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quarta-feira, 30 de março de 2011

Para euro sobreviver, países têm de perder soberania

Uma «pequena perda de soberania» pode fazer parte da solução para a sobrevivência do euro, sugeriu esta quarta-feira um economista britânico, que considera encorajador o distanciamento de Espanha e Itália dos problemas de outros países europeus.

Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.

O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.

A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.

Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.

Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.

O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».

Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.

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