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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Madoff ficou "admirado" por não ter sido apanhado em 2006

Bernard Madoff pensou que os reguladores o tinham apanhado em 2006 e ficou “admirado” por os investigadores da Securities Exchange Commission (SEC) nunca terem prosseguido com investigações, depois da informação que ele lhes terá dado, disse um responsável por inquéritos feitos, internamente, na SEC.

“Pensei que era o fim do jogo, ponto final. Segunda-feira de manhã eles vão ligar à DTC e isto vai acabar”, terá pensado o antigo presidente da SEC e autor de um dos maiores esquemas Ponzi da história. Como isso não aconteceu, Madoff ficou “admirado”, de acordo com um sumário que Kotz divulgou ontem, e a que a Bloomberg teve acesso. O esquema em pirâmide continuou por mais dois anos e meio.

“Este pode ter sido o falhanço mais escandaloso na execução das investigações a Madoff” diz o relatório de Kotz, segundo a Bloomberg. “Eles nunca confirmaram as pretensas operações de Madoff, com partes terceiras independentes” acrescenta.

Ao verificar com a agência de execução das ordens, a SEC teria “percebido imediatamente que Madoff não estava a negociar volumes, de alguma forma próximos dos que mostrava nos relatórios enviados aos clientes”, conclui o Inspector-Geral.

O relatório de Kotz enuncia detalhadamente as oportunidades que a SEC perdeu, várias vezes, de identificar irregularidades, depois de ter sido alertada para o facto de Madoff estar a perpetrar um esquema Ponzi por seis vezes, tendo-o sido pela primeira vez em 1992.

O relatório divulgado ontem adianta ainda que a SEC encarregou para a investigação, advogados demasiado inexperientes, os supervisores negaram pedidos de examinadores para expandir a sua revisão e os funcionários recusaram um pedido de informação de uma parte terceira, com base no facto de esta “ser demasiado consumidora de tempo”

“Este é um falhanço que continuamos a lamentar” disse em comunicado a presidente da SEC, Mary Schapiro , que foi nomeada formalmente a 20 de Janeiro, acrescentando que a SEC está a rever as unidades de execução e inspecção e a reformar a abordagem a denúncias.

Ganho superior a 1% da Galp Energia impulsiona bolsa

A nacional negoceia em terreno positivo, animada essencialmente pela Galp Energia, que avança mais de 1%. O PSI-20 sobe 0,23%, num dia em que as acções europeias também seguem em terreno positivo e as praças asiáticas ganharam terreno.

O índice principal (PSI-20) negoceia nos 7.668,46 pontos, com 12 cotadas a subir, sete a descer e uma a negociar inalterada.

A Galp Energia é a que mais impulsiona a bolsa nacional, ao subir 1,14% para 10,185 euros. A petrolífera está a ser animada pelas notícias que dão conta que a exploração no Brasil poderá trazer melhores resultados do que os esperados.

Enquanto isso, as eléctricas negoceiam em baixa, com a EDP a perder 0,37% para 2,933 euros e a ser mesmo a cotada que mais contraria a subida do índice.

A EDP Renováveis também desce 0,16% para 6,893 euros e a REN recua 0,53% para 2,792 euros.

O sector da banca negoceia misto, com o BCP a também ser dos que mais impulsionam a bolsa nacional, ao ganhar 0,67% para 0,895 euros. O BES negoceia inalterado nos 4,52 euros e o BPI desce 0,30% para 1,996 euros.

A Portugal Telecom sobe 0,84% para 7,069 euros e a Sonaecom ganha 1,24% para 1,792 euros. Já a ZonMultimédia cai 0,46% para 4,071 euros. A maior operadora nacional corrige, assim, parte das quedas da sessão de ontem, durante a qual chegou a cair mais de 3,5%, penalizada pela multa aplicada pela autoridade da concorrência à operadora.

A Brisa aprecia 0,67% para 6,02 euros e a Cimpor avança 0,24% para 5,041 euros.

A Mota-Engil aprecia 1,09% para 3,236 euros e a Teixeira Duarte avança 1,02% para 0,99 euros. Já a Soares da Costa negoceia inalterada nos 1,08 euros.

O sector da construção recupera assim parte das perdas recentes já que, apesar de subirem mais de 1% hoje, as cotadas do sector da construção do índice principal ainda acumulam, ambas, uma perda superior a 7% na semana.

A Sonae SGPS sobe 0,74% para 0,822 euros e a Sonae Indústria aprecia 0,47% para 2,34 euros e a Sonae Capital desvaloriza 1,10% para 0,90 euros.

"Recuperação vai chegar mais cedo que o esperado"

As economias ocidentais saíram dos cuidados intensivos e muito em breve poderão receber visitas. A recuperação vai chegar mais cedo, diz a OCDE, mas o risco de recaídas permanece elevado.

É preciso, por isso, continuar a administrar um “cocktail” reforçado de vitaminas por um longo período: as taxas de juro terão de ser mantidas em níveis virtualmente nulos ainda no próximo ano e possivelmente no seguinte, e os Governos vão ter de continuar a injectar liquidez, na banca e na economia real – “é cedo demais para pensar em retirar os estímulos orçamentais”.

São estas as principais conclusões que decorrem das previsões intercalares hoje divulgadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que, pela segunda vez no espaço de dois meses, voltou a rever em ligeira alta os seus números.

A Zona Euro, onde se insere Portugal, é a que vê as suas previsões mais melhoradas, graças ao cenário mais benigno traçado para a Alemanha. Deverá contrair 3,9% neste ano, em vez dos 4,8% previstos pela organização no fim de Junho.

Para os Estados Unidos, a OCDE mantém a previsão de uma contracção anual de 2,8%.

Tóquio: bolsa encerra em queda ligeira

Nikkei 225 caiu 0,64%A Bolsa de Tóquio encerrou esta quinta-feira a negociar em queda, penalizada pela queda da divisa norte-americana face ao iene, tendo o dólar chegado a negociar abaixo dos 92 ienes.

O índice Nikkei 225, que reflecte a média não ponderada das principais 225 empresas cotadas, terminou a sessão a desvalorizar 0,64 por cento (menos 65,82 pontos) para os 10.214,64 pontos.

O indicador Topix, que agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas, desvalorizou 0,74% (menos 7,04 pontos) e fechou a sessão nos 942,77 pontos.

Bolsas invertem mas Lisboa mantém-se nos ganhos

EUA fecharam no vermelhoA bolsa nacional abriu a valorizar, tal como as pares europeias. No entanto, as congéneres já inverteram, deixando Lisboa ainda no verde.

O PSI20 soma 0,21% para os 7.666,81 pontos, com a maioria dos titulas em terreno positivo apesar dos ganhos não serem significativos.

A puxar para cima está o BCP, a Portugal Telecom e a Galp Energia que valorizam 0,22% para os 89 cêntimos, 0,74% para os 7,06 euros e 1,19% para os 10,19 euros, respectivamente.

Depois da multa ontem anunciada que foi aplicada não só à PT como também à dona da TV Cabo, a Zon Multimédia recua ligeiros 0,12% para os 4,08 euros.

Pelo contrário, a EDP e sua participada EDP Renováveis tentam travar os ganhos ao perder 0,3 e 0,18%.

Em baixa está ainda a Sonae ao recuar uns ligeiros 0,12% para 0,82 euros. A maior derrapagem é da Jerónimo Martins que desliza 0,92% para os 5,30 euros.

Hoje, o Banco Central Europeu (BCE) reúne-se e espera-se que o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, mantenha o tom cauteloso, mas suba previsões de crescimento

Na Ásia, os principais mercados encerraram mistos, depois do fecho pessimista dos EUA. Os índices norte-americanos acabaram no vermelho ainda com receios que o recente rally tenha sido excessivo. Em Setembro, os investidores aguardam dados macroeconómicos que sejam significativos para voltarem a comprar «em massa».


Petróleo mais caro depois de queda de stocks

Brent vale 68,31 dólares por barrilO preço do petróleo está a subir depois de se confirmar que houve uma diminuição dos stocks norte-americanos e que até se registou uma descida superior à esperada. São sinais de uma retoma no consumo de combustíveis na maior economia do mundo.

As reservas de gasolina caíram para mínimos de 11 semanas. Foi uma queda mais de três vezes superior à estimada por uma sondagem da Bloomberg.

Em Nova Iorque, o petróleo custa agora 69,03 dólares por barril, mais 98 cêntimos. Em Londres, o IPE Brent, crude de referência para a Europa, vale 68,31 dólares por barril, mais 65 cêntimos.

Euro valoriza 0,3% em dia de reunião do BCE

Autoridade monetária deverá deixar os juros inalteradosO euro está, nesta manhã de quinta-feira, dia marcado pela reunião do Banco Central Europeu (BCE), a valorizar face ao dólar.

Note-se que a autoridade monetária da Zona Euro, presidida por Jean-Claude Trichet, começou esta manhã em Frankfurt a sua reunião de política monetária, da qual se espera uma manutenção das taxas de juro em 1 por cento, para impulsionar a recuperação económica.

Também os analistas são da opinião de que o BCE vai deixar as taxas directoras inalteradas neste nível historicamente baixo para ajudar os países portadores da moeda única a sair da pior recessão desde a 2ª Guerra Mundial. A decisão será comunicada ao 12h45, hora de Lisboa.

Contra o dólar, o euro segue a ganhar 0,31% e cada unidade vale 1,4304 dólares.

UGT aprova política que prevê salário mínimo de 475 euros

Pede «um aumento significativo das pensões»A UGT aprova esta quinta-feira a sua Política de Rendimentos para o próximo ano, que deverá incluir uma proposta de aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) dos actuais 450 euros para os 475 euros e «um aumento significativo das pensões».

A proposta vai ser aprovada na primeira reunião do Secretariado Nacional da UGT após o período de férias e vai incluir um referencial para os aumentos salariais de 2007, que deverá servir de orientação para os sindicatos da UGT, escreve a Lusa.

«A nossa proposta vai incluir um referencial salarial para a contratação colectiva, que será definido com base na inflação registada e na situação económica e financeira das empresas e sectores», disse o secretário-geral da UGT, João Proença.

Europeus voltaram a aumentar o consumo e salvaram economia da queda livre

Foi graças ao abrandamento da queda das exportações e ao regresso às subidas do consumo privado que a economia da zona euro conseguiu, no segundo trimestre deste ano, limitar as perdas que vem a sofrer há já um ano, aproximando-se do fim da recessão mais prolongada das últimas décadas.

Depois de, no mês passado, se ter ficado a saber que o PIB europeu tinha, entre Abril e Junho, registado uma descida de 0,1 por cento face ao trimestre anterior, ontem o Eurostat revelou, para o total da zona euro, a evolução dos indicadores que compõem o PIB. E os números mostram uma economia onde as famílias começam a recuperar do recorde de pessimismo que se tinha instalado, consumindo mais, e onde as empresas, embora ainda a cortar no investimento, têm a boa notícia do fim da queda livre dos mercados para exportação.

No segundo trimestre do ano, o consumo privado cresceu 0,2 por cento face ao período anterior, a primeira subida em mais de um ano e que se segue a um corte de 0,2 por cento durante os primeiros três meses de 2009. Para este resultado deverão ter contribuído a melhoria progressiva dos indicadores de confiança, a descida dos preços e o corte nas taxas de juro.

Nas exportações, depois de dois trimestres em que a variação negativa em cadeia foi de 7,2 e 8,8 por cento, passou-se no segundo trimestre deste ano para um corte de "apenas" 1,1 por cento. Um resultado que comprova que os mercados para onde os países europeus exportam começam a limitar o ritmo de contracção, com especial destaque para os EUA, onde um volumoso plano de estímulo começou a ser posto em prática.

Ao nível do investimento, também se regista um abrandamento do ritmo de queda em períodos anteriores. Ainda assim, a descida cifrou-se em 1,3 por cento, um sinal de que as dificuldades de acesso ao financiamento e os níveis de confiança baixos limitam a capacidade dos empresários para arriscar mais no início da retoma.

Alguns países, como Portugal, Alemanha e França, conseguiram mesmo registar uma variação positiva do PIB no decorrer do segundo trimestre (em Portugal o crescimento face ao trimestre imediatamente anterior foi de 0,3 por cento), colocando um ponto final no período de recessão técnica que se verificava desde meados do ano passado. No entanto, ainda não estão disponíveis os dados que permitam compreender de que forma foi conseguido, em cada país, esse desempenho.

Revisões em alta

Os resultados do segundo trimestre e os indicadores que, depois disso, já foram conhecidos estão a levar à revisão de algumas das projecções mais pessimistas. Ontem, um dos membros do departamento de investigação económica do FMI, Jorg Decressin, revelou que a instituição está já a preparar uma revisão em alta das previsões de crescimento para o próximo ano feitas em Julho. O Fundo esperava um crescimento de 2,5 por cento em 2010, mas agora já aponta para um valor próximo de três por cento (precisamente o limite habitualmente usado para definir uma recessão mundial).

Também ontem, Robert Zoellick, do Banco Mundial, manifestou a sua confiança relativamente ao que diz ser uma "verdadeira recuperação global". Este responsável defendeu que os recentes sinais de aceleração na China contribuem de forma decisiva para este desempenho.

Hoje, a OCDE apresenta as suas previsões interinas para as maiores potências, esperando-se uma melhoria das projecções de há três meses.

A acompanhar esta melhoria dos indicadores, permanecem, no entanto, declarações de prudência. Jorg Decressin avisava que "o principal risco é o de que as pessoas confundam a recuperação que agora vemos por uma recuperação auto-sustentada e comecem a retirar as políticas de suporte de forma prematura".

Bolsa de Tóquio encerrou em queda ligeira

A Bolsa de Tóquio encerrou hoje em baixa, pressionada pela queda da divisa norte-americana face ao iene, tendo o dólar chegado a negociar abaixo dos 92 ienes.

O índice Nikkei 225, que reflecte a média não ponderada das principais 225 empresas cotadas, terminou a sessão a desvalorizar 0,64 por cento (menos 65,82 pontos), nos 10.214,64 pontos.

O índice alargado Topix, que agrupa os valores das 1600 maiores empresas cotadas, desvalorizou 0,74 por cento (menos 7,04 pontos) e encerrou a sessão nos 942,77 pontos.

PSI-20 abre a valorizar 0,32 por cento

A Bolsa de Lisboa abriu hoje em alta, com o seu principal índice, o PSI-20, a subir 0,32 por cento, para 7674,81 pontos.

Ontem, o PSI 20 encerrou a cair 1,63 por cento, nos 7650,56 pontos, em linha o que se passou na Europa, penalizado pela Teixeira Duarte e pela Brisa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PT e Zon multadas

As empresas terão de pagar uma coima de mais de 53 milhões de euros

A Autoridade da Concorrência (AdC) aplicou uma coima de 53,062 milhões de euros a empresas do grupo Portugal Telecom e do grupo Zon por abuso de posição dominante no mercado de acessos de banda larga.

Este valor divide-se em 45,016 milhões de euros (Zon) e 8,046 milhões de euros (PT) e representa 2 por cento do volume de negócios das empresas no ano de 2003 – o ano em que o processo teve início. A AdC refere em comunicado que durante mais de um ano as duas empresas «esmagaram as margens» das ofertas deste tipo de acesso, utilizando o facto de a infra-estrutura utilizada pelos outros operadores ser a do grupo PT. No mesmo documento pode ler-se que «as arguidas fixaram artificial e não equitativamente os preços para os serviços grossista e retalhista de acesso em banda larga, tendo induzido artificialmente a alta do preço grossista (por comparação com o preço retalhista) e a baixa do preço retalhista (por comparação com o preço grossista)» impedindo assim de obter lucro «um operador alternativo, ainda que igualmente eficiente à empresa retalhista do Grupo PT».

A decisão da AdC é fruto das denúncias da Clixgest Internet e Conteúdos, a Novis Telecom, a Onitelecom e a Media Capital Telecomunicações.

Bolsa, fecho da sessão, 02 de Setembro

Petróleo negoceia barril abaixo dos 70 dólares

Brent vale 67,68 dólaresAs cotações do petróleo seguem, nesta tarde de quarta-feira, em terreno negativo, numa sessão marcada pela volatilidade.

Em Nova Iorque, a matéria-prima está a descer 45 cêntimos, depois de ter sido divulgado que os inventários de crude desceram menos que o esperado na passada semana, informa a Reuters.

As reservas de crude dos Estados Unidos diminuíram em 372 mil, na semana em análise, quando os analistas esperavam uma queda maior.

Os inventários de gasolina caíram em quase três milhões de barris, na passada semana, quando os analistas esperavam uma queda de 900 mil.

Já os inventários de destilados, que incluem gasóleo rodoviário e para aquecimento, aumentaram em 1.179 mil barris.

Note-se ainda, informa a Reuters, que a Rússia, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), revelou esta quarta-feira que alcançou, em Agosto, uma produção mensal recorde de petróleo.

Neste momento, em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado europeu, está a descer 0,05 dólares para 67,68 dólares por cada barril.

Em Nova Iorque, o crude de referência está a deslizar 45 cêntimos para 67,60 dólares por cada barril.

Valência e Argel são os 2 novos destinos da TAP

No total, a transportadora passa ligar Portugal e Espanha com 27 voos diáriosA TAP vai abrir duas novas rotas este ano: uma para Valência, a 25 de Outubro, e outra para Argel, a 26 de Novembro, refere o comunicado da transportadora.

A partir do próximo dia 25 de Outubro, a TAP inicia a operação de voos bi-diários para Valência, que passa assim a ser o oitavo destino servido pela companhia em Espanha.

No total, a TAP passa ligar os dois países com 27 voos diários.

No que respeita à rota para a capital da Argélia, a TAP vai efectuar três voos semanais.

Sessão para esquecer na bolsa de Lisboa

Multa à PT e Zon pressionou telecomunicações e TGV afundou construção
Foi uma sessão bastante negativa na bolsa de Lisboa, com o índice PSI20 a cair 1,63% para os 7.650,56 pontos e com vários sectores em destaque pela negativa.

O das telecomunicações foi um deles, por causa da coima milionária aplicada pela Autoridade da Concorrência à PT e Zon, por abuso de posição dominante no mercado de acesso à banda larga.

No caso da Zon, que apenas terá de pagar 7,2 milhões de euros, a queda foi menos significativa, de 0,5% para 4,09 euros, mas no caso da PT, que terá de pagar o grosso da coima, 45 milhões de euros, o equivalente a cerca de 1% do seu valor em bolsa, as acções foram muito penalizadas e caíram 3,58% para 7,01 euros.

Banca, Sonae SGPS e EDP na enxurrada

Mas, além das telecomunicações, muitas outras empresas de peso fecharam com desvalorizações acentuadas e contribuíram para o cenário desolador. A começar pelo sector financeiro, onde o BCP desceu 2,74% para 89 cêntimos, novamente abaixo da barreira psicológica de 90 cêntimos por acção, o BES 1,95% para 4,52 euros e o BPI 1,62% para 2 euros.

Também a Sonae SGPS recuou 2,63% para 82 cêntimos e, na energia, a EDP desceu 1,27% para 2,94 euros. Neste sector, a Galp assumiu um comportamento verdadeiramente oposto, ganhou 1,12% para 10,07 euros, impulsionada pelos negócios de exploração no Brasil, cujos resultados poderão ser melhores do que inicialmente se esperava.

Construtoras caem à velocidade do TGV

Nota de destaque negativa final para a construção. As empresas do sector têm mais razões para esta queda a pique, além do pessimismo predominante no mercado. Várias delas concorreram ao novo troço do TGV, Lisboa-Poceirão, e viram os espanhóis do Grupo FCC apresentarem a proposta mais barata.

A Mota-Engil, que estava num dos consórcios, caiu 3,29% para 3,20 euros, e a Brisa, que estava no outro, recuou 3,7% para 5,98 euros. Com a Brisa estava também a Soares da Costa, construtora que não se encontra no PSI20, mas que caiu 4,43% para 1,08 euros no mercado contínuo.

A Teixeira Duarte, embora não estivesse em nenhum dos dois consórcios, caiu também 4,39% para 98 cêntimos, arrastada pelo sector e pressionada também pela queda do BCP, de quem é um dos accionistas de referência.

EUA: bolsas recuperaram mais que a economia, agora é hora de corrigir

Lá por fora, apenas Espanha registou uma queda tão elevada como Lisboa: 1,55%. De resto, as quedas foram bem mais ligeiras: o CAC francês deslizou 0,29%, o FTSE inglês 0,04% e o DAX alemão 0,14%.

Do outro lado do Atlântico, os mercados têm estado indecisos. Dados económicos negativos fizeram com que os índices entrassem em terreno negativo, embora com quedas muito ligeiras. A esses dados acrescem os alertas de vários analistas para a sobrevalorização das empresas e para a subida exagerada da bolsa nos últimos meses face à real dimensão da retoma económica, que é ainda tímida.

Produtividade norte-americana subiu 6,6 por cento

O índice de produtividade dos EUA subiu ao ritmo mais forte em cerca de seis anos, enquanto que os custos de trabalho tiveram a maior queda em nove anos, visto que as empresas reduziram gastos para sobreviver à recessão.

Segundo o do Departamento de Trabalho norte-americano, o equivalente ao rendimento por hora de trabalho subiu 6,6 por cento no trimestre entre Abril e Junho em termos anuais, o maior aumento desde o Verão de 2003.

Os economistas esperavam um crescimento de 6,4 por cento, partindo das estimativas iniciais do governo federal no mês passado.

Os custos inerentes ao trabalho caíram 5,9 por cento em termos anuais, a maior descida verificada desde o segundo trimestre de 2000, e ligeiramente maior do que a queda de 5,8 por cento estimada há um mês.

Ministros das Finanças da UE acordam aumento de contribuição para o FMI

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) acordaram hoje aumentar para 125 mil milhões de euros a contribuição para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Temos de colocar o nosso dinheiro onde dizemos que ele é necessário", disse o ministro das Finanças sueco, Anders Borg, cujo país assegura este semestre a presidência rotativa da UE.

"Estamos prontos para assumir responsabilidades no reforço do financiamento da organização", disse o ministro em declarações aos jornalistas em Bruxelas, no final do Conselho de Ministros das Finanças da UE.

Os ministros aprovaram o aumento da contribuição europeia de 75 mil milhões para 125 mil milhões de euros com o objectivo de alargar os recursos do FMI para enfrentar a crise económica mundial.

Este acordo é obtido na véspera da reunião dos ministros das Finanças do grupo dos G20, que se realiza no final desta semana, em Londres, e que serve de preparação para a cimeira do G20 e que reúne os líderes das 20 maiores economias do mundo em Pittsburgh (EUA) a 24 e 24 de Setembro.

"Obviamente, haverá discussões sobre a forma de dividir [a contribuição para o FMI] entre os diferentes países, mas há um compromisso europeu", disse Anders Borg aos jornalistas.

Espanha reforça apoio a desempregados sem subsídio

A Espanha vai reforçar o apoio aos desempregados que ficaram sem direito a subsídio por terem ultrapassado o prazo máximo de atribuição do mesmo, que era até agora de 24 meses. Assim, os desempregados sem subsídio e cujo rendimento não supere 70 por cento do salário mínimo inter-profissional passam a ter direito a um subsidio de 420 euros com retroactividade a partir de Janeiro deste ano.

“Esta era uma exigência de estrita justiça e é admissível do ponto de vista económico”, anunciou José António Alonso, líder da bancada parlamentar do Partido Socialista Operário Espanhol, que nos últimos dois dias negociou a iniciativa.

Foi com o apoio de toda a esquerda parlamentar – Esquerda Republicana da Catalunha, Esquerda Unida, Bloco Nacionalista Galego e os navarros de Nafarroa Bai -, a que se somaram os nacionalistas bascos e catalães e os regionalistas canários, que os socialistas viram aprovada esta iniciativa. De momento, o conservador Partido Popular, a principal força da oposição, não revelou qual vai a ser a sua posição.

O acordo agora alcançado leva à alteração do decreto-lei aprovado em 13 de Agosto pelo Governo socialista de Rodriguez Zapatero que contemplava um apoio de 420 euros para os desempregados já sem direito a subsídio a partir de 1 de Agosto.

A má explicitação desta condição gerou confusão nos serviços de emprego e a duras críticas da oposição de esquerda e das forças sindicais, que consideraram a medida como um mero embuste, pelo que o Executivo já admitira uma revisão.

Aliás, na passada segunda-feira, o ministro do Trabalho anunciou que a retroactividade deste subsídio remontaria a 1 de Julho. Finalmente, após dois dias de negociações, o subsídio de 420 euros passou a entrar em vigor a partir do princípio deste ano.

Ainda assim, foi alterada outra das condições: no decreto-lei, a vigência desta medida extraordinária estava pendente de uma taxa de desemprego superior a 17 por cento, e agora passou a não ter condições. Dentro de seis meses, o governo fará um balanço à situação.

Esta medida terá um custo adicional de 700 milhões de euros, à razão de 100 milhões por mês, pelo que o subsídio de 420 euros terá um custo total de 1,342 mil milhões de euros, e beneficiará cerca de 700 mil desempregados.

“Desejávamos que esta ajuda se tivesse universalizado mas, no entanto, é uma iniciativa muito positiva”, considerou a central sindical Comissões Operárias. Por seu lado, Cândido Mendez, secretário-geral da UGT, considerou que “esta é uma nova forma, diferente e solidária, de abordar a actual conjuntura económica”.

Nokia apresenta novidades

Em Estugarda, no Nokia World, o fabricante revelou as suas novas apostas. A grande novidade é o Booklet 3G, o netbook com que a Nokia vai atacar o mercado de computadores pessoais. Este computador vai custar 575 euros, mas o preço poderá variar de acordo com os serviços do operador de dados móveis que faculte o cartão 3G.

Entre as restantes ofertas destacam-se o N97 (450 euros), o N900, que sucede ao 770 e que inclui o Nokia Operation System (500 euros), e os dois terminais da série X – X6 (450 euros) e X3 (115 euros).

Ryanair e EasyJet podem vir a criar novas rotas após falência da SkyEurope

A Ryanair e a EasyJet, as maiores companhias aéreas de baixo custo, podem vir a criar novas rotas na Europa Central depois de a falência da SkyEurope lhes ter deixado em aberto a possibilidade de aumentarem as suas quotas de mercado.

A Wizz Air, uma transportadora “low-cost” da Hungria, já aumentou o número de voos que partem de Praga, capital da Republica Checa, quer expandir na Eslováquia e abrir a primeira rota de Vienna.

A Ryanair já disse que vai tomar em consideração as oportunidades na região e a EasyJet afirmou que a taxa de ocupação dos seus aviões deve aumentar.

“A RyanAir e em menor grau a Wizz Air vão ser as duas únicas com capacidade de se deslocarem para esse mercado, se conseguirem os acordos certos”, disse um analista da Bloxham Stockbrokers.

A SkyEurope procedeu a um pedido de falência no dia 31 de Setembro, depois de ter ficado sem fundos para financiar a sua actividade e deixando centenas de passageiros nos aeroportos. A operadora começou a operar em 2002 e expandiu as suas operações até transportar cerca de 3,7 milhões de passageiros ao ano, para 29 destinos diferentes.

A SkyEurope, que estava listada no mercado Vienna e operava uma frota de 737, recebeu protecção de crédito numa audiência do tribunal a 22 de Junho e disse a 16 de Julho que estava em conversações para assegurar novos financiamentos.

“O facto de a SkyEurope ter desaparecido abre boas oportunidades para bons acordos de ‘low-costs’ em aeroportos onde a Sky operava”, disse o porta-voz da Ryanair num entrevista telefónica. “Vai haver oportunidades nesses aeroportos e nós estamos mais do que satisfeitos por as aproveitar”, concluiu o porta-voz.

A SkyEurope ocupava cerca de 5% do tráfego de Ruzyne, principal aeroporto de Praga, disse uma porta-voz, que recusou adiantar se mais companhias aéreas, além da Wizz, já demonstraram interesse em ocupar rotas que saíram da cidade.

“Nós analisamos rotas continuamente e se sentirmos que há boas perspectivas financeiras para operarmos nessas rotas, então vamos certamente ficar com essas rotas”, disse um porta-voz da EasyJet.

A SkyEurope teve um prejuízo líquido de 18,4 milhões de euros no trimestre que terminou a 31 de Março. Um valor que compara com um prejuízo de 17,2 milhões de euros, um ano antes. A companhia que gere o principal aeroporto de Viena, rompeu com a Skyeurope a 14 de Agosto, por esta ter falhado o pagamento de contas.

Os gestores do aeroporto de Praga deixaram de prestar serviços à SkyEurope a 31 de Agosto.

Subsídios e benefícios fiscais nos EUA potencialmente positivos para EDPR

O acordo celebrado entre a EDP Renováveis e a JPM Capital Corporation e a atribuição de um subsídio à Horizon Wind Energy são notícias que têm um impacto potencialmente positivo para a empresa liderada por Ana Maria Fernandes, segundo a análise da equipa de "research" do BPI.

Ontem foi anunciado que a EDPR, através da sua filial norte-americana Horizon Wind Energy, estabeleceu um contrato com a JPM Capital Corporation que lhe permitirá receber desde já 101,9 milhões de dólares (71,2 milhões de euros), ficando este investidor, ligado ao grupo JP Morgan, com o direito de receber os benefícios fiscais dos activos eólicos abrangidos pelo acordo.

O activo em causa é o parque eólico de Rail Spliter, instalado em Junho passado no Estado de Illinois, com uma capacidade de 100,5 megawatts (MW). O acordo que a EDP Renováveis acaba de estabelecer permite-lhe receber deste já os 101,9 milhões de dólares a que teria direito em benefícios fiscais que seriam concedidos ao longo dos próximos anos. De futuro a EDP apenas receberá a receita da venda de energia deste parque eólico.

Entretanto, a Horizon Wind Energy recebeu 47,7 milhões de dólares (33,3 milhões de euros) do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento do seu projecto eólico no Estado de Oregon.

O governo norte-americano concedeu 502 milhões de dólares (350,8 milhões de euros) em subsídios a uma dúzia de projectos de energia eólica e solar, do Maine ao Sul do Texas, numa primeira ronda de um novo programa de subsídios destinado a estimular o investimento nas energias renováveis, refere o “The Wall Street Journal” na sua edição de hoje.

A Horizon, comprada em 2007 pela Energias de Portugal, recebeu 47,7 milhões de dólares destes subsídios.

Na sua nota de análise, o BPI diz esperar que a EDPR acrescente cerca de 1,5 gigawatts de nova capacidade nos EUA em 2009-2010.

Dados económicos penalizam bolsas dos EUA

Os principais índices norte-americanos seguem em queda, a reflectir vários dados económicos hoje divulgados e que apontam para que a recuperação da economia esteja mais longe do que o que estava a ser antecipado pelos investidores.

O Dow Jones recua 0,09% para os 9.302,43 pontos, oNasdaq recua 0,02% para os 1.968,59 pontos e o S&P500 cai 0,16% para os 996,46 pontos.

Hoje foram divulgados dois dados económicos que acabaram por ficar aquém do esperado, algo que está a pressionar a negociação dos índices.

As entidades patronais norte-americanas reduziram em Agosto cerca de 298 mil postos de trabalho, um número que superou as estimativas dos economistas, o que intensifica os receios de que o aumento do desemprego afecte o consumo das famílias, uma fatia muito grande da economia dos EUA.

As encomendas às fábricas norte-americanas aumentaram, em Julho, 1,3%, um crescimento que ficou aquém das estimativas dos economistas, num período em que as encomendas de bens não duradouros, como os combustíveis e a comida, caíram.

Estes dois dados económicos acabam por refrear as expectativas dos investidores em relação ao crescimento da economia norte-americana.

As bolsas estendem assim as perdas de ontem, depois de o “rally” de seis meses ter colocado a avaliação das empresas do S&P500 no nível mais alto desde 2004, o que fez com que muitos intervenientes do mercado começassem a achar que esta valorização poderá ser excessiva face às perspectivas para a retoma económica.

As acções da Alcoa recuam 1,38% para os 11,43 dólares e a General Electric desce 1,65% para os 13,12 dólares.

Os títulos das farmacêuticas também seguem em queda, com a Merck a recuar 2,45% para os 31,01 dólares.

1 euro = 1,4217 dólares

Tóquio: bolsa fecha sessão em forte queda

Topix tombou 1,96%A Bolsa de Tóquio fechou a sessão desta quarta-feira a cair 2,37 por cento, com o índice Nikkei, que reflecte a média não ponderada dos 225 valores-vedeta, a perder 249,60 pontos, para os 10.280,46 pontos.

Já o indicador Topix, que agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas, desceu 18,96 pontos, ou seja, 1,96%, para 949,81 pontos.

Petróleo mais caro com aumento da procura

Brent vale 67,74 dólares por barrilO preço do petróleo está a subir pela primeira vez em três sessões na expectativa de um aumento da procura depois de um relatório industrial ter demonstrado que os stocks norte-americanos caíram.

O Instituto do Petróleo dos EUA disse na passada terça-feira que as reservas caíram 3,19 milhões de barris na semana passada. Esta quarta-feira, é esperado outro relatório do Governo sobre os stocks semanais e que também poderá demonstrar uma descida.

Em Nova Iorque, o petróleo para entrega em Outubro custa mais 60 cêntimos ou 0,9% para 68,65 dólares por barril. Já em Londres, o IPE Brent, crude de referência para a Europa vale mais 1 cêntimo para os 67,74 dólares por barril.

De referir que, desde 31 de Julho, os preços desta matéria-prima têm oscilado entre os 65 e os 75 dólares por barril.

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