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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por que são os alemães mais optimistas que os portugueses?

Os consumidores alemães são os mais optimistas da Europa, contrariamente aos portugueses que se encontram no fundo da tabela. A explicação pode estar na economia.

Um estudo apresentado pelo Grupo GfK, em Nuremberga, mostra que as expectativas dos consumidores são fortemente influenciadas pela retoma de indicadores económicos. «Estes geram nos consumidores percepções psicológicas que alteram os seus hábitos e comportamentos no momento de adquirir bens de consumo próprio».

E se, por um lado, Portugal se encontra no mesmo grupo que a Grécia e a Roménia - países que registam baixas expectativas económicas - com pontuação muito negativa [47 pontos negativos], por outro a Alemanha dá nas vistas.

«Os alemães passaram de consumidores relutantes, no final de 2010, para consumidores optimistas no arranque de 2011. Mudaram. E desde o ano passado são os mais optimistas da Europa. O consumo privado tem sido o principal suporte da retoma da economia», disse o Professor Dr. Klaus L. Wubbenhorst, CEO do Grupo GfK.

Alemanha é o único país a reduzir desemprego

Um optimismo que conduz a perspectivas promissoras para 2011. «A GfK prevê que o consumo privado aumente 1,5% em 2011 [na Alemanha] e que triplique a sua taxa de crescimento comparativamente com o ano anterior. A nova propensão para o consumo não só está a trazer estímulos à economia, mas também a ser uma fonte sustentada e fiável de suporte da economia doméstica», assegurou ainda o mesmo responsável.

Certo é que, a propensão para a compra, na Alemanha, conduziu ao «milagre» do emprego. Em toda a Europa, este foi o único país a verificar uma redução de desemprego «atribuindo-se esta tendência positiva a diversas causas que recolocaram o país numa posição de competitividade. Todas as medidas tomadas pelo Governo para activar o mercado e trabalho (como flexibilização e horários, estímulos económicos) permitiram à economia alemã reagir rapidamente e criar optimismo generalizado no mercado».

Um quadro, ainda assim, bem diferente do que o estudo GfK verificou no resto da Europa, com uma recessão considerável no consumo em Itália, fortemente relacionada com as percepções que os consumidores têm da economia. Assim como em Espanha, com baixos índices de expectativas económicas e de rendimentos pessoais por parte da população, que, na hora de comprar, se retrai fortemente. O Reino Unido também é outro exemplo.

É a prova de que as medidas de austeridade do Estado, principal empregador, estão a ter grande impacto nas percepções dos consumidores.

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