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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Portugueses reforçam procura de seguros de capital e rendimento garantido

O volume da produção de seguro directo em Portugal atingiu os 16,3 mil milhões de euros, uma subida de 12,5% face a 2009, que se ficou a dever à forte subida verificada no ramo vida, sobretudo nos contratos com capital e rendimento garantido.

O ramo vida cresceu 17,2%, com um aumento de 33% nos seguros de vida, destacando-se neste segmento a contratação de produtos com capital e rendimento garantido, de acordo com os dados do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), divulgados hoje.

Em sentido inverso, a contratação de seguros ligados a fundos de investimento desceu 26,2% em 2010, para 2,33 mil milhões de euros, sinalizando que os portugueses optaram no ano passado por subscrever seguros de menor risco.

O ISP salienta nos resultados de 2010 “o peso significativo dos planos de poupança reforma (PPR), que em 2010 representa mais de 26% da produção do ramo Vida, 93% da qual relativa a seguros não ligados a fundos de investimento”.

A produção de seguros PPR, PPE e PPR/E não ligados a fundos de investimento totalizou mais de 3 mil milhões de euros em 2010.

Segundo o relatório hoje divulgado pelo ISP, no ramo não-vida a produção subiu 0,7% em 2010, para 4,1 mil milhões de euros.

Em termos de quotas de mercado, o ISP salienta a subida no ramo vida do grupo CGD, que reforçou a sua posição em mais de 5 pontos percentuais, e em sentido inverso o grupo
Milleniumbcp Ageas, que perdeu mais de seis pontos percentuais. A CGD tem agora uma quota acima de 35%, enquanto o Millennium Ageas permanece em segundo lugar, agora abaixo dos 15%.

Nos ramos não vida, o Grupo CGD continua a assumir a liderança, com mais de 25% de quota, “embora apresentando diminuições sucessivas na respectiva quota de mercado nos últimos anos”, salienta o ISP.

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