Em cima da mesa está a prestação de seguros de saúde e de planos de poupança reforma que junta «a experiência belga e francesa das três sociedades mútuas», explicou Vasco Mendes, administrador da Europamut.
Sem a missão de ter lucro, «onde todos os benefícios serão distribuídos pelos associados», a Europamut não fixou, por agora, as perspectivas de ganhos ou de volume de vendas para 2010. Uma coisa é certa: esta seguradora, já com um balcão em Lisboa pronto a funcionar, só vai arrancar em Janeiro do próximo ano.
Na apresentação da Europamut em Portugal, que aconteceu esta quarta-feira, os responsáveis das quatro seguradoras disseram que a situação detectada por estudos realizados por especialistas justifica a entrada no mercado nacional, depois de terem concluído que existe «um défice de protecção das famílias» na saúde e na reforma.
Por isso prometeram «com soluções inovadoras e que prometem ajudar os portugueses». Na prática, esta seguradora mutualista vai «adaptar ao mercado e à legislação portuguesa os planos poupança reforma», enquanto que os seguros de saúde serão «uma cópia dos produtos» da belga MGEN, disse à Agência Financeira Vasco Mendes.
Então, o que pode levar um português a preferir a Europamut para planear a sua reforma?
«Nós vamos introduzir um factor que mais ninguém tem. Além da taxa de rendimento garantida e efectiva, vamos introduzir no mercado a garantia imediata para a reforma. Ou seja, ao fazer uma nova cotização, a garantia é renovada com os ganhos», disse Vasco Mendes.
Já na área da saúde, a Europamut distingue-se pelo facto de não fixar um limite etário ou de estado de saúde aos seus aderentes.
Para desenvolver a sua actividade em Portugal, a Europamut estabeleceu um contrato de colaboração com a AdvanceCare.
Outros países-alvo para a aposta da Europamut são a Espanha e a Grécia.

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