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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Bolsa afunda quase 3% e regista maior série de quedas desde Março de 2008

A bolsa nacional fechou a perder pela sétima sessão consecutiva, o que representa a maior série de quedas desde Março de 2008. O PSI-20 depreciou 2,92% com quatro acções a cair mais de 5%, quatro mais de 4% e cinco mais de 3%. A Jerónimo Martins foi a única a escapar a este negativismo.

O principal índice da bolsa nacional registou, assim, a maior queda desde Fevereiro deste ano - mais precisamente desde o dia 17 quando caiu 3,20% - e liderou as desvalorizações a nível europeu no dia de hoje. Na Europa, os índices do velho continente também estão em terreno negativo penalizados por resultados decepcionantes da SAP e da ArcelorMittal.

Bolsa em fase de correcção

Por cá, o PSI-20 acompanhou os congéneres europeus mas, segundo fontes do mercado, tratou-se essencialmente de uma correcção. “A bolsa está a entrar numa fase de correcção, que é saudável”, disse um operador de bolsa ao Negócios, destacando que “os dados macroeconómicos estão a estabilizar”, depois de terem melhorado nos últimos meses.

Para a bolsa portuguesa estar a descer mais do que as congéneres europeias “só estou a ver o facto de a bolsa portuguesa estar a subir 30% [no ano], enquanto a maioria dos índices europeus sobe 14% ou 15%”, explicou a mesma fonte. “Quando se quer vender, vende-se onde se está a ganhar mais”, resumiu o operador.

Segundo outro operador contactado, “este acaba por ser um movimento normal” em que a bolsa portuguesa corrige, a seguir o que se passa lá fora.

“Como somos periféricos acabamos sempre por sofrer esse resultado” mais acentuado. “Quando sobe, subimos um bocadinho mais, quando cai, caímos de uma forma um pouco mais abrupta”, explicou aoNegócios.

Banca e Energia determinantes para a queda

A banca e o sector petrolífero foram os dois sectores que mais pesaram hoje na descida do PSI-20.

O Banco Comercial Português (BCP) caiu 4,62% para 0,93 euros. O banco liderado por Santos Ferreira chegou a descer 6,05% para 0,916 euros, valor mínimo de 4 de Setembro. O Banco BPI cedeu 4,60% para 2,218 euros.

Resultados acima do esperado não “salvam” cotadas

E nem o facto de ter ontem apresentado resultados acima do esperado valeu ao BES, que desvalorizou 4,35% para 4,942 euros. Os lucros subiram 7,8% para 360 milhões de euros.

Aliás resultados acima do esperado só salvaram a EDP Renováveis, que conseguiu fechar estável nos 6,816 euros, destacando-se das fortes quedas quer das restantes cotadas do PSI-20 quer do sector.

Isto porque nesta área a Galp Energia deslizou 4,58% para os 11,45 euros e a EDP escorregou 2,15% para os 3,004 euros. Já a REN, que deverá apresentar hoje resultados, perdeu 0,84% para os 2,945 euros.

Para a tendência deste sector estará a ter também influência o facto do petróleo estar a desvalorizar mais de 2% nos mercados internacionais.

Já os investidores da Semapa e a Portucel ignoraram a surpresa positiva dos resultados por estas apresentados e as duas cotadas deslizaram 5,01% para os 7,40 euros e 3,57% para os 1,89 euros, respectivamente.

Mas a maior queda foi protagonizada pela Sonae Indústria, que escorregou 5,85% para os 1,895 euros, seguida da Mota-Engil, que depreciou 5,28% para os 3,95 euros.

As telecomunicações também não escaparam, com a Sonaecom à cabeça a perder 5,16% para os 1,895 euros e Zon e Portugal Telecom a descerem 2,83% para os 4,285 euros e 1,56% para os 7,698 euros, respectivamente. O Barclays atribuiu hoje uma recomendação de “underweight” para as três cotadas.

A Jerónimo Martins destacou-se num cenário negro ao subir 0,35% para os 1,35 euros.

Ainda pela positiva, mas fora do PSI-20, de destacar a Impresa, que somou 1,50% para os 1,35 euros, depois de ter registado uma subida de 82,1% dos lucros, nos primeiros nove meses do ano.

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