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sábado, 31 de outubro de 2009

Os pioneiros da Internet em Portugal

A partir de Abril de 1994, as coisas começam a mudar: num seminário intitulado "Portugal na Internet", em Lisboa, foi mostrada ao público e aos jornalistas, pela primeira vez, a Internet em funcionamento. A partir desse dia, cada um de nós ficou um bocadinho mais perto do mundo que conhecemos hoje.

“Esse seminário marcou claramente o aparecimento ao grande público da Internet em Portugal”. Quem recorda o evento é o homem apontado como o “pai” da Internet em Portugal: José Legatheaux, actual sub-director da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Mas em 1994 era o “homem do momento”. A Internet em Portugal passava, necessariamente, por ele.

Em 1994 andava, portanto, o mundo académico português deslumbrado com a Internet, imerso num frenesim de oportunidades, apesar de o português médio, o típico “António Silva”, não fazer ainda ideia que os computadores se podiam ligar em rede e que era possível enviar uma mensagem para o outro lado do mundo e receber a resposta no próprio dia. Na própria hora. No próprio minuto.

Pedro Ramalho Carlos, o homem que ajudou a fundar uma das primeiras empresas privadas de fornecimento de Internet (ISP), a IP, em 1995, era por esses dias um jovem estudante do Instituto SuperiorTécnico mas ainda se lembra bem da emoção que sentiu quando tomou o pulso a “isso” da Internet, quando enviou e recebeu os seus primeiros e-mails. “Era inacreditável enviar uma mensagem para o outro lado do mundo, na Califórnia, e poucos minutos depois ter uma resposta (...) Hoje este imediatismo é mais que natural”, mas na altura as coisas podiam arrastar-se, por correio normal, durante várias semanas. “Com a Internet e o e-mail tudo se passava em poucos minutos”.

Alguns meses depois da “apresentação oficial” da Internet em Portugal, o deputado José Magalhães (actual Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária e um dos primeiros “rostos” da Internet no nosso país) publicou o primeiro livro em Português sobre como usar a Internet e, a partir daí, a palavra começou a penetrar no léxico, embora só se generalizasse dois ou três anos depois. Mas a comercialização e acessibilidade da Internet ao grande público, isso só se verificaria a partir de 1999/2000.

No início era o isolamento

Começando, porém, o relato em Abril de 1994, fica por explicar como chegou, de facto, a Internet a Portugal. Para isso teremos que recuar quase uma década e meia, até 1978. Os verdadeiros pioneiros da Internet em Portugal tomaram contacto com ela por esta altura, definitivamente ainda na década de 1970.

Pedro Veiga - presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) - era então assistente do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e começou a ter contacto com o universo das redes de computadores, “embora apoiadas em tecnologias muito diferentes das da actual Internet”, explica.

José Legatheaux teve o seu primeiro contacto com a Internet em França, enquanto fazia o doutoramento, entre 1983 e 1987. “Nessa altura só algumas universidades e alguns institutos de investigação estavam ligados à rede na Europa (muitos poucos). Nos EUA existiam mais universidades e empresas ligadas, mas tudo estava confinado no essencial ao mundo académico”, explica.

“As principais aplicações eram o e-mail (a principal), a transferência de ficheiros por FTP (File Transfer Protocol) e o login remoto. A Internet era um campo de estudo e simultaneamente uma ferramenta de trabalho para a colaboração internacional e o acesso a informação e a computadores remotos”, indica ainda o professor universitário.

Numa altura em que os “pioneiros” portugueses ainda só estavam a começar a tomar contacto com este “maravilhoso mundo novo”, nos Estados Unidos já era possível trocar, quotidianamente, e-mails entre computadores através da ARPANET, a rede precursora da Internet e que derivava de um programa militar chamado ARPA.

Mas em Portugal a Internet continuava a ser uma coisa confinada apenas a um punhado de pessoas. “No meio académico português no final dos anos de 1980 já existiam alguns académicos que conheciam a Internet - visto que a tinham utilizado esporadicamente quando estavam no estrangeiro, ou ouvido falar nela - e que desejavam interligar as universidades entre si e estas com a Internet para potenciar o seu trabalho de investigação e contactos com o estrangeiro”, recorda Legatheaux.

Paralelamente, uma nova geração de engenheiros informáticos começou a aprender o “bê-a-bá” do TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), desenvolvido nos EUA entre 1972 e 1973 por Vinton Cerf - e que, basicamente, punha os computadores a comunicar entre si de forma simples, fiável e flexível. Este é o protocolo sobre o qual ainda hoje assenta a Internet.

“Na altura (finais da década de 1980) não havia nenhuma ligação de Portugal à Internet, mas comecei a utilizar essa tecnologia [TCP/IP] em vários projectos. Era um pouco como se aprendêssemos a falar uma língua de um país longínquo, mas apenas a falávamos entre os colegas, sem poder praticar com os ‘nativos’ pois não havia ligações entre os computadores portugueses e os do resto da Internet (que na altura era praticamente totalmente americana)”, recorda Pedro Ramalho Carlos.

Universidades portuguesas ficam ligadas

Só a partir de 1990 é que, finalmente, as universidades portuguesas puderam ligar-se à Rede. “O projecto de ligação das universidades portuguesas à Internet e o estabelecimento da primeira ligação internacional decorreu sob a minha coordenação entre 1990 e 1991”, explica José Legatheaux.

“No final do projecto, que foi subsidiado pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), as principais universidades portuguesas passaram a ter acesso à Internet”. Minho, Porto, Aveiro, Coimbra, Instituto Superior Técnico, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, e as Faculdades de Ciências da Universidade de Lisboa e da Universidade Nova passaram a poder aceder à Rede das redes. “A maioria de nós queria estar ligado ao mundo e ter a informação na ponta dos dedos, era esse o sentimento dominante”, explica Legatheaux.

Também o domínio “.pt”, passou a existir por volta desta altura, depois da invenção do Domain Name System, ou DNS (introduzido em 1984), que veio organizar o sistema de gestão de endereços IP (é, por exemplo, aquilo que transforma o URL www.publico.pt num endereço internet passível de ser usado por máquinas).

Em 1990 o domínio ‘.pt’ passou a ser reconhecido internacionalmente”, recorda Legatheaux, que veio a assumir a tarefa de coordenar o “estabelecimento das ligações, o registo dos domínios abaixo de ‘.pt’, por delegação da FCCN, que mantém a gestão do domínio de Portugal”.

Após a invenção da World Wide Web, no início da década de 1990, ainda baseada nosoftware desenvolvido no Centro Europeu de Física das Partículas (CERN), na Suíça, começam igualmente a ser desenvolvidos os primeiros browsers.

“Quando a Web foi inventada lembro-me bem de realizarmos um seminário para universitários por volta do fim de 1992 ou 1993 onde se mostrou a Web a funcionar ainda baseada no software do CERN. A Netscape só apareceu com o primeiro browser em 1994/95, se bem me lembro. Depois a maioria das universidades começou a transformar os seus sites - que estavam a usar outras tecnologias - para a tecnologia Web”.

Efectivamente, só após a institucionalização do www é que Internet se tornou apelativa para a maioria das pessoas. “Ainda na fase inicial, o surgimento da Web e dos browsers, enquanto aplicação que tira partido da Internet para partilhar e organizar informação de qualquer tipo, é que tornou a Internet acessível e interessante à maioria da população capaz de utilizar um computador”, comenta Pedro Carlos.

A “World Wide Wait”

No início da década de 1990, ainda não havia empresas privadas que fornecessem Internet aos cidadãos nacionais. Edifícios cobertos por wireless eram ainda do domínio da ficção científica. “As primeiras ofertas comerciais só apareceram no final de 1994 e, depois, com uma oferta mais diversificada, entre 1995 e 1996”, recorda José Legatheaux.

Até 1994, quem se queria ligar à Internet a partir de Portugal, só tinha uma hipótese: fazê-lo através do INESC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) e do PUUG (Portuguese Unix Users Group), a associação de utilizadores de sistemas operativos Unix que, em parceria, estabeleceram uma ligação internacional - na altura, a Amesterdão - “à estonteante velocidade de 19.2 kilobits por segundo (mil vezes mais lenta do que aquilo que hoje cada um de nós tem em suas casas)”, recorda Pedro Ramalho Carlos.

“Essa ligação funcionou durante vários anos como a ligação de Portugal à Internet até surgirem os ISP [Internet Service Providers – operadores de serviço de acesso à Internet]”, explica.

Para além de virtualmente inacessível aos cidadãos comuns, esta ligação era, cumulativamente, bastante cara. “Ter acesso ao e-mail (ainda não havia Web) custava 40 contos nessa altura [200 euros] mensais (...) Não havia outros ISP”, recorda Mário Valente, que, querendo colmatar esta falha, resolveu criar, ainda em 1994, o primeiro ISP privado português: a Esotérica.

Recém-estreada no mercado luso, a Esotérica cobrava dez contos (cerca de 50 euros) por trimestre, o que dava cerca de 16 euros por mês, com a vantagem de não cobrar por tráfego. Ou seja, o preço era fixo e o acesso era ilimitado.

A Esotéria, a IP e a Telepac foram os três primeiros fornecedores privados de Internet em Portugal. Quem tem hoje pelo menos 30 anos lembrar-se-á com certeza destas empresas, mas quem não cresceu com isto deve achar implausível o facto de um utilizador, tomado pela esperança mas receando o pior, se encolher diante dos “ghrrrr” e dos “biiiiiiiiiiiiips” até que, finalmente, o ecrã do seu computador ganhava vida. Era a “World Wide Wait”, no trocadilho jocoso proposto por Pedro Ramalho Carlos, que, por seu lado, resolveu fundar a IP em Julho 1995, com mais quatro sócios.

Nessa altura, recorda Pedro Carlos, chegou a ir propor à Portugal Telecom a criação de uma empresa que fornecesse o acesso de Internet ao mercado em geral e de o responsável pelo departamento de operação de dados da empresa lhe ter dito que não estava interessado em parcerias, porque “isso da Internet é uma coisa de académicos”.

À velocidade da luz

A partir de 1999/2000 tudo muda, em grande medida devido à liberalização do mercado das telecomunicações. O acesso também deixa, por esta altura, de se fazer exclusivamente viamodem, passando-se a fazer via cabo ou ADSL.

“Começámos pela velha linha telefónica, passámos no início dos anos 2000 com a banda larga always on, e mais recentemente com a mobilidade e a ultra-broadband. Tudo isto induzido pela concorrência entre operadores, em benefício dos consumidores. Infelizmente a concorrência nesta área em Portugal foi sempre muito desnivelada, o que fez com a maioria dos pequenos operadores já tenha desaparecido”, recorda Pedro Carlos.

“Por volta do ano 2000, o panorama do acesso à Internet estava totalmente mudado. A maioria dos acessos era providenciada de forma pública por operadores de telecomunicações de grandes dimensões nacionais ou estrangeiros. Todas as empresas pioneiras tinham sido compradas pelos operadores internacionais”, resume Legatheaux.

O futuro é amanhã, ou terá sido ontem?

Chegados aos dias de hoje, estamos já na idade madura da Web 2.0, a das redes sociais, dos blogues, da comunicação interpessoal em tempo recorde, do Twitter e do Facebook, do iTunes e do YouTube. Dos chats, mensagens instantâneas, Net no telemóvel e wireless no café.

Questionados sobre se conseguiriam adivinhar que, em apenas uma década e meia desde a sua apresentação aos portugueses, a Internet se transformaria naquilo que é hoje - praticamente um bem de primeira necessidade -, as respostas dividem-se.

“Quem disser que sim [que conseguia adivinhar], deve estar a mentir. Era difícil de imaginar a generalização e extraordinária descida dos preços por bit transferido”, argumenta Legatheaux.

Mário Valente assume, porém, sem falsas modéstias, a sua antevisão: “Não só imaginei como exigi! Numa conferência em 1995, onde estava presente José Magalhães, disse que aquilo que queria era, daí a uns anos, poder estar na praia a aceder à Internet com o meu portátil. Parecia ficção científica e, na altura, as pessoas riram-se muito. Mas aconteceu”.

Pedro Ramalho Carlos corrobora: “Tive a certeza que com a Internet estava ‘em cima’ de algo que ia mudar a maneira como trabalhávamos, como nos divertíamos e como nos organizávamos enquanto sociedade. Confirmou-se e estou certo que a Internet vai continuar a ser uma peça fundamental no progresso da Humanidade”.

Sobre o futuro da Internet e sobre os saltos qualitativos que a Rede ainda dará, quase todos os “pioneiros” são unânimes: a Rede vai estar em todo o lado, vai antecipar as nossas chegadas a casa, dizer-nos o que falta no frigorífico e ajudar-nos a circular pela cidade: “É a Internet das Coisas, aquela que vai permitir ligar à Rede muitos dispositivos domésticos, pessoais e objectos do dia-a-dia”, vaticina Pedro Veiga.

Mário Valente partilha da mesma opinião: “outro salto que terá grandes consequências é a ligação de tudo à Internet. Semáforos, luzes, paragens de autocarro, carros, portas, edifícios, televisores, etc.; tudo o que é objecto com o qual interagimos. Isso vai ter enormes repercussões na forma como o mundo funciona. Especialmente quando isso for ligado ao factor localização (GPS). Eu posso estar numa cidade, apontar para um monumento, e obter uma descrição falada do mesmo, por via da identificação da imagem e por via do posicionamento GPS”.

E não esquecer “a facilidade com que trataremos de coisas que dantes exigiam ir pessoalmente para filas”. “Será um facto marcante”, assinala Legatheaux.

Por outro lado, quase todos coincidem no mesmo: haverá Internet cada vez mais rápida e para mais pessoas, a partir de terminais móveis.

Outros grandes saltos qualitativos que se espera que a Internet venha a apresentar nos próximos tempos são a generalização do vídeo e da televisão através da Rede e a banalização do cloud computing (o armazenamento das informações pessoais em servidores online, independentemente dos terminais usados por cada utilizador).

Acerca dos riscos e das ameaças que o futuro da Internet poderá vir a trazer, quase todos os “pioneiros” concordam: por um lado haverá cada vez maiores problemas de segurança e de fiabilidade na Rede e, por outro, “crescerão também, e muito, os problemas de privacidade”, indica Legatheaux. “Este problema está a ser desprezado e vai custar caro às liberdades individuais que conhecemos”, alerta.

E, em última análise, imaginando um futuro em que passe a existir uma “fusão da maioria das tecnologias de acesso a redes numa grande rede gigantesca, omnipresente, de alta velocidade, com base na tecnologia da desenvolvida na Internet”, há o risco de as coisas fugirem ao controlo das instituições. “Há a possibilidade de se criarem empresas e organizações tentaculares a nível mundial completamente fora do controlo das leis que conhecemos”, alerta o “pai” da Internet em Portugal.

Convém, porém, não esquecer, que Portugal continua a ter mais de metade da sua população “desligada”. De acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest, só perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet. Apesar deste indicador, o número de utilizadores em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos e cerca de 2,95 milhões de utilizadores estavam ligados, no final do segundo trimestre de 2009, através de banda larga móvel, segundo a ANACOM.

Euribor a 6 meses mantém-se nos 1,004%

Indexante a 1 ano avançou para 1,237%As Euribor vivem, nesta última sessão da semana, uma sessão pouco definida.

A indexante a 6 meses, a mais usada nos contratos de créditos à habitação em Portugal, manteve-se nos 1,004 por cento, contra os 1,008% de quarta-feira.

A taxa a 3 meses, a mais usada nos empréstimos às empresas, também se manteve nos 0,72% enquanto a maturidade a doze meses subiu para 1,237%.

O indexante a um mês fixa-se, esta sexta-feira, nos 0,422%.

Crédito habitação: prestações vão cair mais 34 euros

Euribor a 6 meses cada vez mais próxima de 1%
A continuada queda das taxas Euribor, que registam sucessivos mínimos, continua a beneficiar as famílias portuguesas com crédito habitação. Aquelas cuja prestação for revista em Novembro vão registar uma nova descida.

Para a revisão de Novembro, será tida em conta a média mensal de Outubro, que no caso da taxa a seis meses, a mais usada como indexante dos contratos de crédito à habitação, ficou em 1,1%, cada vez mais próxima da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), que está em 1%.

Euribor a 6 meses mantém-se nos 1,004%

No entanto, as famílias só vão sentir a descida da prestação em Dezembro. Mesmo a tempo de poupar mais algum dinheiro para o Natal.

Segundo as contas feitas pela Agência Financeira, uma família com um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses - a mais usada no empréstimo à habitação - e com um spreadde 0,7%, passará a pagar em Dezembro uma prestação mensal de 359,70 euros. Menos 33,86 euros do que está a pagar desde Maio, quando a prestação mudou pela última vez, revista em Abril com base na média mensal de Março.

Portugueses voltam a querer comprar casa
Renegociar empréstimos à habitação vai ser mais fácil

De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita no crédito à habitação voltou a cair prosseguiu a trajectória descendente em Setembro passado para novos mínimos históricos, fixando-se nos 2,361%.

O valor médio da prestação vencida em Setembro foi de 263 euros, menos cinco euros do que em Agosto. A descida acumulada desde o início do ano já vai nos 106 euros.

Petróleo acentua quedas e desce mais de 1 dólar

Barril de Brent custa 76 dólaresAs cotações do petróleo continuam, nesta sessão de sexta-feira, em queda, em ambos os mercados internacionais.

O «ouro negro» acentuou as quedas depois dos gastos e o sentimento dos consumidores terem registado quebras em Setembro e Outubro.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a deslizar 1,52 dólares para 76,52 por barril.

Em Nova Iorque, o crude de referência está a ceder 1,27 dólares e cada barril custa 78,60.

Euro desvaloriza mais de 0,5% face ao dólar

Cada unidade vale 1,4760 dólaresO euro segue, nesta tarde de sexta-feira,a desvalorizar face ao dólar. A moeda única está mesmo a cair mais de 0,5 por cento.

A divisa da Zona Euro acentuou o pessimismo depois dos gastos e o sentimento dos consumidores terem registado quebras em Setembro e Outubro, nos Estados Unidos. Este dados levam os investidores a depositarem pouca esperança numa retoma económica rápida e faz com que se voltem para a moeda refúgio.

Neste momento, o euro está a cair 0,54% com cada unidade a valer 1,4760.

Há mais de 20 milhões de sobreendividados na Europa

Rede vai enviar uma carta com recomendações concretas aos governosPelo menos 20 milhões de europeus estão sobreendividados, estima aEuropean Consumer Debt Network (ECDN) , que, com receio de que os números aumentem, pede aos decisores europeus que tomem medidas rápidas, avança a Europa Press.

«Com as crescentes taxas de desemprego o número de pessoas com problemas de dívidas pode aumentar substancialmente durante os próximos meses», explicou Hans Grohs, o director-geral da ECDN (uma aliança de mais de 40 organizações ligadas às dívidas, agências de consumo e investigadores universitários).

No ano passado, a ECDN resolveu lançar um dia de acção europeia sobre a inclusão financeira que irá celebrar-se a 31 de Outubro. «Este ano enviaremos uma carta a todos os chefes de Estado, à Comissão Europeia e aos membros do Parlamento Europeu para lembrar que muitos países europeus ainda não têm regulação de dívidas específica, legislação e aconselhamento especializado em dívidas, para além de leis de crédito eficazes e regulações responsáveis», precisou Hans Grohs.

Rei do spam condenado a multa milionária

Pirata dificilmente poderá pagar os 482 milhões de euros
Um pirata informático, que se auto-proclamou «rei do spam» no Facebook foi condenado por um juiz norte-americano a pagar uma multa de 711 milhões de dólares (482 milhões de euros) a esta rede social.

Os responsáveis do Facebook já reconheceram ser improvável que o pirata informático, Sanford Wallace, pague efectivamente a quantia, mas consideraram a decisão uma vitória da luta contra o spam, mensagens publicitárias electrónicas enviadas de forma fraudulenta, refere a Lusa.

«Estamos à espera de não receber a grande maioria desta indemnização mas esperamos que ela seja dissuasora para os criminosos», afirmou Sam O'Rourke, um responsável jurídico do Facebook, no blogue oficial da página.

Bolsa nacional cai perto de 2% com 18 títulos no vermelho

A bolsa nacional encerrou a semana a perder perto de 2% e com a maioria dos títulos a negociar em terreno negativo. O PSI-20 regista, assim, uma queda semanal de 3,53% com 13 dos 20 títulos a perderem mais de 4%.

Na sessão de hoje, o principal índice da bolsa nacional caiu 1,83% para os 8.341,42 pontos, com 18 títulos em queda, um em alta e um inalterado. O PSI-20 acompanhou as fortes quedas dos principais mercados europeus e norte-americanos, penalizados pelos prejuízos, superiores ao esperado, da Alcatel-Lucent e pela queda – a primeira em cinco meses – dos gastos dos consumidores dos Estados Unidos. Depois de ontem os mercados terem "celebrado" o crescimento de 3,5% no PIB americano, hoje a queda nos gastos dos consumidores veio colocar um travão nas expectativas de rápida recuperação da economia.

Com a queda de hoje, o índice Dow Jones Stoxx 600 completou a maior queda mensal desde Junho.

Na bolsa portuguesa, 18 dos 20 títulos do PSI-20 encerraram em terreno negativo mas as acções da Galp Energia e da Brisa foram as que mais pressionaram.

As acções da petrolífera recuaram 3,46% para os 11,44 euros, enquanto os títulos da concessionária desvalorizaram 3,45% para os 6,71 euros.

O Millennium IB reviu hoje em alta o preço-alvo para os títulos da Brisa em 16% para os 7,15 euros, face aos anteriores 6,15 euros, depois da empresa ter divulgado números do terceiro trimestre que superaram as estimativas do banco de investimento. A recomendação subiu de "vender" para "neutral".

No sector bancário, o BCP caiu 1,62% para os 0,97 euros e o BES recuou 0,61% para os 5,019 euros, apesar do banco de investimento Nomura ter revisto em alta o preço-alvo de 5 para 5,30 euros após a instituição financeira liderada por Ricardo Salgado ter apresentado resultados trimestrais que a casa de investimento considerou “fortes”.

A EDP, que ontem apresentou os resultados referentes ao terceiro trimestre, caiu 0,30% para os 3,007 euros. Os resultados da eléctrica superaram as expectativas do mercado suportados “por uma sólida performance operacional”. O desempenho no mercado liberalizado e a contribuição das energias renováveis são os pontos que mais contribuem “para um bom conjunto de resultados”.

Ainda no sector energético, a EDP Renováveis caiu 2,91% para os 6,78 euros e as acções da REN recuaram 0,83% para os 2,98 euros.

Em terreno positivo encerraram apenas os títulos da Portucel, com um ganho de 0,16% para os 1,92 euros.

Bolsa com pior mês desde Fevereiro

O índice português recuou 1,58% em Outubro, registando a queda mensal mais acentuada desde Fevereiro, o mês em que terminou o ciclo de fortes quedas nos mercados accionistas mundiais. No acumulado do ano, o PSI-20 conserva ainda uma valorização de 31,54%.

No mês que hoje termina, o principal índice da praça portuguesa registou uma queda de 1,58%, desempenho determinado pela descida de quase 2% verificada na sessão de hoje. Outubro foi um mês com duas partes distintas, com um arranque marcado pelos ganhos, impulsionados pelo optimismo quanto à rápida recuperação da economia e um final em que os resultados empresariais decepcionantes ditaram fortes quedas nas acções.

Desde o final de Setembro até 19 de Outubro o PSI-20 apreciou 4,8% e desde então cedeu 6,1%. Nos 10 meses de 2009 apenas em três o saldo da bolsa foi negativo. Em Fevereiro o índice português recuou 6,75% e em Junho perdeu 1,56%.

Junho foi um mês de correcção no ciclo de fortes ganhos nos mercados accionistas, que desde Março até meados de Outubro subiram cerca de 50%, recuperando assim parte das fortes quedas registadas com a crise financeira.

O Outubro negativo surge depois de três meses de fortes ganhos (19,1%) na bolsa de Lisboa, tal como a queda de Junho se seguiu a três meses de subidas acentuadas (20,3%). A dúvida está agora em saber se, tal como Junho, Outubro ficará marcado por uma correcção a um “rally” nas bolsas, ou se marca o início de uma tendência de baixa nas acções.

A evolução dos resultados do terceiro trimestre e dos indicadores económicos serão os factores decisivos para definir a tendência dos mercados. As últimas notícias sobre esta matéria têm providenciado sentimentos mistos e por isso insuficientes para se confirmar que a economia mundial está em rápida recuperação da crise mais grave desde a Grande Depressão.

As principais economias já dão sinais de crescimento – o PIB dos EUA cresceu 3,5% no terceiro trimestre – mas continuam muito dependentes dos estímulos governamentais e por outro lado o desemprego permanece em alta e os gastos dos consumidores fracos.

Ao nível dos resultados das empresas, a maioria está a sair acima das expectativas dos analistas, mas não o suficiente para animar as acções, numa altura em que os investidores estão mais exigentes, uma vez que os mercados transaccionam já aos níveis em que se encontravam na altura da falência do Lehman Brothers, em Setembro do ano passado.

Só quatro acções em alta

Entre as 20 acções do PSI-20 apenas quatro terminaram o mês de Outubro com um saldo positivo. A Portugal Telecom liderou os ganhos, com uma subida de 7,6%, beneficiando com as muitas recomendações de compra emitidas por casas de investimento.

A Mota-Engil apreciou 6,24% e o BES avançou 3,48%, devido aos resultados positivos que apresentou no terceiro trimestre. Um efeito que também contagiou a Jerónimo Martins, que avançou 1,09% no mês de Outubro.

Pela negativa, a EDP Renováveis protagonizou a maior descida, com uma queda de 9,78%, também originada pelos resultados apresentados, que apesar de terem saída acima das expectativas, não agradaram aos investidores.

Altri, Sonae SGPS, Cimpor, Zon e Portucel foram as outras acções que fecharam Outubro a cair mais de 5%.

Apesar da queda em Outubro, o PSI-20 conserva um ganho de 31,54% em 2009, um dos melhores desempenhos entre as principais praças europeias.

Wall Street regista maior queda dos últimos quatro meses

Os principais mercados norte-americanos registaram a maior queda dos últimos quatro meses penalizados pela redução dos gastos dos consumidores e pela possibilidade do CIT Group entrar em processo de falência.

O Dow Jones recuou 2,53% para os 9.710,77 pontos, o Nasdaq perdeu 2,50% para os 2.045,11 pontos e o S&P 500 desvalorizou 2,82% para os 1.036,02 pontos.

As praças foram hoje penalizadas pela queda dos gastos dos consumidores norte-americanos. As despesas caíram em 0,5%, após uma subida de 1,4% em Agosto, e fizeram aumentar os receios de novas quedas nos próximo meses. O mercado teme o impacto desta queda na recuperação da economia norte-americana - que este trimestre voltou a cresceu - dado o peso que os gastos dos consumidores têm na economia.

A penalizar os mercados esteve também a possibilidade, que ganha cada vez mais consistência, do CIT Group entrar em processo de falência. Tudo porque o investidor Carl Icahn afirmou que apoia este processo. As acções do CIT caíram mais de 24,21% para os 0,720 dólares.

Em forte queda esteve também o Citigroup, penalizado pelas previsões do analista do sector bancário, Mike Mayo, que antecipa que o banco vai registar amortizações de activos de 10 mil milhões de dólares. As acções do banco caíram 5,10% para os 4,09 dólares.

Os títulos do JP Morgan recuaram 5,77% para os 41,79 dólares e os do Goldman Sachs perderam 4,71% para os 170,17 dólares.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vodafone 360 à venda na sexta

O Vodafone 360 vai estar comercialmente disponível na próxima sexta-feira, dia 30, sob a forma do Samsung H1.

Este serviço reúne, num único local, contactos provenientes de diferentes fontes, e tem por objectivo oferecer uma experiência global de utilização de redes sociais.

Os Vodafone 360 dá acesso a aos conteúdos de música, fotografias, jogos, aplicações e mapas, permitindo a partilha da própria localização. É ainda suportada uma sincronização automática entre o telemóvel e o PC, mantendo permanentemente actualizados todos os conteúdos do cliente, designadamente e-mails, fotografias, aplicações, actualizações de estado ou de contactos.

O telemóvel Vodafone 360 Samsung H1 utiliza o sistema operativo LiMo e apresenta um ecrã táctil OLED de alta definição de 3,5 polegadas, 16 GB de memória interna, expansível com cartão adicional, WiFi, GPS, autonomia para mais de 400 minutos de conversação em 3G e uma câmara de 5 megapixéis. Tem um interface único com visualização em 3D que permite aceder aos familiares e amigos mais contactados assim que o telefone é ligado.

O Vodafone 360 Samsung H1 pode ser adquirido por 399,9 euros, sem qualquer vinculação, ou a partir de 79,9 euros, mediante contrato de 24 meses.

Especialista defende que as famílias devem aproveitar o momento para poupar

A grave crise económica faz sentir-se no dia-a-dia das famílias portuguesas, com as atenções viradas para o aumento do desemprego, contudo, também abre oportunidades de poupança, como as que foram criadas com a queda das taxas de juro.

“As famílias devem aproveitar os encargos menores com as despesas mensais e fazer poupança, já a pensar na reforma”, frisou à agência Lusa José Santos Teixeira, presidente da gestora de activos Optimize, sublinhando que “o sistema de Segurança Social não vai à falência, mas se as receitas descem, as pensões também vão baixar”.

A queda das taxas Euribor, taxas de juro associadas aos empréstimos hipotecários, o alívio nos preços dos combustíveis face aos máximos de 2008, e a taxa de inflação negativa são três acontecimentos que permitem que os portugueses desapertem o cinto ainda em 2009, mas os euros que sobram no final do mês não devem ser todos gastos nas compras, pelo contrário, devem ser bem aplicados para valorizarem.

“As pessoas devem utilizar a poupança de duas maneiras: pagando as dívidas que têm acumuladas nos cartões de crédito e no crédito ao consumo, que cobram taxas de juro elevadíssimas, e aproveitando o nível historicamente baixo das taxas de juro de referência nos créditos hipotecários para transformarem as taxas variáveis em taxas fixas, já que a sua subida a curto prazo é inevitável”, sugeriu Santos Teixeira, quando faltam apenas dois dias para o Dia Mundial da Poupança, que é assinalado no próximo sábado, dia 31.

A redução do prazo do empréstimo contraído para a compra de casa é também uma boa maneira de poupar dinheiro, mesmo que o impacto das prestações seja maior no curto prazo, é uma forma de tirar partido da queda das euribor. A redução de 100 prestações num contrato a 30 anos, num crédito de 100 mil euros com um ‘spread’ de 0,8 por cento permite poupar mais de 20 mil euros.

No que toca aos cartões de crédito, a única forma de poupar nos juros de dois dígitos cobrados pelos bancos é utilizar a opção de pagamento a 100 por cento, tirando proveito do período de crédito grátis que nalguns casos já chega aos 50 dias e aplicar esse dinheiro numa poupança, durante esse período.

Bruxelas quer que Portugal altere regime de tributação à saída das pessoas singulares

A Comissão Europeia quer que Portugal altere o Código do IRS nos artigos que impõem uma tributação à saída das pessoas singulares, por considerar que estes são incompatíveis com a livre circulação de pessoas.

Em causa estão os artigos 38.º, n.º 1, alínea a) e o artigo 10.º, n.º 9, alínea a) do Código do IRS. Ao abrigo do primeiro artigo, a transferência para uma empresa de activos e passivos relacionados com o exercício de uma actividade económica ou profissional por uma pessoa singular está isenta se a pessoa colectiva para a qual os activos e passivos foram transferidos tiver a sua sede ou direcção efectiva em Portugal, sendo tributada se a pessoa colectiva tiver a sua sede ou direcção efectiva no estrangeiro.

Já o segundo artigo em causa do Código do IRS, estipula que os ganhos ou perdas decorrentes da permuta de acções serão incluídos no rendimento tributável do accionista correspondente ao ano civil em que deixa de ser residente em território português.

Bruxelas enviou a Lisboa um parecer fundamentado, a segunda fase do processo de infracção. O Estado português tem agora um período de dois meses para responder, correndo o risco de a Comissão Europeia levar o caso perante o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias.

Contracção da economia espanhola abrandou no terceiro trimestre para 0,4 por cento

A economia espanhola moderou a queda entre Julho e Setembro, com uma contracção de 0,4 por cento, contra 1,1 por cento no segundo trimestre, indicou hoje o Banco de Espanha.

Face a igual trimestre de 2008, a contracção do PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha foi de 4,1 por cento, após 4,2 por cento nos três meses anteriores.

No seu último boletim económico, o Banco de Espanha indica que o menor recuo trimestral da riqueza produzida desde o início da recessão foi suportado pelas medidas implementadas pelo Governo para combater a crise.

O banco central adverte que a economia evidencia ainda sintomas importantes de fraqueza, com a destruição do emprego a prosseguir com força (sete por cento), embora o ritmo abrande, e o consumo privado e o investimento a manterem-se em queda, situação que uma melhoria na procura externa não consegue compensar.

A incerteza na qual vivem as famílias tem no entanto um efeito positivo, levando ao aumento da taxa de poupança, que atinge um máximo histórico, fixando-se em 17,5 por cento do rendimento disponível.

O Banco adverte que a queda da procura interna e a ainda fraca procura externa, juntamente com as restrições ao crédito e a incerteza sobre o início da retoma, continuam a travar os projectos de investimento das empresas, apesar das baixas taxas de juro.

Embora em termos homólogos as exportações e importações continuam a registar fortes recuos, as vendas para o exterior cresceram face ao trimestre anterior e as importações estabilizaram.

"Crise financeira pode transformar-se numa crise orçamental"

A crise financeira não acabou, segundo disseram os professores da Universidade de Harvard, Kenneth Rogoff e Niall Ferguson, à Bloomberg Rádio. Os dois responsáveis desafiaram as afirmações da Cimeira do G-20, no mês passado.

“O G-20 está correcto ao dizer que a crise acabou para todos os bancos a quem concedeu garantias”, disse Rogoff, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, em entrevista à Bloomberg Rádio.

Apesar disso, como consequência dos resgates a bancos, “a crise financeira pode transformar-se numa crise orçamental” conduzida pela dívida pública, acrescentou o economista e professor da Universidade de Harvard.

“As crises duram mais tempo do que a maioria das pessoas pensa”, disse Ferguson, acrescentando que a maioria das crises financeiras dignas do nome depressão ou recessão, duram significativamente mais do que um dia e podem ser medidas mais em milhares de dias. Eu acho que seria muito pouco sábio dizer que a crise acabou”.

“Durante a nossa vida os Estados Unidos vão deixar de ser a maior economia do mundo”, segundo Ferguson que tem 45 anos.

O que vale mais? O contacto ou o produto?

Ter contactos numa empresa pode ser meio caminho andado para conseguir conquistar um cliente. Mas, se não tiver um bom produto ou serviço, as portas podem manter-se fechadas.

Sempre ouvimos dizer que ter contactos ajuda em qualquer negócio. Essa afirmação não deixa de ser válida, mas apenas no que diz respeito à expressão "ajuda".

Prova disso, são empresas que já estão estabelecidas no mercado há vários anos e que, para diversificar ou inovar, acabam por abrir novos negócios na sua empresa, aproveitando a sinergia que têm com os actuais clientes, no seu negócio tradicional, facilitando desta forma a entrada do novo produto no mercado.

Uma das metas mais difíceis num novo negócio, é conseguir encontrar o volume de clientes necessário para assegurar a boa rendibilidade da empresa. Este ponto agrava-se caso não conheçamos bem o mercado, ou não sejamos da área comercial. Imagine um bom cientista que desenvolve a sua solução, de forma extraordinária, mas que não tem a capacidade comercial para vender o seu produto e/ou os contactos que o fazem chegar junto do cliente.

Este pode ser um factor mortal para uma empresa jovem. Bater à porta fria, sem conhecer ninguém, normalmente tem vários inconvenientes. O primeiro, está em que, ao não nos conhecerem, dificilmente nos atendem, e o segundo é que muitas vezes é difícil simplesmente encontrar um contacto, como seja um email para enviar uma apresentação de produto.

Dicas

1. Se não tem contactos, junte-se a quem os tem. Faça parcerias. O custo que terá com esse parceiro será mais baixo quando comparado com o custo de entrada solitária num cliente.

2. O produto tem de vencer, caso contrário os contactos não lhe servirão de muito. Teste, primeiro, os seus novos produtos num cliente da sua confiança.
Muitas vezes tento apresentar os meus produtos a grandes empresas, onde não conheço ninguém, procurando pelo "site" da empresa um possível contacto. Contudo, e a maior parte das vezes, apenas encontro um email geral ou um formulário para preenchimento. Tenho visto que nenhum dos dois me leva a bom porto. Não sei o que fazem com os "emails", mas é rara a vez em que recebo respostas.

Às vezes ,penso, vou contactar aquelas que são as marcas mais comuns, ou seja, aquelas de que nos servimos todos os dias, como os fornecedores de electricidade, de comunicações, de bebidas, e surpreendo-me porque são precisamente estas grandes marcas que não deixam qualquer pista a um contacto de escritórios. Apenas informam pelos seus "sites", o número do "call center", e "emails" para atendimento ao cliente.

A pergunta que faço é: como é que um empreendedor consegue chegar às grandes marcas, se não tem qualquer contacto, ou se não conhece alguém que trabalhe nessa empresa?
Em Portugal, este fenómeno ainda assim não é tão grave pela dimensão que temos, mas, por exemplo, nos EUA, é como procurar uma agulha no palheiro. Penso que as grandes empresas se fecham bastante ao contacto com possíveis parceiros o que é prejudicial para elas próprias e para aqueles que querem entrar no mercado.

Mas também tenho visto que isto não se passa só comigo, mas também com empresas já estabelecidas no mercado e que, por vezes, também não sabem com quem falar para alcançar determinado cliente. Esta nuvem de desconhecimento é precisamente o que origina a criação das empresas intermediárias, que, às vezes, a única coisa que fazem é estabelecer a ligação entre empresa e cliente final.

Voltando ao princípio, e depois de dados os exemplos, confirmamos que ter contactos pode acelerar a nossa entrada no mercado, contudo, o contacto não é tudo. Se chegamos à empresa mas não temos um bom produto, o contacto acaba por não servir de muito.

Temos de saber se o nosso produto é apetecível no mercado, até porque não devemos andar a desperdiçar contactos, para apresentar produtos, sem que estes tenham qualquer interesse, e é precisamente neste ponto, que muitas vezes falhamos, não porque o nosso produto não seja bom, mas porque pode não ter mostrado o retorno esperado pelo cliente.

Este é um dilema que temos de saber enfrentar nos nossos clientes, especialmente quando estamos no princípio da nossa actividade. Uma das coisas que tenho visto serem mais difíceis de se acertar, é o produto e o modelo de negócio. Quando acertamos em ambos, temos o sucesso garantido, porque os clientes vão aparecendo. Aqui, sugiro que testem os novos produtos num cliente de confiança, antes de "queimarem" o resto dos contactos.

Em resumo, eu diria que os contactos abrem metade da porta e aceleram a possível venda. No entanto, a qualidade do produto terá de abrir o resto da porta. Não creio que se venda apenas com base nos contactos, nem apenas tendo um bom produto. Uma combinação dos dois é necessária para gerar receitas e garantir a nossa existência a longo prazo.

Bancos dificultam acesso ao crédito

Banco de Portugal aponta cenário negro para famílias e empresas que precisem de um empréstimoOs bancos portugueses estão a contrariar a tendência verificada naZona Euro (16 estados-membros) e estão a dificultar o acesso ao crédito. Quem o diz é o Banco de Portugal, no seu inquérito realizado à banca e referente ao terceiro trimestre do ano.

Renegociar empréstimos à habitação vai ser mais fácil
Euribor voltam a recuar em todos os prazos

Os empréstimos mais atingidos são os de habitação, onde o aumento dos «spreads» e a quebra de financiamento tornam cada vez mais difícil a compra de uma casa.

O Banco de Portugal também apontou, no seu inquérito de Outubro, para o aumento, em alguns casos, das comissões cobradas ao cliente nos empréstimos à habitação.

Europeus estão mais poupados

Mas não são só as famílias que sofrem este «apertar de cinto» por parte dos bancos. Também as empresas estão a ver as exigências para a obtenção de créditos a aumentarem e as estimativas do sector não são animadoras.

De acordo com o Banco de Portugal, «spreads» mais altos, a «redução da maturidade de empréstimos concedidos, uma maior exigência de garantias, um aumento das comissões e outros encargos não relacionados com a taxa de juro», assim como «uma maior exigência das condições contratuais» estão a dificultar o acesso ao crédito por parte das empresas.

Como reacção, a procura de financiamento caiu entre Julho e Setembro deste ano.

Confiança na retoma económica em máximos de 4 anos e meio

Portugueses esperam melhoria na poupança e finanças familiares
A confiança dos portugueses começou a subir em Abril e não pára. Em Outubro houve uma nova melhoria, embora menos acentuada do que nos meses anteriores.

De acordo com os Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores, do Instituto Nacional de Estatística (INE), a confiança está no valor mais alto desde Junho de 2007, depois de ter atingido o mínimo histórico em Março. A contribuir para o optimismo estiveram as perspectivas sobre a evolução da situação económica do país, ou seja, a confiança dos portugueses na retoma da economia, que estão a subir desde Abril e que atingiram o valor mais elevado dos últimos quatro anos e meio.

O desemprego é um dos factores que ensombra o optimismo, ao contrário do que sucede com as expectativas sobre a situação financeira do agregado familiar. Desde Setembro do ano passado que os portugueses acreditam que as finanças das suas famílias vão melhorar e o seu optimismo sobre esta matéria não era tão elevado há sete anos e meio.

Também no que se refere à expectativa de poupança as perspectivas continuam a subir.

No que se refere à compra de bens duradouros no momento actual, como electrodomésticos, as perspectivas voltaram a subir. Já no que se refere a compras deste porte nos próximos doze meses, os portugueses deixam antever uma quebra, o que contraria a subida observada nos seis meses anteriores.

As perspectivas de compra de automóvel recuperaram ligeiramente, suspendendo a tendência descendente anterior, mas mantêm-se perto do mínimo atingido em Julho.

Quanto às perspectivas de compra ou construção e de realização de grandes gastos com melhoramentos na habitação também aumentaram em Outubro, recuperando de mínimos.

Além da confiança dos consumidores, também a confiança empresarial recuperou em todos os sectores, embora de forma mais ligeira no caso da Construção e Obras Públicas.

O resultado foi que o indicador de clima económico manteve a tendência de subida, que dura já desde Maio.

Euribor voltam a recuar em todos os prazos

Indexante a 6 meses recua para 1,004%As taxas Euribor estão, mais uma vez, a cair em todos os prazos.

A indexante a 6 meses, a mais usada nos contratos de créditos à habitação em Portugal, recuou para 1,004 por cento, contra os 1,008% da passada sessão.

Já a taxa a 3 meses, a mais usada nos empréstimos às empresas, desceu para 0,72% enquanto a maturidade a doze meses baixou para 1,235%.

O indxante a um mês fixa-se, esta quinta-feira, nos 0,426%.

Europeus estão mais poupados

Famílias poupam cada vez mais e investem cada vez menos depois de ter rebentado a pior crise das últimas décadasAs famílias, tanto da Zona Euro (16 países) como da União a 27, reforçaram as suas poupanças durante o segundo trimestre do ano, de acordo com os dados mais recentes do gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat, e do Banco Central Europeu.

A taxa de poupança das famílias na Zona Euro fixou-se, no final de Junho, nos 16,5 por cento, mais 0,5% do que nos primeiros três meses do ano.

Já nos 27 países da UE, a taxa de poupança passou de 13,5% no fim de Abril para os 14,4% no segundo trimestre deste ano.

Esta é uma tendência que se tem verificado desde o Outubro de 2008 e desde então não pára de crescer. Na Europa a 27 esta taxa atingia os 11% há um ano, ao mesmo tempo que na Zona Euro rondava os 14%.

Paralelamente, o índice de investimento das famílias europeias tem caído desde o terceiro trimestre de 2008, fixando-se, no final de Junho último, nos 8,2% na UE27 e nos 9% na Zona Euro.

Wall Street abre animada por dados macroeconómicos

Índices sobem cerca de 1%Depois do dia negro nas praças internacionais, esta quinta-feira os índices estão a negociar no verde e Wall Street não é excepção. Os investidores estão animados com as notícias de que a economia norte-americana cresceu 3,5%, abandonando a recessão.

O Dow Jones sobe 0,9% e o Nasdaq segue a valorizar 1,3%.

Novo Código Contributivo «não combate precariedade»

Compensa mais «recrutar trabalhadores a recibos verdes do que contratá-los»O novo Código Contributivo «não cumpre o objectivo de combater a precariedade» considera a senior manager da PricewaterhouseCoopers.

«O objectivo de combate à precariedade assumido pelo Governo com o novo Código Contributivo não será plenamente atingido porque continua a compensar largamente recrutar trabalhadores a recibos verdes do que contratá-los», acusa Ana Duarte.

Assim, a meta de combater a precariedade com a entrada em vigor das novas medidas «não irá ser conseguido na totalidade. [A situação] é capaz de melhorar ligeiramente, mas continua a ser muito mais benéfico contratar uma pessoa por recibo verde do que fazer um contrato por tempo indeterminado».

A responsável da PwC revela ainda, à Lusa, que, no caso dos recibos verdes, a contribuição da entidade empregadora é de cinco por cento sobre 70% do custo do serviço contratado.

Já os contratos a termo certo ascende a 26,75% sobre a totalidade da remuneração e nos contratos por tempo indeterminado desce agora de 23,75 para 22,75% do salário.

Cotações de petróleo avançam mais de 1 dólar

PIB norte-americano cresce 3,5% e economia do país sai da recessãoAs cotações do petróleo seguem em alta e a acentuar ganhos. Em Londres e Nova Iorque, a matéria-prima sobe mais de 1,5 dólares.

Neste momento, em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado europeu está a subir 1,77 dólares para 77,63 dólares.

Em Nova Iorque, o crude de referência avança 1,62 dólares e cada barril vale 79,08 dólares.

O preço do «ouro negro» está em alta suportado por bons dados maroeconómicos. Foi divulgado que o PIB norte-americano cresceu 3,5% no último trimestre, o que fez com que os Estados Unidos abandonassem a recessão técnica. Estes dados mostram que a economia já está a recuperar o que pressupõe um aumento da procura.

Euro sobe mais de 0,5% e volta aos 1,48 dólares

Dados macroeconómicos positivos divulgados na Zona Euro impulsionam moeda únicaO euro está a avançar fce ao dólar, nesta tarde de quinta-feira. A moeda única europeia está a subir mais de 0,5%.

Esta manhã foi divulgado que o desemprego na Alemanha desceu inesperadamente no mês de Outubro. Este dado pressupõe um sinal de recuperação na maior economia europeia.

A par disto, em Espanha foi também divulgado que a economia abrandou o ritmo de contracção.

Neste momento, o euro está a subir 0,67% e cada unidade vale 1,4818 dólares.

BCE anuncia possível retirada de medidas de estímulo

Injecções com vencimento a 12 meses poderão desaparecerO membro do conselho de governadores do Banco central Europeu (BCE), Axel Weber, disse esta quinta-feira que a entidade europeia pode começar a retirar algumas das medidas não convencionais introduzidas para injectar liquidez e apoiar a concessão de crédito.

Por exemplo, o BCE parece querer manter ainda durante algum tempo a adjudicação plena na sua operação principal de refinanciamento, as injecções de liquidez semanais.

No entanto, a autoridade monetária está disposta a retirar as operações de injecção de liquidez a muito longo-prazo, ou seja, as injecções com vencimento a 12 meses.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Utilizadores do Facebook irritados com as mudanças na homepage

O grupo “Change Facebook Back to Normal”, que anda a circular pela rede social, já conquistou mais de um milhão de adeptos. Mensagens como “fix it” (arranjem isto) e “it worked ok as it was; why was it changed?” (se estava bem como estava, porque é que mudaram?) têm inundado o mural deste grupo.

Na passada sexta-feira, o Facebook modificou o cabeçalho da homepage, onde agora está disponível um “feed” que alterna entre “feed de notícias” (mensagens mais antigas que o utilizador pode não ter chegado a ver, das últimas 24 horas) e “feed activo” (mensagens mais recentes, a única modalidade disponível anteriormente).

O “feed de notícias” (News Feed) volta a pegar em mensagens antigas e destaca as mais importantes, com base no número de comentários e na quantidade de vezes que as pessoas declararam gostar do post.

Escolhendo a opção “feed activo” (Live Feed), obtém-se aquilo que antigamente era normal: os posts mais actuais.

“Quando redesenhámos a homepage do Facebook, em Março passado, ouvimos milhares de utilizadores e começámos a considerar a hipótese de desenvolvimento de um News Feed e um Live Feed”, explicou a empresa.

“De cada vez que lançamos novos produtos, ouvimos com atenção os nossos utilizadores acerca de mudanças específicas que podemos fazer para melhorar a experiência de utilização do site”, acrescentou a empresa, encorajando os membros da rede social a enviarem sugestões construtivas.

Reino Unido: "piratas" reincidentes vão ficar sem Internet

Após meses de especulações, Mandelson assegurou hoje - durante um fórum organizado pelo próprio Governo para debater o problema da pirataria online - que está a ser estudada uma medida semelhante à aprovada recentemente em França, onde os internautas prevaricadores poderão, após três avisos, ver a sua ligação à Internet cortada durante um ano.

A legislação sobre este assunto poderá ver a luz do dia já na próxima Primavera e a medida não deverá ser posta em prática antes de Abril de 2011, indica a BBC.

O ministro britânico acrescentou que se trata de uma medida que apenas será aplicada em “último recurso”, e que apenas entrará em vigor depois de os “piratas” terem recebido (e ignorado) duas cartas de advertência prévia.

“Não estou à espera que haja suspensões maciças do serviço de Internet. As pessoas irão receber duas notificações e, caso se chegue a ponto de termos que as desligar da Rede, terão a oportunidade de recorrer”, disse.

Face a esta medida coerciva, Mandelson assegurou que o plano do Governo para pôr termo à chamada “pirataria” inclui também a introdução de uma legislação menos restrita em matéria de copyright, sobretudo se o material descarregado se utilizar apenas num ambiente doméstico e privado.

Mandelson recordou que as indústrias relacionadas com os direitos de autor dão trabalho, no Reino Unido, a dois milhões de pessoas e que este sector gera anualmente cerca de 16 milhões de libras (17,6 milhões de euros).

O ministro declarou ter ficado espantado com os números actuais da pirataria online: apenas uma em cada 20 canções é descarregada de forma legal no Reino Unido.

O objectivo da nova legislação, que deverá contar com o apoio da União Europeia, é deter as pessoas que de maneira recorrente utiliza programas como o BitTorrent e páginas como o The Pirate Bay para encontrar e descarregar ficheiros.

Encontrar soluções, em vez de criminalizar

“Não podemos ficar sentados e não fazer nada”, declarou o ministro.

A longo prazo - reconheceu ainda -, é necessário que a indústria encontre maneiras novas e mais baratas de oferecer aos utilizadores descargas legais.

O fornecedor de Internet britânico (ISP) Talk Talk já comentou esta declaração do ministro, afirmando que a medida foi “mal concebida”, estando preparada para a desafiar “nos tribunais”, avança a BBC. “Aquilo que está a ser proposto tem por base um mau princípio, e não irá funcionar na prática”, adiantou a empresa.

Outros ISP britânicos também já declararam, no passado, que não irão actuar como polícias, explicando que eles se limitam a conduzir a tecnologia às pessoas, não estando responsáveis pelo uso que dela fazem os diferentes utilizadores. Os ISP consideram igualmente que não deverá recair sobre eles os custos da aplicação da medida.

Mandelson indicou hoje, porém, que os custos das tarefas de corte de Internet deverão caber aos ISP e às pessoas que fornecem os conteúdos descarregados de forma ilegal.

O Open Rights Group, uma organização que faz lobby em prol dos direitos digitais dos cidadãos, há muito que se opõe a esta política de desconexão.

Jim Killock, director executivo do grupo, confessou estar desapontado com a decisão do governo britânico. “Mandelson parece estar determinado a prosseguir com estes planos, ameaçando punir as pessoas de forma severa, comprometendo a sua educação, os negócios e os modos de vida, tudo por causa de pequenas transgressões financeiras”, disse.

Indústria musical satisfeita

Por outro lado, a indústria musical - que tem vindo a exercer muita pressão sobre os poderes políticos - mostra-se satisfeita com esta medida.

Músicos e intérpretes como Lily Allen, Gary Barlow e James Blunt têm demonstrado, nos últimos tempos, o seu descontentamento com o aumento da pirataria, estando por detrás de uma campanha contra os downloads ilegais.

“As medidas confirmadas hoje pelo governo são uma maneira razoável de fazer com os que as pessoas que trocam ficheiros de forma ilegal abracem novos serviços, e irá fomentar inovações que irão beneficiar os consumidores online”, indicou Geoff Taylor, director-executivo British Phonographic Industry.

Mas nem todos os fornecedores de conteúdos estão de acordo: o serviço we7, em rápido crescimento e que disponibiliza canções em streaming, acha que o governo falhou o objectivo.

“A pirataria é a reacção a uma situação insustentável, em que o acesso razoável e legítimo às músicas se tem debatido para estar ‘à altura’ dos pedidos”, indicou o director-executivo da we7, Steve Purdham.

“Uma variedade de modelos razoáveis e sustentáveis de fornecimento de música aos consumidores é vital para pôr fim à pirataria. É esta a abordagem que deverá ser levada a cabo pelo governo, em vez de criminalizar os consumidores e empurrar os piratas para uma situação de ainda maior clandestinidade”.

Patrões defendem manutenção de apoios estatais “pelo menos até 2011”

As confederações patronais alertaram hoje o primeiro-ministro José Sócrates, que participa quinta e sexta-feira na cimeira europeia em Bruxelas, para a necessidade de manter os apoios às empresas “pelo menos até 2011”.

De acordo com o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) - que falava aos jornalistas em nome de todas as confederações patronais hoje ouvidas por Sócrates no âmbito do encontro europeu - o planeamento do fim da crise e a substituição dos apoios estatais pela iniciativa privada estarão em cima da mesa nas reuniões em Bruxelas.
“A situação está estabilizada. Os maiores perigos estão ultrapassados e é natural que os líderes europeus precisem de discutir, nesta altura, o fim dos apoios do Estado, sobretudo por causa do défice orçamental”, defendeu Francisco Van Zeller.
No entanto, advertiu, é “impensável” retirar os apoios sectoriais “pelo menos até 2011”.

Sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN), referido momentos antes pelo secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, Van Zeller reafirmou que em 2010 esta retribuição “não deverá ser aumentada” porque as empresas “correm risco de fechar”. De acordo com o presidente da CIP, os parceiros deverão voltar a discutir o acordo tripartido que previa a progressão gradual do SMN até à sua fixação nos 500 euros em 2011.
“É preciso reduzir ao máximo as consequências deste aumento e fazer um plano de longo prazo, com objectivos naturalmente ambiciosos”, disse.
Depois de na quarta-feira ter recebido os líderes dos partidos com representação parlamentar, José Sócrates ouve hoje os parceiros com assento na concertação social antes de partir para a cimeira europeia.

Email faz 40 anos amanhã

Dia 29 de Outubro é uma data a lembrar: o Email faz 40 anos. Muito embora já existissem sistemas que trocassem dados antes de 1965, o que ficou registado como a primeira troca de mensagem electrónica foi a produzida pelos investigadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles - através da Arpanet. Só uns anos mais tarde é que a famosa arroba (@) foi usada. Quem escolheu o símbolo para separar as duas partes que compõem o endereço de correio electrónico foi Ray Tomlinson, que enviou a primeira mensagem usando o símbolo em 1971.

Bolsa afunda quase 3% e regista maior série de quedas desde Março de 2008

A bolsa nacional fechou a perder pela sétima sessão consecutiva, o que representa a maior série de quedas desde Março de 2008. O PSI-20 depreciou 2,92% com quatro acções a cair mais de 5%, quatro mais de 4% e cinco mais de 3%. A Jerónimo Martins foi a única a escapar a este negativismo.

O principal índice da bolsa nacional registou, assim, a maior queda desde Fevereiro deste ano - mais precisamente desde o dia 17 quando caiu 3,20% - e liderou as desvalorizações a nível europeu no dia de hoje. Na Europa, os índices do velho continente também estão em terreno negativo penalizados por resultados decepcionantes da SAP e da ArcelorMittal.

Bolsa em fase de correcção

Por cá, o PSI-20 acompanhou os congéneres europeus mas, segundo fontes do mercado, tratou-se essencialmente de uma correcção. “A bolsa está a entrar numa fase de correcção, que é saudável”, disse um operador de bolsa ao Negócios, destacando que “os dados macroeconómicos estão a estabilizar”, depois de terem melhorado nos últimos meses.

Para a bolsa portuguesa estar a descer mais do que as congéneres europeias “só estou a ver o facto de a bolsa portuguesa estar a subir 30% [no ano], enquanto a maioria dos índices europeus sobe 14% ou 15%”, explicou a mesma fonte. “Quando se quer vender, vende-se onde se está a ganhar mais”, resumiu o operador.

Segundo outro operador contactado, “este acaba por ser um movimento normal” em que a bolsa portuguesa corrige, a seguir o que se passa lá fora.

“Como somos periféricos acabamos sempre por sofrer esse resultado” mais acentuado. “Quando sobe, subimos um bocadinho mais, quando cai, caímos de uma forma um pouco mais abrupta”, explicou aoNegócios.

Banca e Energia determinantes para a queda

A banca e o sector petrolífero foram os dois sectores que mais pesaram hoje na descida do PSI-20.

O Banco Comercial Português (BCP) caiu 4,62% para 0,93 euros. O banco liderado por Santos Ferreira chegou a descer 6,05% para 0,916 euros, valor mínimo de 4 de Setembro. O Banco BPI cedeu 4,60% para 2,218 euros.

Resultados acima do esperado não “salvam” cotadas

E nem o facto de ter ontem apresentado resultados acima do esperado valeu ao BES, que desvalorizou 4,35% para 4,942 euros. Os lucros subiram 7,8% para 360 milhões de euros.

Aliás resultados acima do esperado só salvaram a EDP Renováveis, que conseguiu fechar estável nos 6,816 euros, destacando-se das fortes quedas quer das restantes cotadas do PSI-20 quer do sector.

Isto porque nesta área a Galp Energia deslizou 4,58% para os 11,45 euros e a EDP escorregou 2,15% para os 3,004 euros. Já a REN, que deverá apresentar hoje resultados, perdeu 0,84% para os 2,945 euros.

Para a tendência deste sector estará a ter também influência o facto do petróleo estar a desvalorizar mais de 2% nos mercados internacionais.

Já os investidores da Semapa e a Portucel ignoraram a surpresa positiva dos resultados por estas apresentados e as duas cotadas deslizaram 5,01% para os 7,40 euros e 3,57% para os 1,89 euros, respectivamente.

Mas a maior queda foi protagonizada pela Sonae Indústria, que escorregou 5,85% para os 1,895 euros, seguida da Mota-Engil, que depreciou 5,28% para os 3,95 euros.

As telecomunicações também não escaparam, com a Sonaecom à cabeça a perder 5,16% para os 1,895 euros e Zon e Portugal Telecom a descerem 2,83% para os 4,285 euros e 1,56% para os 7,698 euros, respectivamente. O Barclays atribuiu hoje uma recomendação de “underweight” para as três cotadas.

A Jerónimo Martins destacou-se num cenário negro ao subir 0,35% para os 1,35 euros.

Ainda pela positiva, mas fora do PSI-20, de destacar a Impresa, que somou 1,50% para os 1,35 euros, depois de ter registado uma subida de 82,1% dos lucros, nos primeiros nove meses do ano.

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