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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

UE: Portugal deve «ajustar preços e salários»

Bruxelas acredita que Portugal deve ajustar preços e salários e flexibilizar o mercado de trabalho para promover a competitividade, mas o Governo não concorda totalmente com essa solução, disse o secretário de Estado da Energia e Inovação.

Portugal defende a consolidação macroeconómica, a promoção da competitividade e do crescimento e a convergência com a média europeia em termos de educação, formação e emprego, ao passo que Bruxelas recomenda a Lisboa um «ajustamento dos preços e dos salários», bem como a «flexibilização do mercado de trabalho», sintetizou Carlos Zorrinho num almoço-debate com jornalistas organizado pela Comissão Europeia, em Lisboa, citado pela Lusa.

A União Europeia saudou as metas nacionais definidas pelo Governo mas apresentou «cinco condições de sucesso», que Zorrinho diz «respeitar», embora em alguns casos tenha uma via alternativa. «Essas condições de sucesso são a consolidação orçamental, a minimização dos riscos sistémicos da economia, o ajustamento de preços e salários para promover a competitividade, a flexibilidade do mercado de trabalho e o reforço da qualificação para acrescentar mais valor à economia», enunciou.

No entanto, Carlos Zorrinho disse que o Governo português não está «100% de acordo» com todas elas. «Nós achamos que sim [pode haver ajustamento de salários e preços] mas, para ganhar competitividade, este é um dos componentes mas não é o único e nem sequer é o principal», afirmou. Quanto à flexibilização do mercado de trabalho, Carlos Zorrinho manifestou a sua concordância com este objectivo mas «através de outros mecanismos».

Para o secretário de Estado da Energia e Inovação, o caminho passa pela consolidação económica: «2010 a 2020 tem de ser o período da consolidação da economia» nacional, através da «promoção das exportações, da racionalização da administração e do controlo da despesa», afirmou.

Também «o crescimento sustentável baseado no conhecimento, na tecnologia e na inovação» é uma das vias de acção do Executivo, bem como aproximar Portugal «o mais possível da média europeia» no que se refere a educação e formação para que «os jovens portugueses tenham pelo menos as mesmas condições» que os seus parceiros europeus.

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