terça-feira, 1 de setembro de 2009
Galp Energia e EDP penalizam bolsa nacional
O principal índice da bolsa portuguesa caiu 0,66% para os 7.777,03 pontos, com quatro títulos em alta e 16 a cair. Os restantes mercados do Velho Continente também encerraram em terreno negativo. As maiores quedas foram registadas na Alemanha, que recuou 2,18%, e em França, onde o CAC40 perdeu 1,92%.
Na bolsa nacional, os títulos da Galp Energia e da EDPforam os que mais penalizaram o PSI-20.
A eléctrica liderada por António Mexia perdeu 1,09% para os 2,982 euros, enquanto a petrolífera caiu 1,40% para os 9,959 euros.
No sector bancário, o BPI caiu 3,28% para os 2,035 euros. O BCP subiu 0,11% para os 0,914 euros e o BESavançou 0,44% para os 4,61 euros.
Em destaque pela positiva esteve hoje a Portugal Telecom. A operadora anunciou esta manhã a venda da sua posição na operadora marroquina de telecomunicações, Meditel, por 400 milhões de euros.
Este valor, considerado “muito atractivo” pelos analistas, inclui 323 milhões de euros pela participação e 77 milhões relativos a suprimentos (empréstimos accionistas).
As acções da operadora encerraram o dia a ganhar 0,83% para os 7,27 euros.
Os restantes títulos do sector das telecomunicações fecharam o dia em terreno negativo. A Zon Multimédia caiu 1,39% para os 4,111 euros e a Sonaecom recuou 1,58% para os 1,801 euros.
Windows Phones chegam em Outubro
Estes telefones vão funcionar com o sistema operativo da Microsoft para telemóveis, o «Windows Mobile 6.5», mas serão produzidos por outros fabricantes, como a LG Electronics, Sony Ericsson e Toshiba.
O lançamento dos telemóveis será simultâneo na Europa, América do Sul, EUA e na região Ásia-Pacífico. A Microsoft tem acordo com 14 operadoras, sendo que no continente europeu serão a Orange, Deutsche Telekom AG y Vodafone Group Plc a disponibilizar os «Windows Phones».
De acordo com a informação do blog do Windows da Microsoft, esta nova linha pretende corresponder «à variedade de gostos, necessidades e preços». Além disso, o novo sistema operativo vai conter tecnologia táctil, bem como um serviço para sincronizar e guardar dados e outro para descarregar aplicações.
PT brilha em sessão negativa
A bolsa de Lisboa encerrou a sessão em queda, acompanhando o pessimismo internacional. A PT contrariou.
O PSI20 caiu 0,66% para 7.777,03 pontos, com 16 empresas no vermelho. A energia foi um dos sectores que se destacou nas quedas. A Galp cedeu 1,4% para 9,96 euros e a EDP 1,1% para 2,98 euros.
Também no vermelho, a Sonae SGPS caiu 2,45% para 84 cêntimos por acção e a Mota-Engil deslizou 2,93% para 3,31 euros. A empresa foi uma das que entregou uma proposta no concurso público internacional com vista à construção e manutenção do troço Lisboa-Poceirão do TGV, que inclui a terceira travessia do Tejo em Lisboa, que ligará Chelas ao Barreiro. No entanto, a espanhola FCC foi a que apresentou a proposta mais barata.
BPI entre as maiores quedas mas BES e BCP contrariam
No vermelho e com uma das maiores quedas da sessão, nota ainda para o BPI, que recuou 3,28% para 2,04 euros. No mesmo sector, BES e BCP contrariaram a tendência. O peso pesado subiu 0,11% para 91 cêntimos por acção e o banco liderado por Ricardo Salgado 0,44% para 4,61 euros.
Também no verde, nota para a Brisa, outra das empresas que concorreu ao troço do TGV, e que avançou 0,49% para 6,21 euros.
Mas o grande destaque positivo da sessão vai mesmo é para a PT. A operadora liderou as subidas, com 0,83% para 7,27 euros, impulsionada pela venda da sua posição na marroquina Méditel.
O negócio foi considerado positivo por várias casas de investimento, que não esperavam um encaixe tão elevado para a empresa com o negócio.
No resto da Europa, as quedas foram mais significativas. O francês CAC recuou 1,92%, o DAX alemão 2,51%, o IBEX espanhol 1,69% e o FTSE inglês
EUA: receio de mercados sobrevalorizados assusta investidores
Nos EUA, e apesar de as vendas de casas usadas terem voltado a subir, os ganhos foram de pouca dura e os mercados seguem igualmente em queda. O Dow Jones desliza 1,69% e o Nasdaq 1,49%.
O S&P, que agrega as 500 maiores cotadas nos EUA, atingiu recentemente o valor mais alto dos últimos 5 anos, depois dos ganhos acumulados ao longo dos últimos seis meses. Algumas vozes começam a sugerir que as maiores empresas norte-americanas estão agora sobrevalorizadas em bolsa.
Alguns dos títulos de peso, como o Citigroup, a Intel, a GE e a AIG seguem com quedas significativas, depois de terem recebido cortes de recomendação ou revisões em baixa dos respectivos preços alvo.
Bolsa de Lisboa fechou em queda
Dos 20 títulos que integram o índice, 16 registaram descidas, das quais superiores a um por cento, e apenas quatro encerraram a valorizar.
O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, encerrou hoje com uma queda de 0,66 por cento, para os 7.777,03 pontos, ainda assim inferior a dos seus pares europeus, com a Portugal Telecom (PT) e a banca a subir.
Dos 20 títulos que integram o índice, 16 registaram descidas, das quais superiores a um por cento, e apenas quatro encerraram a valorizar.
A Portugal Telecom, com uma valorização de 0,832 por cento, para os 72,7 euros por acção, travou uma maior queda do PSI 20.
A empresa anunciou hoje que vendeu a participação, de 32,18 por cento, que tinha na marroquina Medi Telecom, por 400 milhões de euros, uma operação que os analistas consideram "positiva" para o título.
O BES, a ganhar 0,436 por cento, para 4,61 euros, o BCP, que subiu 0,11 por cento, para 0,914 euros por acção, e a Brisa, a valorizar 0,485 por cento para 6,21 euros, ajudaram também a impedir maior queda do PSI 20.
As descidas foram lideradas pela Sonae Industria e BPI, que caíram mais de três por cento.
O sector da construção registou também uma queda acentuada, um dia depois da Soares da Costa, da Mota-Engil e da Teixeira Duarte terem divulgado resultados.
No sector energético, a EDP desceu 1,09, para 2,982 euros, e a GALP registou uma perda de 1,39 por cento, seguindo o comportamento do sector na Europa.
Tal como a bolsa nacional, também as principais praças europeias inverteram os ganhos da manhã e encerraram em queda. O Euronext 100 fechou com uma queda de 1,81 por cento, para os 629,67 pontos, o Footsie, de Londres, caiu 1,55 por cento, o CAC, de Paris, perdeu 1,92 por cento e o DAX, de Frankfurt 12,31 por cento.
Vendas automóveis atenuaram queda em Agosto
Segundo a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), “a evolução observada no mês de Agosto, apesar de bastante desfavorável, caracterizou-se por uma clara atenuação da queda acumulada desde o início do ano, o que parece reflectir o reforço do programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida, que entrou em vigor no passado dia 7 de Agosto.
De acordo com os dados da ACAP divulgados hoje, o total do mercado automóvel nacional registou uma queda nas vendas de 17,3 por cento, com 13.094 unidades a saírem dos stands. Desde o início do ano, o mercado já caiu 33,2 por cento.
A maior queda mensal das vendas foi nos veículos pesados, que deslizaram 46,8 por cento, totalizando 192 unidades. Seguiram-se os veículos comerciais ligeiros, com uma descida nas vendas de 23,8 por cento (2.382 unidades). As vendas de ligeiros de passageiros diminuíram 14,8 por cento, acumulando uma queda de 32,1 por cento desde o início do ano.
No mês passado, o mercado de veículos ligeiros de passageiros tinha registado um recuo de 20,5 por cento nas vendas em relação ao mesmo período de 2008.
Fiat e Nissan aumentaram vendas
Em termos de marcas, a Renault mantém a liderança do mercado, com uma quota de 9,94 por cento em Agosto no segmento dos veículos ligeiros (que inclui os ligeiros de passageiros, comerciais ligeiros e todo-o-terreno). Segue-se a Peugeot (com 8,53 por cento) e a Citröen (com 7,92 por cento).
Entre as marcas mais afectadas pela queda das vendas no mês passado está a Opel (menos 36,3 por cento), a Suzuki (menos 57,6 por cento), a Honda (menos 32,1 por cento) e até a líder de mercado Renault (menos 29,9 por cento).
Nas marcas com maior presença no mercado, apenas a Fiat e a Nissan (com quotas de 6,26 por cento e 3,83, respectivamente) conseguiram aumentar as vendas em Agosto. A fabricante italiana vendeu mais 4,9 por cento em Portugal (808 unidades no total), ao passo que a japonesa subiu as vendas em 9,5 por cento, vendendo 494 veículos no mês passado.
Wikipedia vai marcar credibilidade da informação com cores
Washington - A enciclopédia online Wikipedia, vai passar a assinalar com diferentes cores o texto que tiver sido alterado ou inserido recentemente, de forma a indicar a confiabilidade das informações de um artigo. |
Washington - A enciclopédia online Wikipedia, vai passar a assinalar com diferentes cores o texto que tiver sido alterado ou inserido recentemente, de forma a indicar a confiabilidade das informações de um artigo. O texto que tiver sido inserido ou alterado na enciclopédia online será assinalado com uma cor de fundo que corresponde ao grau de credibilidade do autor. A cada cor corresponde um nível de credibilidade, atribuído em função desse autor e do tempo que este permanece na página. A nova funcionalidade é opcional e cada utilizador pode decidir se quer ver o código de cores ou não. A partir do final de Setembro, a enciclopédia irá marcar com um fundo laranja claro os textos de autores «questionáveis» ou inexperientes, enquanto os confiáveis, ou experiente, terão uma sombra mais clara sobre as palavras. Quanto mais pessoas lerem e editarem um novo texto incluído na Wikipedia, mais a página fica confiável - e o fundo vai mudando de laranja para branco. O recurso será implementado, a princípio, em artigos sobre pessoas que estão vivas, pois são consideradas mais vulneráveis a edições maliciosas. O facto de a informação na Wikipedia poder ser alterada por qualquer pessoa tem sido o grande trunfo da enciclopédia mas é também esta característica que constitui a grande fraqueza da Wikipedia, ao fazer com que, frequentemente, surjam erros e imprecisões nas entradas, tanto de forma deliberada como involuntária. |
Europa inverte ganhos da abertura depois de divulgados dados relativos à economia
As bolsas europeias negoceiam em queda, anulando os ganhos desta manhã, com preocupações de que as recentes subidas que conduziram as avaliações do índice de referência para a Europa para o máximo de seis anos, tenham ultrapassado as perspectivas de crescimento económico. O Dow Jones Stoxx 600 cai 1,14% para 233,31 pontos. A descida do índice deu-se após terem sido divulgados dados económicos que mostraram que a economia europeia continua a contrair em Agosto e de um índice de produção industrial do Reino Unido ter caído inesperadamente. A subida dos últimos seis meses deixou o índice de referência para a Europa a valer 48,6 vezes os lucros das cotadas que o compõem. O rácio mais alto desde Junho de 2003, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O Stoxx 600 ganhou 48% desde 9 de Março, com empresas como a L’Oreal e a Goldman Sachs a apresentarem resultados melhores do que esperado e a economia alemã e francesa a expandirem inesperadamente. Um índice da produção industrial na Zona Euro subiu para 48,2 pontos, de 46,3 pontos em Julho, segundo divulgou, hoje, a Markit Economics. O valor é baseado numa sondagem feita a gestores de logística de empresas e superou as expectativas que apontavam para 47,9 pontos e foi o valor mais alto dos últimos 14 meses. Ainda assim, um valor para o índice abaixo dos 50 pontos indica um cenário de recessão. O IBEX recua 0,62% para 11.294,60 pontos. A pressionar está sobretudo o Banco Santander que desce 1,35% para 10,59 euros. O BBVA também pressiona ao perder 0,81% para 12,29 pontos. O Footsie desvaloriza 1,00% para 4.859,82 pontos e é pressionado, sobretudo, pelo HSBC, o maior banco do Reino Unido, que cai 3,36% para 649,5 pence. No índice constituído por cem cotadas, oitenta negoceiam em terreno negativo. O CAC-40 deprecia 0,77% para 3.625,32 pontos. Entre as 4 cotadas que mais pressionam, três são bancos. OBNP Paribas, ao descer 1,90% para 55,10 euros, é o que mais pressiona, acompanhado pela Société Générale, que desce 2,86% para 54,60 euros.. O DAX cai 1,12% para 5.403,29 pontos pressionado sobretudo pela eléctrica E.ON, que desce 2,83% para 28,54 euros e pela tecnológica Siemens que recua 1,90% para 59,30 euros. |
Microsoft Portugal passará a ser liderada por uma mulher
Esta mulher irá liderar a segunda melhor subsidiária do mundo considerada pela Microsoft e será o quarto director-geral da unidade nacional da gigante norte-americana de software, depois de Nuno Duarte, João Paulo Girbal e Rodrigo Costa.
Depois de ter sido considerada a melhor subsidiária mundial pela Microsoft, a unidade nacional este ano alcançou o segundo lugar nesse ranking que avalia as unidades da fabricante de software espalhadas pelo mundo.
Wall Street antecipa quedas antes de divulgação de dados económicos
Os futuros do S&P 500, com maturidade em Setembro, perdem 0,61% para 1.013,50 pontos e os do Nasdaq recuam 0,52% para 1.616,50 pontos. Já os do Dow Jones Industrial Average caem 0,55% para 9.434 pontos. As acções negoceiam em queda na Europa e as praças asiáticas subiram com a produção industrial na China a expandir ao ritmo mais rápido dos últimos 16 meses.
“As subidas foram muito longe, desde Março, sem [que houvesse] uma correcção significativa, por isso podemos ver alguma consolidação”, disse um gestor de activos da AAM Privatbank. “Tudo depende do que virmos em termos de indicadores económicos. O ISM [que mede variação de várias áreas do mercado, de mês em mês] é muito importante”, conclui.
A Freeport-McMoRan Copper & Gold, maior produtora de cobre cotada em bolsa, cai 1,5% para 62,01 dólares na Alemanha, acompanhando a queda do cobre na London Metal Exchange. A Alcoa recua 1,3% para 11,89 dólares.
A AIG caiu 5,1% para 43 dólares, ao negociar esta manhã em Nova Iorque. O banco que recebeu ajuda do Estado norte-americano, viu a sua recomendação ser cortada para “underperform” de “market perform”, pelo Sanford & Bernstein, que citou a “forte subida” das acções. A AIG apreciou 245% no mês passado.
O mercado vai estar atento à divulgação do índice ISM, para a produção industrial, que será divulgado às 15 horas de Lisboa. O valor do índice deverá ter subido para 50,5 pontos, segundo a média das estimativas dos 74 analistas, recolhidas pela Bloomberg News.
Neste indicador, os cinquenta pontos são o valor que separa as expectativas de expansão das expectativas de correcção.
À mesma hora serão divulgados outros relatórios que darão conta das vendas de habitações nos Estados Unidos e das despesa em construção.
Bolsas entram em Setembro com «pé direito»
Lisboa, apesar de ter passado grande parte da sessão de ontem no verde, acabou por encerrar também pessimista e hoje acordou a ganhar. O PSI20 soma 0,43% para os 7.861,81 pontos, graças ao BCP e à Portugal Telecom.
A PT vende participação na Meditel por 400 milhões de euros. As acções da operadora de telecomunicações somam 1,80% para 7,34 euros. O BCP regista ganhos de 0,87% para os 92 cêntimos. A Sonae alcança 0,82% para os 0,87 euros.
Pela negativa, há quatro acções no vermelho com quedas moderadas. A maior derrapagem é da Portucel que recua 1% para os 1,88 euros. A EDP recua uns ligeiros 0,13% para os 3,01 euros.
Nota para a Teixeira Duarte que registou lucros de 19,3 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, contra os prejuízos de 256 milhões de euros alcançados um ano antes. O título ganha 1,23% para os 1,06 euros.
Na Ásia, o fecho em alta moderada depois das fortes quedas de ontem e animados com resultados e produção industrial da China.
Nos EUA, os principais índices bolsistas norte-americanos fecharam no vermelho, a acompanhar a tendência de queda que se generalizou hoje em todo o mundo. Nem o negócio de compra da Marvel Entertainment pela Walt Disney por 2,80 mil milhões foi suficiente para animar os índices.
Mas apesar da fraqueza registada ontem, os índices Dow Jones e Standard & Poors registaram o melhor mês de Agosto desde o ano 2000. No mês, o Dow ganhou 3,5%, o S&P 3,3% e o Nasdaq somou 1,5%. Já deste lado do Atlântico, o PSI20 cresceu mais de 7% no mês em questão, com os ganhos da Altri em destaque.
Euro cede ligeiramente face ao dólar
A divisa da Zona Euro continua de «olhos postos» na reunião do Banco Central Europeu (BCE) que vai decorrer na quinta-feira.
O mercado estima que o presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, mantenha as taxas de juro no mínimo histórico de 1%.
O euro está a descer 0,01% e cada unidade vale 1,4329 dólares.
Zona euro aumenta taxa de desemprego
São novos máximos pelos piores motivos: a zona euro registou em Julho uma taxa de desemprego de 9,5%, mais 0,1% do que no mês anterior e num máximo de Maio de 1999. Já na Europa a 27, o número de desempregados subiu 0,1% para 9% em Julho, números apenas verificados em Maio de 2005, segundo dados do Eurostat.
A instituição acredita que Julho registou 21.794 milhões de desempregados na União Europeia, uma diferença de 225.000 em relação ao mês anterior.
Em relação ao ano passado, todos os Estados-membros aumentaram as taxas de desemprego. As taxas mais baixas foram sinalizadas nos Países Baixos (3,4%), Áustria (4,4%) e Chipre (5,5%), as taxas mais altas pertencem à Espanha (18,5%) e Lituânia (16,7%).
Portugal regista uma taxa de desemprego de 9,2%, há apenas 7 países com uma taxa superior.
O secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Fernando Medina, afirmou que os dados do Eurostat apontam para uma estabilização do crescimento do desemprego em Portugal e mostram que a economia tem resistido.
Férias: comida para milionários
Se estiver em Moscovo e quiser gastar 1.000 euros, basta ir até ao Ritz Carlton na Praça Vermelha e pedir «o pequeno-almoço do czar», composto por vodka nobre (Edelvodka), foie gras e caviar.
Se prefere começar o dia a comer marisco, vá até ao Le Parker Meridien em Nova Iorque, onde com 650 euros terá direito ao «Zillion Dollar Frittata», que inclui 6 ovos, lagosta e 280gr de caviar-Sevruga.
Se depois de um passeio matinal lhe apetecer um snack, terá a oportunidade de gastar mais 645 euros nas bagel de trufas do Hotel Westin, em Nova Iorque, isto claro, se for época de trufas!
Se prefere comer um hambúrguer e gastar 3.220 euros, pode ir até ao Hotel Mandalay Bay em Las Vegas e pedir o Fleur Burger, com direito a trufas negras e foie gras num pedaço de carne do Kobe-beef.
Para jantar, porque não escolher o Kempinski Grand Hotel des Bains, na Suíça? O menu «top of the world» consiste em 7 pratos e um escanção privado para servir o cliente, com um preço de 3.700 euros.
Depois do repasto, um cocktail no Dubai por 4,690 euros no hotel Burj Al Arab ou um Martini on the rocks no Algoquin Hotel em Nova Iorque, onde por apenas 6,460 euros pode degustar uma bebida acompanhada de um diamante, que substitui o gelo.
Bolsas passam para o vermelho com novos indicadores
Lisboa acompanha o clima, o PSI20 perde 0,28% para os 7.806,92 pontos, numa altura em que a Europa afunda entre 1 e 2%.
Há apenas três acções no verde: a Galp que ganha 014% para os 10,11 euros, a Brisa que sobe 0,08% para os 6,18 euros e a PT que soma 1,04% para os 7,28 euros. A operadora vendeu participação na Meditel por 400 milhões de euros, um preço acima do estimado pelos analistas.
Pela negativa, destaca-se a MotaEngil que derrapa 1,78% para os 3,34 euros, a Teixeira Duarte que recua 1,42% para os 1,03 euros e o BPI que desliza 1,80% para os 2,06 euros.
Na Ásia, o fecho em alta moderada depois das fortes quedas de ontem e animados com resultados e produção industrial da China.
Já nos EUA, os principais índices bolsistas norte-americanos fecharam no vermelho e hoje os futuros apontam aumentar as perdas antes de dados ecónomicos sobre o mercado imobiliário e a venda de automóveis.
Mas apesar da fraqueza, os índices Dow Jones e Standard & Poors registaram o melhor mês de Agosto desde o ano 2000. No mês, o Dow ganhou 3,5%, o S&P 3,3% e o Nasdaq somou 1,5%. Já deste lado do Atlântico, o PSI20 cresceu mais de 7% no mês em questão, com os ganhos da Altri em destaque.
OCDE: inflação cai 0,6 % em Julho
Numa comparação anual, até Junho tinham caído 0,1 por cento nos 30 países membros OCDE, diz a Lusa.
Numa comparação mensal, Julho registou uma queda de 0,2 por cento nos preços, relativamente a Junho deste ano.
Lucros da banca caem mais de 12% no 1º semestre
Segundo um comunicado da Associação Espanhola da Banca (AEB), o lucro liquido agregado dos bancos atingiu os 6.088 milhões de euros, menos 16,7 por cento que há um ano.
A AEB destacou o facto dos bancos terem conseguido manter o componente das suas receitas o que, aliado a reduções de custos, permitiu «realizar no primeiro semestre um grande esforço em dotações para insolvências e provisões».
Companhia aérea low-cost irlandesa auxilia viajantes afectados por falência
SkyEurope: falência da «lowcost» deixa 100 em terra
As tarifas incluem apenas uma secção e vão ser aplicadas aos voos de ligação entre bartislava e Alicante, Gerona, Bruxelas, Roma, Liverpool e Londres ¿ Stansted.
Apenas os clientes que tinham reservado os seus bilhetes na SkyEurope vão usufruir deste preço, que entrará em vigor a partir de amanhã, excepto no caso da ligação a Roma e a Liverpool, em que só será válido a partir de 3 de Novembro e 27 de Outubro, respectivamente, até 17 de Dezembro.
Google faz aliança estratégica com Sony
De acordo com a informação publicada pelo «Financial Times», este acordo surge poucos meses depois da Google lançar o sistema navegador Chrome OS e abrir, desta forma, uma nova frente contra o seu principal rival Microsoft, na luta para o desenvolvimento da melhor tecnologia de software.
O navegador já foi incorporado em todos os novos computadores da marca Vaio e, segundo a Google, já estão à venda. Além disso, o acordo com o gigante japonês vai permitir que os utilizadores da Internet que descarreguem o «Real Player» obtenham gratuitamente o Chrome OS.
O director da gestão da Chrome, Brian Rakowski, acredita que o «download» deste navegador será «um sucesso num mercado com 30 milhões de utilizadores activos».
No entanto, este valor representa apenas 2 por cento do total de internautas, em comparação com os 68% do mercado dominado pela Microsoft com o «Internet Explorer» e os 25% que utilizam o «Firefox».
Por agora, o navegador da Google está a procurar estabelecer novos padrões em termos de velocidade, levando os seus principais concorrentes a participar na corrida para desenvolver maiores avanços tecnológicos no mercado de software.
Petróleo mantém trajectória ascendente
O «ouro negro» mantém-se no verde desde esta manhã, depois de ter sido revelado que a produção industrial na China cresceu, no mês passado, ao ritmo mais rápido desde Abril do ano passdo.
Segundo disse um especialista à agência Bloomberg, «a União Europeia e os Estados Unidos já passaram pelo pior e as suas economias estão a recuperar. Por isso é esperada uma recuperação da economia chinesa, o que será bom para a procura de petróleo».
Foi ainda divulgado esta tarde que a compra de casas em segunda-mão, nos Estados Unidos, voltou a subir, pelo sexto mês consecutivo.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,09 dólares para 70,74 por cada barril.
Em Nova Iorque, o crude de referência está a somar 1,24 dólares e cada barril custa 71,20 dólares.
BCP concretiza fusão do Millennium bcp Investimento
O BCP concretizou o registo da fusão por incorporação do Millennium bcp Investimento, anunciou a instituição financeira em comunicado.
«O Banco Comercial Português, sociedade que detinha integralmente o Banco
Millennium bcp Investimento informa ter sido concretizado, com data de 31 de Agosto de 2009, o registo da fusão por incorporação daquela sociedade neste Banco, mediante transferência global do património da sociedade incorporada para a sociedade incorporante (BCP) e extinção do Millennium bcp Investimento, conforme oportunamente anunciado», pode ler-se no documento.
O banco acrescenta ainda que, tendo em conta que o Banco Millennium bcp Investimento era integralmente detido pelo BCP, a fusão «não tem qualquer impacto ao nível das contas consolidadas do Grupo».
Fundos de pensões rendem mais graças à aposta em acções
Em comunicado, a consultora explica que, desde o início do ano, a rendibilidade mediana do mercado é de 6,2%.
«Os fundos de pensões beneficiaram da melhoria da performance dos mercados financeiros originada pela visão optimista dos investidores de melhoria das condições económicas, conforme evidencia o aumento dos índices de confiança dos investidores e consumidores», pode ler-se no comunicado da Mercer, onde a consultora lembra que «a Fed confirmou que os EUA se encontram em retoma económica e a taxa de crescimento económico da Zona Euro situou-se acima das previsões».
A taxa fixa Euro, que constitui a maior componente das carteiras dos fundos de pensões portugueses, obteve uma performance positiva no mês de Agosto. No segmento de dívida empresarial com notação AA (10+), no final do mês a yield situava-se em 5,27%.
Abertura de propostas ao TGV revela concorrente espanhol sem banca no capital
Para além da construtora espanhola FCC e da portuguesa Ramalho Rosa-Cobertar, o consórcio Tave Tejo inclui os italianos da Empregilo e da Cimolai, bem como a portuguesa Conduril e a sociedade gestora de participações sociais EHST.
Como financiadores, a Tave Tejo tem entidades financeiras como o Bank of Scotland, o grupo australiano Macquarie, os grupos bancários ABN AMRO e HSBC, bem como o Banco Europeu de Investimento, disse a fonte da Ramalho Rosa à agência Lusa.
O projecto da ponte para a terceira travessia do Tejo que o Tave Tejo apresentou é da autoria de Adão da Fonseca, professor da Faculdade de Engenharia do Porto.
As três propostas ao concurso público do troço Lisboa/Poceirão da rede de alta velocidade, que compreende a terceira travessia do Tejo, foram abertas hoje na sede da RAVE, em Lisboa.
A RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, é a empresa portuguesa que tem por missão o desenvolvimento e coordenação dos trabalhos e estudos necessários para o planeamento e construção, financiamento e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade a instalar em Portugal, bem como a ligação com a rede espanhola.
A Mota-Engil apresenta-se a concurso a liderar o consórcio Altavia-Alentejo, que integra também a Somague, a Teixeira Duarte, a MSF, a Opway, a Esconcessões, a francesa Vinci, o BPI, BES, o banco Invest e Alves Ribeiro - Consultoria de Gestão.
Já a Soares da Costa e a Brisa lideram o consórcio Elos - Ligações de Alta Velocidade, do qual fazem também parte a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos.
O troço Lisboa/Poceirão (segundo concurso do projecto) representa um investimento global de cerca de 1,9 mil milhões de euros, já que que integra a construção da terceira travessia sobre o Tejo, que ligará Chelas ao Barreiro.
Eurostat aponta para estabilização do desemprego em Portugal
O valor apresentado hoje pelo serviço europeu de estatística é, no entanto, apenas uma estimativa feita a partir dos dados já divulgados pelo INE, que por sua vez calcula o desemprego com base num inquérito trimestral por amostragem, e entretanto não avançou com novos números.
Este valor do Eurostat é, aliás, igual aos 9,2 por cento que a própria instituição estimou para o país no segundo trimestre deste ano, em resultado de diferenças metodológicas face ao INE.
O Eurostat desagrega aquele valor mensalmente, mas para o segundo trimestre deste ano os valores de Abril, Maio e Junho são todos de 9,2 por cento. Isto significa que a instituição estima que desde Abril o desemprego em Portugal estabilizou. Assim, o valor hoje divulgado pode representar apenas a continuação daquela tendência, mas não é de excluir uma ligeira subida, que se reflicta no valor que o INE venha a encontra no próximo inquérito.
A taxa de 9,1 por cento apurada pelo INE para o segundo trimestre deste ano correspondia a mais de meio milhão de pessoas sem trabalho (507 mil), o que representava o maior número desde 1987. Esta taxa confirmava a tendência de subida do desemprego no país, que no primeiro trimestre tinha sido de 8,9 por cento.
No segundo trimestre do ano, o desemprego afectava mais 23,9 por cento de pessoas que no primeiro trimestre do ano passado, estado a taxa 1,8 pontos percentuais acima dos 7,3 por cento então registados.
Sector do jogo em Macau bateu recorde de receitas em Agosto
O recorde de Agosto é superior em cerca em cerca de 17 por cento às 9.615 milhões de patacas apuradas no mês homólogo de 2008 e elevam as receitas brutas de 2009 para 72.350 milhões de patacas, menos 5.250 milhões de patacas do que no mesmo período de 2008.
Em período de crise financeira mundial e com limitações impostas pela China aos vistos para Macau, o novo recorde de receitas brutas dos casinos de Macau indicia uma recuperação do sector na segunda metade de 2009 e perspectiva uma receita global no final do ano muito idêntica ao recorde de quase 110.000 milhões de patacas registado em 2008.
O mês de Agosto, tradicionalmente forte para o sector, fica também marcado pela subida ao terceiro lugar da Melco/PBL, um lugar habitualmente ocupado pela norte-americana Wynn Resorts, e pela queda para o sexto posto da Galaxy Resorts, habitualmente o quarto no ranking das receitas brutas.
Os dados recolhidos pela Lusa indicam também que, por operador, a Sociedade de Jogos de Macau de Stanley Ho liderou o mês de Agosto com cerca de 26 por cento das receitas, seguida pela norte-americana Las Vegas Sands que recolheu 24 por cento.
A Melco/PBL, que tem como um dos accionistas uma empresa controlada por Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, subiu ao terceiro lugar com 16 por cento das receitas brutas dos casinos, relegando para quarto lugar a Wynn Resorts que obteve 13 por cento das receitas e era o habitual terceiro operador.
Em movimento positivo em Agosto esteve também a MGM -- uma parceria entre a empresa norte-americana e Pansy Ho, também filha de Stanley Ho -- que subiu ao quinto lugar com 11 por cento do total das receitas, deixando a sexta posição para a Galaxy Resorts que fechou o mês apenas com dez por cento das receitas, alguns pontos abaixo da média que registou nos primeiros sete meses de 2009.
Bolsa de Nova Iorque abre em queda
O índice industrial Dow Jones abriu a perder 0,18 por cento, ao passo que o tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,39 por cento. Já o índice alargado Standard & Poor’s (S&P 500) cedeu 0,11 por cento.
As recomendações de vários bancos e empresas – como a segurador AIG, o Citigroup, a Intel e a General Electric – foram revistas em baixa, ajudando à abertura da bolsa em queda.
Além disso, a descida da praça de Nova Iorque está a ser influenciada pela notícia da subida de desemprego da Europa e pela prudência com que os investidores aguardam a divulgação dos números relativos à actividade industrial nos EUA e à compra e venda de casas.
