O valor das ordens sobre acções recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 6,68 mil milhões de euros no mês de Setembro. Deste total, 71% teve origem em investidores residentes e apenas 29% em investidores estrangeiros.
Números que assinalam uma forte redução do peso dos investidores estrangeiros na praça portuguesa. Em Março deste ano, o primeiro mês da forte recuperação das bolsas, o valor das ordens foi bem inferior (4,58 mil milhões de euros) e o peso dos investidores portugueses bem menor: 58% contra 42% dos estrangeiros.

Estes dados mostram sobretudo uma maior actividade dos investidores residentes na praça portuguesa. Tendo em conta outros activos, como dívida pública e privada, as ordens recebidas por parte de investidores residentes aumentou 24,5% em Setembro, enquanto a de investidores não residentes subiu apenas 5%, segundo as estatísticas hoje reveladas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Analisando os primeiros nove meses do ano, o peso dos investidores estrangeiros está mais perto do verificado pelos residentes. Entre Janeiro e Setembro as ordens dadas sobre acções por residentes ascenderam a 27 mil milhões de euros, o que representa 56% do total, contra 44% dos estrangeiros.
Em Março, o acumulado do ano atribuía um peso de 47% aos investidores nacionais e 53% aos estrangeiros. Ou seja, se no início do ano a maioria das ordens era dada por estrangeiros, agora o peso dos nacionais é bem superior. Olhando apenas para os investidores residentes, nota-se também um regresso dos pequenos investidores às acções. Os residentes não institucionais registaram um peso de 45% em Setembro, contra 37% em Março deste ano.

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