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sexta-feira, 18 de março de 2011

Cessar-fogo na Líbia atira bolsas para o verde

O cessar-fogo ordenado esta sexta-feira por Khadafi foi o motor dos ganhos registados pelas bolsas europeias e norte-americanas. O general líbio mandou parar a violência depois de a ONU ter decidido intervir no país.

A notícia acendeu o rastilho dos ganhos nos mercados. Mas à boa notícia da Líbia juntou-se a intervenção do G7 no mercado de divisas, para travar a ascensão do iene, que atingiu na quinta-feira o valor mais elevado desde o pós II Guerra Mundial. Com a intervenção, a primeira da última década, o iene registou a maior descida dos últimos dois anos.

No entanto, o Japão elevou o nível de risco de um acidente nuclear, de 4 para 5, o que voltou a deixar os investidores de pé atrás. No fecho, os ganhos na Europa ficaram muito aquém do ânimo que se chegou a registar a meio da sessão. As subidas oscilaram entre os 0,03% de Madrid, onde o sector das caixas de aforro admitiu que necessitará de mais dinheiro para se capitalizar, e os 0,63% de Paris.

Banca e Brisa lideram ganhos

Em Lisboa, o PSI20 disparou 1,25% para 7.863,96 pontos, num dia de clara recuperação. De manhã, os juros da dívida atingiram um novo máximo, mas durante a tarde recuaram. A taxa das obrigações a 10 anos voltou para a casa dos 7,5%, com notícias de que o Banco Central Europeu (BCE) tinha adquirido dívida nacional para travar a escala.

Entre as maiores subidas do dia acabou por ficar a banca, no dia em que foram conhecidos os cenários a que serão submetidas as instituições financeiras no âmbito dos novos testes de stress. Os bancos portugueses terão de enfrentar uma recessão económica (contracções de 3 e 2,6%), aumento do desemprego, das taxas de juro e ainda a exposição à dívida soberana nacional.

O BES disparou 3,57% para 3,25 euros, o BCP avançou 1,4% para 65 cêntimos e o BPI ganhou 1,19% para 1,36 euros.

Nota positiva ainda para a energia, que acompanhou a retoma do sector um pouco por toda a Europa. A Galp cresceu 1,18% para 14,98 euros, num dia em que o preço do petróleo está a cair ligeiramente, graças ao cessar-fogo líbio. Já a EDP, trepou 0,63% para 2,72 euros. A sua subsidiária, a EDP Renováveis, desceu 0,2% para 4,96 euros, depois dos fortes ganhos acumulados desde o início da semana, por causa da desconfiança em relação ao nuclear.

Nota positiva ainda para a Brisa, que liderou os ganhos, no dia em que deverá apresentar os resultados relativos a 2010. As acções ganharam 4,61% para 4,99 euros. Na quinta-feira tinha sido a vez de a Mota-Engil apresentar resultados. O lucro caiu 49%, abaixo do esperado pelos analistas, mas as acções acabaram por avançar 1,25% para 1,94 euros.

Por fim, uma referência ao peso pesado das telecomunicações: a PT ganhou 1,37% para 8,13 euros.

EUA animados pela Cisco

Nos mercados norte-americanos, os dois principais índices estrearam-se no verde, acompanhando a tendência europeia e animados ainda pelo anúncio da Cisco, que vai pagar um dividendo de 6 cêntimos por acção de quatro em quatro meses. O Dow Jones trepa 1% e o Nasdaq avança 0,6%.

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