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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Zara retira camisolas do mercado e pede perdão

O grupo espanhol Inditex, que detém marcas como a Zara, a Bershka, a Lefties e a Stradivarius, está envolvida numa polémica que a obrigou a retirar algumas camisolas do mercado e a pedir perdão publicamente.

A Stradivarius estampou em algumas camisolas imagens retiradas de blogues na Internet, sobretudo fotografias postadas por conhecidas bloggers de moda, sem a autorização das mesmas. Entre as imagens estavam, por exemplo, Louise Ebel (Miss Pandora) ou Michèle Krüsi (Beware of my heels).

Depois de a polémica ter vindo a lume, a Inditex afirmou ao «El País» que ordenou que as camisolas fossem imediatamente retiradas do mercado e que vai chamar as bloggers implicadas para pedir desculpa e explicar a situação.

A Stradivarius não fabrica a sua própria roupa: encomenda-a a fornecedores externos, que a desenham e produzem. O desenho das polémicas camisolas foi criação de um destes fornecedores, explicou fonte da empresa ao jornal espanhol. A Inditex contactou-o para saber se o mesmo detinha os direitos necessários para poder estampar as imagens, algo que a multinacional exige normalmente aos seus colaboradores.

«Senti-me usada e desvalorizada», desabafou Louise Ebel, uma das afectadas. Já Michèle Krüsi garantia que «se me tivessem perguntado, não teria havido qualquer problema».

Mas o caso da Stradivarius está longe de ser o primeiro a dar dores de cabeça. Nos últimos tempos, também as cadeias Bershka, Lefties e a própria Zara sofreram casos semelhantes. As francesas Louise Ebel e Betty Autier mantêm ainda hoje um conflito com a Zara, também devido à sua aparição em vestuário, mas no ano passado. O fotógrafo Gerard Estadella está em conflito com a Bershka pelo uso sem autorização de uma imagem de Pelayo Díaz e uma foto de Andy Torres feita pelo fotógrafo Yvan Rodic também acabou estampada numa peça, denunciaram ambos no Twitter. Casos em que estão em jogo a imagem das jovens mas também os direitos de autor dos fotógrafos.

O grupo já antes teve de retirar produtos do mercado, para não ferir susceptibilidades. Por exemplo, em 2007, a Zara retirou um modelo de bolso que tinha uma suástica e, em 2006, tinha sido a vez de a Bershka retirar umas etiquetas com uma mesquita.

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