Os mercados foram ensombrados por dados económicos conhecidos nos EUA, nomeadamente sobre os novos pedidos de subsídio de desemprego, que aumentaram para 531 mil na semana que terminou a 17 de Outubro, mais 16 mil que os analistas esperavam.
O dado acabou por ofuscar o optimismo que estava a ser causado pelos bons resultados empresariais, que até estavam a superar as previsões, como os resultados da McDonald¿s, da Merck e da AT&T.
Em Lisboa, as perdas foram generalizadas, apenas um título escapou à maré vermelha, a REN, e mesmo assim, com ganhos apenas ligeiros.
Quanto aos sectores de peso da praça, acabaram mesmo por afundar. Na banca, o BCP caiu 1,04% para 1,04 euros, o BES 1,43% para 5,17 euros e o BPI 1,19% para 2,50 euros, numa altura em que os investidores ainda não conheciam os resultados do banco. Entretanto, a instituição anunciou lucros de 130,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, quase o quádruplo do homólogo.
Na energia, EDP e Galp também cederam à pressão. A eléctrica deslizou 1,45% para 3,07 euros e a petrolífera 1,28% para 12,35 euros, no dia em que o presidente do seu Conselho de Administração, Murteira Nabo, disse não acreditar que o Governo deixe que a empresa venha a ser controlada por interesses estrangeiros.
Nas telecomunicações, as coisas não correram melhor, já que a PT cedeu 1,09% para 8 euros por acção. A PT fez esta quinta-feira notícia por se saber que está na corrida à privatização de até 75% do capital da operadora fixa estatal da Zâmbia, tendo passado à segunda fase do processo de selecção a par com mais sete empresas.

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