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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Crise acrescentou 15 milhões de desempregados nos países da OCDE

Há mais 15 milhões de desempregados, desde o início da crise, entre a população activa dos 30 países que fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), revelou a instituição esta quarta-feira em Paris.

No Outlook sobre o Desemprego em 2009, divulgado hoje, a OCDE revela profunda preocupação com a situação do desemprego, a atingir actualmente uma taxa de 8,5 por cento entre os países da organização, o registo mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial. Mas os impactos da crise não se ficam por aqui e as previsões apontam para que se possa chegar aos 10 por cento de desempregados (57 milhões) se a retoma económica não for rápida.

Neste quadro, a OCDE defende que a questão do emprego deve ser a proridade dos governos, que são instados a focar-se no apoio aos cidadãos que procuram emprego. A organização sustenta, também, que é necessária uma resposta coordenada à crise económica e pede aos decisores políticos que não esqueçam os cidadãos dos países emergentes, que não beneficiam de sistemas de protecção face ao desemprego.

Apoiar os jovens que procuram colocação, aumentar a formação dos desempregados para que a sua contratação seja mais atractiva para as empresas, apoiar os esforços dos desempregados para obterem novo emprego são algumas das pistas de acção recomendadas pela OCDE.

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