Notícias principais - Google Notícias

Loading

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Apple cai mais de quatro por cento em Nova Iorque, mas recupera na Europa

O impacto da saúde de Jobs, de 55 anos, nos mercados de capitais não se fez esperar. O efeito só hoje se fez sentir em Nova Iorque, porque ontem foi feriado bolsista, pela celebração do Dia de Martin Luther King. Cada acção valia a seguir à abertura de Wall Street 333,18 dólares (cerca de 248 euros).

A queda, que na abertura tocou os seis por cento, mas tem vindo a aligeirar, é acompanhada pela banca. O Citigroup perdia 4,94 por cento (valendo cada acção 4,92 dólares (3,67 euros), enquanto os dois principais índices de Nova Iorque seguem sem tendência definida: o índice industrial Dow Jones a ganhar 0,25 por cento e o tecnológico Nasdaq a perder 0,02 por cento.

Nas praças europeias, no entanto, as acções estavam a ganhar quarto por cento, a recuperar de perdas que ontem chegaram a ser superiores a seis por cento. A queda na abertura de Wall Street é, ainda assim, inferior às registadas ontem na Europa, como foi o caso de Frankfurt, onde caiu 7,5 por cento, ficando a valer 242 euros por acção.

Steve Jobs anunciou aos trabalhadores, por email, que vai ausentar-se de novo da empresa. Estará de baixa médica por tempo indeterminado, um ano e meio depois de ter regressado ao trabalho a recuperar de um transplante de fígado. Jobs deixa, pela terceira vez em seis anos e meio, a direcção interina da empresa tecnológica mais valiosa do mundo ao responsável de operações, Tim Cook.

Na carta não especifica a causa médica que o leva a afastar-se, mas garante que continuará como CEO e a acompanhar "as grandes decisões estratégicas" da Apple, cujas acções subiram 62 por cento nos últimos 12 meses.

Tim Cook já segurou rédeas da Apple duas vezes

A primeira vez que o CEO ficou gravemente doente, a Apple foi alvo de críticas por não ter prestado informações mais cedo e por ter perdido a oportunidade de transferir a "responsabilidade de dia para dia para outro executivo" atempadamente, como comentou agora à agência Bloomberg Michael Obuchowski, director do departamento de investimentos do First Empire Asset Management, em Nova Iorque.

O cancro no pâncreas tinha sido detectado em 2003 e, enquanto Jobs seguia uma alimentação especial que evitasse ser operado, a empresa optou por não revelar aos investidores o que se passava com o CEO. Quando foi operado, Tim Cook assumiu o comando da empresa e voltaria a fazê-lo em 2009, durante seis meses, enquanto Jobs recuperava de um transplante de fígado.

Durante esse tempo, as acções da Apple subiram 66 por cento e a saída temporária de Steve Jobs mostrou, afinal, que a empresa consegue sobreviver sem a permanência do líder dos seus últimos 14 anos. O próprio desempenho de Cook valeu-lhe uma compensação de 59,1 milhões de euros (44,4 milhões de euros).

Mas as atenções continuaram viradas para Jobs: a cada aparição pública, a sua saúde é alvo de especulações e de comentários sobre até quando será CEO da Apple. Em Setembro de 2009, recomeçaria ainda a part-time e, desde então, não falhou a apresentação de novos produtos da Apple. A última foi em Outubro.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue