Os preços dos combustíveis voltaram esta segunda-feira a subir. A diferença de preço nota-se, para já, nas marcas brancas.
A gasolina está mais cara dois cêntimos por litro. No gasóleo o valor subiu um cêntimo, noticia a TVI.
Os preços praticados pelas gasolineiras têm por base as cotações de combustíveis na semana anterior, uma semana em que o barril de Brent chegou quase aos 120 dólares.
A Galp, BP, Repsol e a Cepsa seguem a política de preços com base nas variações nos mercados internacionai. Por isso, também se deve esperar um aumento dos preços nestas bombas nos próximos dias.
Esta segunda-feira, cada barril de Brent custa 113 dólares.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
PSI20 encerra a ganhar 0,21%
A primeira sessão da semana foi de ganhos para as principais bolsas europeias. Lisboa também não ficou atrás, valorizando 0,21% para os 7.995,16 pontos.
A liderar os ganhos da praça nacional esteve o Banco Espírito Santo. As acções da instituição liderada por Ricardo Salgado escalaram 2,5% para os 3,28 euros.
A restante banca também terminou no verde, com o BPI a subir 0,35% para os 1,43 euros e o BCP a escalar 0,31%, com cada acção a valer agora 64 cêntimos.
Pela Europa, Frankfurt ganhou 1,18%, Paris 0,98% e Madrid 0,26%.
A liderar os ganhos da praça nacional esteve o Banco Espírito Santo. As acções da instituição liderada por Ricardo Salgado escalaram 2,5% para os 3,28 euros.
A restante banca também terminou no verde, com o BPI a subir 0,35% para os 1,43 euros e o BCP a escalar 0,31%, com cada acção a valer agora 64 cêntimos.
Pela Europa, Frankfurt ganhou 1,18%, Paris 0,98% e Madrid 0,26%.
BES e PT salvam o dia na bolsa
A bolsa de Lisboa encerrou a primeira sessão da semana em alta, ainda que ligeira. O PSI20 ganhou 0,21% para 7.995,16 pontos, em boa parte graças ao BES e à PT.
O banco liderado por Ricardo Salgado foi o título que mais avançou nesta sessão, trepando 2,5% para 3,28 euros, com os outros dois bancos a ficarem bem longe: o BCP subiu 0,31% para 65 cêntimos e o BPI 0,35% para 1,43 euros.
Os bancos continuam pressionados pelos receios de um corte na classificação de risco da dívida soberana portuguesa, num dia em que chega a Lisboa, segundo o «Diário Económico», uma equipa da Moody¿s para avaliar as contas públicas. Termina também esta segunda-feira o prazo para a Standard & Poor¿s decidir se corta ou não a notação de Portugal.
Os juros da dívida continuam elevados: nas obrigações do Tesouro a 10 anos a taxa segue nos 7,546%, enquanto que nas obrigações a 5 anos, estão nos 7,331%.
No verde fecharam ainda as acções da PT, que se valorizaram 0,98% para 8,47 euros.
A Jerónimo Martins voltou a andar nas bocas do mundo: o HSBC diz que «ainda não é tarde» para comprar acções da retalhista, às quais atribui um preço alvo de 15 euros (mais 50 cêntimos que antes), o que representa um potencial de subida de mais de 28%.
Para além disso, a dona do Pingo Doce é também uma das duas empresas nacionais que pode ser beneficiada pela escalada da inflação, segundo a lista feita pelo Goldman Sachs. A outra é a Galp, mas a petrolífera não reagiu tão bem: caiu 1,08% para 15,08 euros, quase o mesmo que a EDP: 1,04% para 2,75 euros.
Europa à espera da queda de Khadafi
Lá por fora, as praças europeias fecharam maioritariamente em alta, animadas pela expectativa de que a queda do regime de Khadafi, na Líbia, esteja iminente.
O DAX alemão subiu 1,21%, o CAC francês 0,98%, o MIB italiano 0,52% e o IBEX espanhol 0,26%. Apenas o FTSE inglês fechou no vermelho, cedeu 0,17%, em parte pressionado pelos resultados abaixo do esperado do HSBC.
Do outro lado do Atlântico, Wall Street negoceia em alta, devido às notícias de que Warren Buffett está a preparar novas aquisições. O Dow Jones trepa 0,57% e o Nasdaq 0,12%.
O banco liderado por Ricardo Salgado foi o título que mais avançou nesta sessão, trepando 2,5% para 3,28 euros, com os outros dois bancos a ficarem bem longe: o BCP subiu 0,31% para 65 cêntimos e o BPI 0,35% para 1,43 euros.
Os bancos continuam pressionados pelos receios de um corte na classificação de risco da dívida soberana portuguesa, num dia em que chega a Lisboa, segundo o «Diário Económico», uma equipa da Moody¿s para avaliar as contas públicas. Termina também esta segunda-feira o prazo para a Standard & Poor¿s decidir se corta ou não a notação de Portugal.
Os juros da dívida continuam elevados: nas obrigações do Tesouro a 10 anos a taxa segue nos 7,546%, enquanto que nas obrigações a 5 anos, estão nos 7,331%.
No verde fecharam ainda as acções da PT, que se valorizaram 0,98% para 8,47 euros.
A Jerónimo Martins voltou a andar nas bocas do mundo: o HSBC diz que «ainda não é tarde» para comprar acções da retalhista, às quais atribui um preço alvo de 15 euros (mais 50 cêntimos que antes), o que representa um potencial de subida de mais de 28%.
Para além disso, a dona do Pingo Doce é também uma das duas empresas nacionais que pode ser beneficiada pela escalada da inflação, segundo a lista feita pelo Goldman Sachs. A outra é a Galp, mas a petrolífera não reagiu tão bem: caiu 1,08% para 15,08 euros, quase o mesmo que a EDP: 1,04% para 2,75 euros.
Europa à espera da queda de Khadafi
Lá por fora, as praças europeias fecharam maioritariamente em alta, animadas pela expectativa de que a queda do regime de Khadafi, na Líbia, esteja iminente.
O DAX alemão subiu 1,21%, o CAC francês 0,98%, o MIB italiano 0,52% e o IBEX espanhol 0,26%. Apenas o FTSE inglês fechou no vermelho, cedeu 0,17%, em parte pressionado pelos resultados abaixo do esperado do HSBC.
Do outro lado do Atlântico, Wall Street negoceia em alta, devido às notícias de que Warren Buffett está a preparar novas aquisições. O Dow Jones trepa 0,57% e o Nasdaq 0,12%.
Euro sobe com especulação sobre mexidas nos juros
A moeda única europeia está a ganhar margem de valorização face ao dólar na expectativa de que o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, possa indicar esta semana que o aumento dos custos dos empréstimos estará para breve.
A possível subida das taxas de juro tem dado corda às negociações do euro nas últimas sessões. Esta segunda-feira a moeda única está a valorizar 0,28% para os 1,3795 dólares.
Já o dólar caiu para o valor mais baixo desde Novembro quando comparado com as moedas dos seis parceiros comerciais dos EUA.
Tudo porque cresce a especulação de que o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernank, mantenha o plano de estímulos à economia, sinal de que a retoma ainda não atingiu o patamar desejado.
A possível subida das taxas de juro tem dado corda às negociações do euro nas últimas sessões. Esta segunda-feira a moeda única está a valorizar 0,28% para os 1,3795 dólares.
Já o dólar caiu para o valor mais baixo desde Novembro quando comparado com as moedas dos seis parceiros comerciais dos EUA.
Tudo porque cresce a especulação de que o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernank, mantenha o plano de estímulos à economia, sinal de que a retoma ainda não atingiu o patamar desejado.
Petróleo oscila: Arábia Saudita entra em cena
Os mercados petrolíferos estão a acusar alguma volatilidade nesta tarde segunda-feira, com o Brent do lado dos ganhos e o crude em desvalorização ligeira.
A Arábia Saudita ofereceu-se para compensar um eventual corte de fornecimento do «ouro negro» por parte da Líbia, o que fez conter o ímpeto das negociações.
Ao mesmo tempo, as tensões no Médio Oriente estão a espalhar-se para Oman, a maior região produtora fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
A União Europeia veio dizer esta segunda-feira que opresidente líbio já não controla a maioria dos campos de petróleo e de gás do país.
Embora tendo já desvalorizado, o Brent sobe a esta hora 0,33% para os 112,46 dólares. Em Nova Iorque o crude desce 0,04%, cotando nos 97,84 dólares.
A Arábia Saudita ofereceu-se para compensar um eventual corte de fornecimento do «ouro negro» por parte da Líbia, o que fez conter o ímpeto das negociações.
Ao mesmo tempo, as tensões no Médio Oriente estão a espalhar-se para Oman, a maior região produtora fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
A União Europeia veio dizer esta segunda-feira que opresidente líbio já não controla a maioria dos campos de petróleo e de gás do país.
Embora tendo já desvalorizado, o Brent sobe a esta hora 0,33% para os 112,46 dólares. Em Nova Iorque o crude desce 0,04%, cotando nos 97,84 dólares.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
José Alberto Carvalho e Judite Sousa confirmados na TVI
A Administração da TVI confirmou esta sexta-feira, em comunicado, que José Alberto Carvalho será o novo director de informação da estação.
No mesmo documento, o canal de Queluz de Baixo confirma que Judite Sousa passa a integrar a futura direcção de informação da TVI.
Já ontem, a RTP tinha confirmado que José Alberto Carvalho e Judite Sousa apresentaram a demissão da estação estatal, um dia depois de Júlio Magalhães ter anunciado a sua saída da direcção do canal.
José Alberto Carvalho, de 43 anos, era director de Informação da RTP desde Janeiro de 2008, cargo que ocupou depois de ter sido subdirector de informação do canal público na equipa de Luís Marinho, que posteriormente subiu a administrador da empresa.
O ex-director de Informação da estação pública começou a sua carreira televisiva na RTP, no Porto, mas mudou-se para a SIC aquando da sua fundação, em 1992, onde ficou até regressar à RTP em 2002.
Já Judite Sousa, de 50 anos, está há cerca de 30 na RTP, era uma das principais caras do canal e já ocupou cargos de direcção por diversas vezes.
No mesmo documento, o canal de Queluz de Baixo confirma que Judite Sousa passa a integrar a futura direcção de informação da TVI.
Já ontem, a RTP tinha confirmado que José Alberto Carvalho e Judite Sousa apresentaram a demissão da estação estatal, um dia depois de Júlio Magalhães ter anunciado a sua saída da direcção do canal.
José Alberto Carvalho, de 43 anos, era director de Informação da RTP desde Janeiro de 2008, cargo que ocupou depois de ter sido subdirector de informação do canal público na equipa de Luís Marinho, que posteriormente subiu a administrador da empresa.
O ex-director de Informação da estação pública começou a sua carreira televisiva na RTP, no Porto, mas mudou-se para a SIC aquando da sua fundação, em 1992, onde ficou até regressar à RTP em 2002.
Já Judite Sousa, de 50 anos, está há cerca de 30 na RTP, era uma das principais caras do canal e já ocupou cargos de direcção por diversas vezes.
200 economistas: mais vale a bancarrota
São quase duas centenas de economistas alemães a defender o mesmo: basta de Bruxelas querer encontrar soluções para a crise da dívida soberana; mais vale que os países reestruturem as suas dívidas e seja criado um mecanismo que preveja a falência dos Estados.
«Nós apelamos ao governo alemão para que coloque em curso as disposições para extinguir o mecanismo europeu de estabilidade e para elaborar rapidamente com os seus parceiros europeus um plano detalhado de bancarrota controlada para os países do euro sobreendividados», segundo um manifesto assinado por 198 economistas e que foi publicado pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Ora Portugal está precisamente neste grupo de Estados-membros em estado crítico. Ainda esta sexta-feira os juros da dívida a 10 anos voltaram a renovar máximos, embora o ministro das Finanças reitere que «apesar do muito ruído que se sente nos mercados, não temos notado restrições» na procura da nossa dívida e no acesso aos mercados.
Voltando ao manifesto alemão - que teve a assinatura de académicos alemães tanto residentes no país como no estrangeiro - defende ainda a possibilidade de reestruturação de dívida pelos Estados, ao invés de um mecanismo colectivo, como já existe hoje com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Um mecanismo que se pretende que seja permanente a partir de 2013.
É que, argumentam, «uma reestruturação permite aos Estados em causa uma redução da sua dívida e garante um novo começo».
A possibilidade de estender uma garantia permanente às dívidas dos países em maiores dificuldades teria «consequências muito graves», cita a Lusa.
O manifesto dos economistas surge na semana em que os partidos da coligação alemã - CDU/CSU - que suportam o governo da chanceler Angela Merkel aprovaram uma resolução na câmara baixa do Parlamento alemão em que rejeitam a compra de títulos de dívida soberana no mercado secundário pelo futuro mecanismo de resgate.
«Nós apelamos ao governo alemão para que coloque em curso as disposições para extinguir o mecanismo europeu de estabilidade e para elaborar rapidamente com os seus parceiros europeus um plano detalhado de bancarrota controlada para os países do euro sobreendividados», segundo um manifesto assinado por 198 economistas e que foi publicado pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Ora Portugal está precisamente neste grupo de Estados-membros em estado crítico. Ainda esta sexta-feira os juros da dívida a 10 anos voltaram a renovar máximos, embora o ministro das Finanças reitere que «apesar do muito ruído que se sente nos mercados, não temos notado restrições» na procura da nossa dívida e no acesso aos mercados.
Voltando ao manifesto alemão - que teve a assinatura de académicos alemães tanto residentes no país como no estrangeiro - defende ainda a possibilidade de reestruturação de dívida pelos Estados, ao invés de um mecanismo colectivo, como já existe hoje com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Um mecanismo que se pretende que seja permanente a partir de 2013.
É que, argumentam, «uma reestruturação permite aos Estados em causa uma redução da sua dívida e garante um novo começo».
A possibilidade de estender uma garantia permanente às dívidas dos países em maiores dificuldades teria «consequências muito graves», cita a Lusa.
O manifesto dos economistas surge na semana em que os partidos da coligação alemã - CDU/CSU - que suportam o governo da chanceler Angela Merkel aprovaram uma resolução na câmara baixa do Parlamento alemão em que rejeitam a compra de títulos de dívida soberana no mercado secundário pelo futuro mecanismo de resgate.
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Economia e Finanças
Prestação da casa: juros em máximos de 15 meses
A taxa de juro implícita no crédito habitação está a subir há sete meses, tendo chegado no passado mês de Janeiro aos 2,101%, avança esta sexta-feira o INE.
Só regressando a Outubro de 2009 encontramos valor superior (2,211%), o que significa que os juros da prestação da casa estão em máximos de 15 meses.
A subida espelha o comportamento das taxas interbancárias (Euribor) que mantêm a tendência de crescimento devido à especulação de um aumento da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) antes do esperado, numa tentativa de combater a subida da inflação na zona euro.
Aliás, as maturidades mais longas (das Euribor) têm vindo a renovar máximos.
A mesma fonte revela ainda que o valor, em termos médios, da prestação no nosso País aumentou dois euros em Janeiro. «A prestação média vencida foi 261 euros».
Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, «a taxa de juro implícita foi 2,960%, registando um acréscimo de 0,160 pontos percentuais face a Dezembro».
Recorde-se que esta taxa de juro implícita tem em conta um valor médio entre os contratos de crédito à habitação que são feitos em Portugal.
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Limites de velocidade baixam para poupar petróleo
A vizinha Espanha decidiu baixar o limite de velocidade nas auto-estradas, para poupar petróleo, agora que o custo da matéria-prima está a disparar e chegou perto dos 120 dólares por barril na quinta-feira.
A medida foi aprovada em Conselho de Ministros, mas não é a única destinada a reduzir a dependência do país face ao petróleo. O Governo de Zapatero decidiu também cortar 5% no preço dos bilhetes de alguns transportes públicos e aumentar a percentagem de biocombustíveis a misturar na gasolina.
O executivo chegou a ponderar cortar a velocidade máxima dentro das cidades para 30 km/hora, mas acabou por optar por baixar o limite nas auto-estradas e vias equiparadas, de 120 para 110 km/hora. A medida entra em vigor a 7 de Março e terá carácter transitório, mas ainda não se sabe quando será levantada.
No que toca aos bilhetes dos transportes públicos, o Governo decidiu baixar os preços dos comboios da Renfe 5%, nas viagens de curto e médio curso, para incentivar o recurso a este meio de transporte. Haverá ainda campanhas de promoção deste tipo de transporte.
A percentagem de biocombustíveis a juntar na gasolina vai aumentar de 5,8 para 7%.
«Não há risco no abastecimento de petróleo nem de gás ao país, mas fomos obrigados a tomar algumas medidas para poupar energia e aligeirar a factura energética devido à crise no Norte de África», afirmou o segundo vice-presidente do Governo espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.
Em Espanha, o preço do litro de gasolina também está em valores historicamente elevados. De acordo com o boletim regularmente emitido pelo Eurostat, o litro custa, em média, 1,284 euros, apenas um cêntimo menos do que em Janeiro, e mais 16% que na mesma semana de 2010. O gasóleo custa 1,247 euros.
A medida foi aprovada em Conselho de Ministros, mas não é a única destinada a reduzir a dependência do país face ao petróleo. O Governo de Zapatero decidiu também cortar 5% no preço dos bilhetes de alguns transportes públicos e aumentar a percentagem de biocombustíveis a misturar na gasolina.
O executivo chegou a ponderar cortar a velocidade máxima dentro das cidades para 30 km/hora, mas acabou por optar por baixar o limite nas auto-estradas e vias equiparadas, de 120 para 110 km/hora. A medida entra em vigor a 7 de Março e terá carácter transitório, mas ainda não se sabe quando será levantada.
No que toca aos bilhetes dos transportes públicos, o Governo decidiu baixar os preços dos comboios da Renfe 5%, nas viagens de curto e médio curso, para incentivar o recurso a este meio de transporte. Haverá ainda campanhas de promoção deste tipo de transporte.
A percentagem de biocombustíveis a juntar na gasolina vai aumentar de 5,8 para 7%.
«Não há risco no abastecimento de petróleo nem de gás ao país, mas fomos obrigados a tomar algumas medidas para poupar energia e aligeirar a factura energética devido à crise no Norte de África», afirmou o segundo vice-presidente do Governo espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.
Em Espanha, o preço do litro de gasolina também está em valores historicamente elevados. De acordo com o boletim regularmente emitido pelo Eurostat, o litro custa, em média, 1,284 euros, apenas um cêntimo menos do que em Janeiro, e mais 16% que na mesma semana de 2010. O gasóleo custa 1,247 euros.
Os salários por trás dos Óscares: quem ganha mais?
No domingo à noite, quando milhões de pessoas estiveram coladas aos ecrãs de televisão, para ver quem vestiu o quê, quem foi com quem e quem saiu de lá vencedor, o que ninguém verá são as dezenas de pessoas nos bastidores, que trabalham para garantir que a cerimónia corre às mil maravilhas.
Quem conduz os convidados? Quem está a gerir as luzes? E a alinhar as músicas? E a cerimónia também não seria possível sem um guionista. Na noite dos Óscares, até os ajudantes são bem pagos.
A PayScale reuniu informações sobre os trabalhos e salários envolvidos na cerimónia dos Óscares. «Dada a importância do evento, os salários vão atingir o percentil 90, mas ainda há pessoas que fazem os mesmos trabalhos em mercados mais pequenos por muito menos dinheiro e quem tenha dificuldade em encontrar emprego, mesmo agora», disse Al Lee, director de Análise Quantitativa da PayScale, citado pelo «Huffington Post».
O jornal listou os salários pagos pela média dos mercados para cada uma das posições, e quanto paga a Academia. Frequentemente, os valores são o dobro, ou mais.
Produtor executivo: a média é de 81 mil dólares, a Academia paga 181 mil;
Director de Relações Públicas: a média é de 71.400 mas a Academia paga 134 mil;
Contabilista Senior: a média recebe 58 mil dólares. Os dos Óscares ganham 77.400;
Director de TV: no mercado ganham 54.600, na Academia 145 mil dólares;
Estilista: cá fora, a média ronda os 49 mil dólares, mas nos Óscares, o valor quase duplica, para 95.500;
Produtor de cinema/televisão: ganha 50.400 dólares num local comum, na Academia, 102 mil dólares;
Músico/cantor: se normalmente ganharia 50 mil dólares, nesta cerimónia pode encaixar 143 mil. Quase o triplo;
Cenógrafo: o vencimento normal costuma ser de 49 mil dólares, na Academia ronda os 107 mil;
Web Designer: enquanto a média do mercado é de 44.200 dólares, na Academia ganha-se um pouco mais: 75 mil dólares;
Argumentista/guionista: aqui o salário também pode triplicar e passar de 41 mil para 120 mil dólares;
Repórter: pode ganhar 73.500 dólares nos Óscares, bem mais que os 39 mil pagos cá fora;
Coordenador de Eventos: aqui o salário pode subir de 35.900 para 54 mil dólares;
Cabeleireiro: o cabelo das estrelas é precioso. Moldá-lo pode render 57.100 dólares, mais do dobro do que se ganha no resto do sector: 24.600 dólares;
Engenheiro Técnico de Som: estes profissionais ganham à hora. A diferença entre trabalhar na Academia ou fora dela é de 18 dólares à hora, para 30,40 dólares;
Motorista: levar qualquer um no banco de trás só rende 17,90 dólares à hora. Mas se conduzir uma estrela, isso vale 35 dólares a cada 60 minutos;
Maquilhador: cá fora, a maquilhagem rende 15,80 dólares à hora; nesta cerimónia, 29,80 dólares;
Segurança Armado: pode ganhar 24,80 dólares a manter as celebridades seguras durante uma hora. A segurança de outras personalidades vale bem menos: 14,20 dólares à hora;
Operador de Mesa de Som: 60 minutos cá fora rendem 11,50 dólares. Na Academia, dão 20,80 dólares;
Limpeza: sem limpeza não há cerimónia. Por cada hora a limpar ganha 16,50 dólares. Limpinhos. Cá fora, só pagam 10 dólares;
Projeccionista: a remuneração normal é de 9,10 dólares à hora, na cerimónia é de 15 dólares.
Quem conduz os convidados? Quem está a gerir as luzes? E a alinhar as músicas? E a cerimónia também não seria possível sem um guionista. Na noite dos Óscares, até os ajudantes são bem pagos.
A PayScale reuniu informações sobre os trabalhos e salários envolvidos na cerimónia dos Óscares. «Dada a importância do evento, os salários vão atingir o percentil 90, mas ainda há pessoas que fazem os mesmos trabalhos em mercados mais pequenos por muito menos dinheiro e quem tenha dificuldade em encontrar emprego, mesmo agora», disse Al Lee, director de Análise Quantitativa da PayScale, citado pelo «Huffington Post».
O jornal listou os salários pagos pela média dos mercados para cada uma das posições, e quanto paga a Academia. Frequentemente, os valores são o dobro, ou mais.
Produtor executivo: a média é de 81 mil dólares, a Academia paga 181 mil;
Director de Relações Públicas: a média é de 71.400 mas a Academia paga 134 mil;
Contabilista Senior: a média recebe 58 mil dólares. Os dos Óscares ganham 77.400;
Director de TV: no mercado ganham 54.600, na Academia 145 mil dólares;
Estilista: cá fora, a média ronda os 49 mil dólares, mas nos Óscares, o valor quase duplica, para 95.500;
Produtor de cinema/televisão: ganha 50.400 dólares num local comum, na Academia, 102 mil dólares;
Músico/cantor: se normalmente ganharia 50 mil dólares, nesta cerimónia pode encaixar 143 mil. Quase o triplo;
Cenógrafo: o vencimento normal costuma ser de 49 mil dólares, na Academia ronda os 107 mil;
Web Designer: enquanto a média do mercado é de 44.200 dólares, na Academia ganha-se um pouco mais: 75 mil dólares;
Argumentista/guionista: aqui o salário também pode triplicar e passar de 41 mil para 120 mil dólares;
Repórter: pode ganhar 73.500 dólares nos Óscares, bem mais que os 39 mil pagos cá fora;
Coordenador de Eventos: aqui o salário pode subir de 35.900 para 54 mil dólares;
Cabeleireiro: o cabelo das estrelas é precioso. Moldá-lo pode render 57.100 dólares, mais do dobro do que se ganha no resto do sector: 24.600 dólares;
Engenheiro Técnico de Som: estes profissionais ganham à hora. A diferença entre trabalhar na Academia ou fora dela é de 18 dólares à hora, para 30,40 dólares;
Motorista: levar qualquer um no banco de trás só rende 17,90 dólares à hora. Mas se conduzir uma estrela, isso vale 35 dólares a cada 60 minutos;
Maquilhador: cá fora, a maquilhagem rende 15,80 dólares à hora; nesta cerimónia, 29,80 dólares;
Segurança Armado: pode ganhar 24,80 dólares a manter as celebridades seguras durante uma hora. A segurança de outras personalidades vale bem menos: 14,20 dólares à hora;
Operador de Mesa de Som: 60 minutos cá fora rendem 11,50 dólares. Na Academia, dão 20,80 dólares;
Limpeza: sem limpeza não há cerimónia. Por cada hora a limpar ganha 16,50 dólares. Limpinhos. Cá fora, só pagam 10 dólares;
Projeccionista: a remuneração normal é de 9,10 dólares à hora, na cerimónia é de 15 dólares.
Concorrência inerte face aos preços dos combustíveis
A Autoridade da Concorrência (AdC) «não tem actuado» relativamente à «divergência entre os preços praticados» na venda de combustíveis e as flutuações do valor da matéria-prima nos mercados internacionais. A acusação é do líder do PSD, para quem era necessário que o regulador «explicitasse» a razão «de haver esta divergência».
«Não tem actuado. Era preciso que actuasse e interviesse de forma a explicitar ao país qual a razão de haver esta divergência entre os preços que são praticados hoje e aquilo que o mercado propiciava quando há dois anos atrás os preços eram muito parecidos embora nessa altura o preço do crude fosse muito mais elevado», disse Passos Coelho, citado pela Lusa.
Considerando «preocupante» a recente subida dos combustíveis, Passos Coelho defendeu que Portugal, por estar entre os países «mais vulneráveis e com mais dificuldades», deveria actuar «de forma mais diligente em relação à situação» para se «proteger melhor».
«Eu continuo sem perceber porque é que a Autoridade para a Concorrência não actua relativamente àquilo que já era um problema antes mesmo da subida dos preços nos mercados internacionais».
Tanto mais que os preços dos combustíveis hoje praticados «não encontram justificação no mercado», defende o líder social-democrata.
«E incompreensivelmente a Autoridade da Concorrência não consegue dar uma resposta satisfatória nessa matéria. Portanto, se em vez de estarmos sempre a sacudir a água do capote com aquilo que não depende de nós como é o caso do aumento do crude nas praças internacionais, se fizéssemos aquilo que está ao nosso alcance de modo a ver como é que os preços podem não ser tão elevados, não havendo justificação no mercado para terem atingido esse valor, se começássemos por aí já estaríamos a fazer alguma coisa de positivo».
«Não tem actuado. Era preciso que actuasse e interviesse de forma a explicitar ao país qual a razão de haver esta divergência entre os preços que são praticados hoje e aquilo que o mercado propiciava quando há dois anos atrás os preços eram muito parecidos embora nessa altura o preço do crude fosse muito mais elevado», disse Passos Coelho, citado pela Lusa.
Considerando «preocupante» a recente subida dos combustíveis, Passos Coelho defendeu que Portugal, por estar entre os países «mais vulneráveis e com mais dificuldades», deveria actuar «de forma mais diligente em relação à situação» para se «proteger melhor».
«Eu continuo sem perceber porque é que a Autoridade para a Concorrência não actua relativamente àquilo que já era um problema antes mesmo da subida dos preços nos mercados internacionais».
Tanto mais que os preços dos combustíveis hoje praticados «não encontram justificação no mercado», defende o líder social-democrata.
«E incompreensivelmente a Autoridade da Concorrência não consegue dar uma resposta satisfatória nessa matéria. Portanto, se em vez de estarmos sempre a sacudir a água do capote com aquilo que não depende de nós como é o caso do aumento do crude nas praças internacionais, se fizéssemos aquilo que está ao nosso alcance de modo a ver como é que os preços podem não ser tão elevados, não havendo justificação no mercado para terem atingido esse valor, se começássemos por aí já estaríamos a fazer alguma coisa de positivo».
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Economia e Finanças
Euro já vai nos 1,38 dólares
Depois de na última sessão ter tentado alcançar o patamar dos 1,38 dólares, a moeda única europeia conseguiu finalmente saltar o muro esta sexta-feira negociando acima do número redondo, nos 1,3820 dólares.
A explicar esta subida de 0,17% está a expectativa de que o Banco Central Europeu aumente a taxa de juro de referência na sequência da escalada da inflação que já está acima dos 2% fixados como limite pela instituição liderada por Jean-Claude Trichet.
Só na próxima semana se saberá quais as mexidas que o BCE vai fazer na política monetária.
Por agora, certo é que o euro se mantém nos níveis mais altos das últimas três semanas contra o dólar e está a caminhar para a sua mais longa sequência de ganhos mensais em relação à nota verde norte-americana desde Novembro de 2009.
Isto numa altura em que tudo aponta para que os preços no consumidor tenham subido ao ritmo mais altos dos últimos dois anos na Alemanha, segundo a Bloomberg.
A explicar esta subida de 0,17% está a expectativa de que o Banco Central Europeu aumente a taxa de juro de referência na sequência da escalada da inflação que já está acima dos 2% fixados como limite pela instituição liderada por Jean-Claude Trichet.
Só na próxima semana se saberá quais as mexidas que o BCE vai fazer na política monetária.
Por agora, certo é que o euro se mantém nos níveis mais altos das últimas três semanas contra o dólar e está a caminhar para a sua mais longa sequência de ganhos mensais em relação à nota verde norte-americana desde Novembro de 2009.
Isto numa altura em que tudo aponta para que os preços no consumidor tenham subido ao ritmo mais altos dos últimos dois anos na Alemanha, segundo a Bloomberg.
Arábia Saudita faz aliviar preços do petróleo
O preço do petróleo está a descer nos mercados internacionais, depois de a Arábia Saudita ter anunciado um aumento da produção.
O «ouro negro» inverteu assim a tendência das últimas semanas tudo porque a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo mundial, reforçou a produção em 9 milhões de barris diários para compensar a quebra que se está a verificar por causa dos confrontos na Líbia.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas está a descer 0,21 por cento para 111,13 dólares.
Em Nova Iorque, o crude está a recuar 0,4 por cento, com cada acção a custar 96,89 dólares.
O «ouro negro» inverteu assim a tendência das últimas semanas tudo porque a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo mundial, reforçou a produção em 9 milhões de barris diários para compensar a quebra que se está a verificar por causa dos confrontos na Líbia.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas está a descer 0,21 por cento para 111,13 dólares.
Em Nova Iorque, o crude está a recuar 0,4 por cento, com cada acção a custar 96,89 dólares.
PT dispara 2% e leva Lisboa para ganhos
A bolsa de Lisboa fechou a sessão desta sexta-feira no verde, pela quarta sessão consecutiva, impulsionada pela Portugal Telecom e pelo sector financeiro.
O principal índice valorizou 0,71%, para os 7.978,06 pontos, com apenas três títulos no vermelho.
A dar força a Lisboa ficaram as acções da PT: dispararam 1,94%, para os 8,39 euros, num dos melhores desempenhos do sector na Europa. Os ganhos surgem um dia após a operadora ter revelado lucros recorde em 2010 e ter anunciado que vai pagar três dividendos neste ano.
Também a banca esteve em destaque pela positiva, apesar da subida dos custos de financiamento devido à escalada dos juros da dívida pública, que hoje renovaram máximos históricos do meio da sessão. BES valorizou 0,81%, para os 3,20 euros, BCP subiu 0,78%, para os 0,64 euros, e BPI ganhou 0,49%, com cada acção a valer 1,42 euros.
Já no sector energético, EDP inverteu o sentimento negativo à última hora e fechou a valorizar 0,61%, enquanto a Galp encerrou a perder 0,16%.
Última nota para as acções dos clubes de futebol, principalmente para as do Futebol Clube do Porto: fecharam a ganhar 5,8%, para os 0,91%, depois de terem disparado 13%. Este foi o melhor desempenho dos últimos oito meses, motivado pelo facto do FCP ter sido o primeiro clube a garantir presença nos oitavos de final da Liga Europa. Benfica fechou inalterado nos 1,58 euros e Sporting encerrou a sessão a perder 1,4%.
Já lá por fora, dados sobre a economia dos EUA seguraram as principais praças da Europa no verde, pela primeira vez nesta semana. A Europa encerrou com subidas até 1,51% de Paris. Já em Wall Street, os principais índices seguem com ganhos até 1,37% do tecnológico Nasdaq.
O principal índice valorizou 0,71%, para os 7.978,06 pontos, com apenas três títulos no vermelho.
A dar força a Lisboa ficaram as acções da PT: dispararam 1,94%, para os 8,39 euros, num dos melhores desempenhos do sector na Europa. Os ganhos surgem um dia após a operadora ter revelado lucros recorde em 2010 e ter anunciado que vai pagar três dividendos neste ano.
Também a banca esteve em destaque pela positiva, apesar da subida dos custos de financiamento devido à escalada dos juros da dívida pública, que hoje renovaram máximos históricos do meio da sessão. BES valorizou 0,81%, para os 3,20 euros, BCP subiu 0,78%, para os 0,64 euros, e BPI ganhou 0,49%, com cada acção a valer 1,42 euros.
Já no sector energético, EDP inverteu o sentimento negativo à última hora e fechou a valorizar 0,61%, enquanto a Galp encerrou a perder 0,16%.
Última nota para as acções dos clubes de futebol, principalmente para as do Futebol Clube do Porto: fecharam a ganhar 5,8%, para os 0,91%, depois de terem disparado 13%. Este foi o melhor desempenho dos últimos oito meses, motivado pelo facto do FCP ter sido o primeiro clube a garantir presença nos oitavos de final da Liga Europa. Benfica fechou inalterado nos 1,58 euros e Sporting encerrou a sessão a perder 1,4%.
Já lá por fora, dados sobre a economia dos EUA seguraram as principais praças da Europa no verde, pela primeira vez nesta semana. A Europa encerrou com subidas até 1,51% de Paris. Já em Wall Street, os principais índices seguem com ganhos até 1,37% do tecnológico Nasdaq.
PSI20 fecha sessão a subir 0,71%
O índice PSI20 fechou a sessão desta sexta-feira a valorizar 0,71 por cento para 7.978,06 pontos.
Na restante Europa, os principais índices estão no verde, tal como acontece nos Estados Unidos onde as principais praças estão a ser impulsionadas pelos dados do PIB.
Na restante Europa, os principais índices estão no verde, tal como acontece nos Estados Unidos onde as principais praças estão a ser impulsionadas pelos dados do PIB.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
"Expresso" teve acesso aos 722 telegramas do Wikileaks relativos a Lisboa
O semanário "Expresso" vai começar a publicar alguns dos 722 telegramas com origem na embaixada norte-americana em Lisboa, que estão na posse do Wikileaks.
O "Expresso" entra assim no lote de jornais autorizados a faze-lo, na sequência de um acordo que firmou com um jornal dinamarquês, o "Politiken".
Ricardo Costa, director do semanário, diz que o Governo está avisado desde a passada terça-feira e que o primeiro material a ser publicado diz respeito à área da Defesa.
“Muita daquela matéria é extraordinariamente complexa. Há temas variadíssimos, desde os mais fúteis aos extremamente complexos. O primeiro lote que vamos utilizar é sobre o Ministério da Defesa e sobre a Fundação Luso-Americana”, explica Ricardo Costa.
No caso da Defesa, Ricardo Costa diz que o Ministério de Augusto Santos Silva já conhece desde ontem os telegramas em causa, uma vez que os jornais autorizados a divulgar os telegramas são obrigados a mostrá-los primeiro às autoridades.
“Todos eles são obrigados a um acordo, nomeadamente mostrar com alguma antecedência todos os documentos com materiais que possam ser considerados sensíveis às autoridades nacionais. É isso que os outros jornais têm feito e é isso que estamos a fazer também. O Governo sabe desde terça-feira que temos estes telegramas e, neste caso, o Ministério da Defesa já sabe desde ontem os telegramas que vamos publicar”, esclarece o director do Expresso.
Ricardo Costa diz também à Renascença que todos os telegramas que irão ser publicados são inéditos.
O "Expresso" entra assim no lote de jornais autorizados a faze-lo, na sequência de um acordo que firmou com um jornal dinamarquês, o "Politiken".
Ricardo Costa, director do semanário, diz que o Governo está avisado desde a passada terça-feira e que o primeiro material a ser publicado diz respeito à área da Defesa.
“Muita daquela matéria é extraordinariamente complexa. Há temas variadíssimos, desde os mais fúteis aos extremamente complexos. O primeiro lote que vamos utilizar é sobre o Ministério da Defesa e sobre a Fundação Luso-Americana”, explica Ricardo Costa.
No caso da Defesa, Ricardo Costa diz que o Ministério de Augusto Santos Silva já conhece desde ontem os telegramas em causa, uma vez que os jornais autorizados a divulgar os telegramas são obrigados a mostrá-los primeiro às autoridades.
“Todos eles são obrigados a um acordo, nomeadamente mostrar com alguma antecedência todos os documentos com materiais que possam ser considerados sensíveis às autoridades nacionais. É isso que os outros jornais têm feito e é isso que estamos a fazer também. O Governo sabe desde terça-feira que temos estes telegramas e, neste caso, o Ministério da Defesa já sabe desde ontem os telegramas que vamos publicar”, esclarece o director do Expresso.
Ricardo Costa diz também à Renascença que todos os telegramas que irão ser publicados são inéditos.
Juros podem subir no Verão e ameaçar famílias
A subida da inflação é cada vez mais visível e essa realidade está a ameaçar a retoma económica da Zona Euro, facto que está a preocupar o Banco Central Europeu. Só em Janeiro, os preços no conjunto das economias da área euro cresceram 2,4%. Em Dezembro, já tinham aumentado 2,2%, ou seja, estão acima da meta de 2% que é encarada pelo BCE como um «nível» de estabilidade de preços.
Perante tal cenário, quais são as consequências de uma subida da taxa de referência no curto prazo? De acordo com o economista da IMF, Filipe Garcia, o aumento da taxa antes do previsto implica «uma continuação da subida da taxas Euribor em todos os prazos» e ao mesmo tempo «significa a redução do rendimento disponível para quem tem créditos à taxa indexada, que é a grande maioria. Nesse sentido, é uma ameaça à saúde financeira das famílias. Já para os aforradores é mais vantajoso, pois as taxas de depósito tendem a subir».
«O mercado acredita que a subida possa acontecer em Agosto. Não creio que seja o caso, penso que a subida, se acontecer, acontecerá só no Outono. Não espero que as taxas subam mais do que 25/50 pontos base este ano», refere à Agência Financeira.
Como é que as economias mais pobres - como Portugal - que se estão a esforçar para equilibrar as contas públicas vão conseguir lidar com mais uma subida generalizada dos preços?. «É um desafio. Notar que, apesar de tudo, estamos a falar de taxas de juro historicamente baixas. O problema é o excesso de crédito que foi contraído porque os juros (Euribor) não estão altos», conclui o economista.
Note-se que as Euribor já estão a subir desde meados de 2010. Na sessão de hoje, a especulação em torno de um aumento da taxa de juro continua a ensombrar as taxas interbancárias, levando a maturidade a 12 meses a máximos de Abril de 2009.
Perante tal cenário, quais são as consequências de uma subida da taxa de referência no curto prazo? De acordo com o economista da IMF, Filipe Garcia, o aumento da taxa antes do previsto implica «uma continuação da subida da taxas Euribor em todos os prazos» e ao mesmo tempo «significa a redução do rendimento disponível para quem tem créditos à taxa indexada, que é a grande maioria. Nesse sentido, é uma ameaça à saúde financeira das famílias. Já para os aforradores é mais vantajoso, pois as taxas de depósito tendem a subir».
«O mercado acredita que a subida possa acontecer em Agosto. Não creio que seja o caso, penso que a subida, se acontecer, acontecerá só no Outono. Não espero que as taxas subam mais do que 25/50 pontos base este ano», refere à Agência Financeira.
Como é que as economias mais pobres - como Portugal - que se estão a esforçar para equilibrar as contas públicas vão conseguir lidar com mais uma subida generalizada dos preços?. «É um desafio. Notar que, apesar de tudo, estamos a falar de taxas de juro historicamente baixas. O problema é o excesso de crédito que foi contraído porque os juros (Euribor) não estão altos», conclui o economista.
Note-se que as Euribor já estão a subir desde meados de 2010. Na sessão de hoje, a especulação em torno de um aumento da taxa de juro continua a ensombrar as taxas interbancárias, levando a maturidade a 12 meses a máximos de Abril de 2009.
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Economia e Finanças
TAP reduz subsídios de férias e Natal até 35%
A TAP vai cortar os subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores com remuneração ilíquida superior a 1.500 euros entre 12,5 e 35 por cento, segundo uma circular da empresa a que a Lusa teve acesso.
Segundo documento dirigido aos trabalhados e assinado pelo presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, a companhia aérea garante que, com esta medida, «cumpre a determinação governamental de redução efectiva de cinco por cento dos custos globais com as remunerações totais ilíquidas».
Fernando Pinto explica que assim que foi publicada a Lei do Orçamento do Estado, que contém a norma da redução remuneratória, a TAP «tomou a iniciativa de promover conversações com as autoridades competentes, no sentido de serem definidas as medidas dessa aplicação, com vista à sua adequação à grande especificidade e diversidade de regimes retributivos vigentes e à garantia de equidade de sacrifícios».
O responsável explica que em resultado dessas conversações foram aprovadas algumas medidas, entre as quais a «redução das prestações de subsídio de férias e de subsídio de Natal (13.º mês), em taxa progressiva de 12,5 por cento a 35 por cento, a partir da remuneração mensal ilíquida de 1.500 euros».
Está, no entanto, garantida a «não redução abaixo de 1.500 euros da remuneração ilíquida média mensal (14 meses)», bem como «não redução abaixo do valor reduzido de remuneração ilíquida sujeita a taxa de redução inferior».
Esta norma assegurará, acrescenta, uma «maior redução para quem aufere remuneração total ilíquida mais elevada», lê-se na circular.
Assim, os trabalhadores cujo valor mensal médio das remunerações sujeitas a TSU [Taxa Social Única] (fixas e variáveis) seja superior a 1.500 euros e inferior a 2.000 euros terão uma redução de 12,5 por cento sobre o valor dos subsídios de férias e de Natal.
Quem ganhe entre 2.000 euros e 4.000 euros terá uma redução de 12,5 por cento sobre o valor de 2.000, acrescido de 57,5 por cento sobre o valor que exceda os 2.000 euros.
Já os trabalhadores com remunerações mensais superiores a 4.000 euros sofrerão um corte de 35 por cento sobre o valor total dos subsídios de férias e de Natal.
A TAP explica que «para efeitos de determinação da taxa de redução aplicável, será considerado o valor das remunerações fixas auferidas no mês do processamento e a média das remunerações variáveis sujeitas a TSU, pagas nos doze meses imediatamente anteriores».
A companhia aérea informa ainda os trabalhadores que não vai atribuir prémios de desempenho ou de resultados.
De acordo com a circular, «a aplicação destas medidas vai ter início já no processamento do corrente mês de Fevereiro».
No caso dos trabalhadores que receberam o subsídio de férias em Janeiro, «a redução correspondente será efectivada em seis prestações mensais, a partir do mês de Fevereiro».
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Economia e Finanças
Alerta: há burlas na consultoria financeira
O Banco de Portugal (BdP) alertou esta quarta-feira para a existência de uma espécie de burla envolvendo falsos consultores e mediadores financeiros.
Em comunicado, a instituição explica que «têm chegado ao conhecimento do Banco de Portugal diversas situações de pessoas colectivas e singulares que, apresentando-se junto do público como consultores ou mediadores financeiros, têm, porém, como único e aparente objectivo obter dos seus potenciais clientes a entrega de quantias monetárias, sem a contrapartida da prestação de qualquer serviço efectivo de consultoria ou mediação financeira».
Segundo explica o regulador, «após o contacto inicial e, por exemplo, a apresentação pelo cliente de um pedido de crédito, é solicitado ao mesmo o pagamento de um determinado montante (a título de comissão, despesas de expediente, honorários, etc.), não sendo depois dada qualquer sequência ao pedido formulado nem à devolução das quantias já pagas pelo cliente». Normalmente a razão alegada é a «não aprovação da proposta apresentada».
Tendo em conta a situação, o BdP esclarece que, «de acordo com a legislação em vigor, as entidades que declaram exercer a actividade de prestação de serviços de consultoria ou de mediação financeira não se encontram sujeitos à sua supervisão» e adverte o público para «a necessidade de o mesmo se dotar de informação completa e detalhada sobre as entidades em causa (designadamente informando-se sobre os protocolos eventualmente celebrados com as instituições devidamente autorizadas para a concessão de crédito) por forma a minimizar o risco de exposição a práticas com possíveis contornos de natureza criminal».
Em comunicado, a instituição explica que «têm chegado ao conhecimento do Banco de Portugal diversas situações de pessoas colectivas e singulares que, apresentando-se junto do público como consultores ou mediadores financeiros, têm, porém, como único e aparente objectivo obter dos seus potenciais clientes a entrega de quantias monetárias, sem a contrapartida da prestação de qualquer serviço efectivo de consultoria ou mediação financeira».
Segundo explica o regulador, «após o contacto inicial e, por exemplo, a apresentação pelo cliente de um pedido de crédito, é solicitado ao mesmo o pagamento de um determinado montante (a título de comissão, despesas de expediente, honorários, etc.), não sendo depois dada qualquer sequência ao pedido formulado nem à devolução das quantias já pagas pelo cliente». Normalmente a razão alegada é a «não aprovação da proposta apresentada».
Tendo em conta a situação, o BdP esclarece que, «de acordo com a legislação em vigor, as entidades que declaram exercer a actividade de prestação de serviços de consultoria ou de mediação financeira não se encontram sujeitos à sua supervisão» e adverte o público para «a necessidade de o mesmo se dotar de informação completa e detalhada sobre as entidades em causa (designadamente informando-se sobre os protocolos eventualmente celebrados com as instituições devidamente autorizadas para a concessão de crédito) por forma a minimizar o risco de exposição a práticas com possíveis contornos de natureza criminal».
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Economia e Finanças
Combustíveis: AdC exclui investigação ao mercado
A Autoridade da Concorrência anunciou esta quinta-feira que não vai abrir uma investigação ao pedido da Automóvel Clube de Portugal sobre o mercado dos combustíveis em Portugal, confirmando que foi «citada pelo Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa».
Nesta acção, diz o comunicado da AdC, «o ACP alega ter solicitado à AdC a abertura de uma investigação, tendo por objecto os factos relacionados com o lançamento pela Galp, em Setembro de 2010, de um novo posto de combustíveis em Setúbal, para venda de gasolina e gasóleo, sob a marca Galp Base».
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera, citada pela Lusa, que «os factos que lhe foram reportados pelo ACP não constituem indícios de violação de regras de concorrência, razão pela qual entendeu não dever abrir uma investigação, sendo que defenderá a sua posição na sede própria».
A AdC lembra, no comunicado, que «a Comissão Europeia se pronunciou recentemente no mesmo sentido, considerando não existirem razões para desenvolver quaisquer diligências ou desencadear uma investigação relacionada com o mercado dos combustíveis líquidos em Portugal».
Bruxelas, acrescenta a nota, «comunicou à AdC o entendimento de que a informação que lhe foi facultada pelo ACP não cumpre os requisitos legais para ser considerada uma queixa e que o argumento avançado pelo ACP de que a concorrência não se está a desenvolver no mercado português dos combustíveis líquidos não é suportado pelo facto, que o próprio ACP reconhece, de que a quota de mercado das estações de serviço dos supermercados tem crescido de forma significativa nos últimos três anos».
O comunicado termina com a AdC a «desafiar» o ACP a divulgar a carta da Comissão Europeia, na qual se explicará que «o próprio posto de abastecimento Galp Base é prova de um mercado mais concorrencial, ao afigurar-se como uma reacção do incumbente ao sucesso dos postos de abastecimento dos supermercados».
A carta, conclui a AdC, está datada de «19 de Outubro de 2010, que o ACP está, certamente, em condições de divulgar».
Nesta acção, diz o comunicado da AdC, «o ACP alega ter solicitado à AdC a abertura de uma investigação, tendo por objecto os factos relacionados com o lançamento pela Galp, em Setembro de 2010, de um novo posto de combustíveis em Setúbal, para venda de gasolina e gasóleo, sob a marca Galp Base».
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera, citada pela Lusa, que «os factos que lhe foram reportados pelo ACP não constituem indícios de violação de regras de concorrência, razão pela qual entendeu não dever abrir uma investigação, sendo que defenderá a sua posição na sede própria».
A AdC lembra, no comunicado, que «a Comissão Europeia se pronunciou recentemente no mesmo sentido, considerando não existirem razões para desenvolver quaisquer diligências ou desencadear uma investigação relacionada com o mercado dos combustíveis líquidos em Portugal».
Bruxelas, acrescenta a nota, «comunicou à AdC o entendimento de que a informação que lhe foi facultada pelo ACP não cumpre os requisitos legais para ser considerada uma queixa e que o argumento avançado pelo ACP de que a concorrência não se está a desenvolver no mercado português dos combustíveis líquidos não é suportado pelo facto, que o próprio ACP reconhece, de que a quota de mercado das estações de serviço dos supermercados tem crescido de forma significativa nos últimos três anos».
O comunicado termina com a AdC a «desafiar» o ACP a divulgar a carta da Comissão Europeia, na qual se explicará que «o próprio posto de abastecimento Galp Base é prova de um mercado mais concorrencial, ao afigurar-se como uma reacção do incumbente ao sucesso dos postos de abastecimento dos supermercados».
A carta, conclui a AdC, está datada de «19 de Outubro de 2010, que o ACP está, certamente, em condições de divulgar».
Sentimento económico na Zona Euro em máximos
A Comissão Europeia (CE) disse esta quinta-feira que o sentimento económico na Zona Euro melhorou, em Fevereiro, para o seu mais alto nível em quase três anos e meio.
De acordo com os dados de Bruxelas, o indicador de sentimento económico na Zona Euro subiu um ponto em Fevereiro, para 107,8 pontos, com melhorias a fazer-se sentir nos 17 países que partilham a moeda única.
O mesmo indicador, mas para a média dos 27 países da União Europeia, revela um crescimento da confiança, registando um aumento de 1,4 pontos entre Janeiro e Fevereiro, para os 107,2 pontos, escreve a Lusa.
A CE aponta ainda que a confiança dos consumidores voltou a aumentar em Fevereiro, depois de no mês passado ter atingido mínimos de cinco meses.
De acordo com os dados de Bruxelas, o indicador de sentimento económico na Zona Euro subiu um ponto em Fevereiro, para 107,8 pontos, com melhorias a fazer-se sentir nos 17 países que partilham a moeda única.
O mesmo indicador, mas para a média dos 27 países da União Europeia, revela um crescimento da confiança, registando um aumento de 1,4 pontos entre Janeiro e Fevereiro, para os 107,2 pontos, escreve a Lusa.
A CE aponta ainda que a confiança dos consumidores voltou a aumentar em Fevereiro, depois de no mês passado ter atingido mínimos de cinco meses.
Petróleo cola-se aos 120 dólares em Londres
A escalada parece não ter fim. Os preços do petróleo estão a disparar esta quinta-feira nos mercados internacionais. O barril de Brent arrancou a valer 114,26 dólares e já atingiu o pico dos 119,79 dólares, o valor mais alto em quase 30 meses.
E a explicação está mais uma vez nos conflitos que têm ocorrido na Líbia, com uma redução no fornecimento da matéria-prima naquele que é o terceiro maior produtor do continente africano.
As estimativas apontam para que a Líbia perca até dois terços da sua produção de petróleo. Os investidores estão receosos quanto à capacidade de a Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP) em dar conta do recado se vier a acontecer uma escalada de interrupções de fornecimento do «ouro negro» no Médio Oriente.
No fundo, «os acontecimentos na Líbia e na África do Norte trouxeram de volta o risco geopolítico no radar», disse um responsável do Deutsche Bank, citado pela Bloomberg.
Também em Nova Iorque a subida das cotações está a fazer-se sentir e o barril já alcançou o patamar dos 100 dólares. O crude vale 100,45 dólares, mais 2,4% ou 2,35 dólares.
A subida pode muito bem não ficar por aqui. Segundo os analistas do Nomura, «se a Líbia e a Argélia interrompem a produção de petróleo ao mesmo tempo, os preços deverão disparar acima dos 220 dólares o barril».
O efeito dominó
Os receios de contágio da crise vivida na Líbia - responsável por 15% das remessas para Portugal - a outros países exportadores de petróleo no continente africano e do Médio Oriente estão a crescer a ritmo acentuado.
Esta situação já se transpôs para a cotação dos produtos refinados, que esta semana - no caso da gasolina 95 - esteve sempre acima do preços médio da semana passada. Na terça-feira, aliás, a cotação da gasolina 95 refinada nos mercados internacionais alcançou um novo máximo, nos 682,3 euros por tonelada métrica.
Já a cotação do gasóleo refinado nos mesmos mercados internacionais bateu máximos na quarta-feira, nos 678,9 euros por tonelada métrica.
A petrolífera que refina em Portugal, a Galp, reflecte nos seus preços em bomba as variações médias destes produtos refinados, pelo que é de esperar que venham aí novos aumentos.
O preço do cabaz de doze crudes mundiais, que serve de referência à OPEP, já está também acima dos 100 dólares.
«Não há falta de petróleo no mercado, mas é o medo de que se venha a materializar uma falta que está a alimentar uma alta de preços», explicam os analistas do Commerzbank em Londres, citados pela Lusa.
Note-se que a Agência Internacional de Energia veio esta semana deixar um apelo: «Não entrem em pânico. Há petróleo para todos». Apesar desta mensagem, os investidores não param de acusar nervosismo.
O barril de Brent está a aproximar-se, a passos largos, do recorde de 147 dólares alcançado em Julho de 2008. Já lá vão três anos e parece que o episódio pode repetir-se. As nossas carteiras conhecerão o final da história daqui a três meses, já que os contratos assinados agora para fornecimento da matéria-prima têm efeitos práticos só nessa altura.
E a explicação está mais uma vez nos conflitos que têm ocorrido na Líbia, com uma redução no fornecimento da matéria-prima naquele que é o terceiro maior produtor do continente africano.
As estimativas apontam para que a Líbia perca até dois terços da sua produção de petróleo. Os investidores estão receosos quanto à capacidade de a Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP) em dar conta do recado se vier a acontecer uma escalada de interrupções de fornecimento do «ouro negro» no Médio Oriente.
No fundo, «os acontecimentos na Líbia e na África do Norte trouxeram de volta o risco geopolítico no radar», disse um responsável do Deutsche Bank, citado pela Bloomberg.
Também em Nova Iorque a subida das cotações está a fazer-se sentir e o barril já alcançou o patamar dos 100 dólares. O crude vale 100,45 dólares, mais 2,4% ou 2,35 dólares.
A subida pode muito bem não ficar por aqui. Segundo os analistas do Nomura, «se a Líbia e a Argélia interrompem a produção de petróleo ao mesmo tempo, os preços deverão disparar acima dos 220 dólares o barril».
O efeito dominó
Os receios de contágio da crise vivida na Líbia - responsável por 15% das remessas para Portugal - a outros países exportadores de petróleo no continente africano e do Médio Oriente estão a crescer a ritmo acentuado.
Esta situação já se transpôs para a cotação dos produtos refinados, que esta semana - no caso da gasolina 95 - esteve sempre acima do preços médio da semana passada. Na terça-feira, aliás, a cotação da gasolina 95 refinada nos mercados internacionais alcançou um novo máximo, nos 682,3 euros por tonelada métrica.
Já a cotação do gasóleo refinado nos mesmos mercados internacionais bateu máximos na quarta-feira, nos 678,9 euros por tonelada métrica.
A petrolífera que refina em Portugal, a Galp, reflecte nos seus preços em bomba as variações médias destes produtos refinados, pelo que é de esperar que venham aí novos aumentos.
O preço do cabaz de doze crudes mundiais, que serve de referência à OPEP, já está também acima dos 100 dólares.
«Não há falta de petróleo no mercado, mas é o medo de que se venha a materializar uma falta que está a alimentar uma alta de preços», explicam os analistas do Commerzbank em Londres, citados pela Lusa.
Note-se que a Agência Internacional de Energia veio esta semana deixar um apelo: «Não entrem em pânico. Há petróleo para todos». Apesar desta mensagem, os investidores não param de acusar nervosismo.
O barril de Brent está a aproximar-se, a passos largos, do recorde de 147 dólares alcançado em Julho de 2008. Já lá vão três anos e parece que o episódio pode repetir-se. As nossas carteiras conhecerão o final da história daqui a três meses, já que os contratos assinados agora para fornecimento da matéria-prima têm efeitos práticos só nessa altura.
Líbia e petróleo influenciam humor de Wall Street
As bolsas dos EUA abriram pouco alteradas esta quinta-feira com os investidores atentos às tensões políticas na Líbia e à escalada dos preços do petróleo.
No arranque, o Dow Jones e o S&P caíram 0,2%, enquanto o Nasdaq subia o mesmo valor.
Mas agora Wall Street já saltou para o verde, ainda que dois dos índices registem apenas ganhos ligeiros: o Dow Jones sobe a esta hora 0,01%, o S&P 500 0,1% e o Nasdaq consolidou os ganhos escalando 0,68%.
No arranque, o Dow Jones e o S&P caíram 0,2%, enquanto o Nasdaq subia o mesmo valor.
Mas agora Wall Street já saltou para o verde, ainda que dois dos índices registem apenas ganhos ligeiros: o Dow Jones sobe a esta hora 0,01%, o S&P 500 0,1% e o Nasdaq consolidou os ganhos escalando 0,68%.
Dívida pública: juros disparam e tocam máximos
Os juros da dívida pública nacional tocaram esta quinta-feira os valores mais altos de sempre a meio da sessão. Isto num dia em que o IGCP anunciou um novo leilão de duas linhas de Bilhetes do Tesouro, no valor inicial de 750 e mil milhões de euros, na próxima quarta-feira.
Os mercados estão a apertar, ainda mais, o cerco a Portugal, quando se multiplicam os alertas para que o Governo acelere o plano de reformas para 2011 de forma a evitar um resgate forçado nos próximos meses. Ontem, uma poll de 30 analistas da Reuters apontaram Junho como o mês em que o rating de Portugal pode mesmo ser revisto em baixa.
No caso das Obrigações do Tesouro a 10 anos, os juros tocaram hoje os 7,65%, o máximo histórico do meio da sessão, atingido a 15 de Fevereiro e repetido esta quinta-feira. A esta hora, os juros já atenuaram e estão nos 7,56%.
Também o spread exigido pelos investidores para comprarem dívida portuguesa em vez da alemã, considerada de referência para a Europa, está a subir e toca já os 441 pontos base.
Mas não são apenas os juros da dívida a 10 anos que tocou máximos. Também a dívida a cinco anos tocou hoje juros recorde, fixados no dia 23 de Fevereiro, nos 7,32%, valor a que negoceiam a esta hora.
Os mercados estão a apertar, ainda mais, o cerco a Portugal, quando se multiplicam os alertas para que o Governo acelere o plano de reformas para 2011 de forma a evitar um resgate forçado nos próximos meses. Ontem, uma poll de 30 analistas da Reuters apontaram Junho como o mês em que o rating de Portugal pode mesmo ser revisto em baixa.
No caso das Obrigações do Tesouro a 10 anos, os juros tocaram hoje os 7,65%, o máximo histórico do meio da sessão, atingido a 15 de Fevereiro e repetido esta quinta-feira. A esta hora, os juros já atenuaram e estão nos 7,56%.
Também o spread exigido pelos investidores para comprarem dívida portuguesa em vez da alemã, considerada de referência para a Europa, está a subir e toca já os 441 pontos base.
Mas não são apenas os juros da dívida a 10 anos que tocou máximos. Também a dívida a cinco anos tocou hoje juros recorde, fixados no dia 23 de Fevereiro, nos 7,32%, valor a que negoceiam a esta hora.
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PSI20 fecha sessão a ganhar 0,41%
O índice PSI20 encerrou a sessão desta quinta-feira a valorizar 0,41 por cento para 7.921,74 pontos.
Na restante Europa, o tom de fecho foi vermelho, com os conflitos no Médio Oriente a ensombrarem as negociações.
Nos Estados Unidos, os mercados seguem mistos.
Na restante Europa, o tom de fecho foi vermelho, com os conflitos no Médio Oriente a ensombrarem as negociações.
Nos Estados Unidos, os mercados seguem mistos.
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