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terça-feira, 1 de setembro de 2009

BCP concretiza fusão do Millennium bcp Investimento

Fusão por incorporação foi feita mediante a transferência de todo o património do banco de investimento para o BCP
O BCP concretizou o registo da fusão por incorporação do Millennium bcp Investimento, anunciou a instituição financeira em comunicado.

«O Banco Comercial Português, sociedade que detinha integralmente o Banco
Millennium bcp Investimento informa ter sido concretizado, com data de 31 de Agosto de 2009, o registo da fusão por incorporação daquela sociedade neste Banco, mediante transferência global do património da sociedade incorporada para a sociedade incorporante (BCP) e extinção do Millennium bcp Investimento, conforme oportunamente anunciado», pode ler-se no documento.

O banco acrescenta ainda que, tendo em conta que o Banco Millennium bcp Investimento era integralmente detido pelo BCP, a fusão «não tem qualquer impacto ao nível das contas consolidadas do Grupo».

Fundos de pensões rendem mais graças à aposta em acções

Rentabilidade média desde início do ano está nos 6,2%A rendibilidade mediana dos fundos de pensões portugueses foi positiva em 1,6% em Agosto, devido ao comportamento da componente das acções, revela a Mercer.

Em comunicado, a consultora explica que, desde o início do ano, a rendibilidade mediana do mercado é de 6,2%.

«Os fundos de pensões beneficiaram da melhoria da performance dos mercados financeiros originada pela visão optimista dos investidores de melhoria das condições económicas, conforme evidencia o aumento dos índices de confiança dos investidores e consumidores», pode ler-se no comunicado da Mercer, onde a consultora lembra que «a Fed confirmou que os EUA se encontram em retoma económica e a taxa de crescimento económico da Zona Euro situou-se acima das previsões».

A taxa fixa Euro, que constitui a maior componente das carteiras dos fundos de pensões portugueses, obteve uma performance positiva no mês de Agosto. No segmento de dívida empresarial com notação AA (10+), no final do mês a yield situava-se em 5,27%.

Abertura de propostas ao TGV revela concorrente espanhol sem banca no capital

O terceiro consórcio candidato à construção do troço Lisboa/Poceirão da rede de Alta Velocidade, que é liderado pelos espanhóis da FCC, parte sem bancos no capital. Os outros concorrentes são os dois consórcios liderados, um, pela Mota-Engil, outro pela Brisa e Soares da Costa.

Para além da construtora espanhola FCC e da portuguesa Ramalho Rosa-Cobertar, o consórcio Tave Tejo inclui os italianos da Empregilo e da Cimolai, bem como a portuguesa Conduril e a sociedade gestora de participações sociais EHST.

Como financiadores, a Tave Tejo tem entidades financeiras como o Bank of Scotland, o grupo australiano Macquarie, os grupos bancários ABN AMRO e HSBC, bem como o Banco Europeu de Investimento, disse a fonte da Ramalho Rosa à agência Lusa.

O projecto da ponte para a terceira travessia do Tejo que o Tave Tejo apresentou é da autoria de Adão da Fonseca, professor da Faculdade de Engenharia do Porto.

As três propostas ao concurso público do troço Lisboa/Poceirão da rede de alta velocidade, que compreende a terceira travessia do Tejo, foram abertas hoje na sede da RAVE, em Lisboa.

A RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, é a empresa portuguesa que tem por missão o desenvolvimento e coordenação dos trabalhos e estudos necessários para o planeamento e construção, financiamento e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade a instalar em Portugal, bem como a ligação com a rede espanhola.

A Mota-Engil apresenta-se a concurso a liderar o consórcio Altavia-Alentejo, que integra também a Somague, a Teixeira Duarte, a MSF, a Opway, a Esconcessões, a francesa Vinci, o BPI, BES, o banco Invest e Alves Ribeiro - Consultoria de Gestão.

Já a Soares da Costa e a Brisa lideram o consórcio Elos - Ligações de Alta Velocidade, do qual fazem também parte a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos.

O troço Lisboa/Poceirão (segundo concurso do projecto) representa um investimento global de cerca de 1,9 mil milhões de euros, já que que integra a construção da terceira travessia sobre o Tejo, que ligará Chelas ao Barreiro.

Eurostat aponta para estabilização do desemprego em Portugal

A taxa de desemprego em Portugal terá sido de 9,2 por cento em Julho, segundo o valor hoje divulgado pelo Eurostat, que representa mais 0,1 pontos percentuais do que o valor médio do segundo trimestre do ano divulgado pelo INE.

O valor apresentado hoje pelo serviço europeu de estatística é, no entanto, apenas uma estimativa feita a partir dos dados já divulgados pelo INE, que por sua vez calcula o desemprego com base num inquérito trimestral por amostragem, e entretanto não avançou com novos números.

Este valor do Eurostat é, aliás, igual aos 9,2 por cento que a própria instituição estimou para o país no segundo trimestre deste ano, em resultado de diferenças metodológicas face ao INE.

O Eurostat desagrega aquele valor mensalmente, mas para o segundo trimestre deste ano os valores de Abril, Maio e Junho são todos de 9,2 por cento. Isto significa que a instituição estima que desde Abril o desemprego em Portugal estabilizou. Assim, o valor hoje divulgado pode representar apenas a continuação daquela tendência, mas não é de excluir uma ligeira subida, que se reflicta no valor que o INE venha a encontra no próximo inquérito.

A taxa de 9,1 por cento apurada pelo INE para o segundo trimestre deste ano correspondia a mais de meio milhão de pessoas sem trabalho (507 mil), o que representava o maior número desde 1987. Esta taxa confirmava a tendência de subida do desemprego no país, que no primeiro trimestre tinha sido de 8,9 por cento.

No segundo trimestre do ano, o desemprego afectava mais 23,9 por cento de pessoas que no primeiro trimestre do ano passado, estado a taxa 1,8 pontos percentuais acima dos 7,3 por cento então registados.

Sector do jogo em Macau bateu recorde de receitas em Agosto

O sector do jogo em casino em Macau bateu em Agosto um novo recorde de receitas brutas no total de 986,8 milhões de euros (11.270 milhões de patacas), indicam dados recolhidos pela agência Lusa junto dos operadores.

O recorde de Agosto é superior em cerca em cerca de 17 por cento às 9.615 milhões de patacas apuradas no mês homólogo de 2008 e elevam as receitas brutas de 2009 para 72.350 milhões de patacas, menos 5.250 milhões de patacas do que no mesmo período de 2008.

Em período de crise financeira mundial e com limitações impostas pela China aos vistos para Macau, o novo recorde de receitas brutas dos casinos de Macau indicia uma recuperação do sector na segunda metade de 2009 e perspectiva uma receita global no final do ano muito idêntica ao recorde de quase 110.000 milhões de patacas registado em 2008.

O mês de Agosto, tradicionalmente forte para o sector, fica também marcado pela subida ao terceiro lugar da Melco/PBL, um lugar habitualmente ocupado pela norte-americana Wynn Resorts, e pela queda para o sexto posto da Galaxy Resorts, habitualmente o quarto no ranking das receitas brutas.

Os dados recolhidos pela Lusa indicam também que, por operador, a Sociedade de Jogos de Macau de Stanley Ho liderou o mês de Agosto com cerca de 26 por cento das receitas, seguida pela norte-americana Las Vegas Sands que recolheu 24 por cento.

A Melco/PBL, que tem como um dos accionistas uma empresa controlada por Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, subiu ao terceiro lugar com 16 por cento das receitas brutas dos casinos, relegando para quarto lugar a Wynn Resorts que obteve 13 por cento das receitas e era o habitual terceiro operador.

Em movimento positivo em Agosto esteve também a MGM -- uma parceria entre a empresa norte-americana e Pansy Ho, também filha de Stanley Ho -- que subiu ao quinto lugar com 11 por cento do total das receitas, deixando a sexta posição para a Galaxy Resorts que fechou o mês apenas com dez por cento das receitas, alguns pontos abaixo da média que registou nos primeiros sete meses de 2009.

Bolsa de Nova Iorque abre em queda

A bolsa norte-americana abriu hoje em baixa, com os investidores a acreditarem que a maioria das acções está sobrevalorizada, face às perspectivas ainda tímidas de recuperação económica.

O índice industrial Dow Jones abriu a perder 0,18 por cento, ao passo que o tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,39 por cento. Já o índice alargado Standard & Poor’s (S&P 500) cedeu 0,11 por cento.

As recomendações de vários bancos e empresas – como a segurador AIG, o Citigroup, a Intel e a General Electric – foram revistas em baixa, ajudando à abertura da bolsa em queda.

Além disso, a descida da praça de Nova Iorque está a ser influenciada pela notícia da subida de desemprego da Europa e pela prudência com que os investidores aguardam a divulgação dos números relativos à actividade industrial nos EUA e à compra e venda de casas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

TMN lança serviço comunicar.tmn Aladim

Com o objectivo de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos com dificuldades ou incapacidades (desde que iguais ou superiores a 60 por cento), a TMN acaba de lançar, com o apoio da Fundação PT, o serviço comunicar.tmn Aladim. Trata-se de um tarifário de grupo que contempla chamadas, SMS, MMS e vídeo-chamadas grátis para números com o mesmo tarifário ou com o tarifário Moche, incluindo 1500 SMS grátis, por dia, para outros números TMN.

Sendo de um tarifário pré-pago, o comunicar.tmn Aladim prevê uma mensalidade de 4,95 euros, em resultado do apoio aportado pela Fundação PT, que através da subsidiação em 50% do valor original da oferta (9,90 euros), contribui para a expressiva redução do tarifário.

Para aderir ao novo serviço tarifário da TMN, basta ir a um ponto de venda da rede de lojas PT e solicitar a alteração do tarifário actual para o comunicar.tmn Aladim, mediante a apresentação de documentação certificada.

Bolsas dos EUA reforçam quedas penalizadas pelo sector financeiro

Os principais índices bolsistas norte-americanos acentuaram o movimento de descida, penalizados pelos títulos financeiros, com o Standard & Poor’s 500 a reduzir o seu sexto ganho mensal consecutivo.

A crescente convicção de que o “rally” dos últimos seis meses superou as perspectivas de crescimento dos resultados das empresas está a contribuir para deprimir as praças do outro lado do Atlântico e no resto do mundo.

O Dow Jones seguia a ceder 0,97%, fixando-se nos 9.451,77 pontos. O S&P 500 perdia 1,25%, para 1.016,07 pontos.

O Nasdaq marcava 2.000,75 pontos, com uma desvalorização de 1,38%.

O Morgan Stanley segue em queda depois de o Bank of America rever em baixa o “rating” para as suas acções. O Citigroup e o JPMorgan Chase também cedem terreno.

A Alcoa, maior produtora norte-americana de alumínio, e a ConocoPhillips seguem igualmente no vermelho, penalizadas pela queda dos preços dos metais industriais e do petróleo.

A Baker Hughes não foge à tendência e cai 5,9% depois de ter anunciado a compra da BJ Services por 5,5 mil milhões de dólares. A BJ Services, por seu turno, sobe perto de 10%.

Perto das 15h de Lisboa foi divulgado que a actividade empresarial aumentou mais do que o previsto em Agosto nos EUA, dando mais sinais de que a economia poderá estar a entrar na via da recuperação. No entanto, as bolsas não estavam a reagir ao anúncio deste dado, elaborado pelo Institute for Supply Management-Chicago.

Segundo este organismo, o índice dos gestores de compras, barómetro da actividade empresarial, subiu para 50 pontos, o mais alto nível desde Setembro, contra 43,4 em Julho e contra uma estimativa de um aumento para 48 pontos. Quando está abaixo dos 50, assinala uma contração.

Mercado accionista chinês está numa "forte bolha"

A economia chinesa não é "sustentável" e o índice accionista de referência Shangai Composite poderá cair mais 25%, afirmou em entrevista à Bloomberg TV o economista Andy Xie.

“O mercado está em território de forte bolha”, declarou aquele responsável, que em Abril de 2007 previu que as acções chinesas iriam cair e que já trabalhou na Morgan Stanley Asia.

O índice Shangai Composite cedeu hoje 6,7%, para 2.667,75 pontos, a queda mais acentuada desde Junho de 2008, e entrou em “bear market”, devido aos receios de que um abrandamento no crescimento da concessão de empréstimos possa fazer descarrilar a retoma da terceira maior economia mundial.

Este mês, o referido índice perdeu 22%, sendo o que registou o pior desempenho entre 89 índices de referência acompanhados pela Bloomberg. Os bancos estão a cortar nos empréstimos, para evitarem bolhas de activos, e os responsáveis políticos aconselharam alguns sectores, como o do aço e do cimento, a reduzirem a produção devido à sobrecapacidade, o que não está a ajudar o mercado accionista.

Este declínio interrompeu um “rally” que fez com que o Shangai Composite subisse 103% desde os mínimos de Novembro, devido à expectativa de que o programa de estímulo do governo, no valor de 4 biliões de yuans (410 mil milhões de euros), bem como as novas concessões de crédito, iriam garantir um crescimento da economia de pelo menos 8% este ano, salienta a Bloomberg.

Altri lidera ganhos no PSI-20 em Agosto

A bolsa nacional acumulou uma valorização de 7,34% no mês de Agosto, o segundo ganho mensal consecutivo. Num mês em que as cotadas nacionais apresentaram os resultados do primeiro semestre, a Altri destacou-se com uma subida de 28,57% e o BCP saltou para terreno positivo face ao fim do ano passado.

O PSI-20 encerrou a sessão de hoje a cotar nos 7.828,32, acumulando um ganho de 7,34%, este mês. Desde o início do ano, o principal índice português avança 23,4%.

Agosto foi um mês de apresentação de resultados semestrais, cuja época termina hoje.

A Altri destacou-se na bolsa nacional com uma valorização de 28,57% para 3,06 euros. A empresa liderada por Paulo Fernandes beneficiou da subida dos preços da pasta de papel numa altura em que o início da recuperação económica começa a beneficiar o sector.

A empresa industrial apresentou resultados negativos mas que, ainda assim, foram melhores do que as estimativas do mercado. Os prejuízos da Altri atingiram os 12,073 milhões de euros, contra lucros de 8,88 milhões no mesmo período do ano passado.

Em segundo lugar, entre as maiores valorizações deste mês, aparece o BCP, com um ganho de 21,57% para 0,913 euros, que atira o maior banco privado nacional para terreno positivo este ano, acumulando uma subida de 12,02% face a 31 de Dezembro.

O banco apresentou os números do primeiro semestre a 29 de Julho, com os rácios a revelarem melhorias e a afastarem os receios de um novo aumento de capital.

O BCP anunciou também a previsão de chegar ao final de Agosto com um nível de adequação dos fundos próprios de base ("tier one") idêntico aos dos seus dois principais rivais cotados. De acordo com as estimativas da instituição liderada por Carlos Santos Ferreira, tendo já em conta a evolução da actividade de Julho e Agosto, o "tier one" do BCP deverá elevar-se a 8,8%, contra os 8% registados a 30 de Junho último.

Os ganhos das restantes cotadas não roubaram porém o pódio ao grupo Sonae nas maiores valorizações deste ano. A Sonae SGPS avançou 16,55%, em Agosto, acumulando uma subida de 96,57% este ano, para 0,859 euros. E a Sonaecom, apesar da queda de 0,54% registada em Agosto, mantém o segundo lugar no “ranking”, com um ganho de 82,09% face a 31 de Dezembro.

Em Agosto, além da Sonaecom, apenas três das 20 cotadas do PSI-20 encerraram em terreno negativo: a REN, EDP Renováveis e Cimpor.

A REN perdeu 1,15% para 2,835 euros, a mesma cotação com que terminou o ano passado.

A EDP Renováveis desceu 1,15% para 6,92 euros mantendo um ganho considerável este ano, de 38,32%.

A Cimpor registou a maior queda mensal, entre as cotadas do PSI-20, com uma desvalorização de 4,31% para 5,11 euros. Nos primeiros oito meses de 2008, a cimenteira é, ainda assim, uma das empresas da bolsa que mais sobe, acumulando um ganho de 46,84%.

Ministro da Economia diz que apoios continuam até "a crise estar afastada de todo"

O ministro da Economia e da Inovação, Teixeira dos Santos, garantiu hoje que os incentivos criados para apoiar as empresas vão-se manter até que "a crise esteja afastada de todo".

"O Estado vai continuar a apoiar [as empresas] até que a crise esteja afastada de todo", disse o ministro da Economia, realçando que os incentivos criados para fazer frente à crise económica internacional "são para manter".

Para Teixeira dos Santos, as medidas devem ter uma perspectiva de médio e longo prazo e incidir na "capitalização das empresas", rejeitando a "monopolização com as dificuldades de curto prazo".

"Os indicadores têm vindo a dar sinais de melhoria, estaremos no início do fim da crise. É, por isso, um bom momento para pensarmos no futuro e prepararmo-nos para aproveitar as oportunidades que vão aparecer pela frente", realçou Teixeira dos Santos, que falava na cerimónia de lançamento de cinco concursos para o co-financiamento à criação ou reforço de Fundos de Capital de Risco, que se realizou no Porto.

Teixeira dos Santos reforçou que "desde o início da governação, as políticas do Governo visam criar condições para maior crescimento e mais criação de emprego", tendo adoptado "uma postura reformadora para dar à economia solidez".

O ministro da Economia realçou que "o Governo está focalizado na robustez financeira das empresas", tendo chegado o momento de "retomar a marcha do crescimento que foi interrompida pela crise económica internacional".

Os cinco concursos de selecção de Fundos de Capital de Risco para apoiar a inovação e internacionalização de PME totalizam 279 milhões de euros.

Economia indiana cresce quase menos 2 pontos que em 2008

Em 2008, a economia indiana registou uma subida de 7,8% estimulada pelo crescimento nos serviçosA economia indiana cresceu 6,1 por cento no primeiro trimestre deste ano fiscal, (que termina em Junho). Ou seja, quase menos dois pontos percentuais do que no período homólogo do ano anterior, anunciou, esta segunda-feira, o Ministério da Estatística indiano, citado pela Lusa.

Segundo a fonte, o Produto Interno Bruto cresceu 7,8% entre Abril e Junho de 2008. Uma subida favorecida pelos bons dados nos serviços, nomeadamente na hotelaria, transportes e serviços financeiros, que registaram um crescimento de 8,1%.

O sector de construção teve um aumento de 7,1%, enquanto que o sector mineiro apresentou um crescimento de 7,9 por cento.

Petróleo cai a pique a seguir mercados asiáticos

Investidores temem atraso na retoma
O preço do petróleo segue esta segunda-feira em forte queda, com os investidores assustados pelas descidas abruptas dos mercados asiáticos.

A bolsa chinesa caiu hoje 6,74% e bateu mínimos de três meses. Também a praça japonesa encerrou em queda em altura de eleições.

Mas mais do que os mercados, os investidores temem o abrandamento da retoma nas duas economias, que integram o top 3 dos consumidores mundiais de petróleo, logo depois dos EUA. Um atraso na recuperação destas duas economias implicaria certamente um atraso também no aumento do consumo de combustíveis.

Em Londres, o Brent,q eu serve de referência para as importações portuguesas, segue a cair 3,09 dólares para 69,70 dólares por barril, enquanto que em Nova Iorque, o crude baixa 2,21 dólares para 70,53 dólares.

Euro recupera após manhã no vermelho

Moeda única vale 1,4355 dólaresDepois de um início de semana atribulado, o Euro recupera da desvalorização desta segunda-feira de manhã e sobe agora 0,31%. A moeda única vale 1,4355 dólares.

PSI20 fecha a perder 0,15% para 7.828,32 pontos

Europa e EUA seguem China na quedaA bolsa de Lisboa não resistiu à pressão europeia e, durante a tarde, acabou mesmo por inverter para o vermelho. O PSI20 caiu 0,15% para 7.828,32 pontos.

O dia ficou marcado pelos resultados das construtoras. Mota-Engil e Soares da Costa apresentaram resultados positivos pela manhã e após o fecho, será a vez da Teixeira Duarte.

Apesar disso, o pessimismo predominou, e a Galp deu um contributo para a descida da praça, ao recuar 2,46% para 10,10 euros.

Valeram os pesos pesados, que encerraram todos no verde e evitaram um cenário pior.

No resto da Europa, as perdas também predominaram, a seguir o pessimismo norte-americano. Tudo por causa da forte queda do mercado chinês. Recuou mais de 6% e atingiu o mínimo de seis meses.

Lucro do BESI cai 36%

Margem financeira cai mas custos operacionais sobem
O lucro do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) caiu 36% para 22,47 milhões de euros no primeiro semestre do ano, face ao mesmo período do ano passado, anunciou o mesmo em comunicado.

A margem financeira caiu 15% para 51,6 milhões de euros, enquanto que os custos operacionais subiram 8% para 49 milhões de euros.

O produto bancário da instituição liderada por José Maria Ricciardi baixou 6% para 105,5 milhões de euros.

Software: acordo permite ao Estado poupar 10 milhões

Poupança equivale a 10% da despesa do Estado com softwareO acordo quadro para a selecção de fornecedores de licenciamento de software aos organismos públicos, que estabelece preços máximos e condições técnicas mínimas em concursos, entra em vigor terça-feira e poupará ao Estado dez milhões de euros anuais, anunciou o Ministério das Finanças em comunicado.

A celebração deste acordo quadro deverá permitir uma poupança anual de cerca de dez milhões de euros, ou seja, 10% da despesa do Estado em aquisição de software.

«Os organismos e entidades da Administração Pública passam agora a contar com os preços máximos e as condições técnicas mínimas que os fornecedores se comprometeram a cumprir nas suas propostas de fornecimento de software ao Estado», pode ler-se no documento.

Teixeira Duarte volta ao lucro e ganha 19,3 milhões

Imparidades no BCP e Cimpor tinham causado elevadas perdas em 2008A Teixeira Duarte voltou aos lucros, tendo ganho 19,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que compara com prejuízos de 256 milhões no mesmo período do ano passado.

De acordo com um comunicado da empresa, é preciso recordar que as perdas do homólogo se deveram às imparidades no BCP e Cimpor, dos quais a construtora é accionista.

O volume de negócios subiu ligeiramente para 585 milhões de euros, essencialmente devido «à expansão do mercado externo, cujo aumento foi maior do que a descida verificada em Portugal, passando o volume de negócios no estrangeiro a representar 62,7% do total do grupo».

Os proveitos operacionais caíram 2,4% para 617 milhões, e o EBITDA 31,2% para 64 milhões de euros, uma descida que a empresa atribui à diminuição das operações não recorrentes.

ANA garante gestão do aeroporto de Macau até 2011

A ANA, detentora de 49% da empresa gestora do aeroporto de Macau, garantiu hoje a gestão da infra-estrutura da Região Administrativa Especial até 2011, ao alcançar um acordo com a proprietária, disse à Lusa o presidente, Guilhermino Rodrigues.

Depois de um "impasse" nas negociações iniciadas em Maio, devido "irrazoáveis exigências" da CAM - detida em 55% pelo Governo de Macau - que levaram a ANA a ponderar mesmo deixar a operação no território, as duas empresas chegaram a um acordo que, segundo Guilhermino Rodrigues, agrada à empresa portuguesa, "porque está de acordo com as orientações do executivo" de Macau.

À Lusa, o presidente da ANA - parceira da chinesa CNAC (China National Civil Aviation), com 51% do capital, na ADA (Administração de Aeroportos, Lda) - explicou que "foi alcançado consenso quanto à CAM ficar com um maior controlo financeiro, com a colecta das receitas - que estava a cargo da ADA - e com o controlo sobre as sub-concessionárias".

A ANA não aceitava os termos da revisão do contrato inicialmente propostos pela Companhia do Aeroporto de Macau (CAM) que passavam, segundo a empresa portuguesa, pela "pretensão de nomear o director do aeroporto e o desejo de controlar directamente todos os fornecedores de serviços da ADA".

"Houve uma interpretação errada das orientações do Governo de Macau, mas chegou-se a um bom acordo para os próximos dois anos, que a ANA subscreveu porque a revisão das cláusulas está de acordo com as orientações expressas pelo executivo", defendeu Guilhermino Rodrigues.

O presidente da ANA salientou que "foi encontrada uma boa solução para as duas empresas" ao sublinhar que, até 2011 - quando expira o contrato hoje assinado - "haverá tempo para se reverem e discutirem outros aspectos" relativos à gestão futura do Aeroporto de Macau.

A ADA garantiu a manutenção da gestão do Aeroporto de Macau - a seu cargo há 15 anos - a partir de 12 de Setembro, depois de a ANA ter reavaliado "a possibilidade de uma eventual continuidade em Macau", como sublinhou fonte da empresa à Lusa a 22 de Agosto.

Na mesma ocasião, a ANA reiterou que a presença da empresa em Macau está não só ligada às raízes que Portugal deixou no território, mas integra-se essencialmente hoje no objectivo estratégico de exportação de know-howpara o vasto mercado do continente chinês.

À Lusa, fonte da CAM sublinhara a confiança quanto a um acordo com a ANA, com quem "as relações sempre foram amigáveis e baseadas numa grande cooperação", posição partilhada pela empresa portuguesa, que não encontrava explicação para o "impasse" nas negociações.

Depois de a CAM notificar a ADA em Janeiro de que não pretendia renovar o contrato estabelecido em 1994 por mais de cinco anos, alegando a não adequação do seu teor à realidade actual, a par do propósito de adquirir 20 por cento do capital da ADA, o Governo reuniu-se com as partes e colocou de parte esta hipótese.

Por outro lado, o executivo definia a prorrogação do contrato por dois anos, a transferência das responsabilidades de cobrança de receitas e a gestão dos contratos das entidades sub-concessionadas da ADA para a CAM, acrescentando que seria o Governo, ao fim de um ano, a escolher a entidade para explorar o serviço de controlo de tráfego aéreo.

Em 2007, o Governo iniciou um processo de negociação com os accionistas da CAM - Stanley Ho (com 35%) e outros com participações menores - com o objectivo de adquirir a totalidade do capital social, para lançar depois um vasto plano de ampliação, que a médio prazo dotará o aeroporto de uma capacidade para 24 milhões de passageiros face aos seis milhões actuais, através de um investimento entre os nove e os dez mil milhões de patacas.

Bolsa de Lisboa fecha em queda arrastada pela Galp

A bolsa portuguesa fechou hoje sessão a cair, com o principal índice - o PSI-20 - a recuar 0,15 por cento, empurrado sobretudo pela Galp, cujas acções caíram mais de dois por cento.

O PSI-20 desvalorizou 0,15 por cento para 7.828,32, com 13 títulos a cair e sete em alta, naquela que é a última sessão de Agosto.

A Galp Energia desvalorizou 2,46% para os 10,10 euros, mas a queda da bolsa foi também impulsionado por EDP Renováveis, cujos títulos caíram um por cento para os 6,92 euros. Na origem das perdas das duas empresas esteve a negociação do petróleo nos mercados internacionais, onde o crude já perde mais de quatro por cento.

A contribuir para a queda da bolsa esteve ainda a Jerónimo Martins, que caiu 0,80 por cento para os 5,44 euros, a Altri, que recuou 4,23 por cento para os 3,06 euros, e ainda a Mota-Engil, que desvalorizou 2,35% para os 3,41 euros.

Em contrapartida, a EDP, os bancos, a Portugal Telecom e a Sonaecom valorizaram na sessão de hoje, fazendo com a queda da bolsa nacional fosse menor do que a das congéneres europeias.

A bolsa de Paris e a da Frankfurt registaram hoje perdas de 1,07 por cento e de 0,96 por cento, respectivamente.

EUA com novas regras para revista de laptops

Levar computadores portáteis e outros equipamentos electrónicos para os Estados Unidos da América vai implicar a aceitação de novas regras. As actuais directrizes pretendem equilibrar as liberdades individuais com a segurança de todos.

Os computadores portáteis continuarão a ser alvo de revistas, se necessário, revistas aprofundadas, com o objectivo de detectar informações sobre possíveis conspirações ou planos terroristas. Segundo o Department of Homeland Security poderá ser pedido às pessoas para ligarem os aparelhos. Estes poderão ser revistados sem o consentimento do seu detentor, ainda que este tenha de estar presente. As novas regras dizem ainda que oficiais da imigração e da alfândega poderão também reter os dispositivos ou copiar dados para serem posteriormente analisados.

Symantec alerta para cavalo de Tróia no Skype

A empresa de software de segurança anunciou ter encontrado um cavalo de Tróia com código especificamente concebido para atacar os utilizadores do serviço Skype. O

Trojan.Peskyspy é um spyware que grava uma conversa telefónica e que a guarda num ficheiro com formato MP3. Momentos depois, esse ficheiro é enviado para um servidor onde o atacante consegue ouvir as conversas gravadas.

Uma vez que a chamada é gravada neste popular formato de áudio, acaba por não ocupar muito espaço no disco rígido do utilizador. Muito embora a empresa diga que o risco desta ameaça ainda seja reduzido, não deixa de ser uma ameaça que facilmente se poderá massificar. Os atacantes terão, porém, de ouvir milhares de conversas gravadas para encontrarem alguma informação sensível que possam utilizar...

Bolsas dos EUA abrem em queda arrastadas pelos títulos financeiros

Os principais índices bolsistas norte-americanos abriram em baixa na última sessão do mês, penalizados pelos títulos financeiros, com o Standard & Poor’s 500 a reduzir o seu sexto ganho mensal consecutivo.

O Dow Jones abriu a ceder 0,77%, fixando-se nos 9.470,59 pontos. O S&P 500 perdia 0,79%, para 1.020,83 pontos.

O Nasdaq marcava 2.011,79 pontos no arranque da sessão, com uma desvalorização de 0,84%.

O Morgan Stanley seguia em queda depois de o Bank of America rever em baixa o “rating” para as suas acções. O Citigroup e o JPMorgan Chase também cediam terreno.

A Alcoa, maior produtora norte-americana de alumínio, e a ConocoPhillips também seguiam no vermelho, penalizadas pela queda dos preços dos metais industriais e do petróleo.

A Baker Hughes não foge à tendência, depois de ter anunciado a compra da BJ Services por 5,5 mil milhões de dólares.

Portugal é o país da Zona Euro com maior abandono escolar

Portugal é o país da Zona Euro com maior abandono escolar, e Espanha é o que tem mais mão-de-obra pouco qualificada, de acordo com um estudo divulgado pelo “La Caixa” intitulado: “A recessão e o mercado de trabalho”.

Portugal lidera o “ranking” do abandono escolar, seguido por Espanha. O estudo é focado na economia do país vizinho, comparando-o com as outras economias da Zona Euro.

“Nas economias baseadas em empregos de baixa qualificação ou com um abandono escolar elevado” é normal “terem um risco maior de registarem um aumento acentuado do número de desempregados”, revela o estudo.

Actualmente, cerca de um quinto da população activa espanhola está fora do mercado de trabalho, um factor que o estudo do La Caixa associa, em grande parte, ao factor de baixa qualificação.

“Por exemplo, em 2008, Espanha liderava o ‘ranking’ do trabalho de baixa qualificação da UE -15 (14,4%), cinco pontos acima da Alemanha e da França”, adianta a mesma fonte.

O La Caixa adianta que Espanha também “encabeçou as listas de abandono escolar, justamente abaixo de Portugal”.

O banco de investimento faz ainda outra análise, distinguindo os países por quatro grupos.

No primeiro encontram-se a Grécia, a Polónia e a Austrália, que não entraram em recessão técnica (ou seja, que não registaram dois trimestres consecutivos de contracção).

Portugal surge no segundo grupo, com a Áustria, a França, Finlândia, Canadá, EUA, Reino Unido e Bélgica. Neste, os países tiveram uma “desaceleração da actividade importante e uma subida do desemprego suave”. Recorde-se que a taxa de desemprego em Portugal se encontrava, em Junho deste ano, nos 9,3%, de acordo com o Eurostat. Um valor que compara com os 18,1% registados por Espanha.

Espanha encontra-se precisamente no quarto grupo, aquele em que se verificaram uma “descida significativa do PIB acompanhado por uma deterioração do mercado de trabalho”.

O La Caixa realça que apesar desta contextualização é “possível que em alguns destes países a transmissão da recessão económica no mercado de trabalho ocorra mais tarde”.

Euribor a seis meses renova mínimos do ano

Taxa baixa para os 1,082 por centoA Euribor a seis meses, a mais utilizada nos créditos habitação, caiu para os 1,082 por cento, renovando o valor mínimo deste ano. Mas, também as restantes taxas voltaram a cair, pela 15ª sessão consecutiva.

A Euribor a três meses fixa-se, agora, nos 0,821 por cento e a taxa a um ano toca os 1,304 por cento.

O BCE já disse que vai manter a taxa de referência durante os próximos meses.

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