Mas se na passada negociação foi Lisboa que menos ganhou, hoje também foi a que menos perdeu. O PSI20 recuou 0,42% para os 8.845,76 pontos, com um baixo volume de negociação e arrastada por uma Europa a perder entre 0,5 e 0,80%. As pares foram pressionadas pela saída de um fundo soberano do capital do Barclays no valor de 693 milhões de libras. Uma notícia que fez afundar todo o sector financeiro.
Por cá, o sector financeiro também leva cartão vermelho. O BCP recuou 0,65% para os 1,06 euros, o BES deslizou 0,55% para os 5,26 euros e o BPI perdeu 0,27% para os 2,53 euros.
A maior queda foi da Mota-Engil que afundou 1,98% para os 4,21 euros, seguida da EDP Renováveis que deslizou 1,08% para os 7,01 euros.
Apenas dois títulos ficaram no verde, foi o caso da Portugal Telecom que somou 0,39% para os 8,12 euros e da Sonae Indústria que subiu 0,18% para os 2,82 euros.
Uma nota para a Sonaecom que caiu 0,53% para os 2,02 euros, com nem 400 mil acções transaccionadas, depois de se saber que a EDP vendeu as restantes 27 milhões de acções que detinha na Sonaecom por 53,4 milhões de euros. A eléctrica ficou a perder 0,16% para os 3,10 euros, com mais de 5 milhões de títulos trocados de mãos.
Ainda a EDP Renováveis deslizou 1,08% para os 7,01 euros, apesar de se saber que a empresa venceu provisoriamente 246 Mega Watts de capacidade de produção eólica nas Astúrias.
NOS EUA, as bolsas seguem a perder cerca de 0,70%, com os investidores a contrabalançar resultados e dados macroeconómicos. Aqui, os indicadores positivos de empresas como a Apple e a Caterpillar não foram suficientes para afastar o pessimismo trazido pelos sinais desapontantes da construção de casas novas nos EUA, bem como da inflação, que caiu inesperadamente, devido sobretudo a uma descida do preço da energia.
Esta semana, ainda são esperados os resultados dos primeiros nove meses do ano de mais de 130 empresas só do índice Standard & Poors 500.

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