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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Patrões defendem manutenção de apoios estatais “pelo menos até 2011”

As confederações patronais alertaram hoje o primeiro-ministro José Sócrates, que participa quinta e sexta-feira na cimeira europeia em Bruxelas, para a necessidade de manter os apoios às empresas “pelo menos até 2011”.

De acordo com o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) - que falava aos jornalistas em nome de todas as confederações patronais hoje ouvidas por Sócrates no âmbito do encontro europeu - o planeamento do fim da crise e a substituição dos apoios estatais pela iniciativa privada estarão em cima da mesa nas reuniões em Bruxelas.
“A situação está estabilizada. Os maiores perigos estão ultrapassados e é natural que os líderes europeus precisem de discutir, nesta altura, o fim dos apoios do Estado, sobretudo por causa do défice orçamental”, defendeu Francisco Van Zeller.
No entanto, advertiu, é “impensável” retirar os apoios sectoriais “pelo menos até 2011”.

Sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN), referido momentos antes pelo secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, Van Zeller reafirmou que em 2010 esta retribuição “não deverá ser aumentada” porque as empresas “correm risco de fechar”. De acordo com o presidente da CIP, os parceiros deverão voltar a discutir o acordo tripartido que previa a progressão gradual do SMN até à sua fixação nos 500 euros em 2011.
“É preciso reduzir ao máximo as consequências deste aumento e fazer um plano de longo prazo, com objectivos naturalmente ambiciosos”, disse.
Depois de na quarta-feira ter recebido os líderes dos partidos com representação parlamentar, José Sócrates ouve hoje os parceiros com assento na concertação social antes de partir para a cimeira europeia.

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