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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um ano após a queda do Lehman Brothers

Na actual crise financeira, há o antes e o depois da queda do Lehman Brothers. O colapso do banco de investimento marcou uma viragem no “percurso” da turbulência nos mercados financeiros. Um ano após a maior falência de Wall Street exige-se mais regulação e supervisão ao sector financeiro.

A queda do Lehman Brothers – a 15 de Setembro de 2008 – acentuou uma crise financeira, que até agora já causou prejuízos de 1,6 biliões de dólares no sector financeiro.

O Lehman Brothers era um dos maiores bancos de investimento de Wall Street, com mais de 150 anos de história.

Fundado em 1850, entregou o pedido de falência na segunda-feira, dia 15 de Setembro de 2008, depois de várias companhias terem desistido da sua compra e do Governo norte-americano ter recusado uma intervenção como fez na Freddie Mac, Fannie Mae e Bear Stearns.

Os momentos decisivos

Foi um fim-de-semana intenso em Nova Iorque, com Governo, a Fed e os bancos de Wall Street a tentarem salvar o Lehman da falência, mas a relutância do Executivo norte-americano em financiar uma oferta sobre o banco de investimento acabou por ditar o fim da companhia.

O Bank of America e o Barclays anunciaram no domingo antes do colapso que já não estavam interessados na aquisição e ao Lehman não restou outra solução a não ser apresentar o pedido de falência, ao abrigo do capitulo 11, num tribunal de Nova Iorque.

Antes do colapso, as acções afundaram perto de 80% devido aos sinais de colapso e falhanço na procura de um parceiro estratégico que injectasse capital fresco.

O Bank of América foi dos primeiros a dar sinais de interesse, mas a recusa do Governo americano em assegurar a cobertura de futuras perdas da instituição afastou o interesse deste banco, que acabou por depois por se virar para a Merrill Lynch, que adquiriu por 50 mil milhões de dólares.

Também o britânico Barclays chegou a estar interessado, mas depois de anunciar a desistência do negócio, ficou claro que o fim da Lehman estava perto. O facto de o Executivo americano, que no caso da Bear Stearns aceitou ficar com perdas de 29 mil milhões de dólares, se ter recusado desta vez a assumir perdas potenciais, foi o ponto-chave da desistência do negócio.

Fundada em 1850 por três emigrantes judeus provenientes da Alemanha, o Lehman era das poucas firmas americanas com mais de cem anos de história.

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