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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fuga fiscal atinge os 14 mil milhões

A chamada economia paralela custou ao Estado, durante o ano passado, 13,8 mil milhões de euros. O número atingiu os 24 por cento do PIB, ou seja, 39,4 mil milhões de euros, escreve o «Correio da Manhã».

Os dados, que são do conhecimento da Direcção-Geral de Finanças, são considerados «muito preocupantes» pelo Governo, que estará já a estudar novas formas de combate à economia não declarada, que tem disparado por causa da crise e do agravamento fiscal.

«Não me admira que, em breve, seja aprovada uma norma que, em sede de fiscalização, permita responsabilizar o tomador e o prestador de serviços», disse ao «Correio da Manhã» Domingos Azevedo, o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Note-se que o dinheiro que o Estado perdeu com a economia paralela era suficiente para anular o défice orçamental ou para construir 15 pontes iguais à Vasco da Gama.

Mas o Fisco não é a única entidade que os contribuintes fintam. A Segurança Social também teve de fazer um ultimato a 49 mil empresas, que não pagaram o que deviam.

O Fisco está mais agressivo na recuperação das dívidas. Por exemplo, no que toca a carros, os devedores podem ver o seuautomóvel apreendido.

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