Notícias principais - Google Notícias

Loading

quinta-feira, 17 de março de 2011

Crise política impede Lisboa de recuperar com Europa

A bolsa de Lisboa encerrou esta quinta-feira em queda, com o PSI20 a deslizar 0,33% para 7.766,96 pontos, distanciando-se assim do resto da Europa, onde a sessão foi de ganhos acentuados.

O impacto da crise política e do fantasma de um pedido de resgate é finalmente visível no mercado lisboeta, depois de, nos últimos dias, a catástrofe japonesa e o medo de um acidente nuclear ter ofuscado os problemas internos da Europa, arrasando o optimismo de todos os mercados.

Galp e Jerónimo Martins lideraram as descidas. A retalhista caiu 2,3% para 10,84 euros, e a petrolífera desceu 1,1% para 14,81 euros, mesmo com o disparo de 3% na cotação do petróleo, que continua a beneficiar da desconfiança em relação ao nuclear.

No vermelho fecharam ainda as acções da PT, que recuaram 0,55% para 8,02 euros e da EDP, a ceder 0,04% para 2,70 euros.

Na banca, apenas o BES soçobrou, perdendo 0,1% para 3,14 euros. Já o BCP ganhou 1,1% para 64 cêntimos e o BPI subiu 0,15% para 1,35 euros. Os juros da dívida pública continuam elevados, e perigosamente próximos do pico atingido na casa dos 8%, numa altura em que cada vez mais analistas dão como certo o pedido de ajuda externa. A taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos está nos 7,769%, ao passo que a taxa das obrigações a cinco anos está nos 7,994%.

No verde há ainda duas empresas a merecer uma nota: a Sonae SGPS, que liderou os ganhos e recuperou 1,12% para 81 cêntimos, e a EDP Renováveis. Depois da correcção da sessão passada, a empresa voltou à tendência ganhadora do início da semana. O sector das energias renováveis tem sido impulsionado pela desconfiança em relação ao nuclear. As acções subiram 0,79% para 4,97 euros.

Nos EUA, Wall Street abriu em alta acentuada. O Dow Jones avança 1,23% e o Nadaq 1,38%, depois de a FedEx ter apresentado estimativas de resultados optimistas. Houve também alguns dados económicos positivos, como a queda dos novos pedidos de subsídio de desemprego.

Mas os analistas avisam que, com a manutenção das tensões na Líbia e com a crise no Japão, esta retoma pode ser sol de pouca dura e voltar a desaparecer amanhã.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue