega em papel pode ser feita de 1 a 31 de Março e a entrega pela Internet está disponível entre 1 e 30 de Abril.

Já para os restantes contribuintes, que recaem na segunda fase da entrega, a declaração pode ser submetida em papel entre 1 e 30 de Abril ou pela Internet entre 1 e 31 de Maio.

Recorde-se que, para a entrega das declarações pela Internet é necessária uma senha. Quem ainda não a obteve ou perdeu, convém solicitá-la com antecedência, uma vez que o envio da mesma por parte das Finanças pode demorar vários dias. Pode fazê-lo pela Internet, no site «www.e-financas.gov.pt».

Cuidados nas despesas de saúde e educação

Pode deduzir despesas com educação: material escolar, despesas com formação, incluindo encargos com creches, lactários, jardins-de-infância, formação artística, educação física, educação informática e explicações respeitantes a qualquer grau de ensino.

Na saúde, reúna facturas de farmácia, dos médicos, de material terapêutico e tome especial atenção aos gastos de saúde com IVA a 20 ou 21% (a taxa normal aumentou a meio do ano), porque só podem ser deduzidos se acompanhados de receita médica. O mesmo acontece com as mensalidades do ginásio e com os leites para bebés.

Na habitação (juros e rendas), junte declarações do banco e recibos de renda.

No IRS de 2010, que entregará nos próximos meses, ainda vigoram os tectos antigos. No de 2011, que entregará em 2012, é que há novos limites, mais apertados, para as deduções nos escalões mais elevados de rendimento.

PPR, fraldas, computadores e energias renováveis: o que deduzir?

2010 foi o último ano em que ainda pôde usufruir de um benefício fiscal máximo de 400 euros nos PPR. No IRS de 2011, que vai entregar em 2012, esse benefício cai para 100 euros, no máximo, e apenas para alguns escalões de rendimento.

As fraldas para bebés, assim como as cadeirinhas para usar no automóvel, não são dedutíveis. Também já não é possível a dedução de encargos com aquisição de computadores.

No IRS de 2010, que entrega em breve, também ainda pode deduzir encargos com energias renováveis (painéis solares e fotovoltaicos, bombas de calor para aquecimento de água, salamandras, etc.) e gastos com eficiência energética, incluindo equipamentos e obras que contribuam para a melhoria de comportamento térmico de edifícios (isolamentos térmicos incluindo telhados, paredes e chão), vidros duplos, etc.).

Seguros e donativos também podem entrar

Se fez donativos a instituições de solidariedade social, religiosas ou não, lembre-se que tem direito a deduzir uma parte.

E há também seguros cujos prémios podem ser deduzidos: por exemplo, os seguros de vida e, para quem tem seguro automóvel, a parte que diz respeito ao seguro de ocupantes.

Os sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B (trabalho por conta própria), e que estejam sujeitos à determinação dos rendimentos com base na contabilidade, podem deduzir também despesas com viaturas.

Quem tem rendimentos de rendas, ou mais valias resultantes de venda de acções, imóveis, etc., e for declará-las, também deve reunir toda a documentação necessária.

Este ano ainda não é necessário NIF dos bebés

Este ano ainda não é necessário o Número de Identificação Fiscal (NIF) de todos os dependentes, ascendentes e colaterais para os quais sejam invocadas deduções. Ou seja, se tem despesas com bebés, crianças e idosos, este é o último ano em que pode deduzi-las sem indicar o respectivo NIF.

Como arranjar emprego «à francesa»

Numa altura em que enviar currículos e candidaturas já não resulta, é preciso encontrar novas formas de procurar (e conseguir) emprego. Os franceses lembraram-se de uma e nós explicamos-lhe o que é arranjar emprego «à francesa».

Em França, cafés, restaurantes e até discotecas converteram-se em fóruns eficazes de procura de emprego e networking(contactos profissionais em rede). O colunching vai mais longe do que o contacto através de redes sociais: aqui trocam-se contactos, informações sobre vagas e até pontos de vista sobre o mercado laboral, enquanto se come.

Embora se faça em espaços e momentos atípicos, os franceses perceberam que as horas passadas à procura na Internet já não adiantavam nada. Por isso, os que procuram emprego ou querem evoluir na sua profissão, vão para a rua, em busca de uma vaga ou de uma oportunidade melhor.

A ideia surgiu quando uma Professional da comunicação montou a sua própria agência. Trabalhava em casa, sozinha, e só contactava com outros profissionais pelo Facebook. Um dia, lembrou-se de organizar encontros entre pessoas que estavam na mesma situação.

Só em França já se organizaram quase uma centena de «cafés-emprego», em que participaram mais de cinco mil candidatos. Cerca de 12% dos assistentes tem hoje contrato de trabalho. O projecto fez tanto sucesso que o modelo se expandiu aos países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e aos Estados Unidos. A sua chegada está para breve a Espanha e Itália.

Petróleo: aumento do preço é revés para sector aéreo

O aumento do preço do petróleo constitui «um revés muito grande» para o sector aéreo e poderá impedir um bom ano para as companhias, noticiou esta quarta-feira a AFP, citando o patrão da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA).

«As tarifas do petróleo constituem um grande problema que poderá mudar radicalmente a situação do sector», afirmou Giovanni Bisignani durante uma conferência de imprensa realizada em Tóquio, cita a AFP.

Segundo Bisignani, o ano poderá por este facto «ser muito difícil de gerir, quando se esperava lucrativo».

Os preços do petróleo bruto subiram nos últimos dias devido à escalada de violência no mundo árabe e particularmente na Líbia.

Petróleo e inflação fazem euro valorizar

O euro está a valorizar 0,5% esta quarta-feira. A escalada nos preços das matérias-primas está a provocar um aumento da inflação acima dos 2% estabelecidos como tecto pelo Banco Central Europeu.

E agora que o preço do petróleo está a escalar ainda mais, na sequência da instabilidade sentida na Líbia, a pressão aumenta.

É a primeira vez em três dias que a moeda única consegue fazer tremer o dólar, tendo alcançado até o valor mais alto em quase duas semanas face à nota verde norte-americana.

Agora nos 1,3735 dólares, o euro vale mais 0,5%.

PSI20 fecha sessão a ganhar 0,25%

O índice PSI20 fechou a sessão desta quarta-feira a valorizar 0,25 por cento para 7.889,30 pontos.

Na restante Europa o tom de fecho foi vermelho, tal como seguem os mercados norte-americanos.

Em alta na bolsa portuguesa ficaram apenas 6 empresas.

Rating de Portugal poderá ser cortado

O rating de Portugal poderá vir a ser alvo de um downgrade até Junho, refere uma poll de trinta economistas consultados pela agência Reuters.

De acordo com os analistas consultados, Portugal tem 60% de hipóteses de ver a avaliação da sua dívida revista em baixa nos próximos quatro meses.

«Portugal não fez muitos progressos em termos de consolidação orçamental. O seu Outlook parece-nos o mais preocupante de entre os que não recorreram ao Fundo de Estabilização Europeu e ao FMI», disse Nick Lounis, da ABN AMRO.

Note-se que nos últimos tempos têm aumentado os rumores em torno de um possível pedido de ajuda por parte de Portugal.

No entanto, José Sócrates tem garantido que o país não precisará de ajuda para enfrentar a actual crise económica que atravessa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se tem um Nokia, deve fazer parte de um recorde

A finlandesa Nokia é detentora de vários recordes. Por isso, se tem um telemóvel desta marca, é possível que, sem saber, faça parte de um deles.

Um estudo recente da IResearch revela que a empresa detém sete recordes a nível mundial. Nós damos-lhos a conhecer.

O tom de toque mais ouvido em todo o mundo
O Nokia Tune tem origem na música «Gran Vals», do compositor espanhol Francisco Tárrega. Anssi Vanjoki, em conjunto com Lauri Kivinen, seleccionou o famoso excerto da música e levou-o para a Nokia em 1993. O toque é agora ouvido mundialmente, em média, 1,8 mil milhões de vezes por dia, ou 20 mil vezes por segundo.

O jogo para telemóveis mais popular do mundo
O Snake, agora com 13 anos de existência, foi originalmente desenvolvido para a série de dispositivos Nokia 6100. Adaptado aos telemóveis por Taneli Armanto, que ainda hoje colabora com a Nokia, está integrado em mais de 350 milhões de dispositivos móveis em todo o mundo, sendo o jogo para telemóveis mais popular de sempre.

O telemóvel mais popular do mundo
Se é verdade que existem cerca de 5 mil milhões de utilizadores de telemóveis em todo o mundo, apenas uma minoria dispõe de um smartphone. Entre esses, 250 milhões são detentores de um Nokia 1100, transformando-o no telemóvel mais popular de todos os tempos.

A maior fabricante de câmaras digitais
Actualmente, mais de 4 mil milhões de pessoas em todo o mundo captam fotos com os seus telemóveis. A câmara do telemóvel já é o tipo de câmara fotográfica mais utilizada em toda a história. Em consequência disso, desde 2008, a Nokia é a maior produtora de câmaras digitais do mundo.

A personagem de animação mais pequena do mundo
Dando corpo a um projecto ambicioso, a produtora de Wallace e Gromit, a Aardman Animations, associou o poder de captação de imagem do Nokia N8 ao conceito por trás do CellScope, uma invenção de Daniel Fletcher. O resultado foi a personagem de animação Dot.

O telemóvel mais multi-tarefas do mundo
Apesar de este recorde ainda não ter a confirmação do Livro de Recordes do Guiness, não há conhecimento de que tenha sido quebrado. No dia 5 de Setembro de 2010, o Nokia E5 correu 74 aplicações em simultâneo.

O maior ecrã de cinema do mundo
O ano passado, em Rosengård, na Suécia, a Nokia construiu uma sala de cinema tão grande que só pôde ser vista no exterior. O ecrã de 1,428 metros quadrados (51m X 28m) foi erguido em frente a um bloco de torres e suportado por duas gruas gigantes, enquanto os quatro projectores XML HD30, com 140 quilos cada, projectaram o filme «Prince of Pérsia».

Créditos à banca: 636 mil deixaram de cumprir

Os portugueses têm cada vez menos dinheiro para fazer face a compromissos.

No final do ano passado, eram mais de 4,6 milhões as famílias com um ou mais créditos contraídos - num total de quase 153,6 milhões - , segundo dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Desse universo, 636 mil (13,8%) deixaram de pagar o que deviam à banca no que toca ao crédito à habitação, consumo e financiamento à actividade empresarial em nome individual. São quase mais 39 mil do que em Dezembro de 2009.

Do total do incumprimento, 15% diz respeito ao crédito ao consumo e 5% ao crédito à habitação.

O aperto financeiro sentido no ano passado, agravado com o Orçamento do Estado para este ano, bem como o aumento do desemprego e da inflação deixam adivinhar que vai ser cada vez mais difícil esticar o orçamento familiar para que o dinheiro chegue para tudo.

A par destes valores, note-se que o crédito de cobrança duvidosa, mais conhecido por malparado, continuava no final do ano passado bem acima do valor do ano anterior, embora em Dezembro tenha registado a primeira queda no espaço de um ano para 3.986 milhões de euros.

Uma descida que se verificou em todos os destinos de financiamento: habitação, consumo e outras finalidades.

Casa: Euribor continuam em alta

As taxas Euribor a três, seis e 12 meses continuam a subir esta terça-feira, de acordo com o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, avança 0,003 pontos para 1,082%, enquanto a taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, sobe 0,007 pontos para 1,360%.

A Euribor a 12 meses regista a maior subida e cresce 0,008 para os 1,739%.

Recorde-se que as taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

Somos os mais pessimistas da Europa

Os portugueses são dos mais pessimistas da União Europeia quanto à situação nacional. Segundo o Eurobarómetro, 93 por cento dos portugueses considera-a «má» ou «muito má» e apenas uma minoria acredita que vai melhorar no próximo ano.

Posto isto, a percentagem de optimismo é muito reduzida. Apenas 5 por cento dos portugueses acredita que a situação económica do país vai melhorar nos próximos 12 meses, predominando um pessimismo em relação ao futuro individual e do país.

Os portugueses fazem uma «avaliação muito negativa da situação nacional», sendo que apenas 6 por cento considera a situação nacional «boa».

As avaliações mais negativas sobre a situação económica actual dos seus países cabem contudo à Irlanda (98 por cento), Grécia (98 por cento) e Espanha (97 por cento).

Avaliação negativa reflecte-se no emprego

Mas as perspectivas pessimistas não ficam por aqui. A avaliação negativa da economia «reflecte-se também na avaliação da situação do emprego em Portugal».

Na avaliação do mercado de trabalho actual, a Espanha (99 por cento), Grécia (98 por cento) e Irlanda (97 por cento) - países mais afectados pela crise da dívida soberana - superam Portugal no negativismo.

Os portugueses mostraram também uma tendência negativa na avaliação da integração europeia, embora se mantenham opiniões favoráveis em relação à UE, ao alargamento e à integração europeia nos domínios da economia, da política externa e da defesa e segurança.

Os portugueses defendem um aumento do défice público para gerar emprego, atribuem menor prioridade à consolidação orçamental que os europeus em geral e avaliam positivamente os grandes objectivos da Estratégia Europa 2020.

Escritórios: Nova Iorque e Londres ultrapassadas

Lisboa desceu nove posições no ranking das localizações de escritórios mais caras do mundo em 2010, da consultora imobiliária Cushman & Wakefield.

A capital portuguesa já tinha descido sete posições no ranking de 2009, mas no ano passado, com a descida de mais seis lugares, passou a ocupar o 49º lugar entre as rendas de escritórios mais caras do mundo (311 euros por metro quadrado).

Hong kong superou Tóquio e Londres, passando a ser a localização mais cara do mundo (1.1931 euros por metro quadrado) no ano passado. Em segundo lugar Londres (1.872 euros por m2) e em terceiro, apesar de ter descido 11% face aos valores de 2009, a cidade de Tóquio (1.334 euros).

A descida de Londres do primeiro para o terceiro lugar é explicada pela consultora pela queda das rendas e pela perda de valor da libra estrelina.

Rio de Janeiro destronou Nova Iorque

A tendência negativa de Lisboa não se registou nas principais localizações de escritórios do mundo: «Após uma descida sem precedentes em 2009, a região Ásia-Pacifico registou uma retoma inesperada no valor das rendas em 2010, com Hong Kong a registar uma subida de 51%», lê-se no estudo, citado pela Lusa, divulgado esta terça-feira.

O Rio de Janeiro, que ficou em quarto lugar (965 euros por m2) destronou Nova Iorque (920 euros por m2), que ficou em quinto lugar, no ranking do continente Americano.

«No Brasil, o valor das rendas registou uma subida exponencial», o que a consultora imobiliária interpreta ser um «reflexo da rápida retoma» da economia brasileira.

Na Europa, as maiores subidas anuais registaram-se na zona do West End da cidade de Londres com 27% e na City com 25%.

Os Estados Unidos registaram uma descida de dois por cento, embora rendas das principais localizações do centro de Nova Iorque tenham subido 10%, segundo a Cushman & Wakefield porque a cidade emergiu mais rapidamente da recessão do que o resto do país.

Este ranking das localizações de escritórios mais caras do mundo é elaborado com base em 202 cidades de 57 países, nas quais a consultora analisa as rendas, o custo de condomínio, eventuais impostos e outros custos associados ao arrendamento.

SMS de valor acrescentado enganam portugueses

Os consumidores continuam desprotegidos face aos serviços de valor acrescentado que funcionam através do envio de mensagens escritas (SMS), a pagar no destino. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) testou 14 serviços de 8 empresas e descobriu anúncios pouco claros, com falta de informação obrigatória, formas de contratação ilegais e dificuldades no atendimento.

Na revista «Proteste» de Março de 2011, a associação revela que, desde 2007, recebeu «mais de 4.000 reclamações de consumidores sobre a cobrança de serviços que não tinham solicitado».

«Atraídos por anúncios a toques, músicas, jogos, testes e concursos, enviaram uma SMS para o número indicado ou fizeram um registo na Internet. Sem se aperceberem, subscreveram contratos de prestação continuada de serviços e começaram a receber mensagens a pagar no destino de valor elevado. Nalguns casos, os alvos eram crianças sem capacidade legal para contratar», explica a Deco.

O que deve fazer se lhe acontecer a si

«A pressão resultante das muitas reclamações recebidas pela Deco, Anacom e Direcção-Geral do Consumidor levou o Governo a legislar no sentido de adaptar as regras dos serviços de audiotexto, para estas empresas. A lei impôs o registo dos prestadores na Anacom, obrigações especiais de informação e regras na publicidade, entre outros aspectos. Mas os abusos continuaram e as queixas mantiveram-se», lamenta.

Segundo a Deco, «a lei é positiva e satisfaz quase todas as exigências apresentadas em 2008, mas deixa de fora a mais importante: o barramento automático e por defeito destes serviços», que a associação considera ser o modo mais eficaz de proteger o consumidor. Por isso, exige «a alteração da lei neste sentido. Para manter este tipo de serviços, só terá de comunicá-lo à operadora».

A Deco pede também mais fiscalização à Anacom e à Direcção-Geral do Consumidor, defendendo que «estas entidades devem aplicar sanções dissuasoras às empresas infractoras, para evitar reincidências».

Por fim, a associação tem um conselho para quem aderiu a um serviço sem dar por isso: «Reclame por escrito junto do prestador e da sua operadora de telecomunicações. Exija o reembolso dos montantes cobrados. Ao permitir a prestação de serviços por terceiros na sua rede e aos seus clientes, a lei considera a operadora co-responsável. Peça-lhe também o barramento destes serviços».

Euro acentua queda face ao dólar

O euro segue nesta sessão de terça-feira a desvalorizar face ao dólar, devido às tensões na Líbia.

A instabilidade política que se vive no Médio Oriente está a fazer crescer a procura pela divisa norte-americana por ser considerada um activo de refúgio.

Neste momento, o euro está a descer 0,8 por cento para 1,3571 dólares.

PSI20 fecha a subir 0,18% para 7.869,55 pontos

A Bolsa em Lisboa fechou a sessão desta terça-feira a subir 0,18 por cento para 7.869,55 pontos, em contraciclo com as restantes praças europeias.

Lisboa escapou, assim, à onda vermelha que assolou a Europa. A ajudar, em Lisboa, esteve o sector financeiro.

Nos Estados Unidos, os mercados seguem a transaccionar no vermelho.

Dívida nacional próxima do dia D

As autoridades europeias estão a discutir, no segredo dos gabinetes, as contingências que podem levar a um pedido português de ajuda financeira, já no próximo mês, quando o país terá de fazer face a um refinanciamento, em larga escala, da sua dívida.

O «Wall Street Journal», na sua edição desta terça-feira, não tem dúvidas em classificar Portugal como uma nação «altamente endividada», que sente uma pressão crescente para receber ajuda, um tema que será levado às cimeiras de 11 e de 24 de Março, na reunião de líderes europeus.

«O sentimento existente é que o resgate não passa de Março ou de Abril, no máximo, sob pressão de países como a Alemanha, de forma a que situação na Zona Euro retome alguma normalidade», disse um alto responsável europeu ao «Wall Street Journal» (WSJ). E alguns dirigentes nacionais também consideram, em privado, essa possibilidade, disse fonte oficial.

Portugal já se financiou, só este ano, em mais de 4 mil milhões de euros nos mercados, através da venda de títulos de dívida. Mas agora está perante uma tarefa difícil: refinanciar 3,8 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, cuja maturidade termina agora em Março, segundo dados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público. E depois, mais 4,3 mil milhões de euros, que expiram em Abril, seguidos por mais 4,9 mil milhões de euros em Junho.

Este nível de endividamento tem um preço alto, recorda o jornal. Os juros das Obrigações do Tesouro esta terça-feira estavam nos 7,34%, bem acima do nível dos 7%, um valor que é já considerado como um custo demasiado elevado para ser sustentável a longo prazo.

Segundo o WSJ, outro alto dirigente europeu considera que é apenas uma questão de tempo até que Portugal peça um resgate similar ao grego ou ao irlandês.

O país já comunicou em detalhe as reformas que tem levado a cabo, o que facilita a intervenção do Fundo de Estabilização Europeia, o que significa ainda que a Comissão Europeia pode responder com brevidade, assim que surja um pedido de ajuda.

Esta segunda-feira, o Banco Central Europeu lançou o segundo aviso, em dois dias. «Francamente, já passou muito tempo desde o início da crise da dívida soberana na Zona Euro» e não há trabalho concluído à vista, diz Ahanasios Orphanides, membro da Administração do BCE, em entrevista ao WSJ.

Portugal pode ser um problema mais profundo se não for solucionado, podendo ter implicações negativas para outras nações do bloco que junta os 17 países que partilham a moeda única.

Os governos do euro têm por isso de dar corda a medidas que melhorem a gestão da Zona Euro. E rápido, já que «entretanto, as tensões persistem nos mercados e isso não é saudável».

Portugal entra aqui como uma prioridade. O BCE já tinha deixado no domingo uma «mensagem muito forte» ao país, querendo que apliquemos o plano de austeridade «tão rigorosa e convincentemente» quanto possível.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tablet da Motorola já pode ser reservado

É um novo tablet com a assinatura da Motorola e já está disponível para pré-venda no site da Best Buy. O Xoom custa 800 dólares (perto de 584 euros).

Quem optar por esta compra antecipada vai poder ter um nas mãos já a partir de quinta-feira, dia 24 de Fevereiro, na loja da marca que faz a pré-reserva.

O novo tablet é um dos primeiros no mercado com o sistema operativo Android 3.0, a primeira versão fabricada especificamente para este tipo de equipamentos.

Um processador de 1GHz duplo, Wi-Fi, 3G e uma câmara de 5 megapixels na parte de trás e outra de 2 na parte da frente são algumas das características mais atractivas do Xoom.

Será que este novo dispositivo vai fazer tremer o iPad da Apple? A julgar pelos acessórios vendidos na Best Buy há essa ambição. Os donos do Xoom podem adquirir um teclado Bluetooth sem fios por 51 dólares ou uma capa de protecção específica por 30, mais baratos dos que os disponibilizados pela Apple.

Ultimato a 49 mil empresas para pagar dívidas

São quase 49 mil as empresas que vão começar esta semana a receber cartas da Segurança Social para regularizarem voluntariamente as suas dívidas. O dinheiro em falta ascende a 189 milhões de euros no total.

Está assim apertado o cerco às companhias faltosas, na sua maioria dos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Setúbal, segundo o jornal «Público».

Quem mais foge

Muitas delas pertencem aos sectores da construção civil, restauração e têxtil, actividades com um grau considerável de fuga às contribuições.

Depois de notificadas, as empresas têm 30 dias para regularizar as suas dívidas, podendo ainda solicitar o pagamento em prestações ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. E têm sempre a possibilidade de contestar os valores em dívida.

Quem não pagar o que deve arrisca-se a ser alvo de mecanismos de cobrança coerciva: penhora de contas bancárias, viaturas, imóveis e créditos entram na lista.

Fuga fiscal atinge os 14 mil milhões

A chamada economia paralela custou ao Estado, durante o ano passado, 13,8 mil milhões de euros. O número atingiu os 24 por cento do PIB, ou seja, 39,4 mil milhões de euros, escreve o «Correio da Manhã».

Os dados, que são do conhecimento da Direcção-Geral de Finanças, são considerados «muito preocupantes» pelo Governo, que estará já a estudar novas formas de combate à economia não declarada, que tem disparado por causa da crise e do agravamento fiscal.

«Não me admira que, em breve, seja aprovada uma norma que, em sede de fiscalização, permita responsabilizar o tomador e o prestador de serviços», disse ao «Correio da Manhã» Domingos Azevedo, o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Note-se que o dinheiro que o Estado perdeu com a economia paralela era suficiente para anular o défice orçamental ou para construir 15 pontes iguais à Vasco da Gama.

Mas o Fisco não é a única entidade que os contribuintes fintam. A Segurança Social também teve de fazer um ultimato a 49 mil empresas, que não pagaram o que deviam.

O Fisco está mais agressivo na recuperação das dívidas. Por exemplo, no que toca a carros, os devedores podem ver o seuautomóvel apreendido.

Euribor estreiam semana a subir

As taxas Euribor estão esta segunda-feira em alta em todos os prazos, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, sobe 0,005 pontos, para 1,352 por cento, enquanto a taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, também avança 0,001 pontos para 1,079 por cento.

A taxa Euribor a 12 meses cresce 0,010 para os 1,731 por cento.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

Queda do malparado afinal não é uma boa notícia. Porquê?

Ao contrário do que se poderia pensar, a queda de 1,7 mil milhões de euros no malparado, registada em Dezembro de 2010, não é uma boa notícia.

Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Recuperação de Crédito (APERC), António Gaspar. «O malparado não começou finalmente a cair. O que aconteceu em Dezembro é aquilo que costuma acontecer todos os finais de ano: os bancos limpam as suas carteiras», explicou à Agência Financeira. Ou seja, «isto não conta, não é tendência nenhuma».

De acordo com este professor universitário, os bancos «usam as provisões que tinham constituído e fazem o chamado write-off, ou seja, o crédito sai fora do balanço». No fundo, os bancos tiram do balanço os valores em dívida que já perderam a esperança de recuperar. E, para o presidente da APERC, não há dúvidas de que isto representa a maior fatia da queda do malparado.

Valor de malparado deve ter voltado a subir em Janeiro

«Não podemos saber quanto destes 1,7 mil milhões de euros que desapareceram do malparado corresponde a write-offs, porque o Banco de Portugal não obriga a comunicar esse valor, mas não tenho dúvidas de que é a maior parte», diz à AF.

Uma vez limpo o balanço, os bancos tentam vender as suas carteiras de malparado a algumas empresas de recuperação de crédito, mas «há poucas com músculo financeiro suficiente para adquirir uma carteira destas».

Mesmo que o banco venda apenas «10 a 15% do total», esse valor vai ajudá-lo a compor o balanço e a responsabilidade desse crédito passa para terceiros.

António Gaspar não tem dúvidas ao afirmar que, quando saírem os dados do banco de Portugal relativos a Janeiro, «o malparado vai voltar a crescer face a Dezembro».

Crédito mais difícil a cada dia que passa

Tendência confirmada é a da maior restrição na concessão de crédito. «O crédito está mais escasso e os bancos estão muito atentos a isso». Para se precaverem, os bancos preferem emprestar dinheiro onde é mais seguro e «vão transferindo cada vez mais o dinheiro que têm para emprestar do crédito ao consumo e outros fins para crédito hipotecário (habitação), em que há um activo como garantia, que é o próprio imóvel».

Mas o aperto é visível até no crédito à habitação: «Mesmo o valor do crédito à habitação está a crescer cada vez menos», nota António Gaspar, lembrando que os bancos também não estão a facilitar a vida aos clientes nesta frente, já que avaliam as casas por baixo e emprestam uma menor percentagem do valor de avaliação, obrigando as famílias a dar uma entrada «substantiva» para a compra do lar.

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