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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quer uma imperial? Saiba que vai pagar mais

Beber cerveja vai ficar mais caro este ano e os aumentos podem ir até aos 6% na Unicer, que detém a Super Bock. Mas também a Sociedade Central de Cervejas, dona da Sagres, vai pelo mesmo caminho.

«Estamos a fazer correcções aos preços das cervejas, algumas já foram sendo feitas e outras terão que ser feitas ainda este trimestre», disse à Agência Financeira o presidente-executivo da Unicer, António Pires de Lima, que engloba as cervejas Super Bock, Cristal e Carlsberg.

«O aumento muito significativo dos custos do malte - subiu 2,5 vezes - da energia (combustíveis e energia eléctrica) e das embalagens fazem com que a indústria não tenha condições para poder suportar estes custos podendo pôr em causa a sua sustentabilidade».

Assim, «neste ano completo é natural que os preços médios de venda ao público chegam à casa dos 5%, 6%». Na prática, esclareceu Pires de Lima, um pack de seis cervejas que custa em média 3,49 euros, ao longo deste ano vai chegar bem próximo dos 3,70 euros.

Clima de recessão afecta consumo desde Outubro

Já a Sociedade Central de Cervejas - que detém, para além da Sagres, a Imperial, Heineken e Guiness - vai aumentar o preço da cerveja em 5% este ano, também por causa da subida do preço das matérias-primas.

Segundo o presidente executivo da empresa, Alberto da Ponte, a contribuir também para o aumento dos preços estão a subida dos custos com a energia e o embalamento, cita a Lusa.

Poderá esta subida de preço da cerveja ditar uma quebra na procura? O presidente executivo da Unicer admitiu à AF que «infelizmente já está a existir e não tem a ver com os preços, mas com o clima de recessão que se vem reflectindo no sector desde Outubro, tem tido um efeito nefasto. E é evidente que quanto mais mexemos nos preços mais sentiremos isso». Mas parece que não há outra saída.

Reduzir custos sem despedir

Note-se ainda que, da parte da Central de Cervejas, Alberto da Ponte fez questão de sublinhar que, nos últimos dois anos, a empresa que gere conseguiu reduzir os custos em 14 milhões de euros sem despedir nenhum dos cerca de mil trabalhadores da empresa.

Em 2010, as vendas da Central de Cervejas, que detém ainda a Luso, aumentaram 3,1%, para 433 milhões de euros, revelou ainda o responsável.

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