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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fama na net custa 27% do negócio de uma empresa

É uma das muitas provas do poder da Internet. Os comentários e opiniões de clientes de uma empresa a circularem no mundo virtual podem destruir a reputação de uma companhia e custar 27% do seu negócio, ou seja, causar a perda de 27% dos clientes.

De acordo com um estudo sobre Buzziness realizado em Espanha pela consultora Guidance, e citado pelo «Expansión», o impacto varia consoante o sector, mas pode oscilar entre 11% e 27%.

Os comentários sobre satisfação do cliente, políticas de produto e serviços e a qualidade dos memos, são os factores que mais influenciam um novo tipo de cliente, que avalia online mas efectua as suas compras noutros canais que não a Internet.

Mas se funciona para o mal, também pode funcionar para o bem. Por isso, o controlo e o bom uso das opiniões dos clientes na Internet podem converter-se numa estratégia de êxito. Se as opiniões são favoráveis, em vez de darem má fama e afastar clientes, podem ajudar a criar uma boa reputação e atrair 37% de novos clientes.

Mesmo para quem compra nas lojas ou na rua, a Internet converteu-se na principal fonte de informação. Diz este estudo que, antes de comprar, 67% dos consumidores trocam e comparam opiniões na Internet. E destes, 89% reconhece que se sentem influenciados ou muito influenciados pelos comentários na hora de tomar una decisão.

Carro do Ano 2011 em Portugal é o...

O monovolume Ford C-Max é o Carro do Ano de 2011, distinção dada pelo Troféu Essilor Volante de Cristal esta quarta-feira em Lisboa, numa cerimónia em que também a BMW conseguiu arrecadar três troféus, avança a Lusa.

O prémio Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal 2011, que visa distinguir o automóvel que melhor se adequa à realidade do mercado nacional, é atribuído por um conjunto de 18 jurados em representação de vários órgãos de comunicação social.

Numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, e por Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, proprietária das revistas AutoSport e Volante que organizam o evento, o Ford C-Max foi assim distinguido.

O evento Carro do Ano é organizado pelas revistas AutoSport e Volante e contam na comissão organizadora com a presença do Automóvel Clube de Portugal (ACP) e da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Em termos de prémios por classes de automóveis, a BMW venceu em três das oito categorias: carrinhas (BMW 520 d Touring), todo-o-terreno (BMW X3 20d xDrive) e executivo (BMW 520 Sedan). A Citroën ganhou o utilitário do ano, com o DS3 HDi, enquanto que a Skoda conquistou o familiar do ano, com o Yeti 1.6 TDI.

O prémio de desportivo do ano foi para a Peugeot, como seu RCZ 1.6 THP e a Seat venceu o monovolume do ano com o Alhambra 2.0 TDI, produzido na fábrica da Autoeuropa.

O galardão Volante Verde foi ganho pelo Nissan Leaf, o automóvel completamente eléctrico e vencedor do carro do ano a nível internacional.

Piratas usam CMVM para atacar investidores

É a prova de que nenhuma instituição está a salvo de ver o seu nome usado em operações de ataques electrónicos. Os bancos já são vítimas habituais em Portugal, mas agora, os piratas usam também o nome da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para tentar atacar os investidores.

O regulador da bolsa viu-se obrigado a emitir um aviso, onde «alerta os investidores e o público em geral que estão a circular mensagens falsas de correio electrónico, de phishing, como pertencentes a bancos portugueses, nas quais é confirmada a realização de operações financeiras e utilizado o nome da CMVM».

O phishing é um tipo de ataque onde os piratas enviam mensagens electrónicas fazendo-se passar por outras instituições (bancos, empresas, etc.). O objectivo é enganar as vítimas, levá-las a clicar em ligações perigosas ou a fornecer dados pessoais e, muitas vezes, confidenciais.

«Estas mensagens são falsas e destinam-se a induzir as vítimas a instalar, mediante a activação de um hiperlink, um software malicioso através do qual o conteúdo dos respectivos computadores passa a estar acessível a terceiros», explica a CMVM em comunicado.

Quem receber estas mensagens e antes de abrir o hiperlinknelas contido e que respeita ao comprovativo de uma alegada operação, deve confirmar a sua autenticidade junto do banco aí referido.

Carros usados: não se deixe enganar no crédito

Quando decidir comprar um carro usado, e depois de optar pelo stand com a melhor oferta, é provável que lhe proponham um financiamento. Convém negociar até ao cêntimo e não ceder à primeira oferta. Visite o maior número de instituições de crédito, a começar pelo seu banco, e peça simulações para o montante de que necessita.

Os stands são meros intermediários no financiamento e, muitas vezes, ganham uma comissão sobre os créditos contratados pelas instituições com que trabalham, sublinha a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), num dossier sobre este tema, a publicar na «Proteste» de Março.

Regra geral, «as taxas propostas são mais elevadas do que nos bancos. Além disso, nestes, pode usar produtos já contratados ou que esteja disposto a contratar para reduzir a taxa: por exemplo, domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc.», refere.

Seguros a mais encarecem leasing

Contabilize os encargos associados às diversas modalidades de financiamento. Por exemplo, o preço dos seguros para o carro varia bastante consoante opte pelo crédito ou pelo leasing. No leasing são exigidos seguros de responsabilidade civil facultativa (50 milhões de euros) e de danos próprios. Já no crédito automóvel, basta o de responsabilidade civil obrigatória, no valor de 3 milhões e 250 mil euros e, nalguns casos, o de vida. Ainda assim, se tiver disponibilidade financeira e o carro menos de 5 anos, convém contratar uma apólice «contra todos os riscos».

Em regra, as instituições de crédito têm protocolos com as seguradoras e conseguem propor bons prémios, mas convém simular o prémio anual noutras seguradoras ou mediadores. Pergunte também que garantias são exigidas e se existem despesas de contratação (comissões de entrada, processamento, etc.). Alguns destes elementos são essenciais para comparar o custo real de várias propostas. Este traduz-se na taxa anual de encargos efectiva global (TAEG), que as instituições são obrigadas a dar ao cliente numa simulação. Em caso de dúvida, use o simulador da Deco.

Tenha em conta que este tipo de financiamento não serve para todos os carros. A maioria das instituições impõe um limite, na maioria dos casos, de 10 anos no final do prazo do crédito. Logo, se quiser comprar um veículo com 6 anos, não poderá pedir um financiamento superior a 4 anos.

Escolher o crédito certo pode poupar-lhe 650 euros por ano

A Deco lembra que nem todos os bancos cumprem as regras do Banco de Portugal. Este tipo de crédito tem uma taxa máxima, fixada trimestralmente, mas alguns bancos tentam cobrar mais do que a lei permite.

«Se visitar os bancos certos, poupa entre 409 e 650 euros por ano», diz a associação, que testou várias instituições. Além dos bancos, a Deco lembra que algumas marcas oferecem condições vantajosas para os compradores dos seus veículos, uma opção que não é de excluir.

Taxas Euribor sempre a subir

A escalada continua e de forma acentuada. As Euribor estão a subir em todos os prazos.

A taxa a três meses, mais comum no cálculo dos juros do crédito às empresas avança 0,005 pontos para 1,087%.

O fixing diário da Federação Europeia de Bancos mostra a maturidade a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, sobe novamente 0,007 pontos, desta feita para 1,367%.

A Euribor a 12 meses regista outra vez a maior subida, crescendo 0,009 para os 1,748%.

Data do IRS está a chegar. Reúna tudo a tempo

Os contribuintes da primeira fase (aqueles que apenas têm rendimentos das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem ou pensões) a entrega em papel pode ser feita de 1 a 31 de Março e a entrega pela Internet está disponível entre 1 e 30 de Abril.

Já para os restantes contribuintes, que recaem na segunda fase da entrega, a declaração pode ser submetida em papel entre 1 e 30 de Abril ou pela Internet entre 1 e 31 de Maio.

Recorde-se que, para a entrega das declarações pela Internet é necessária uma senha. Quem ainda não a obteve ou perdeu, convém solicitá-la com antecedência, uma vez que o envio da mesma por parte das Finanças pode demorar vários dias. Pode fazê-lo pela Internet, no site «www.e-financas.gov.pt».

Cuidados nas despesas de saúde e educação

Pode deduzir despesas com educação: material escolar, despesas com formação, incluindo encargos com creches, lactários, jardins-de-infância, formação artística, educação física, educação informática e explicações respeitantes a qualquer grau de ensino.

Na saúde, reúna facturas de farmácia, dos médicos, de material terapêutico e tome especial atenção aos gastos de saúde com IVA a 20 ou 21% (a taxa normal aumentou a meio do ano), porque só podem ser deduzidos se acompanhados de receita médica. O mesmo acontece com as mensalidades do ginásio e com os leites para bebés.

Na habitação (juros e rendas), junte declarações do banco e recibos de renda.

No IRS de 2010, que entregará nos próximos meses, ainda vigoram os tectos antigos. No de 2011, que entregará em 2012, é que há novos limites, mais apertados, para as deduções nos escalões mais elevados de rendimento.

PPR, fraldas, computadores e energias renováveis: o que deduzir?

2010 foi o último ano em que ainda pôde usufruir de um benefício fiscal máximo de 400 euros nos PPR. No IRS de 2011, que vai entregar em 2012, esse benefício cai para 100 euros, no máximo, e apenas para alguns escalões de rendimento.

As fraldas para bebés, assim como as cadeirinhas para usar no automóvel, não são dedutíveis. Também já não é possível a dedução de encargos com aquisição de computadores.

No IRS de 2010, que entrega em breve, também ainda pode deduzir encargos com energias renováveis (painéis solares e fotovoltaicos, bombas de calor para aquecimento de água, salamandras, etc.) e gastos com eficiência energética, incluindo equipamentos e obras que contribuam para a melhoria de comportamento térmico de edifícios (isolamentos térmicos incluindo telhados, paredes e chão), vidros duplos, etc.).

Seguros e donativos também podem entrar

Se fez donativos a instituições de solidariedade social, religiosas ou não, lembre-se que tem direito a deduzir uma parte.

E há também seguros cujos prémios podem ser deduzidos: por exemplo, os seguros de vida e, para quem tem seguro automóvel, a parte que diz respeito ao seguro de ocupantes.

Os sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B (trabalho por conta própria), e que estejam sujeitos à determinação dos rendimentos com base na contabilidade, podem deduzir também despesas com viaturas.

Quem tem rendimentos de rendas, ou mais valias resultantes de venda de acções, imóveis, etc., e for declará-las, também deve reunir toda a documentação necessária.

Este ano ainda não é necessário NIF dos bebés

Este ano ainda não é necessário o Número de Identificação Fiscal (NIF) de todos os dependentes, ascendentes e colaterais para os quais sejam invocadas deduções. Ou seja, se tem despesas com bebés, crianças e idosos, este é o último ano em que pode deduzi-las sem indicar o respectivo NIF.

Como arranjar emprego «à francesa»

Numa altura em que enviar currículos e candidaturas já não resulta, é preciso encontrar novas formas de procurar (e conseguir) emprego. Os franceses lembraram-se de uma e nós explicamos-lhe o que é arranjar emprego «à francesa».

Em França, cafés, restaurantes e até discotecas converteram-se em fóruns eficazes de procura de emprego e networking(contactos profissionais em rede). O colunching vai mais longe do que o contacto através de redes sociais: aqui trocam-se contactos, informações sobre vagas e até pontos de vista sobre o mercado laboral, enquanto se come.

Embora se faça em espaços e momentos atípicos, os franceses perceberam que as horas passadas à procura na Internet já não adiantavam nada. Por isso, os que procuram emprego ou querem evoluir na sua profissão, vão para a rua, em busca de uma vaga ou de uma oportunidade melhor.

A ideia surgiu quando uma Professional da comunicação montou a sua própria agência. Trabalhava em casa, sozinha, e só contactava com outros profissionais pelo Facebook. Um dia, lembrou-se de organizar encontros entre pessoas que estavam na mesma situação.

Só em França já se organizaram quase uma centena de «cafés-emprego», em que participaram mais de cinco mil candidatos. Cerca de 12% dos assistentes tem hoje contrato de trabalho. O projecto fez tanto sucesso que o modelo se expandiu aos países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e aos Estados Unidos. A sua chegada está para breve a Espanha e Itália.

Petróleo: aumento do preço é revés para sector aéreo

O aumento do preço do petróleo constitui «um revés muito grande» para o sector aéreo e poderá impedir um bom ano para as companhias, noticiou esta quarta-feira a AFP, citando o patrão da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA).

«As tarifas do petróleo constituem um grande problema que poderá mudar radicalmente a situação do sector», afirmou Giovanni Bisignani durante uma conferência de imprensa realizada em Tóquio, cita a AFP.

Segundo Bisignani, o ano poderá por este facto «ser muito difícil de gerir, quando se esperava lucrativo».

Os preços do petróleo bruto subiram nos últimos dias devido à escalada de violência no mundo árabe e particularmente na Líbia.

Petróleo e inflação fazem euro valorizar

O euro está a valorizar 0,5% esta quarta-feira. A escalada nos preços das matérias-primas está a provocar um aumento da inflação acima dos 2% estabelecidos como tecto pelo Banco Central Europeu.

E agora que o preço do petróleo está a escalar ainda mais, na sequência da instabilidade sentida na Líbia, a pressão aumenta.

É a primeira vez em três dias que a moeda única consegue fazer tremer o dólar, tendo alcançado até o valor mais alto em quase duas semanas face à nota verde norte-americana.

Agora nos 1,3735 dólares, o euro vale mais 0,5%.

PSI20 fecha sessão a ganhar 0,25%

O índice PSI20 fechou a sessão desta quarta-feira a valorizar 0,25 por cento para 7.889,30 pontos.

Na restante Europa o tom de fecho foi vermelho, tal como seguem os mercados norte-americanos.

Em alta na bolsa portuguesa ficaram apenas 6 empresas.

Rating de Portugal poderá ser cortado

O rating de Portugal poderá vir a ser alvo de um downgrade até Junho, refere uma poll de trinta economistas consultados pela agência Reuters.

De acordo com os analistas consultados, Portugal tem 60% de hipóteses de ver a avaliação da sua dívida revista em baixa nos próximos quatro meses.

«Portugal não fez muitos progressos em termos de consolidação orçamental. O seu Outlook parece-nos o mais preocupante de entre os que não recorreram ao Fundo de Estabilização Europeu e ao FMI», disse Nick Lounis, da ABN AMRO.

Note-se que nos últimos tempos têm aumentado os rumores em torno de um possível pedido de ajuda por parte de Portugal.

No entanto, José Sócrates tem garantido que o país não precisará de ajuda para enfrentar a actual crise económica que atravessa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se tem um Nokia, deve fazer parte de um recorde

A finlandesa Nokia é detentora de vários recordes. Por isso, se tem um telemóvel desta marca, é possível que, sem saber, faça parte de um deles.

Um estudo recente da IResearch revela que a empresa detém sete recordes a nível mundial. Nós damos-lhos a conhecer.

O tom de toque mais ouvido em todo o mundo
O Nokia Tune tem origem na música «Gran Vals», do compositor espanhol Francisco Tárrega. Anssi Vanjoki, em conjunto com Lauri Kivinen, seleccionou o famoso excerto da música e levou-o para a Nokia em 1993. O toque é agora ouvido mundialmente, em média, 1,8 mil milhões de vezes por dia, ou 20 mil vezes por segundo.

O jogo para telemóveis mais popular do mundo
O Snake, agora com 13 anos de existência, foi originalmente desenvolvido para a série de dispositivos Nokia 6100. Adaptado aos telemóveis por Taneli Armanto, que ainda hoje colabora com a Nokia, está integrado em mais de 350 milhões de dispositivos móveis em todo o mundo, sendo o jogo para telemóveis mais popular de sempre.

O telemóvel mais popular do mundo
Se é verdade que existem cerca de 5 mil milhões de utilizadores de telemóveis em todo o mundo, apenas uma minoria dispõe de um smartphone. Entre esses, 250 milhões são detentores de um Nokia 1100, transformando-o no telemóvel mais popular de todos os tempos.

A maior fabricante de câmaras digitais
Actualmente, mais de 4 mil milhões de pessoas em todo o mundo captam fotos com os seus telemóveis. A câmara do telemóvel já é o tipo de câmara fotográfica mais utilizada em toda a história. Em consequência disso, desde 2008, a Nokia é a maior produtora de câmaras digitais do mundo.

A personagem de animação mais pequena do mundo
Dando corpo a um projecto ambicioso, a produtora de Wallace e Gromit, a Aardman Animations, associou o poder de captação de imagem do Nokia N8 ao conceito por trás do CellScope, uma invenção de Daniel Fletcher. O resultado foi a personagem de animação Dot.

O telemóvel mais multi-tarefas do mundo
Apesar de este recorde ainda não ter a confirmação do Livro de Recordes do Guiness, não há conhecimento de que tenha sido quebrado. No dia 5 de Setembro de 2010, o Nokia E5 correu 74 aplicações em simultâneo.

O maior ecrã de cinema do mundo
O ano passado, em Rosengård, na Suécia, a Nokia construiu uma sala de cinema tão grande que só pôde ser vista no exterior. O ecrã de 1,428 metros quadrados (51m X 28m) foi erguido em frente a um bloco de torres e suportado por duas gruas gigantes, enquanto os quatro projectores XML HD30, com 140 quilos cada, projectaram o filme «Prince of Pérsia».

Créditos à banca: 636 mil deixaram de cumprir

Os portugueses têm cada vez menos dinheiro para fazer face a compromissos.

No final do ano passado, eram mais de 4,6 milhões as famílias com um ou mais créditos contraídos - num total de quase 153,6 milhões - , segundo dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Desse universo, 636 mil (13,8%) deixaram de pagar o que deviam à banca no que toca ao crédito à habitação, consumo e financiamento à actividade empresarial em nome individual. São quase mais 39 mil do que em Dezembro de 2009.

Do total do incumprimento, 15% diz respeito ao crédito ao consumo e 5% ao crédito à habitação.

O aperto financeiro sentido no ano passado, agravado com o Orçamento do Estado para este ano, bem como o aumento do desemprego e da inflação deixam adivinhar que vai ser cada vez mais difícil esticar o orçamento familiar para que o dinheiro chegue para tudo.

A par destes valores, note-se que o crédito de cobrança duvidosa, mais conhecido por malparado, continuava no final do ano passado bem acima do valor do ano anterior, embora em Dezembro tenha registado a primeira queda no espaço de um ano para 3.986 milhões de euros.

Uma descida que se verificou em todos os destinos de financiamento: habitação, consumo e outras finalidades.

Casa: Euribor continuam em alta

As taxas Euribor a três, seis e 12 meses continuam a subir esta terça-feira, de acordo com o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, avança 0,003 pontos para 1,082%, enquanto a taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, sobe 0,007 pontos para 1,360%.

A Euribor a 12 meses regista a maior subida e cresce 0,008 para os 1,739%.

Recorde-se que as taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

Somos os mais pessimistas da Europa

Os portugueses são dos mais pessimistas da União Europeia quanto à situação nacional. Segundo o Eurobarómetro, 93 por cento dos portugueses considera-a «má» ou «muito má» e apenas uma minoria acredita que vai melhorar no próximo ano.

Posto isto, a percentagem de optimismo é muito reduzida. Apenas 5 por cento dos portugueses acredita que a situação económica do país vai melhorar nos próximos 12 meses, predominando um pessimismo em relação ao futuro individual e do país.

Os portugueses fazem uma «avaliação muito negativa da situação nacional», sendo que apenas 6 por cento considera a situação nacional «boa».

As avaliações mais negativas sobre a situação económica actual dos seus países cabem contudo à Irlanda (98 por cento), Grécia (98 por cento) e Espanha (97 por cento).

Avaliação negativa reflecte-se no emprego

Mas as perspectivas pessimistas não ficam por aqui. A avaliação negativa da economia «reflecte-se também na avaliação da situação do emprego em Portugal».

Na avaliação do mercado de trabalho actual, a Espanha (99 por cento), Grécia (98 por cento) e Irlanda (97 por cento) - países mais afectados pela crise da dívida soberana - superam Portugal no negativismo.

Os portugueses mostraram também uma tendência negativa na avaliação da integração europeia, embora se mantenham opiniões favoráveis em relação à UE, ao alargamento e à integração europeia nos domínios da economia, da política externa e da defesa e segurança.

Os portugueses defendem um aumento do défice público para gerar emprego, atribuem menor prioridade à consolidação orçamental que os europeus em geral e avaliam positivamente os grandes objectivos da Estratégia Europa 2020.

Escritórios: Nova Iorque e Londres ultrapassadas

Lisboa desceu nove posições no ranking das localizações de escritórios mais caras do mundo em 2010, da consultora imobiliária Cushman & Wakefield.

A capital portuguesa já tinha descido sete posições no ranking de 2009, mas no ano passado, com a descida de mais seis lugares, passou a ocupar o 49º lugar entre as rendas de escritórios mais caras do mundo (311 euros por metro quadrado).

Hong kong superou Tóquio e Londres, passando a ser a localização mais cara do mundo (1.1931 euros por metro quadrado) no ano passado. Em segundo lugar Londres (1.872 euros por m2) e em terceiro, apesar de ter descido 11% face aos valores de 2009, a cidade de Tóquio (1.334 euros).

A descida de Londres do primeiro para o terceiro lugar é explicada pela consultora pela queda das rendas e pela perda de valor da libra estrelina.

Rio de Janeiro destronou Nova Iorque

A tendência negativa de Lisboa não se registou nas principais localizações de escritórios do mundo: «Após uma descida sem precedentes em 2009, a região Ásia-Pacifico registou uma retoma inesperada no valor das rendas em 2010, com Hong Kong a registar uma subida de 51%», lê-se no estudo, citado pela Lusa, divulgado esta terça-feira.

O Rio de Janeiro, que ficou em quarto lugar (965 euros por m2) destronou Nova Iorque (920 euros por m2), que ficou em quinto lugar, no ranking do continente Americano.

«No Brasil, o valor das rendas registou uma subida exponencial», o que a consultora imobiliária interpreta ser um «reflexo da rápida retoma» da economia brasileira.

Na Europa, as maiores subidas anuais registaram-se na zona do West End da cidade de Londres com 27% e na City com 25%.

Os Estados Unidos registaram uma descida de dois por cento, embora rendas das principais localizações do centro de Nova Iorque tenham subido 10%, segundo a Cushman & Wakefield porque a cidade emergiu mais rapidamente da recessão do que o resto do país.

Este ranking das localizações de escritórios mais caras do mundo é elaborado com base em 202 cidades de 57 países, nas quais a consultora analisa as rendas, o custo de condomínio, eventuais impostos e outros custos associados ao arrendamento.

SMS de valor acrescentado enganam portugueses

Os consumidores continuam desprotegidos face aos serviços de valor acrescentado que funcionam através do envio de mensagens escritas (SMS), a pagar no destino. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) testou 14 serviços de 8 empresas e descobriu anúncios pouco claros, com falta de informação obrigatória, formas de contratação ilegais e dificuldades no atendimento.

Na revista «Proteste» de Março de 2011, a associação revela que, desde 2007, recebeu «mais de 4.000 reclamações de consumidores sobre a cobrança de serviços que não tinham solicitado».

«Atraídos por anúncios a toques, músicas, jogos, testes e concursos, enviaram uma SMS para o número indicado ou fizeram um registo na Internet. Sem se aperceberem, subscreveram contratos de prestação continuada de serviços e começaram a receber mensagens a pagar no destino de valor elevado. Nalguns casos, os alvos eram crianças sem capacidade legal para contratar», explica a Deco.

O que deve fazer se lhe acontecer a si

«A pressão resultante das muitas reclamações recebidas pela Deco, Anacom e Direcção-Geral do Consumidor levou o Governo a legislar no sentido de adaptar as regras dos serviços de audiotexto, para estas empresas. A lei impôs o registo dos prestadores na Anacom, obrigações especiais de informação e regras na publicidade, entre outros aspectos. Mas os abusos continuaram e as queixas mantiveram-se», lamenta.

Segundo a Deco, «a lei é positiva e satisfaz quase todas as exigências apresentadas em 2008, mas deixa de fora a mais importante: o barramento automático e por defeito destes serviços», que a associação considera ser o modo mais eficaz de proteger o consumidor. Por isso, exige «a alteração da lei neste sentido. Para manter este tipo de serviços, só terá de comunicá-lo à operadora».

A Deco pede também mais fiscalização à Anacom e à Direcção-Geral do Consumidor, defendendo que «estas entidades devem aplicar sanções dissuasoras às empresas infractoras, para evitar reincidências».

Por fim, a associação tem um conselho para quem aderiu a um serviço sem dar por isso: «Reclame por escrito junto do prestador e da sua operadora de telecomunicações. Exija o reembolso dos montantes cobrados. Ao permitir a prestação de serviços por terceiros na sua rede e aos seus clientes, a lei considera a operadora co-responsável. Peça-lhe também o barramento destes serviços».

Euro acentua queda face ao dólar

O euro segue nesta sessão de terça-feira a desvalorizar face ao dólar, devido às tensões na Líbia.

A instabilidade política que se vive no Médio Oriente está a fazer crescer a procura pela divisa norte-americana por ser considerada um activo de refúgio.

Neste momento, o euro está a descer 0,8 por cento para 1,3571 dólares.

PSI20 fecha a subir 0,18% para 7.869,55 pontos

A Bolsa em Lisboa fechou a sessão desta terça-feira a subir 0,18 por cento para 7.869,55 pontos, em contraciclo com as restantes praças europeias.

Lisboa escapou, assim, à onda vermelha que assolou a Europa. A ajudar, em Lisboa, esteve o sector financeiro.

Nos Estados Unidos, os mercados seguem a transaccionar no vermelho.

Dívida nacional próxima do dia D

As autoridades europeias estão a discutir, no segredo dos gabinetes, as contingências que podem levar a um pedido português de ajuda financeira, já no próximo mês, quando o país terá de fazer face a um refinanciamento, em larga escala, da sua dívida.

O «Wall Street Journal», na sua edição desta terça-feira, não tem dúvidas em classificar Portugal como uma nação «altamente endividada», que sente uma pressão crescente para receber ajuda, um tema que será levado às cimeiras de 11 e de 24 de Março, na reunião de líderes europeus.

«O sentimento existente é que o resgate não passa de Março ou de Abril, no máximo, sob pressão de países como a Alemanha, de forma a que situação na Zona Euro retome alguma normalidade», disse um alto responsável europeu ao «Wall Street Journal» (WSJ). E alguns dirigentes nacionais também consideram, em privado, essa possibilidade, disse fonte oficial.

Portugal já se financiou, só este ano, em mais de 4 mil milhões de euros nos mercados, através da venda de títulos de dívida. Mas agora está perante uma tarefa difícil: refinanciar 3,8 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, cuja maturidade termina agora em Março, segundo dados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público. E depois, mais 4,3 mil milhões de euros, que expiram em Abril, seguidos por mais 4,9 mil milhões de euros em Junho.

Este nível de endividamento tem um preço alto, recorda o jornal. Os juros das Obrigações do Tesouro esta terça-feira estavam nos 7,34%, bem acima do nível dos 7%, um valor que é já considerado como um custo demasiado elevado para ser sustentável a longo prazo.

Segundo o WSJ, outro alto dirigente europeu considera que é apenas uma questão de tempo até que Portugal peça um resgate similar ao grego ou ao irlandês.

O país já comunicou em detalhe as reformas que tem levado a cabo, o que facilita a intervenção do Fundo de Estabilização Europeia, o que significa ainda que a Comissão Europeia pode responder com brevidade, assim que surja um pedido de ajuda.

Esta segunda-feira, o Banco Central Europeu lançou o segundo aviso, em dois dias. «Francamente, já passou muito tempo desde o início da crise da dívida soberana na Zona Euro» e não há trabalho concluído à vista, diz Ahanasios Orphanides, membro da Administração do BCE, em entrevista ao WSJ.

Portugal pode ser um problema mais profundo se não for solucionado, podendo ter implicações negativas para outras nações do bloco que junta os 17 países que partilham a moeda única.

Os governos do euro têm por isso de dar corda a medidas que melhorem a gestão da Zona Euro. E rápido, já que «entretanto, as tensões persistem nos mercados e isso não é saudável».

Portugal entra aqui como uma prioridade. O BCE já tinha deixado no domingo uma «mensagem muito forte» ao país, querendo que apliquemos o plano de austeridade «tão rigorosa e convincentemente» quanto possível.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tablet da Motorola já pode ser reservado

É um novo tablet com a assinatura da Motorola e já está disponível para pré-venda no site da Best Buy. O Xoom custa 800 dólares (perto de 584 euros).

Quem optar por esta compra antecipada vai poder ter um nas mãos já a partir de quinta-feira, dia 24 de Fevereiro, na loja da marca que faz a pré-reserva.

O novo tablet é um dos primeiros no mercado com o sistema operativo Android 3.0, a primeira versão fabricada especificamente para este tipo de equipamentos.

Um processador de 1GHz duplo, Wi-Fi, 3G e uma câmara de 5 megapixels na parte de trás e outra de 2 na parte da frente são algumas das características mais atractivas do Xoom.

Será que este novo dispositivo vai fazer tremer o iPad da Apple? A julgar pelos acessórios vendidos na Best Buy há essa ambição. Os donos do Xoom podem adquirir um teclado Bluetooth sem fios por 51 dólares ou uma capa de protecção específica por 30, mais baratos dos que os disponibilizados pela Apple.

Ultimato a 49 mil empresas para pagar dívidas

São quase 49 mil as empresas que vão começar esta semana a receber cartas da Segurança Social para regularizarem voluntariamente as suas dívidas. O dinheiro em falta ascende a 189 milhões de euros no total.

Está assim apertado o cerco às companhias faltosas, na sua maioria dos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Setúbal, segundo o jornal «Público».

Quem mais foge

Muitas delas pertencem aos sectores da construção civil, restauração e têxtil, actividades com um grau considerável de fuga às contribuições.

Depois de notificadas, as empresas têm 30 dias para regularizar as suas dívidas, podendo ainda solicitar o pagamento em prestações ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. E têm sempre a possibilidade de contestar os valores em dívida.

Quem não pagar o que deve arrisca-se a ser alvo de mecanismos de cobrança coerciva: penhora de contas bancárias, viaturas, imóveis e créditos entram na lista.

Fuga fiscal atinge os 14 mil milhões

A chamada economia paralela custou ao Estado, durante o ano passado, 13,8 mil milhões de euros. O número atingiu os 24 por cento do PIB, ou seja, 39,4 mil milhões de euros, escreve o «Correio da Manhã».

Os dados, que são do conhecimento da Direcção-Geral de Finanças, são considerados «muito preocupantes» pelo Governo, que estará já a estudar novas formas de combate à economia não declarada, que tem disparado por causa da crise e do agravamento fiscal.

«Não me admira que, em breve, seja aprovada uma norma que, em sede de fiscalização, permita responsabilizar o tomador e o prestador de serviços», disse ao «Correio da Manhã» Domingos Azevedo, o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Note-se que o dinheiro que o Estado perdeu com a economia paralela era suficiente para anular o défice orçamental ou para construir 15 pontes iguais à Vasco da Gama.

Mas o Fisco não é a única entidade que os contribuintes fintam. A Segurança Social também teve de fazer um ultimato a 49 mil empresas, que não pagaram o que deviam.

O Fisco está mais agressivo na recuperação das dívidas. Por exemplo, no que toca a carros, os devedores podem ver o seuautomóvel apreendido.

Euribor estreiam semana a subir

As taxas Euribor estão esta segunda-feira em alta em todos os prazos, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, sobe 0,005 pontos, para 1,352 por cento, enquanto a taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, também avança 0,001 pontos para 1,079 por cento.

A taxa Euribor a 12 meses cresce 0,010 para os 1,731 por cento.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

Queda do malparado afinal não é uma boa notícia. Porquê?

Ao contrário do que se poderia pensar, a queda de 1,7 mil milhões de euros no malparado, registada em Dezembro de 2010, não é uma boa notícia.

Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Recuperação de Crédito (APERC), António Gaspar. «O malparado não começou finalmente a cair. O que aconteceu em Dezembro é aquilo que costuma acontecer todos os finais de ano: os bancos limpam as suas carteiras», explicou à Agência Financeira. Ou seja, «isto não conta, não é tendência nenhuma».

De acordo com este professor universitário, os bancos «usam as provisões que tinham constituído e fazem o chamado write-off, ou seja, o crédito sai fora do balanço». No fundo, os bancos tiram do balanço os valores em dívida que já perderam a esperança de recuperar. E, para o presidente da APERC, não há dúvidas de que isto representa a maior fatia da queda do malparado.

Valor de malparado deve ter voltado a subir em Janeiro

«Não podemos saber quanto destes 1,7 mil milhões de euros que desapareceram do malparado corresponde a write-offs, porque o Banco de Portugal não obriga a comunicar esse valor, mas não tenho dúvidas de que é a maior parte», diz à AF.

Uma vez limpo o balanço, os bancos tentam vender as suas carteiras de malparado a algumas empresas de recuperação de crédito, mas «há poucas com músculo financeiro suficiente para adquirir uma carteira destas».

Mesmo que o banco venda apenas «10 a 15% do total», esse valor vai ajudá-lo a compor o balanço e a responsabilidade desse crédito passa para terceiros.

António Gaspar não tem dúvidas ao afirmar que, quando saírem os dados do banco de Portugal relativos a Janeiro, «o malparado vai voltar a crescer face a Dezembro».

Crédito mais difícil a cada dia que passa

Tendência confirmada é a da maior restrição na concessão de crédito. «O crédito está mais escasso e os bancos estão muito atentos a isso». Para se precaverem, os bancos preferem emprestar dinheiro onde é mais seguro e «vão transferindo cada vez mais o dinheiro que têm para emprestar do crédito ao consumo e outros fins para crédito hipotecário (habitação), em que há um activo como garantia, que é o próprio imóvel».

Mas o aperto é visível até no crédito à habitação: «Mesmo o valor do crédito à habitação está a crescer cada vez menos», nota António Gaspar, lembrando que os bancos também não estão a facilitar a vida aos clientes nesta frente, já que avaliam as casas por baixo e emprestam uma menor percentagem do valor de avaliação, obrigando as famílias a dar uma entrada «substantiva» para a compra do lar.

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