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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Euro estreia sessão em alta face ao dólar

Cada unidade vale 1,4759 dólaresO euro está, nesta manhã de segunda-feira, a valorizar face à divisa norte-americana. A moeda única avança perto de 0,5 por cento.

Na última sessão de Outubro, a moeda da Zona Euro perdeu a marca dos 1,48 dólares devido à queda das bolsas e também à tolerância de risco entre os investidores, que favoreceu o dólar.

Neste momento, o euro está a avançar 0,47% com cada unidade a valer 1,4759 dólares.

Prémios para inspectores do fisco duplicam

Prémio de desempenho corresponde a um salário base, segundo o sistema de avaliaçãoO Governo duplicou o número de prémios a funcionários e inspectores do Fisco.

O Ministério das Finanças decidiu atribuir a distinção de mérito à Direcção-geral dos Impostos (DGCI) e à Inspecção-geral de Finanças (IGF) pelos resultados registados em 2008, avança o jornal «Diário Económico» na edição desta segunda-feira.

De acordo com a Lei em vigor, esta distinção dá a possibilidade de aumentar a quota do organismo para atribuição aos funcionários da melhor classificação (que acelera a progressão na carreira) e de prémios de desempenho, de 5% para 10%.

Já a quota para a segunda melhor nota («desempenho relevante») passa de 25% para 35%.

A ideia é compensar os trabalhadores, criando mais um incentivo.

Euribor estreiam Novembro com sessão estável

Único indexante que avançou foi a maturidade a um mêsAs Euribor vivem, nesta primeira sessão de Novembro, um dia maioritariamente inalterado.

O indexante a 6 meses, o mais usado nos contratos de créditos à habitação em Portugal, manteve-se nos 1,004 por cento.

A taxa a 3 meses, a mais usada nos empréstimos às empresas, avançou para os 0,722%. A maturidade a doze meses subiu para 1,237%.

O indexante a um mês fixa-se, esta sexta-feira, nos 0,424%.

Bolsa entra hesitante em Novembro

Europa segue mistaA Jerónimo Martins segue a ganhar 2%, num dia em que a bolsa de Lisboa está hesitante. O PSI20 recua 0,14%, depois de já ter invertido durante a manhã, à semelhança do que continua a acontecer nas praças europeias.

No sector da banca, o BCP recua 0,2% para 0,97 euros, o BPI desce 0,26%2,29 euros e o BES desce 0,76% para 4,98 euros. Também o sector das comunicações segue a perder, com a Sonaecom a derrapar 1,03% para 1,93 euros e a Zon a descer 1,16% para 4,27 euros.

Destaque para a Jerónimo Martins, que lidera os ganhos (+2,1% para 6,18 euros), seguida pela Galp Energia, que sobe 0,92% para 11,55 euros. Também a EDP apresenta ganhos, subindo 0,13% para 3,01 euros.

A REN ganha 0,84% para os três euros por acção, depois do Millenium Investment Bank ter revisto em alta o potencial de valorização da empresa, já a Mota Engil sobe 0,32% ara 4,05 euros, depois da noticia de que a construtora ganhou a concessão para o pinhal interior.

No dia em que o BPI aumentou os preços-alvo da PT, BES, Brisa e Cimpor, a bolsa continua hesitante entre o verde e o vermelho, já a Europa apenas tem Madrid a perder ligeiros 0,03%.

Wall Street abre em alta ligeira

Europa mistaDepois das fortes quedas registadas na sexta-feira, a bolsa norte-americana iniciou a primeira sessão do mês com ganhos ligeiros, apesar do anúncio de falência do Cit Group.

O Dow Jones segue a valorizar 0,32% e o Nasdaq 0,23%.

Redes sociais penalizam empresas em milhões

Cada trabalhador passa em média 40 horas por semanaAs redes sociais não estão a ajudar as empresas a atravessar esta crise. Pelo contrário. Um estudo encomendado pela empresa de informática Morse, revela que, por ano, as empresas do Reino Unido perdem 1,4 mil milhões de libras (1,56 mil milhões de euros) devido à utilização destas redes durante o horário de trabalho.

O estudo abrangeu 1.460 funcionários de escritórios, e mostra que mais de metade dos entrevistados admitiu usar sites de relacionamento, como o Twitter ou o Facebook, durante o trabalho, por razões pessoais. Em média, cada trabalhador passa mais de 40 minutos por semana nestas redes sociais, tempo que é retirado directamente ao horário laboral, prejudicando a produtividade nas empresas.

São por isso cada vez mais as empresas que estão a proibir o acesso a este tipo de sites. No entanto, e por não existir uma estratégia concertada, muitas empresas proíbem o acesso a algumas redes sociais, mas mantêm outras desbloqueadas, como é o caso do Twitter. «Sem directrizes e regras de uso, as empresas estão vulneráveis a reduções na produtividade, danos à marca e riscos de segurança», alertou o analista Philip Wicks, da Morse.

Valor das casas volta a cair em Setembro

Saldo do ano mantém-se positivo mas encolhe para 1,7%
A habitação continua a desvalorizar-se em Portugal. O valor das casas voltou a descer em Setembro, mais 1,8% face ao homólogo, mantendo-se a tendência registada ao longo do ano.

De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário, a taxa de valorização média anual (obtida a partir da taxa de variação média dos últimos 12 meses face aos 12 meses anteriores), apesar de se manter positiva, registou uma desaceleração para 1,7% em Setembro, tendo iniciado o ano de 2009 nos 4,1%.

Em termos mensais, a performance do Índice Confidencial Imobiliário tem sido mais irregular, sendo marcado pela oscilação entre valorizações e desvalorizações, embora num intervalo de valores reduzido (0,5% de máxima e -0,5% de mínima). Os dois últimos meses são disso exemplo, já que, após uma desvalorização mensal de 0,3% em Agosto, o Índice voltou a valorizar em Setembro, na ordem dos 0,3%.

As habitações usadas têm registado uma desvalorização mais acentuada, com uma variação homóloga de -2,6% em Setembro. No caso dos alojamentos novos, esse valor foi de -0,8%.

domingo, 1 de novembro de 2009

Portal Cidadão

Notícias
1. Hospital do Barreiro com Centro de Atendimento para a Gripe AData: 30-10-2009Logótipo do Ministério da SaúdeO Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, vai criar uma área de atendimento para doentes com suspeita de gripe A nas suas instalações, garantindo a proximidade no atendimento à comunidade com áreas para doentes com suspeita de infecção, salas de observação clínica e de reanimação, e zonas de pausa para os profissionais de saúde.Fonte: Portal do Cidadão com Ministério da SaúdeVer Hospital do Barreiro com Centro de Atendimento para a Gripe A

2. Portugal assinala 20.º Aniversário da Queda do Muro de BerlimData: 30-10-2009Logótipo do 20.º Aniversário da Queda do Muro de BerlimEm 2009, celebram-se 20 anos sobre a Queda do Muro de Berlim, um momento histórico que mudou a face da Europa e do Mundo. Para assinalar este 20.º aniversário, a Representação da Comissão Europeia em Portugal realiza uma conferência com entrada livre, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no próximo dia 2 de Novembro.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com EurocidVer Portugal assinala 20.º Aniversário da Queda do Muro de Berlim

3. Banco de Tumores do IPO de Lisboa fomenta InvestigaçãoData: 30-10-2009Logótipo do Banco de TumoresO Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa dispõe, desde o passado dia 16 de Outubro, de um Banco de Tumores. Nesta fase, salvaguardada a sua utilização para complemento de exames de diagnóstico, o Banco destina-se, preferencialmente, a ser utilizado por grupos de investigação da instituição.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com IPOVer Banco de Tumores do IPO de Lisboa fomenta Investigação

4. Candidaturas a ‘Capital Verde da Europa’ para CidadesData: 30-10-2009Logótipo do Prémio Capital Verde da EuropaIncentivar as cidades europeias a tornarem-se locais mais atraentes, saudáveis e “próprios para viver” é o objectivo do prémio “Capital Verde da Europa” para 2012 e 2013, cujas candidaturas decorrem até 1 de Fevereiro de 2010. Todas as cidades da União Europeia (UE) com mais de 200.000 habitantes estão convidadas a participar.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com EurocidVer Candidaturas a ‘Capital Verde da Europa’ para Cidades

5. Eurobarómetro revela Preocupação com Pobreza e Exclusão SocialData: 29-10-2009Logótipo do Ano Europeu 2010Um novo inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes face à pobreza e à exclusão social revela que nove em cada 10 europeus pedem acção urgente contra a pobreza. Apresentado no dia 27 de Outubro, pela Comissão Europeia, o inquérito indica que 73% dos europeus consideram que a pobreza se está a propagar, apontando como principal causa o desemprego elevado.Fonte: Portal do Cidadão com CEVer Eurobarómetro revela Preocupação com Pobreza e Exclusão Social

6. Anunciados Vencedores do Prémio de Boas Práticas em SaúdeData: 29-10-2009Logótipo do Prémio de Boas Práticas em SaúdeO Centro de Desenvolvimento da Criança (CDC) Torrado da Silva, com o trabalho desenvolvido na área das doenças crónicas em crianças, foi o grande vencedor do Prémio de Boas Práticas em Saúde. O anúncio teve lugar no Encontro Equidade, Efectividade e Eficiência em Saúde, que decorreu nos dias 22 e 23 de Outubro, em Beja.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com Ministério da SaúdeVer Anunciados Vencedores do Prémio de Boas Práticas em Saúde

7. Seminário ‘O Novo Código do Trabalho’ com Inscrição GratuitaData: 29-10-2009Logótipo da AEPNo próximo dia 3 de Novembro, realiza-se o Seminário “O Novo Código do Trabalho”, promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), com o objectivo de discutir as principais alterações introduzidas pelo novo Código do Trabalho, dando a conhecer o regime jurídico em vigor. A participação nesta acção é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com AEPVer Seminário ‘O Novo Código do Trabalho’ com Inscrição Gratuita

8. Consulados de Manchester e Rio de Janeiro já emitem Cartão de CidadãoData: 29-10-2009Logótipo do Cartão de CidadãoOs cidadãos portugueses residentes no Rio de Janeiro, Brasil, e em Manchester, Reino Unido, já podem efectuar o pedido do Cartão de Cidadão através do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro e do Consulado Geral de Portugal em Manchester.Fonte: Portal do CidadãoVer Consulados de Manchester e Rio de Janeiro já emitem Cartão de Cidadão

9. Carris lança Movimento ‘Menos um Carro’Data: 28-10-2009Logótipo da CarrisA Carris lançou ontem, dia 27 de Outubro, o movimento “Menos um Carro” a favor de uma mobilidade mais sustentável. O projecto passa pela criação de um site com informação sobre os benefícios de uma mobilidade mais sustentável e onde os cidadãos podem calcular o seu Índice de Mobilidade Sustentável.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com CarrisVer Carris lança Movimento ‘Menos um Carro’

10. Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir aprovadoData: 28-10-2009Logótipo do Ministério das Obras Públicas, Transportes e ComunicaçõesFoi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 313/2009, de 27 de Outubro, que aprova o Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC). O Regulamento define uma avaliação médica e psicológica do candidato mais adequada à habilitação pretendida, podendo ser efectuada por Centros de Avaliação Médica e Psicológica.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com Diário da RepúblicaVer Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir aprovado

11. Cartão Tacográfico de Motorista nos Serviços Online do IMTTData: 28-10-2009Logótipo do IMTTJá é possível solicitar online a primeira emissão de um Cartão Tacográfico de motorista, através dos Serviços Online do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT). Este novo serviços junta-se a outros já disponibilizados e permitem um desconto de 10% relativamente aos pedidos formulados presencialmente.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com IMTTVer Cartão Tacográfico de Motorista nos Serviços Online do IMTT

12. Inscrições no Concurso ‘Rock in Rio Escola Solar’ até 30 de OutubroData: 28-10-2009Logótipo do Concurso Rock in Rio Escola SolarEncontra-se a decorrer o período de inscrições para o Concurso “Rock in Rio Escola Solar”, que lança às escolas o desafio de desenvolverem projectos sustentáveis que contribuam para melhorar a qualidade de vida das comunidades locais carenciadas. Os interessados têm até 30 de Outubro para preencher a ficha de inscrição.Fonte: Portal do Cidadão com Site Oficial do Rock in RioVer Inscrições no Concurso ‘Rock in Rio Escola Solar’ até 30 de Outubro

13. OCDE coloca Portugal em Segundo nos Serviços Públicos OnlineData: 27-10-2009Logótipo da OCDEPortugal é o segundo país da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE) mais bem classificado em termos de sofisticação e acesso a serviços públicos online. Esta é uma conclusão do relatório “Government at a Glance 2009”, da OCDE, em que Portugal apenas é superado pela Áustria.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com OCDEVer OCDE coloca Portugal em Segundo nos Serviços Públicos Online

14. Estatísticas da Justiça para Consulta OnlineData: 27-10-2009Logótipo do Ministério da JustiçaAs estatísticas da Justiça já podem ser consultadas online a partir do site da Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ). Este novo método permite uma maior diversidade e actualidade dos dados, sendo a concretização do projecto Hermes, cujo objectivo era reformular as estatísticas da Justiça tornando-as acessíveis via Internet.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com DGPJVer Estatísticas da Justiça para Consulta Online

15. Alcanena integra Projecto ‘A Minha Rua’Data: 27-10-2009Logótipo de A Minha RuaO projecto “A Minha Rua”, um sistema interactivo que permite aos cidadãos reportar ocorrências das ruas ou bairros por onde passam e sugerir melhorias directamente à autarquia, conta com mais uma Câmara. Alcanena adere à iniciativa, depois dos municípios de Arganil, Borba, Évora, Lousã, Murça, Ovar, Pombal e Portalegre.Fonte: Portal do Cidadão

Ver Alcanena integra Projecto ‘A Minha Rua’16. Aberto Prazo de Candidatura ao Prémio Jacques DelorsData: 27-10-2009Logótipo do Prémio Jacques DelorsAs candidaturas ao Prémio Jacques Delors - distinção de trabalhos universitários sobre temas europeus - encontram-se a decorrer até 16 de Novembro. Destinado a licenciados, este prémio distingue, anualmente, um trabalho de investigação sobre a União Europeia com vista a incentivar o aparecimento de obras inéditas sobre temas europeus em língua portuguesa.Fonte: Portal do Cidadão com CIEJDVer Aberto Prazo de Candidatura ao Prémio Jacques Delors

17. Gripe A: DGS esclarece sobre Declaração Médica para Regresso às AulasData: 26-10-2009Logótipo da DGSNo dia 23 de Outubro, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma circular informativa para esclarecer as dúvidas quanto aos procedimentos a adoptar pelas escolas relativamente às condições de regresso de alunos afectados pelo vírus da gripe A, designadamente a exigência de apresentação de declaração médica.Fonte: Portal do Cidadão com DGSVer Gripe A: DGS esclarece sobre Declaração Médica para Regresso às Aulas

18. RTIC disponibiliza Online o Estado das Reclamações feitas na ERS e no IRNData: 26-10-2009Logótipo da RTICA Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) já se encontram na Rede Telemática de Informação Comum (RTIC), pelo que as reclamações recepcionadas nestas entidades já podem ser consultadas no site da RTIC.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com Portal do ConsumidorVer RTIC disponibiliza Online o Estado das Reclamações feitas na ERS e no IRN

19. Formação e Certificação de Motoristas de Veículos PesadosData: 26-10-2009Logótipo do IMTTO Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres emitiu um conjunto de deliberações e despachos sobre formação e certificação profissional dos motoristas de veículos pesados de passageiros e de mercadorias, bem como o modelo do certificado de aptidão para motorista e as condições de realização dos exames.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com IMTTVer Formação e Certificação de Motoristas de Veículos Pesados

20. Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal disponível OnlineData: 26-10-2009Logótipo do RCAAPO Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP), que reúne, num único ponto de acesso, pesquisa e localização de documentos de carácter científico e académico, já pode ser consultado online. O projecto destina-se a investigadores, docentes e dirigentes de instituições de ensino superior.Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com FCCNVer Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal disponível Online

sábado, 31 de outubro de 2009

Os pioneiros da Internet em Portugal

A partir de Abril de 1994, as coisas começam a mudar: num seminário intitulado "Portugal na Internet", em Lisboa, foi mostrada ao público e aos jornalistas, pela primeira vez, a Internet em funcionamento. A partir desse dia, cada um de nós ficou um bocadinho mais perto do mundo que conhecemos hoje.

“Esse seminário marcou claramente o aparecimento ao grande público da Internet em Portugal”. Quem recorda o evento é o homem apontado como o “pai” da Internet em Portugal: José Legatheaux, actual sub-director da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Mas em 1994 era o “homem do momento”. A Internet em Portugal passava, necessariamente, por ele.

Em 1994 andava, portanto, o mundo académico português deslumbrado com a Internet, imerso num frenesim de oportunidades, apesar de o português médio, o típico “António Silva”, não fazer ainda ideia que os computadores se podiam ligar em rede e que era possível enviar uma mensagem para o outro lado do mundo e receber a resposta no próprio dia. Na própria hora. No próprio minuto.

Pedro Ramalho Carlos, o homem que ajudou a fundar uma das primeiras empresas privadas de fornecimento de Internet (ISP), a IP, em 1995, era por esses dias um jovem estudante do Instituto SuperiorTécnico mas ainda se lembra bem da emoção que sentiu quando tomou o pulso a “isso” da Internet, quando enviou e recebeu os seus primeiros e-mails. “Era inacreditável enviar uma mensagem para o outro lado do mundo, na Califórnia, e poucos minutos depois ter uma resposta (...) Hoje este imediatismo é mais que natural”, mas na altura as coisas podiam arrastar-se, por correio normal, durante várias semanas. “Com a Internet e o e-mail tudo se passava em poucos minutos”.

Alguns meses depois da “apresentação oficial” da Internet em Portugal, o deputado José Magalhães (actual Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária e um dos primeiros “rostos” da Internet no nosso país) publicou o primeiro livro em Português sobre como usar a Internet e, a partir daí, a palavra começou a penetrar no léxico, embora só se generalizasse dois ou três anos depois. Mas a comercialização e acessibilidade da Internet ao grande público, isso só se verificaria a partir de 1999/2000.

No início era o isolamento

Começando, porém, o relato em Abril de 1994, fica por explicar como chegou, de facto, a Internet a Portugal. Para isso teremos que recuar quase uma década e meia, até 1978. Os verdadeiros pioneiros da Internet em Portugal tomaram contacto com ela por esta altura, definitivamente ainda na década de 1970.

Pedro Veiga - presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) - era então assistente do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e começou a ter contacto com o universo das redes de computadores, “embora apoiadas em tecnologias muito diferentes das da actual Internet”, explica.

José Legatheaux teve o seu primeiro contacto com a Internet em França, enquanto fazia o doutoramento, entre 1983 e 1987. “Nessa altura só algumas universidades e alguns institutos de investigação estavam ligados à rede na Europa (muitos poucos). Nos EUA existiam mais universidades e empresas ligadas, mas tudo estava confinado no essencial ao mundo académico”, explica.

“As principais aplicações eram o e-mail (a principal), a transferência de ficheiros por FTP (File Transfer Protocol) e o login remoto. A Internet era um campo de estudo e simultaneamente uma ferramenta de trabalho para a colaboração internacional e o acesso a informação e a computadores remotos”, indica ainda o professor universitário.

Numa altura em que os “pioneiros” portugueses ainda só estavam a começar a tomar contacto com este “maravilhoso mundo novo”, nos Estados Unidos já era possível trocar, quotidianamente, e-mails entre computadores através da ARPANET, a rede precursora da Internet e que derivava de um programa militar chamado ARPA.

Mas em Portugal a Internet continuava a ser uma coisa confinada apenas a um punhado de pessoas. “No meio académico português no final dos anos de 1980 já existiam alguns académicos que conheciam a Internet - visto que a tinham utilizado esporadicamente quando estavam no estrangeiro, ou ouvido falar nela - e que desejavam interligar as universidades entre si e estas com a Internet para potenciar o seu trabalho de investigação e contactos com o estrangeiro”, recorda Legatheaux.

Paralelamente, uma nova geração de engenheiros informáticos começou a aprender o “bê-a-bá” do TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), desenvolvido nos EUA entre 1972 e 1973 por Vinton Cerf - e que, basicamente, punha os computadores a comunicar entre si de forma simples, fiável e flexível. Este é o protocolo sobre o qual ainda hoje assenta a Internet.

“Na altura (finais da década de 1980) não havia nenhuma ligação de Portugal à Internet, mas comecei a utilizar essa tecnologia [TCP/IP] em vários projectos. Era um pouco como se aprendêssemos a falar uma língua de um país longínquo, mas apenas a falávamos entre os colegas, sem poder praticar com os ‘nativos’ pois não havia ligações entre os computadores portugueses e os do resto da Internet (que na altura era praticamente totalmente americana)”, recorda Pedro Ramalho Carlos.

Universidades portuguesas ficam ligadas

Só a partir de 1990 é que, finalmente, as universidades portuguesas puderam ligar-se à Rede. “O projecto de ligação das universidades portuguesas à Internet e o estabelecimento da primeira ligação internacional decorreu sob a minha coordenação entre 1990 e 1991”, explica José Legatheaux.

“No final do projecto, que foi subsidiado pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), as principais universidades portuguesas passaram a ter acesso à Internet”. Minho, Porto, Aveiro, Coimbra, Instituto Superior Técnico, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, e as Faculdades de Ciências da Universidade de Lisboa e da Universidade Nova passaram a poder aceder à Rede das redes. “A maioria de nós queria estar ligado ao mundo e ter a informação na ponta dos dedos, era esse o sentimento dominante”, explica Legatheaux.

Também o domínio “.pt”, passou a existir por volta desta altura, depois da invenção do Domain Name System, ou DNS (introduzido em 1984), que veio organizar o sistema de gestão de endereços IP (é, por exemplo, aquilo que transforma o URL www.publico.pt num endereço internet passível de ser usado por máquinas).

Em 1990 o domínio ‘.pt’ passou a ser reconhecido internacionalmente”, recorda Legatheaux, que veio a assumir a tarefa de coordenar o “estabelecimento das ligações, o registo dos domínios abaixo de ‘.pt’, por delegação da FCCN, que mantém a gestão do domínio de Portugal”.

Após a invenção da World Wide Web, no início da década de 1990, ainda baseada nosoftware desenvolvido no Centro Europeu de Física das Partículas (CERN), na Suíça, começam igualmente a ser desenvolvidos os primeiros browsers.

“Quando a Web foi inventada lembro-me bem de realizarmos um seminário para universitários por volta do fim de 1992 ou 1993 onde se mostrou a Web a funcionar ainda baseada no software do CERN. A Netscape só apareceu com o primeiro browser em 1994/95, se bem me lembro. Depois a maioria das universidades começou a transformar os seus sites - que estavam a usar outras tecnologias - para a tecnologia Web”.

Efectivamente, só após a institucionalização do www é que Internet se tornou apelativa para a maioria das pessoas. “Ainda na fase inicial, o surgimento da Web e dos browsers, enquanto aplicação que tira partido da Internet para partilhar e organizar informação de qualquer tipo, é que tornou a Internet acessível e interessante à maioria da população capaz de utilizar um computador”, comenta Pedro Carlos.

A “World Wide Wait”

No início da década de 1990, ainda não havia empresas privadas que fornecessem Internet aos cidadãos nacionais. Edifícios cobertos por wireless eram ainda do domínio da ficção científica. “As primeiras ofertas comerciais só apareceram no final de 1994 e, depois, com uma oferta mais diversificada, entre 1995 e 1996”, recorda José Legatheaux.

Até 1994, quem se queria ligar à Internet a partir de Portugal, só tinha uma hipótese: fazê-lo através do INESC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) e do PUUG (Portuguese Unix Users Group), a associação de utilizadores de sistemas operativos Unix que, em parceria, estabeleceram uma ligação internacional - na altura, a Amesterdão - “à estonteante velocidade de 19.2 kilobits por segundo (mil vezes mais lenta do que aquilo que hoje cada um de nós tem em suas casas)”, recorda Pedro Ramalho Carlos.

“Essa ligação funcionou durante vários anos como a ligação de Portugal à Internet até surgirem os ISP [Internet Service Providers – operadores de serviço de acesso à Internet]”, explica.

Para além de virtualmente inacessível aos cidadãos comuns, esta ligação era, cumulativamente, bastante cara. “Ter acesso ao e-mail (ainda não havia Web) custava 40 contos nessa altura [200 euros] mensais (...) Não havia outros ISP”, recorda Mário Valente, que, querendo colmatar esta falha, resolveu criar, ainda em 1994, o primeiro ISP privado português: a Esotérica.

Recém-estreada no mercado luso, a Esotérica cobrava dez contos (cerca de 50 euros) por trimestre, o que dava cerca de 16 euros por mês, com a vantagem de não cobrar por tráfego. Ou seja, o preço era fixo e o acesso era ilimitado.

A Esotéria, a IP e a Telepac foram os três primeiros fornecedores privados de Internet em Portugal. Quem tem hoje pelo menos 30 anos lembrar-se-á com certeza destas empresas, mas quem não cresceu com isto deve achar implausível o facto de um utilizador, tomado pela esperança mas receando o pior, se encolher diante dos “ghrrrr” e dos “biiiiiiiiiiiiips” até que, finalmente, o ecrã do seu computador ganhava vida. Era a “World Wide Wait”, no trocadilho jocoso proposto por Pedro Ramalho Carlos, que, por seu lado, resolveu fundar a IP em Julho 1995, com mais quatro sócios.

Nessa altura, recorda Pedro Carlos, chegou a ir propor à Portugal Telecom a criação de uma empresa que fornecesse o acesso de Internet ao mercado em geral e de o responsável pelo departamento de operação de dados da empresa lhe ter dito que não estava interessado em parcerias, porque “isso da Internet é uma coisa de académicos”.

À velocidade da luz

A partir de 1999/2000 tudo muda, em grande medida devido à liberalização do mercado das telecomunicações. O acesso também deixa, por esta altura, de se fazer exclusivamente viamodem, passando-se a fazer via cabo ou ADSL.

“Começámos pela velha linha telefónica, passámos no início dos anos 2000 com a banda larga always on, e mais recentemente com a mobilidade e a ultra-broadband. Tudo isto induzido pela concorrência entre operadores, em benefício dos consumidores. Infelizmente a concorrência nesta área em Portugal foi sempre muito desnivelada, o que fez com a maioria dos pequenos operadores já tenha desaparecido”, recorda Pedro Carlos.

“Por volta do ano 2000, o panorama do acesso à Internet estava totalmente mudado. A maioria dos acessos era providenciada de forma pública por operadores de telecomunicações de grandes dimensões nacionais ou estrangeiros. Todas as empresas pioneiras tinham sido compradas pelos operadores internacionais”, resume Legatheaux.

O futuro é amanhã, ou terá sido ontem?

Chegados aos dias de hoje, estamos já na idade madura da Web 2.0, a das redes sociais, dos blogues, da comunicação interpessoal em tempo recorde, do Twitter e do Facebook, do iTunes e do YouTube. Dos chats, mensagens instantâneas, Net no telemóvel e wireless no café.

Questionados sobre se conseguiriam adivinhar que, em apenas uma década e meia desde a sua apresentação aos portugueses, a Internet se transformaria naquilo que é hoje - praticamente um bem de primeira necessidade -, as respostas dividem-se.

“Quem disser que sim [que conseguia adivinhar], deve estar a mentir. Era difícil de imaginar a generalização e extraordinária descida dos preços por bit transferido”, argumenta Legatheaux.

Mário Valente assume, porém, sem falsas modéstias, a sua antevisão: “Não só imaginei como exigi! Numa conferência em 1995, onde estava presente José Magalhães, disse que aquilo que queria era, daí a uns anos, poder estar na praia a aceder à Internet com o meu portátil. Parecia ficção científica e, na altura, as pessoas riram-se muito. Mas aconteceu”.

Pedro Ramalho Carlos corrobora: “Tive a certeza que com a Internet estava ‘em cima’ de algo que ia mudar a maneira como trabalhávamos, como nos divertíamos e como nos organizávamos enquanto sociedade. Confirmou-se e estou certo que a Internet vai continuar a ser uma peça fundamental no progresso da Humanidade”.

Sobre o futuro da Internet e sobre os saltos qualitativos que a Rede ainda dará, quase todos os “pioneiros” são unânimes: a Rede vai estar em todo o lado, vai antecipar as nossas chegadas a casa, dizer-nos o que falta no frigorífico e ajudar-nos a circular pela cidade: “É a Internet das Coisas, aquela que vai permitir ligar à Rede muitos dispositivos domésticos, pessoais e objectos do dia-a-dia”, vaticina Pedro Veiga.

Mário Valente partilha da mesma opinião: “outro salto que terá grandes consequências é a ligação de tudo à Internet. Semáforos, luzes, paragens de autocarro, carros, portas, edifícios, televisores, etc.; tudo o que é objecto com o qual interagimos. Isso vai ter enormes repercussões na forma como o mundo funciona. Especialmente quando isso for ligado ao factor localização (GPS). Eu posso estar numa cidade, apontar para um monumento, e obter uma descrição falada do mesmo, por via da identificação da imagem e por via do posicionamento GPS”.

E não esquecer “a facilidade com que trataremos de coisas que dantes exigiam ir pessoalmente para filas”. “Será um facto marcante”, assinala Legatheaux.

Por outro lado, quase todos coincidem no mesmo: haverá Internet cada vez mais rápida e para mais pessoas, a partir de terminais móveis.

Outros grandes saltos qualitativos que se espera que a Internet venha a apresentar nos próximos tempos são a generalização do vídeo e da televisão através da Rede e a banalização do cloud computing (o armazenamento das informações pessoais em servidores online, independentemente dos terminais usados por cada utilizador).

Acerca dos riscos e das ameaças que o futuro da Internet poderá vir a trazer, quase todos os “pioneiros” concordam: por um lado haverá cada vez maiores problemas de segurança e de fiabilidade na Rede e, por outro, “crescerão também, e muito, os problemas de privacidade”, indica Legatheaux. “Este problema está a ser desprezado e vai custar caro às liberdades individuais que conhecemos”, alerta.

E, em última análise, imaginando um futuro em que passe a existir uma “fusão da maioria das tecnologias de acesso a redes numa grande rede gigantesca, omnipresente, de alta velocidade, com base na tecnologia da desenvolvida na Internet”, há o risco de as coisas fugirem ao controlo das instituições. “Há a possibilidade de se criarem empresas e organizações tentaculares a nível mundial completamente fora do controlo das leis que conhecemos”, alerta o “pai” da Internet em Portugal.

Convém, porém, não esquecer, que Portugal continua a ter mais de metade da sua população “desligada”. De acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest, só perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet. Apesar deste indicador, o número de utilizadores em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos e cerca de 2,95 milhões de utilizadores estavam ligados, no final do segundo trimestre de 2009, através de banda larga móvel, segundo a ANACOM.

Euribor a 6 meses mantém-se nos 1,004%

Indexante a 1 ano avançou para 1,237%As Euribor vivem, nesta última sessão da semana, uma sessão pouco definida.

A indexante a 6 meses, a mais usada nos contratos de créditos à habitação em Portugal, manteve-se nos 1,004 por cento, contra os 1,008% de quarta-feira.

A taxa a 3 meses, a mais usada nos empréstimos às empresas, também se manteve nos 0,72% enquanto a maturidade a doze meses subiu para 1,237%.

O indexante a um mês fixa-se, esta sexta-feira, nos 0,422%.

Crédito habitação: prestações vão cair mais 34 euros

Euribor a 6 meses cada vez mais próxima de 1%
A continuada queda das taxas Euribor, que registam sucessivos mínimos, continua a beneficiar as famílias portuguesas com crédito habitação. Aquelas cuja prestação for revista em Novembro vão registar uma nova descida.

Para a revisão de Novembro, será tida em conta a média mensal de Outubro, que no caso da taxa a seis meses, a mais usada como indexante dos contratos de crédito à habitação, ficou em 1,1%, cada vez mais próxima da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), que está em 1%.

Euribor a 6 meses mantém-se nos 1,004%

No entanto, as famílias só vão sentir a descida da prestação em Dezembro. Mesmo a tempo de poupar mais algum dinheiro para o Natal.

Segundo as contas feitas pela Agência Financeira, uma família com um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses - a mais usada no empréstimo à habitação - e com um spreadde 0,7%, passará a pagar em Dezembro uma prestação mensal de 359,70 euros. Menos 33,86 euros do que está a pagar desde Maio, quando a prestação mudou pela última vez, revista em Abril com base na média mensal de Março.

Portugueses voltam a querer comprar casa
Renegociar empréstimos à habitação vai ser mais fácil

De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita no crédito à habitação voltou a cair prosseguiu a trajectória descendente em Setembro passado para novos mínimos históricos, fixando-se nos 2,361%.

O valor médio da prestação vencida em Setembro foi de 263 euros, menos cinco euros do que em Agosto. A descida acumulada desde o início do ano já vai nos 106 euros.

Petróleo acentua quedas e desce mais de 1 dólar

Barril de Brent custa 76 dólaresAs cotações do petróleo continuam, nesta sessão de sexta-feira, em queda, em ambos os mercados internacionais.

O «ouro negro» acentuou as quedas depois dos gastos e o sentimento dos consumidores terem registado quebras em Setembro e Outubro.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a deslizar 1,52 dólares para 76,52 por barril.

Em Nova Iorque, o crude de referência está a ceder 1,27 dólares e cada barril custa 78,60.

Euro desvaloriza mais de 0,5% face ao dólar

Cada unidade vale 1,4760 dólaresO euro segue, nesta tarde de sexta-feira,a desvalorizar face ao dólar. A moeda única está mesmo a cair mais de 0,5 por cento.

A divisa da Zona Euro acentuou o pessimismo depois dos gastos e o sentimento dos consumidores terem registado quebras em Setembro e Outubro, nos Estados Unidos. Este dados levam os investidores a depositarem pouca esperança numa retoma económica rápida e faz com que se voltem para a moeda refúgio.

Neste momento, o euro está a cair 0,54% com cada unidade a valer 1,4760.

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