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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Abertura de propostas ao TGV revela concorrente espanhol sem banca no capital

O terceiro consórcio candidato à construção do troço Lisboa/Poceirão da rede de Alta Velocidade, que é liderado pelos espanhóis da FCC, parte sem bancos no capital. Os outros concorrentes são os dois consórcios liderados, um, pela Mota-Engil, outro pela Brisa e Soares da Costa.

Para além da construtora espanhola FCC e da portuguesa Ramalho Rosa-Cobertar, o consórcio Tave Tejo inclui os italianos da Empregilo e da Cimolai, bem como a portuguesa Conduril e a sociedade gestora de participações sociais EHST.

Como financiadores, a Tave Tejo tem entidades financeiras como o Bank of Scotland, o grupo australiano Macquarie, os grupos bancários ABN AMRO e HSBC, bem como o Banco Europeu de Investimento, disse a fonte da Ramalho Rosa à agência Lusa.

O projecto da ponte para a terceira travessia do Tejo que o Tave Tejo apresentou é da autoria de Adão da Fonseca, professor da Faculdade de Engenharia do Porto.

As três propostas ao concurso público do troço Lisboa/Poceirão da rede de alta velocidade, que compreende a terceira travessia do Tejo, foram abertas hoje na sede da RAVE, em Lisboa.

A RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, é a empresa portuguesa que tem por missão o desenvolvimento e coordenação dos trabalhos e estudos necessários para o planeamento e construção, financiamento e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade a instalar em Portugal, bem como a ligação com a rede espanhola.

A Mota-Engil apresenta-se a concurso a liderar o consórcio Altavia-Alentejo, que integra também a Somague, a Teixeira Duarte, a MSF, a Opway, a Esconcessões, a francesa Vinci, o BPI, BES, o banco Invest e Alves Ribeiro - Consultoria de Gestão.

Já a Soares da Costa e a Brisa lideram o consórcio Elos - Ligações de Alta Velocidade, do qual fazem também parte a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos.

O troço Lisboa/Poceirão (segundo concurso do projecto) representa um investimento global de cerca de 1,9 mil milhões de euros, já que que integra a construção da terceira travessia sobre o Tejo, que ligará Chelas ao Barreiro.

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