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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Défices na Zona Euro mais do que triplicaram no ano passado

Entre 2007 e 2008, o défice orçamental médio na Zona Euro passou de 0,6% para 2%. E tudo indica que neste ano o agravamento venha a mais bem mais amplo: metade dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, está já a braços com processos por défice excessivo, por terem entretanto admitido que irão romper em 2009 o limite de 3% tolerado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. E as previsões apontam para que 20 dos 27 Estados-membros terminem o ano em terreno “proibido”.

Os dados mais actualizados do fecho das contas públicas no ano passado foram divulgados pelo Eurostat e revelam que os défices aumentaram de 2007 para 2008 na Zona Euro de 0,6 % do PIB para 2%, e na União Europeia de 0,8% para 2,3%.

Portugal ficou acima da média dos parceiros do euro, ainda ligeiramente abaixo do limite máximo de 3%. O Eurostat validou o valor reportado pelo INE, fixando o défice orçamental português de 2008 em 2,7%, uma décima acima do inicialmente estimado.

O défice orçamental português passou de 6,1% do PIB em 2005, para 3,9% 2006, 2,6% em 2007 e 2,7% no ano seguinte. Quanto à dívida pública, passou de 63,6% PIB em 2005 para 64,7% em 2006, 63,6% em 2007 e 66,3% em 2008.

A Grécia lidera a lista dos países com as finanças públicas mais desequilibradas, com um défice de 7,7% em 2008. Seguem-se Irlanda (7,2%), Roménia (5,5%), Reino Unido (5%), Malta (4,7%), Espanha (4,1%), Letónia (4,1%), Hungria (3,8%), Polónia (3,6%), França (3,4%) e Lituânia (3,2%).

Oito Estados-membros registaram, por seu turno, excedentes em 2008: Finlândia (4,5% do PIB), Dinamarca (3,4%), Luxemburgo (2,5%), Suécia (2,5%), Bulgária (1,8%), Chipre (0,9%) e Holanda (0,7%). Já a Alemanha teve as suas receitas iguais às despesas.

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