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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Combustíveis voltam a subir e preço da gasolina bate novo máximo histórico

Segundo adiantou à agência Lusa fonte da Galp, a petrolífera actualizou os preços na noite de domingo para segunda-feira, aumentando a gasolina em 2 cêntimos e o gasóleo em três cêntimos.
Nos postos da Galp, um litro de gasolina custa agora 1,533 euros, enquanto o gasóleo vale 1,348 euros o litro.

De acordo com a fonte, na base quer desta, quer das últimas actualizações de preços feitos pela empresa estão “alterações nas cotações do gasóleo e da gasolina no norte da Europa, que têm estado a disparar desde há várias semanas”.
Adicionalmente, disse, “o dólar [ao qual está indexado o preço do barril de petróleo] também se tem valorizado muito em relação ao euro, por causa das questões da dívida soberana” de vários países europeus.

Nos postos da Cepsa, desde as 00:00 de hoje que a gasolina 95 sem chumbo ficou mais cara 1 cêntimo, para 1,533 euros o litro, e o gasóleo custa mais 0,9 cêntimos, fixando-se nos 1,348 euros o litro.
A Lusa contactou a BP para obter informação sobre aumentos nos postos de abastecimento, mas até ao momento não foi possível obter resposta.

Com esta nova subida, o preço da gasolina bateu o valor médio mais alto de sempre: 1,523 euros, atingidos na semana de 18 de Julho de 2008, numa altura em que o preço do petróleo atingiu máximos históricos, acima dos 147 dólares por barril.
Os dados mais recentes da Comissão Europeia apontam Portugal como tendo o gasóleo mais caro da Europa, a seguir à Grécia e à Finlândia, enquanto o mais barato é da Irlanda, Áustria e Reino Unido.
Depois de impostos o cenário muda: o gasóleo português quando chega ao público é o 8.º mais caro da UE-27. Com impostos o gasóleo mais caro é do Reino Unido, seguido da Suécia e, depois, da Grécia.



Uma análise feita pela Lusa concluiu que preços da gasolina sem chumbo 95 subiram em média todas as semanas desde Setembro à excepção de quatro vezes, apesar de se terem registado sete quedas de preço deste produto refinado nos mercados internacionais.
As petrolíferas referem que estes preços na bomba acompanham a média semanal de preços dos produtos refinados nos mercados internacionais.

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