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sábado, 22 de janeiro de 2011

Especulação em torno de resgate leva bolsa à montanha-russa

Foi um dia de emoções fortes na bolsa de Lisboa. A especulação em torno da proximidade ou não de um pedido de ajuda internacional por parte de Portugal chegou a levar o PSI20 a um ganho de cerca de 2% e ao valor mais elevado do último mês e meio. Mas no fecho, o índice não subiu mais que 0,27% para os 7.786,74 pontos.

A praça beneficiou, durante a sessão das declarações de um responsável da Fitch. A agência de notação financeira acredita que Portugal pode suportar juros na casa dos 7% por mais algum tempo e que o Governo está empenhado em evitar o pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

Os juros da dívida pública continuavam a aliviar, abaixo dos 6,8%, o que ajudou a impulsionar a banca para fortes ganhos até meio da sessão.

Mas se a Fitch está mais optimista, nem todos são da mesma opinião. Durante a manhã o banco norte-americano Goldman Sachs disse que a melhor forma de evitar que a crise da Zona Euro ganhe proporções mais graves é avançar rapidamente com um plano de ajuda a Portugal e uma linha de crédito à vizinha Espanha. Já durante a tarde foi a vez da Axa prever que Portugal pedirá ajuda nos próximos dois meses, ou seja, até ao final de Março, e que a vizinha Espanha se seguirá, com um pedido até Julho.

Os ganhos da praça foram encolhendo e a banca acabou por inverter perto do fecho. O BES caiu 1,43% para 2,83 euros e o BPI 0,7% para 1,42 euros. Só o BCP conseguiu escapar, mas com um ganho ligeiro, de 0,33% para 61 cêntimos.

O dia foi também de sentimento dividido noutros sectores de peso. Na energia, a EDPR caiu 1,25% para 4,49 euros, com a casa mãe a trepar 1,49% para 2,80 euros e a Galp a subir apenas 0,31% para 14,40 euros.

Já nas telecomunicações, a PT subiu 0,45% para 8,46 euros, com a Sonaecom a destacar-se com um ganho de 2,41% para 1,36 euros, depois de o JPMorgan ter subido a recomendação sobre as acções da empresa.

Na distribuição, também não houve unanimidade: a Sonae cresceu 1,86% para 82 cêntimos, mas a Jerónimo Martins encolheu 0,67% para 11,13 euros.

Lá por fora, o dia beneficiou de outras boas notícias, como a confiança dos empresários alemães, que atingiu o valor mais alto dos últimos 20 anos. Frankfurt ganhou 0,53%, Londres 0,61%, Paris 1,33% e Madrid 1,81%, ainda animada pelas notícias de que o segmento das caixas de aforro vai receber uma injecção de capital.

Do outro lado do Atlântico os mercados beneficiaram de alguns resultados empresariais animadores, como os da Google e da GE, ao passo que os prejuízos do Bank of América desiludiram.

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