A bolsa de Lisboa encerrou a sessão em queda, acompanhando o pessimismo internacional. A PT contrariou.
O PSI20 caiu 0,66% para 7.777,03 pontos, com 16 empresas no vermelho. A energia foi um dos sectores que se destacou nas quedas. A Galp cedeu 1,4% para 9,96 euros e a EDP 1,1% para 2,98 euros.
Também no vermelho, a Sonae SGPS caiu 2,45% para 84 cêntimos por acção e a Mota-Engil deslizou 2,93% para 3,31 euros. A empresa foi uma das que entregou uma proposta no concurso público internacional com vista à construção e manutenção do troço Lisboa-Poceirão do TGV, que inclui a terceira travessia do Tejo em Lisboa, que ligará Chelas ao Barreiro. No entanto, a espanhola FCC foi a que apresentou a proposta mais barata.
BPI entre as maiores quedas mas BES e BCP contrariam
No vermelho e com uma das maiores quedas da sessão, nota ainda para o BPI, que recuou 3,28% para 2,04 euros. No mesmo sector, BES e BCP contrariaram a tendência. O peso pesado subiu 0,11% para 91 cêntimos por acção e o banco liderado por Ricardo Salgado 0,44% para 4,61 euros.
Também no verde, nota para a Brisa, outra das empresas que concorreu ao troço do TGV, e que avançou 0,49% para 6,21 euros.
Mas o grande destaque positivo da sessão vai mesmo é para a PT. A operadora liderou as subidas, com 0,83% para 7,27 euros, impulsionada pela venda da sua posição na marroquina Méditel.
O negócio foi considerado positivo por várias casas de investimento, que não esperavam um encaixe tão elevado para a empresa com o negócio.
No resto da Europa, as quedas foram mais significativas. O francês CAC recuou 1,92%, o DAX alemão 2,51%, o IBEX espanhol 1,69% e o FTSE inglês
EUA: receio de mercados sobrevalorizados assusta investidores
Nos EUA, e apesar de as vendas de casas usadas terem voltado a subir, os ganhos foram de pouca dura e os mercados seguem igualmente em queda. O Dow Jones desliza 1,69% e o Nasdaq 1,49%.
O S&P, que agrega as 500 maiores cotadas nos EUA, atingiu recentemente o valor mais alto dos últimos 5 anos, depois dos ganhos acumulados ao longo dos últimos seis meses. Algumas vozes começam a sugerir que as maiores empresas norte-americanas estão agora sobrevalorizadas em bolsa.
Alguns dos títulos de peso, como o Citigroup, a Intel, a GE e a AIG seguem com quedas significativas, depois de terem recebido cortes de recomendação ou revisões em baixa dos respectivos preços alvo.

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