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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"Expresso" teve acesso aos 722 telegramas do Wikileaks relativos a Lisboa

O semanário "Expresso" vai começar a publicar alguns dos 722 telegramas com origem na embaixada norte-americana em Lisboa, que estão na posse do Wikileaks.

O "Expresso" entra assim no lote de jornais autorizados a faze-lo, na sequência de um acordo que firmou com um jornal dinamarquês, o "Politiken".

Ricardo Costa, director do semanário, diz que o Governo está avisado desde a passada terça-feira e que o primeiro material a ser publicado diz respeito à área da Defesa.

“Muita daquela matéria é extraordinariamente complexa. Há temas variadíssimos, desde os mais fúteis aos extremamente complexos. O primeiro lote que vamos utilizar é sobre o Ministério da Defesa e sobre a Fundação Luso-Americana”, explica Ricardo Costa.

No caso da Defesa, Ricardo Costa diz que o Ministério de Augusto Santos Silva já conhece desde ontem os telegramas em causa, uma vez que os jornais autorizados a divulgar os telegramas são obrigados a mostrá-los primeiro às autoridades.

“Todos eles são obrigados a um acordo, nomeadamente mostrar com alguma antecedência todos os documentos com materiais que possam ser considerados sensíveis às autoridades nacionais. É isso que os outros jornais têm feito e é isso que estamos a fazer também. O Governo sabe desde terça-feira que temos estes telegramas e, neste caso, o Ministério da Defesa já sabe desde ontem os telegramas que vamos publicar”, esclarece o director do Expresso.

Ricardo Costa diz também à Renascença que todos os telegramas que irão ser publicados são inéditos.

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