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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Facebook: 28 milhões de divórcios à conta das redes sociais

O Facebook não é «apenas» uma rede social; parece que é também um fura casamentos. O número de divórcios que se efectivaram à conta do «livro de caras» e de outras redes sociais não tem parado de aumentar.

Um estudo realizado por advogados britânicos revela que o Facebook foi evocado em quase todas as causas de separação nos últimos meses. A rede social funciona como uma arca das infidelidades. «A razão mais apontada tem que ver com conversas sexuais inadequadas com pessoas com quem os utilizadores não as deveriam ter», revelou o director-geral do Divórcio-Online, Mark Keenan, citado pelo espanhol «Expansión».

A dimensão do fenómeno é tal que já há empresas a desenvolver softwares próprios para que as pessoas possam espiar os seus companheiros através das redes sociais.

Estes sítios da Internet constituem já um meio de prova muito utilizado pelos advogados especializados em divórcios. Para se ter uma ideia, 81% deste profissionais recorrem a redes sociais para encontrar indícios de comportamentos impróprios por parte do elemento «adversário» do (ainda) casal.

Wikileaks: ex-banqueiro suíço preso por violar segredo bancário

As autoridades suíças colocaram em detenção preventiva o antigo banqueiro suíço Rudolf Elmer, dado como culpado por violação de segredo bancário ao ter passado informações sobre clientes ao portal WikiLeaks, refere a imprensa suíça citada pela Lusa.

O antigo director de operações da subsidiária do banco privado Julius Baer nas Ilhas Caimão foi detido no sábado porque existiam riscos de que pudesse destruir provas, disse o seu advogado, Ganden Tethong Blattner, citado pela agência noticiosa ATS.

Na passada quarta-feira, o tribunal deu o antigo banqueiro como culpado de passar informação secreta ao WikiLeaks e aplicou-lhe uma sentença de 7.200 francos suíços (5.500 euros), uma decisão de que Elmer vai apelar, disse o advogado.

Despedido pelo banco, em 2002, o antigo banqueiro, de 55 anos, passou em 2007 um primeiro conjunto de informações ao Wikileaks, num plano que, afirmou, visa pôr a nu os sistemas de evasão fiscal.

A polícia voltou agora a prender Elmer, por ter voltado a entregar ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, outros dois CD-ROM, durante uma conferência de impressa em Londres, na segunda-feira.

Os dados, afirmou, dizem respeito a clientes de três instituições financeiras, pelo menos, cobrindo um período entre 1990 e 2009.

«Com estes actos, a Suíça põe-se a si mesma no centro das atenções», disse Julian Assange ao jornal «Sontag», acrescentando que a detenção de Elemer justifica a publicação mais rápida dos dados bancários no WikiLeaks.

Os dois discos entregues a Assange revelam supostamente como os clientes do banco utilizaram contas nas Ilhas Caimão para fugir aos impostos. Da lista de clientes fazem parte cerca de 40 políticos e o Wikileaks diz que vai começar a divulgar a informação «em duas semanas», o mais tardar.

Ministra: novas regras nas indemnizações aproximam-nos de Espanha

A ministra do Trabalho justificou esta segunda-feira a proposta do executivo que reduz os direitos dos trabalhadores em caso de despedimento com a necessidade de aproximar a legislação laboral portuguesa da dos outros países da Europa, nomeadamente Espanha, com quem concorremos mais directamente na captação de actividade económica.

«Analisámos o que se passa nos outros países da Europa e a necessidade de alinhar as nossas práticas com os demais, sobretudo o nosso principal concorrente em atracção de actividade económica», explicou Helena André aos jornalistas, à saída da reunião de concertação social, com os parceiros.

Na sua proposta, o Governo reduz de 30 para 20 dias a indemnização a ser paga por cada ano de trabalho em caso de despedimento, e impõe ainda um tecto de 12 meses para o pagamento dessa compensação. Condições idênticas às que agora vigoram na vizinha Espanha.

Mesmo com as novas regras, assegura, «continuamos a ser os dois países com regime mais generoso da Europa no que diz respeito às compensações por cessação do contrato de trabalho».

Fundo garante que pelo menos uma parte da indemnização devida é paga

Confrontada com a diferença salarial existente entre os dois países, a ministra limitou-se a defender que a proposta deve ser olhada com um todo.

«O objectivo é a criação de emprego e assegurar, com o novo mecanismo de financiamento, as compensações por cessação dos contratos de trabalho», disse. É que além de cortar o valor das indemnizações por despedimento, o Governo impõe também a criação de um fundo, pago pelas empresas, destinado a assegurar o pagamento de uma parte da indemnização, na hora do despedimento. Isto porque, reconhece a ministra, acontece frequentemente que, na hora dos despedimentos, as empresas não pagam o que devem aos trabalhadores.

«Acontece frequentemente as empresas não cumprirem as obrigações que têm para com os trabalhadores na hora de despedir» e este fundo pretende «garantir que os trabalhadores recebem pelo menos uma parte da compensação a que têm direito».

Ou seja: se, por um lado, a nova proposta penaliza os trabalhadores no valor da indemnização a receber, por outro lado, assegura que «pelo menos uma parte» da indemnização a quem têm direito lhes é efectivamente paga.

Ninguém começa a trabalhar de olho na indemnização

Para a ministra, o facto de uma medida garantir uma parte de um direito que os trabalhadores já têm e de a outra reduzir outro direito que os trabalhadores também já têm, não é problemático. Porque, «quando um trabalhador entra no mercado de trabalho, não entra a pensar de quanto será a indemnização se for despedido».

Para a ministra, o fundamental não é o valor da indemnização, mas sim «procurar condições para que trabalhadores e empresas possam competir num mercado trabalho cada vez mais competitivo». É que «não vivemos isolados numa ilha», lembra. «Temos de olhar para os outros países, sobretudo aqueles com quem estamos em concorrência directa».

As novas medidas são «importantes para criar e preservar o emprego», assegura Helena André.

Empresas é que têm obrigação de pagar o fundo

A ministra afastou a possibilidade de qualquer outra entidade, que não as empresas, contribuir para o fundo. «Quem tem obrigação de cumprir as responsabilidades são as empresas. Elas têm de começar também a pensar no cumprimento da obrigação».

O fundo será gerido por uma entidade pública e também por algumas entidades privadas, que serão seleccionadas por concurso público, mas «pertence às empresas, o Estado não quer ter nenhuma interferência nesse fundo».

A ministra recusou-se ainda a admitir os argumentos das empresas contra o fundo. Os patrões dizem não ter liquidez suficiente para pôr dinheiro num fundo, no qual não podem mexer.

As regras desse novo fundo, como o valor que as empresas terão de lá colocar, ainda não está definido. «Terá a ver com a percentagem da compensação que o fundo irá pagar».

Entrevistas de emprego: as perguntas mais inesperadas

Nos tempos que correm, em que o desemprego está tão elevado, são muitos os livros e os especialistas que tentam ensinar aos desempregados como comportar-se e como preparar-se para uma entrevista de emprego. Mas por vezes nem toda a preparação chega. É que há entrevistas de emprego com questões que são, no mínimo, extremamente difíceis de responder.

O site norte-americano Glassdoor.com analisou 80 mil questões utilizadas nestas entrevistas e reuniu algumas das mais estranhas. Estas questões mostram que as empresas procuram pessoas com agilidade de raciocínio, que consigam abstrair-se das regras da lógica.

Goldman Sachs, analista
«Se você fosse encolhido para o tamanho de um lápis e posto numa misturadora, como é que sairia?»

Aflac, parceiro de vendas
«Qual é a filosofia das Artes Marciais?»

Boston Consulting, consultor
«Explique-me o que aconteceu neste país nos últimos 10 anos»

Capital One, analista de operações
«Classifique-se a si próprio, numa escala de 1 a 10. Quão estranho é você?»

Google, analista de pessoas
«Quantas bolas de basquetebol consegue enfiar nesta sala?»

Bloomberg LP Financial, desenhador de software
«De um total de 25 cavalos, escolha os três mais rápidos. Em cada corrida, apenas cinco podem correr ao mesmo tempo. Qual é o número mínimo de corridas necessárias?»

Facebook, engenheiro de software
«Dado os números de 1 a mil, qual é o número mínimo de palpites necessário para encontrar um número específico se lhe for dada a pista do «mais alto» ou «mais baixo» de cada vez que lança um palpite?»

Epic Systems, gestor de projecto
«Uma maçã custa 20 cêntimos, uma laranja custa 40 cêntimos, e um cacho de uvas custa 60 cêntimos. Quanto custa uma pêra?»

Apple, engenheiro de software
«Há três caixas, uma contém apenas maçãs, uma contém só laranjas, e uma contém laranjas e maçãs. As caixas foram identificadas de forma incorrecta e nenhuma das etiquetas identifica correctamente o conteúdo da caixa onde se encontra. Abrindo apenas uma caixa, e sem olhar lá para dentro, tira apenas uma peça de fruta. Olhando para a fruta, como pode etiquetar imediatamente as caixas de forma correcta?»

Argus Information & Advisory Services, analista
«Quantos semáforos há em Manhattan?»

Guardsmark, escritor
«O que têm a madeira e o álcool em comum?»

New York Life, agente comercial
«Porque acha que apenas uma pequena percentagem da população ganha mais de 150 mil dólares?»

Nielsen Company, analista
«Quantas garrafas de cerveja são bebidas na cidade ao longo da semana?»

US Bank, lugar no desenvolvimento do programa de liderança
«Como são feitos os M&M's?»

Volkswagen, analista de negócio
«O que faria se herdasse uma pizzaria do seu tio?»

Não desespere. Em algumas destas perguntas, o objectivo é averiguar a sua capacidade de raciocínio lógico. Mas, de acordo com os especialistas, há algumas em que não se espera que saiba a resposta certa. Os empregadores querem apenas ver se tem capacidade de improvisar e de se desenvencilhar de uma situação complicada.

O seu nome pode potenciar ou limitar o seu sucesso profissional

Os cientistas acreditam que sim, que o nome pode ter influência na sua vida, determinando a forma como os outros olham para si e, por exemplo, se consegue um determinado emprego ou não.

A par com a aparência, o nome - a primeira coisa que consta, por exemplo, do seu currículo - é um factor fundamental na formação de uma primeira impressão e, por isso, pode ser levado em conta pelos empregadores na hora de recrutar.

De acordo com um estudo norte-americano citado pela CNN Financial News, a influência do nome nas nossas vidas começa muito cedo. Logo na escola primária, é fácil encontrar as crianças com nomes começados por A entre os «preferidos» dos professores. Como muitas salas são ordenadas alfabeticamente, as crianças com nomes começados por A ficam frequentemente na primeira fila, mais próximas dos docentes. É mais difícil distraírem-se da aula e dispersarem a atenção, o que também pode influenciar a aprendizagem.

O estudo, de S. Gray Garwood, revela ainda que os alunos com nomes preferidos pelos professores conseguem melhores avaliações nos testes práticos, fixam objectivos mais ambiciosos e ajustam-se com mais facilidade.

À medida que a Internet assume um papel cada vez mais importante nas nossas vidas, convém também ter em conta que os empregadores podem procurar na Internet mais referências sobre os candidatos a um posto de trabalho. Por isso mesmo, um nome mais comum pode dificultar o processo, por tornar a pessoa em causa mais difícil de descobrir. Quanto menos comum for o nome, mais depressa os interessados podem descobri-lo, por exemplo, em redes sociais.

Cérebro humano associa nomes a traços de personalidade e áreas profissionais

O ser humano tem uma tendência natural para criar grupos. A forma como o cérebro humano funciona leva a que também tenhamos tendência para a associação, quando chega aos nomes.
Ainda que exista o perigo de os estereotipar, um estudo da Universidade de Ohio mostra que os empregadores pesam vários factores quando avaliam um candidato a um posto de trabalho, incluindo o nome e a forma como se adequa a uma determinada função.

O investigador James Bruning pediu a vários jovens que predissessem o sucesso de várias pessoas que estavam a começar as suas carreiras, com base na informação fornecida pelas próprias. Resultado: os jovens apontam que as mulheres com nomes mais femininos, como Emma e Irma, teriam mais sucesso em carreiras tradicionalmente ligadas ao género, como enfermeira, cabeleireira ou decoradora de interiores.

Os jovens esperam ainda que os homens com nomes mais masculinos, como Hank ou Bruno, tenham mais sucesso em carreiras tradicionalmente reservadas aos homens, como canalizador, camionista ou electricista.

Um dos maiores estudos sobre nomes foi conduzido pelo Sinrod Marketing Group junto de 75 mil adultos. De acordo com os inquiridos, estes são alguns dos nomes associados à inteligência: Abigail, Alexis, Grace, Leah, Meryl, Vanessa, Alexander, David, John, Kenneth, Samuel e Tim.

Os nomes associados a capacidades de liderança são: Ruth, Alexander, Dwight e Lance. Ao trabalho árduo são associados nomes como Adal, Ingrid, Mariel, Margaret, Jake, Manuel, Ron ou Todd.

Part-time aumenta em tempos de crise, mas diminui em Portugal

O trabalho em tempo parcial (part-time) aumentou nos países mais atingidos pela crise, mas diminuiu em Portugal, revela o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Nesta análise sobre as tendências mundiais do emprego para este ano, intitulado «Tendências Mundiais do Emprego 2011», a OIT destaca o rápido crescimento do trabalho em part-time nas economias desenvolvidas durante a crise e salienta que esta tendência se tem mantido, apesar da recuperação económica, «contrariamente ao que seria de esperar, tendo em conta a natureza contra-cíclica» deste tipo de emprego, como se lê no documento citado pela Lusa.

Nos países que foram fortemente afectados pela crise, a taxa depart-time aumentou consideravelmente: a Estónia, a Letónia e a Turquia estão entre os países cujo Produto Interno Bruto (PIB) mais diminuiu e registaram também grandes aumentos na taxa de emprego a tempo parcial.

No entanto, em Portugal, tal como em França e na Alemanha, a taxa de emprego em tempo parcial recuou.

Economia recupera, mercado laboral não

Além disso, o estudo adianta que a recuperação do mercado de trabalho está a ser mais lenta do que o crescimento económico, apontando para a existência de 205 milhões de desempregados em 2010.

Este número é praticamente idêntico ao do ano anterior, com a taxa de desemprego a manter-se nos 6,2%, acima dos níveis pré-crise de 2007 (5,6%).

A elevada taxa de desemprego contrasta, no entanto, com a recuperação económica evidenciada por indicadores como o PIB, o consumo privado, o investimento bruto e as trocas comerciais que ultrapassaram os níveis pré-crise em 2010.

«Muitas economias não estão a gerar suficientes oportunidades de trabalho para absorver o aumento da população em idade activa», refere a OIT, destacando que o rácio que mede a capacidade de gerar emprego de um país ou região desceu de 61,7% em 2007 para 61,2% em 2009, estimando-se que fique nos 61,1% em 2010.

Só nos países desenvolvidos, a taxa de desemprego subiu 8,8% no ano passado, sendo os jovens os mais afectados pela crise.

Houve uma recuperação desigual dos mercados de trabalho, com o desemprego a aumentar na União Europeia, Canadá, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Israel, Japão, Islândia, Noruega e Suíça. Já na maioria dos países em desenvolvimento o cenário é de estabilidade ou melhoria ligeira.

A OIT prevê que o desemprego deve descer ligeiramente em 2011, mas ainda assim existirão mais 15 milhões de pessoas sem trabalho nos países desenvolvidos do que em 2007.

Preços do petróleo descem nos mercados internacionais

Os preços do petróleo estão a descer nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, com uma descida mais expressiva, a matéria-prima recua mais de 1%.

A pressionar o «ouro negro» nos Estados Unidos estão as declarações do ministro saudita do Petróleo, uma vez que disse que a OPEP poderá vir a aumentar a produção.

Neste momento, em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a descer 0,06 por cento para 97,54 dólares.

Em Nova Iorque, o crude está a recuar 1,14 por cento, com cada barril a valer 88,07 dólares.

Galp e EDP levam Lisboa a viver quinto dia de ganhos

Depois de ter vivido momentos de volatilidade a meio do dia, a bolsa de Lisboa fechou a valorizar 0,53% para os 7.827,76 pontos, completando cinco sessões consecutivas de ganhos.

A dar força ao principal índice, PSI20, estiveram as empresas de energia: EDP valorizou 1,03% e Galp avançou 1,70%. EDP R subiu 0,28% e apenas a REN perdeu 0,54%.

Também as telecoms deram força ao índice. PT avançou 0,53%, para os 8,50 euros, com os investidores a ignorarem a investigação da Comissão Europeia. Sonaecom subiu 0,44% e Zon ganhou 0,14%.

Destaque também para o BPI que fechou a ganhar: subiu 1,06%, para os 1,43 euros. O banco prepara-se para apresentar as suas contas anuais na próxima quarta-feira, após o fecho da bolsa. Os analistas avançam uma subida dos lucros acima de 8%.

Ainda na banca, BES, que viveu uma sessão no vermelho, acabou inalterado nos 2,83 euros. BCP perdeu 0,65%, para os 0,60 euros, e impediu maiores ganhos da bolsa.

Mota-Engil e Semapa lideraram a tabela dos ganhos ao disparar mais de 2%.

Já lá por fora, a Europa inverteu o sentimento negativo do início da tarde, com boas notícias vindas dos Estados Unidos ¿- potenciais aquisições de empresas do ramo do retalho alimentar e a decisão da Intel de aumentar em 15% o seu dividendo.

As principais praças encerraram no verde, com Londres a liderar os ganhos ao avançar 0,81%. Excepção feita ao índice de Madrid que deslizou 0,13% com os investidores em tomada de mais-valias.

Em Wall Street, os principais índices abriram em alta e assim continuam: Nasdaq sobe 1,20%, Dow Jones avança 0,74% e S&P500 ganha 0,53%.

Euro em alta vale 1,36 dólares

O euro está esta tarde de segunda-feira a negociar em alta face ao dólar, impulsionado pela aparente acalmia da crise da dívida europeia que pode mesmo levar o Banco Central Europeu (BCE) a subir a taxa de juro de referência.

A esta hora, uma unidade vale 1,3639 dólares, acima dos 1,3583 dólares a que negociava na sexta-feira.

O valor da moeda única estará a ser potenciado pela percepção dos investidores de que os líderes europeus podem vir a chegar a um acordo sobre a expansão do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, mas também pelos dados do BCE de que gastou menos a semana passada na aquisição de dívida pública do que em comparação com a semana anterior.

Além disso, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, sugeriu numa entrevista publicada pelo «The Wall Street Journal» que o banco central pode aumentar a taxa de juro directora para combater a inflação.

Portugal “está em risco de pedir ajuda externa”

Apesar das ofertas de ajuda da China e do Japão e do sucesso do último leilão de dívida, Portugal está em risco de pedir ajuda”, disse hoje Willem Buiter, economista-chefe do Citi e antigo responsável do Banco de Inglaterra, durante uma conferência em Lisboa.

O economista-chefe destaca que Portugal tem elevadas necessidades de refinanciamento até 2013, no total de 72 mil milhões de euros e que a pressão do mercado dificilmente deixará alternativa ao país. A agravar o cenário, a economia portuguesa não está a crescer, comprometendo a consolidação orçamental. O banco prevê que a economia nacional contraia entre 1 a 1,5 por cento este ano, em linha com as previsões de várias organizações interncionais e do próprio Banco de Portugal.

Willem Buiter criticou ainda a forma como o Governo português procedeu à redução do défice este ano, recorrendo a receitas extraordinárias como a transferência dos fundos de pensões da Portugal Telecom para o Estado. “Os mercados ficaram com dúvidas sobre quão sério é o esforço de consolidação sem puras medidas de cosmética como a transferência dos fundos da PT", salienta.

Ainda assim, o economista-chefe considera que o Governo português está a tomar agora as medidas necessárias. Mas realça: “estas medidas terão de ser sustentadas durante vários anos”. “A consolidação orçamental tem de acontecer, senão Portugal será morto pelos mercados”, conclui.

Fundo europeu é uma “pistola de água”

O responsável do Citi considera que a única forma de travar a crise da dívida soberana é criar um mecanismo para financiar todos os países que for necessário, “mas de tal forma grande que os mercados não tenham mais receio”.

Para Willem Buiter, o actual Fundo Europeu de Estabilização Financeira, que auxiliou a Grécia e a Irlanda, “é uma pistola de água”, não sendo suficiente para criar tranquilidade nos mercados.

O economista-chefe considera que “o melhor mecanismo financeiro é aquele que não é usado” e, para isso, é preciso que tenha uma grande dimensão, na ordem dos dois milhões de milhões de euros.

EUA e Japão em risco

Para Willem Buiter, “nenhum dos países do G7 ou do G20 está automaticamente a salvo do risco de crédito” e as próximas vítimas poderão ser os EUA e o Japão.

O economista-chefe do Citigroup recorda que a Europa está, actualmente, numa posição orçamental melhor do que os EUA e o Japão, mas que, nos próximos tempos, os mercados se irão aperceber disso e começar a penalizar também as duas potências económicas.

Willem Buiter considera ainda que a zona euro dificilmente conseguirá sair da actual crise sem proceder a reestruturações da dívida nos países periféricos, como a Grécia, a Irlanda, Portugal ou Espanha.

Governo corta indemnizações de 30 para 20 dias

A proposta do Governo prevê que a indemnização passe a ter por base 20 dias de salário por cada ano de antiguidade na empresa. A indemnização passará a ter também um limite máximo de 12 meses, à semelhança do que acontece em Espanha.

Actualmente, os trabalhadores envolvidos em despedimentos colectivos ou cujo posto de trabalho foi extinto têm direito a uma indemnização de um mês de salário-base (sem contar com os suplementos) por cada ano ao serviço da empresa, sem que a lei preveja qualquer limite máximo. Na prática, um trabalhador que tenha 30 anos de casa terá direito a uma indemnização correspondente a 30 salários.

A ministra Helena André anunciou também que o fundo para financiar o pagamento das indemnizações terá um cariz obrigatório e será gerido por um a entidade pública e por “três ou quatro” entidades privadas.

Todas estas alterações destinam-se apenas aos contratos assinados a partir da entrada em vigor das novas regras. De fora ficam os contratos em vigor.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Android menos seguro que iOS



Os aparelhos móveis que trabalham sobre o sistema Android estão mais vulneráveis a vírus e ataques, que aqueles que usam o iOS da Apple.

A afirmação foi feita pela Trend Micro, que se justificou indicando que, por se tratar de uma solução de código aberto, o acesso à sua arquitectura do Android é mais fácil.

O site Huffington Post, que avançou com esta notícia, cita ainda o presidente da companhia, Steve Chang, quando este diz que a Apple possui mais preocupações com a segurança, e a prova disso é o conceito de sandbox.

Ainda assim, este executivo da Trend Micro salienta que isto não significa que o iOS seja seguro. Chang lembra que os utilizadores estarão sempre vulneráveis a ataques de phishing, por exemplo.

Sony Ericsson lança Xperia arc


O mais recente membro da família Xperia chama-se arc e trabalha sobre a plataforma Android 2.3.

Muito fino e com um ecrã de 4.2’’, multi-toque, este terminal apresenta uma estrutura arqueada, e integra algumas das tecnologias suportadas pela Sony.

Um dos exemplos é o Reality Display com Mobile Bravia Engine, que oferece um maior brilho, e o premiado Exmor R da Sony para sensores móveis com uma lente f/2.4 que permite a captura de fotografias que alta qualidade e a gravação de vídeos em HD com luminosidade reduzida (8). Os conteúdos podem ser reproduzidos na televisão via conexão HDMI.

O preço ainda não é conhecido.

O Xperia arc é o primeiro da nova geração de smartphones Xperia, que serão anunciados em 2011.


Sabia que neste dia?


Nasceram neste dia...

Morreram neste dia...

Nova consola portátil: 3D sem óculos especiais

No mundo dos videojogos está a caminho uma nova consola portátil. Chama-se Nintendo 3DS, chega a Portugal no mês que vem e tal como o nome indica permite jogar e ver filmes em 3 dimensões, sem precisar de óculos especiais.

É o 3D «de bolso», a prometer mais uma revolução tecnológica. Com duas câmaras na parte da frente, mais uma do lado de dentro (que também serve para transformar o aparelho em máquina fotográfica), e um botão para regular a intensidade do 3D, o ecrã é táctil e tem um novo comando analógico; afinal, antes de mais, isto é uma consola de jogos.

À venda na Amazon por 259 euros, já é possível fazer pré-reserva, com a garantia de que o software vem em português.

Até Junho haverá pelo menos 25 de jogos a estrear em 3D, que vão das festinhas nos animais de estimação a cabeças arrancadas em 3D do Street Fighter ou dos zombies de Resident Evil.

Super Bock lança aplicações para iPhone

A Super Bock lança esta sexta-feira as primeiras aplicações para o iPhone Appetite: Guia de Restaurantes e Drink Appeal: Guia da Noite, que permitem aceder a 15 mil espaços no país.

Segundo comunicado enviado pela marca, as aplicações serão disponibilizadas gratuitamente no iTunes Store, e o objectivo é oferecer acesso a restaurantes e bares, de Norte a Sul do país, permitindo procurá-los por distrito, concelho, tipo de cozinha e de espaço e preço.

Na Appetite estão disponíveis 12 mil restaurantes e o Drink Appeal conta com 3 mil bares, classificados em doze tipos diferentes.

As aplicações permitem utilizar o sistema de georeferenciação, calcular a rota e escolher os espaços mais próximos, sugerindo ainda um trajecto a pé, de carro ou de transportes públicos.

Gasolina também bate recorde em Espanha

Não é só em Portugal que os combustíveis estão mais caros e a bater recordes. Em Espanha, a gasolina também nunca esteve tão cara, noticiam os jornais do país vizinho. Mas, mesmo assim, está bem mais barata que em Portugal.

Do lado de lá da fronteira, o litro de gasolina sem chumbo de 95 octanas custa agora 1,285 euros, tendo subido 2,23% desde o início do ano, e os consumidores e empresas já estão preocupados e a pedir explicações ao Governo.

Do mesmo modo, o gasóleo também está mais caro e custa agora 1,217 por litro. Mesmo assim, menos do que o pico registado no Verão quente de 2008, quando o petróleo rondava os 150 dólares por barril, quando o combustível tocou nos 1,329 euros por litro.

Lá, como cá, a valorização do petróleo e dos derivados é um dos factores apontados para a subida dos preços, tal como a queda do euro face ao dólar, moeda em que são denominados o crude e os produtos refinados nos mercados internacionais. Mesmo assim, a gasolina em Portugal custa mais 20 cêntimos por litro, ultrapassando os 1,50 euros.

É que Portugal conta ainda com o castigo da carga fiscal. Sem impostos, a gasolina até é mais cara em Espanha que em Portugal, ao contrário do que acontece com o gasóleo. Quando um português paga 1,502 euros por um litro de gasolina, mais de 57,5% do valor vai para os cofres do fisco, sob a forma de IVA e ISP. Já quando um espanhol paga 1,285 euros, apenas 49,68% do valor diz respeito a impostos.

Espírito Santo Financial Group termina contrato com Fitch

O Espírito Santo Financial Group anunciou esta sexta-feira que decidiu terminar o contrato com a agência de notação financeira Fitch, na sequência de decisão idêntica tomada pelo banco do grupo, o BES, a 8 de Novembro do ano passado.

O contrato entre o BES e a agência de rating foi cancelado a 8 de Outubro, após o anúncio da decisão da Fitch de cortar a notação a cinco bancos portugueses, entre os quais o BES.

Na altura, o BES considerou não haver «uma justificação válida para um corte de três posições em menos de quatro meses» no seu rating e que, por isso, a comissão executiva do banco liderado por Ricardo Salgado havia decidido cancelar o contrato.

A Fitch cortou as notas da dívida de longo prazo do BCP, BES, BPI e Banif, devido aos riscos relacionados com o financiamento e a liquidez, e ainda as classificações individuais da CGD, BCP e BES.

Agora, segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), foi a vez do Espírito Santo Financial Group, com sede no Luxemburgo, comunicar ao mercado a decisão de cancelar o contrato com a agência Fitch.

Fisco atrasa-se a pagar quilómetros aos funcionários

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) acusou esta sexta-feira a Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) de não ter pago os quilómetros feitos pelos trabalhadores em serviço em veículos próprios, em Novembro, que deveriam ter sido liquidados na quinta-feira.

«A DGCI não procedeu ao pagamento dos quilómetros efectuados pelos trabalhadores dos impostos no mês de Novembro de 2010 e que deveriam ter sido abonados ontem [quinta-feira]», denunciou o STI em comunicado.

O sindicato explica, citado pela Lusa, que os trabalhadores usam veículos próprios em serviço «em virtude de não serem disponibilizadas viaturas oficiais».

Pela utilização da viatura própria, os trabalhadores recebem 0,4 euros por quilómetro percorrido.

«Ontem [quinta-feira] deveriam ter sido pagos os quilómetros efectuados em Novembro, sendo que os funcionários suportaram as despesas de deslocação nessa data. Verifica-se por todo o país que esse pagamento não foi efectuado», denunciou o STI.

O sindicato recorda que apelou recentemente para que os trabalhadores se recusem a usar viaturas próprias em serviço, devido à diminuição do valor pago por quilómetro, que passou de 0,4 euros para 0,36 euros.

O STI diz que o apelo «teve uma adesão praticamente total, pondo em causa o cumprimento de objectivos quantificados com o pressuposto que os trabalhadores dos impostos continuariam a ceder os seus bens privados porque o Estado não os fornece».

O Ministério das Finanças já foi questionado sobre este tema. Aguardam-se esclarecimentos.

Especulação em torno de resgate leva bolsa à montanha-russa

Foi um dia de emoções fortes na bolsa de Lisboa. A especulação em torno da proximidade ou não de um pedido de ajuda internacional por parte de Portugal chegou a levar o PSI20 a um ganho de cerca de 2% e ao valor mais elevado do último mês e meio. Mas no fecho, o índice não subiu mais que 0,27% para os 7.786,74 pontos.

A praça beneficiou, durante a sessão das declarações de um responsável da Fitch. A agência de notação financeira acredita que Portugal pode suportar juros na casa dos 7% por mais algum tempo e que o Governo está empenhado em evitar o pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

Os juros da dívida pública continuavam a aliviar, abaixo dos 6,8%, o que ajudou a impulsionar a banca para fortes ganhos até meio da sessão.

Mas se a Fitch está mais optimista, nem todos são da mesma opinião. Durante a manhã o banco norte-americano Goldman Sachs disse que a melhor forma de evitar que a crise da Zona Euro ganhe proporções mais graves é avançar rapidamente com um plano de ajuda a Portugal e uma linha de crédito à vizinha Espanha. Já durante a tarde foi a vez da Axa prever que Portugal pedirá ajuda nos próximos dois meses, ou seja, até ao final de Março, e que a vizinha Espanha se seguirá, com um pedido até Julho.

Os ganhos da praça foram encolhendo e a banca acabou por inverter perto do fecho. O BES caiu 1,43% para 2,83 euros e o BPI 0,7% para 1,42 euros. Só o BCP conseguiu escapar, mas com um ganho ligeiro, de 0,33% para 61 cêntimos.

O dia foi também de sentimento dividido noutros sectores de peso. Na energia, a EDPR caiu 1,25% para 4,49 euros, com a casa mãe a trepar 1,49% para 2,80 euros e a Galp a subir apenas 0,31% para 14,40 euros.

Já nas telecomunicações, a PT subiu 0,45% para 8,46 euros, com a Sonaecom a destacar-se com um ganho de 2,41% para 1,36 euros, depois de o JPMorgan ter subido a recomendação sobre as acções da empresa.

Na distribuição, também não houve unanimidade: a Sonae cresceu 1,86% para 82 cêntimos, mas a Jerónimo Martins encolheu 0,67% para 11,13 euros.

Lá por fora, o dia beneficiou de outras boas notícias, como a confiança dos empresários alemães, que atingiu o valor mais alto dos últimos 20 anos. Frankfurt ganhou 0,53%, Londres 0,61%, Paris 1,33% e Madrid 1,81%, ainda animada pelas notícias de que o segmento das caixas de aforro vai receber uma injecção de capital.

Do outro lado do Atlântico os mercados beneficiaram de alguns resultados empresariais animadores, como os da Google e da GE, ao passo que os prejuízos do Bank of América desiludiram.

VIP Art: a primeira feira de arte contemporânea online

Uma vez registados, os frequentadores da feira poderão clicar nas imagens e ver as obras de arte contrastadas com o tamanho de uma pessoa, poderão fazer zoom para ver os detalhes de uma pintura e as esculturas e as instalações poderão ser vistas de diferentes pontos de vista. A acompanhar as obras serão fornecidos dados biográficos dos autores, documentários em vídeo, informação de background e campos de pesquisa por artista e cidades onde estão instaladas as diferentes galerias.

Os interessados em receber informações detalhadas terão de pedir um passe VIP que custará 100 dólares durante os primeiros dois dias e 20 dólares durante o resto da semana. Com este passe, o visitante pode ter acesso a colecções privadas e, entre outras vantagens, a uma visita virtual comentada pela curadora da Tate Gallery, Jessica Morgan.

Os potenciais compradores poderão igualmente ter acesso ao ranking dos preços - que variam entre os 5 mil dólares e o milhão de dólares - e os contactos para a compra de obras começam com um sistema de mensagens instantâneas e poderão continuar via Skype. Para manter a segurança do negócio, porém, o processo final de venda terá de ser completado offline. Este sistema estará disponível e operacional 18 horas por dia.

O “The Telegraph” questiona-se se este sistema funcionará, se as feiras virtuais poderão vir a substituir as feiras reais, e chega à conclusão que há algumas coisas que se perdem neste processo, nomeadamente a “electricidade do contacto social” que sempre acontece em eventos desta categoria.

Porém, uma coisa é certa: esta feira de arte tem o potencial de vir a acolher pessoas que provavelmente não estariam presentes numa feira real. Alison Jacques, uma negociante de arte com base em Londres, diz ao jornal: “[Esta feira] tem o potencial de nos fazer chegar a clientes na Ásia e noutros locais onde nós normalmente não chegaríamos”.

Se isto acontecer, mais feiras VIP poderão vir a acontecer ainda este ano, indica. E, mesmo que isso não aconteça, esta feira poderá mudar a forma como as feiras de arte operam em todo o mundo.

A ideia desta feira online nasceu há três anos, da cabeça do negociador de arte nova-iorquino James Cohan. A mulher de Cohan, Jane, - directora da galeria de ambos -, explica que a ideia demorou muito até ser posta em prática porque a situação económica era favorável. Mas agora, com a grave crise financeira internacional, chegou a altura de rever esta ideia e de a pôr em prática. “Durante a crise começámos a olhar para a Internet como forma de expandirmos o negócio. Estivemos igualmente a ver como as feiras usam a Internet para fazer negócio. É interessante vermos que 16 por cento das vendas da [leiloeira] Christie’s durante o ano passado tenham sido arrematadas por compradores online e que metade dessas eram de novos clientes”.

Finalmente, na Primavera passada, a galeria Cohan recrutou o prestigiado negociante David Zwirner, seguido de um grupo coeso de dealers de primeira linha - de Los Angeles a Xangai - que se decidiram a integrar o grupo de galerias presentes nesta primeira feira de arte contemporânea online.

Actividade económica e consumo privado diminuem em Dezembro

A actividade económica diminuiu em Dezembro face a Novembro, pelo sexto mês consecutivo, acompanhado pelo consumo privado, que desce há oito meses consecutivos, indica o Banco de Portugal.

«O indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial da actividade económica, calculado pelo Banco de Portugal, registou uma diminuição face ao observado no mês anterior. No mesmo período, o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado, calculado pelo Banco de Portugal, voltou a diminuir face ao mês anterior», diz o supervisor.

De acordo com os Indicadores de Conjuntura hoje divulgados, a taxa de variação homóloga da actividade económica em Dezembro de 2010 fixou-se nos -0,1 por cento, quando em Novembro foi de 0,2 por cento.

Este indicador atingiu o seu máximo de 2010 em Abril, Maio e Junho, quando se fixou sempre nos 1,5 por cento.

No indicador que mede o consumo privado, a taxa de variação homóloga em Dezembro foi de -0,5 por cento, contra os -0,1 por cento atingidos em Novembro.

O sentimento económico, indicador com maior volatilidade, aumentou de 88,5 pontos (Novembro) para 91,4 pontos (Dezembro).

O consumo privado, medido pelo Banco de Portugal, atingiu o seu pique do ano em Março e Abril, com uma taxa de 2,9 por cento, estando a diminuir - na comparação de mês para mês - de forma consecutiva desde Maio.

O indicador que mede a confiança dos consumidores aponta também para uma diminuição de Novembro para Dezembro, de 50,8 pontos para 48,8 pontos, respectivamente.

Automóveis: Portugal teve o 2º maior aumento em vendas na UE

Portugal é o segundo país da UE, a seguir à Irlanda, onde foram vendidos mais carros em 2010, quando no resto da Europa as vendas caíram 5,5% no mesmo período, anunciou hoje a associação europeia do setor.

Entre os 27 países-membros da União Europeia (UE) as vendas de automóveis em Portugal ascenderam a 223.491 unidades, tendo sido apenas superadas pelas da Irlanda, indicam dados fornecidos pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).

A evolução registada nas vendas de carros em Portugal pode ser explicada através da comparação com os números de automóveis vendidos nos últimos anos, embora a ACECA reconheça que 2009 foi um "ano negro" para a indústria automóvel.

As vendas de carros caíram 25% em 2009, face ao ano anterior, com os especialistas da indústria a realçarem que há três anos as vendas de carros bateram nos mínimos históricos dos últimos anos.

Aumento do IVA animou vendas


Em Portugal foram vendidos cerca de 223.491 carros novos, quando em 2002 as vendas totalizaram as 228.574 unidades, em 2001 atingiram 255.244 unidades e em 2000 subiram para os 295.490 veículos.

Os fabricantes sugerem que o aumento do IVA - Imposto sobre o Imposto sobre o Valor Acrescentado e o fim dos incentivos governamentais aos abates de carros com mais de dez anos levaram as pessoas a comprarem automóveis novos no final do ano passado.

A partir de 2010, os incentivos aos abates de automóveis usados passam somente a beneficiar quem quiser trocar o velho automóvel por um elétrico, segundo a associação europeia do sector.

Em dezembro do ano passado, a indústria foi surpreendida com o aumento das vendas de automóveis registadas no ano passado.

2011 será competitivo


Só nesse mês, as vendas na União Europeia subiram 62%, representando 12,5% do total do ano, o que de novo alento à industria construtora automóvel.

Os fabricantes de automóveis vêm 2011 como um ano de forte competitividade entre as diferentes marcas: "Vai ser um ano extremamente competitivo", garantiu o porta-voz da Peugeot Portugal.

Jorge Magalhães disse igualmente à revista da Aicep - Agência para o Investimentoe Comércio Externo de Portugal, que "as maiores dúvidas recaem sobre os meses de março e abril, especialmente no que se refere às compras realizadas por empresas de rent-a-car".

TAP: Qatar Airways pode comprar parte do capital

O Governo português e as autoridades do Qatar estão em conversações para a aquisição de uma parte do capital da TAP pela Qatar Airways, segundo a SIC Notícias.

Em cima da mesa está a hipótese de a Qatar Airways comprar até 40% do capital da transportadora aérea portuguesa.

De acordo com a estação, o arranque da operação de privatização da TAP poderá ser anunciada nos próximos dias se ambas as partes acordaram o negócio.

Em reação à notícia, a TAP esclarece que o Estado "ainda não abriu o processo" de privatização da empresa, considerando, no entanto, que "se já há candidatos, isso é uma boa notícia".

O porta-voz da transportadora aérea portuguesa, António Monteiro, disse que o acionista "ainda não abriu o processo" da compra de parte do capital da empresa, ressalvando que "se há interessados, isso é a confirmação da existência de condições para a privatização este ano, consoante o presidente da TAP tem vindo a afirmar".

No início desta semana, o primeiro-ministro, José Sócrates, acompanhado por vários ministros, entre os quais Teixeira dos Santos (Finanças), Vieira da Silva (Economia), Luís Amado (Negócios Estrangeiros) e António Mendonça (Obras Públicas e Transportes), estiveram em visita oficial ao Qatar, com vista a apresentar o plano de privatizações e reforçar a presença das empresas portuguesas naquele país do Golfo Pérsico.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sabia que neste dia?


Nasceram neste dia...

Morreram neste dia...

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