Notícias principais - Google Notícias

Loading

sábado, 31 de outubro de 2009

Bolsa com pior mês desde Fevereiro

O índice português recuou 1,58% em Outubro, registando a queda mensal mais acentuada desde Fevereiro, o mês em que terminou o ciclo de fortes quedas nos mercados accionistas mundiais. No acumulado do ano, o PSI-20 conserva ainda uma valorização de 31,54%.

No mês que hoje termina, o principal índice da praça portuguesa registou uma queda de 1,58%, desempenho determinado pela descida de quase 2% verificada na sessão de hoje. Outubro foi um mês com duas partes distintas, com um arranque marcado pelos ganhos, impulsionados pelo optimismo quanto à rápida recuperação da economia e um final em que os resultados empresariais decepcionantes ditaram fortes quedas nas acções.

Desde o final de Setembro até 19 de Outubro o PSI-20 apreciou 4,8% e desde então cedeu 6,1%. Nos 10 meses de 2009 apenas em três o saldo da bolsa foi negativo. Em Fevereiro o índice português recuou 6,75% e em Junho perdeu 1,56%.

Junho foi um mês de correcção no ciclo de fortes ganhos nos mercados accionistas, que desde Março até meados de Outubro subiram cerca de 50%, recuperando assim parte das fortes quedas registadas com a crise financeira.

O Outubro negativo surge depois de três meses de fortes ganhos (19,1%) na bolsa de Lisboa, tal como a queda de Junho se seguiu a três meses de subidas acentuadas (20,3%). A dúvida está agora em saber se, tal como Junho, Outubro ficará marcado por uma correcção a um “rally” nas bolsas, ou se marca o início de uma tendência de baixa nas acções.

A evolução dos resultados do terceiro trimestre e dos indicadores económicos serão os factores decisivos para definir a tendência dos mercados. As últimas notícias sobre esta matéria têm providenciado sentimentos mistos e por isso insuficientes para se confirmar que a economia mundial está em rápida recuperação da crise mais grave desde a Grande Depressão.

As principais economias já dão sinais de crescimento – o PIB dos EUA cresceu 3,5% no terceiro trimestre – mas continuam muito dependentes dos estímulos governamentais e por outro lado o desemprego permanece em alta e os gastos dos consumidores fracos.

Ao nível dos resultados das empresas, a maioria está a sair acima das expectativas dos analistas, mas não o suficiente para animar as acções, numa altura em que os investidores estão mais exigentes, uma vez que os mercados transaccionam já aos níveis em que se encontravam na altura da falência do Lehman Brothers, em Setembro do ano passado.

Só quatro acções em alta

Entre as 20 acções do PSI-20 apenas quatro terminaram o mês de Outubro com um saldo positivo. A Portugal Telecom liderou os ganhos, com uma subida de 7,6%, beneficiando com as muitas recomendações de compra emitidas por casas de investimento.

A Mota-Engil apreciou 6,24% e o BES avançou 3,48%, devido aos resultados positivos que apresentou no terceiro trimestre. Um efeito que também contagiou a Jerónimo Martins, que avançou 1,09% no mês de Outubro.

Pela negativa, a EDP Renováveis protagonizou a maior descida, com uma queda de 9,78%, também originada pelos resultados apresentados, que apesar de terem saída acima das expectativas, não agradaram aos investidores.

Altri, Sonae SGPS, Cimpor, Zon e Portucel foram as outras acções que fecharam Outubro a cair mais de 5%.

Apesar da queda em Outubro, o PSI-20 conserva um ganho de 31,54% em 2009, um dos melhores desempenhos entre as principais praças europeias.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue