Notícias principais - Google Notícias

Loading

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

700 mil pessoas sem gerar riqueza, alerta CIP

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu esta quinta-feira a urgência de «medidas sérias» decombate ao desemprego, considerando que Portugal «não pode suportar o desperdício» de ter perto de 700 mil pessoas sem gerar riqueza.

«Temos que promover políticas públicas, parcerias público-privadas e desenvolver actividade económica para trazer esta massa ao mundo de trabalho, porque o país não se pode dar ao luxo de dispensar estes recursos humanos que podem gerar riqueza e hoje não o estão a fazer, para além de que em termos sociais é um drama enorme», afirmou António Saraiva citado pela Lusa.

Falando à margem da conferência «Produtividade Portugal», que decorreu esta quinta-feira em Leça da Palmeira, Matosinhos, o líder da CIP comentava os dados recorde de 11,1% relativos ao desemprego no 4º trimestre divulgados na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

«Estado da nossa economia é gerador de desemprego»

Já hoje, novos dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apontam que o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego caiu 0,5%, em Janeiro, face ao período homólogo de 2010, com 557.244 inscritos.

A evolução do desemprego em termos mensais mostra, no entanto, um acréscimo de 2,8% face ao mês anterior, com o IEFP a avançar que no final de Janeiro se contavam 557.244 desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas.Este número corresponde a 86,6% de um total de 643.659 pedidos de emprego.

Para António Saraiva, este cenário impõe o desenvolvimento de «políticas de proximidade, como a regeneração urbana e a requalificação do parque urbano público degradado», que levem a que «regionalmente, através dos municípios, se promova o emprego».

«O desemprego é estrutural, porque lamentavelmente o estado da nossa economia é gerador de desemprego, e um combate que todos temos que travar: trazer ao mundo do trabalho os jovens licenciados desempregados e os desempregados de longa duração», sustentou.

Execucação orçamental ditará caminho a seguir

Mesmo assim, António Saraiva acredita que a execução orçamental vai ser cumprida. No entanto, se tal não acontecer, devem-se fazer «acordos parlamentares, com mudança ou não de Governo», para «mudar de caminho».

«É preciso esperar com tranquilidade a execução orçamental e esperar que as dolorosas medidas a que todos foram obrigados gerem o efeito desejado», defendeu o responsável.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue