De acordo com o «CincoDias», a taxa reduzida de IVA aumentará um ponto, de 7 para 8% e a taxa normal subirá dois pontos, de 16 para 18%.
Ainda assim, a taxa normal de IVA da vizinha Espanha fica dois pontos abaixo da nacional, que se encontra nos 20%.
Além de aumentar o IVA, o orçamento para 2010 suprime a dedução de 400 euros no imposto sobre rendimentos singulares (IRPF, na sigla do espanhol) e aumentou ainda a tributação dos instrumentos de poupança de 19% para 21%.
Este é, de acordo com o «Expansión», o maior aumento de impostos da democracia espanhola.
Com estas medidas, o Estado vizinho espera encaixar 10.950 milhões de euros no ano que vem.
A primeira vice-presidente do Governo de Espanha, Maria Teresa Fernández de la Vega, sublinhou que o orçamento surge num contexto de crise, o que justifica as medidas «austeras».
Já a segunda vice-presidente do Executivo de Zapatero, e ministra da Economia e Finanças, Elena Salgado, explicou que a actualização das taxas de IVA permitirá encaixar mais 5.150 milhões de euros.
A supressão da dedução de 400 euros renderá mais 5.700 milhões e o aumento da tributação dos rendimentos de poupança, de 19% para os primeiros 6.000 euros e de 21% para os restantes, permitirá aumentar a receita 800 milhões.
Em contrapartida, o projecto prevê a redução do imposto sobre empresas em cinco pontos para as pequenas e médias empresas (PME) e trabalhadores independentes que mantenham o emprego reduzirá as receitas 700 milhões.

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