A três meses do final do ano, o Governo apenas executou 42,3% das verbas financiadas pelo Orçamento do Estado do plano anticrise. Recorde-se que as verbas foram apresentadas em Dezembro, no orçamento rectificativo.
Segundo dados divulgados pela Direcção Geral do Orçamento (DGO) no seu boletim mensal, foram gastos, até Setembro 493,1 milhões de euros dos 1.165,7 milhões inscritos no orçamento rectificativo. Isto quer dizer que ainda faltam 58% para serem gastos em Outubro, Novembro e Dezembro.
Dos quase 500 milhões, 181 milhões foram aplicados na modernização de escolas; 13 milhões foram destinados à promoção de energias renováveis; 175 milhões foram gastos com apoios à actividade exportadora e às PME; e 123,8 milhões serviram para financiar medidas de apoio ao emprego e de reforço do apoio social.
O plano anticrise representa um aumento homólogo de 5% na despesa total do Estado.
A baixa taxa de execução do plano anticrise nove meses após a apresentação é criticada por economistas e empresários. O plano já era um dos mais pequenos na Europa. Com menos de metade do plano executado até Setembro arrisca-se a ser dos que terá menos efeito no combate à crise.
Em Dezembro do ano passado o Executivo apresentou um plano anticrise de 2.180 milhões de euros, dos quais 1.300 milhões seriam financiados pelo Orçamento do Estado (OE) e 800 milhões por fundos comunitários. O valor global corresponde a 1,25% do PIB, o que é cerca de metade da média da Zona Euro. Em Setembro, a OCDE estimou que o plano viria a criar apenas 15 mil empregos este ano e outros tantos em 2010 - um dos menores valores entre os países membros. A justificação? A pequena dimensão do plano.

Sem comentários:
Enviar um comentário