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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dificuldades no acesso ao crédito aumentam este ano

As dificuldades no acesso ao crédito aumentaram em 2009, com cerca de 40 por cento das empresas que responderam ao Inquérito à Actividade Empresarial da Associação Industrial Portuguesa (AIP) a referirem sentir dificuldades no acesso ao financiamento, escreve a Lusa.

Em 2008, as dificuldades de acesso ao crédito tinham sido referidas por 20% dos inquiridos, o que significa uma duplicação da percentagem de respostas relativamente a este ponto.

De acordo com o inquérito da AIP, disponível no site da associação, o peso relativo das empresas que referem dificuldade no acesso ao crédito bancário diminui com a dimensão da empresa, sendo, no entanto, comum a todas as actividades consideradas.

Taxas Euribor arrancam semana a subir

As taxas Euribor estão esta segunda-feira a subir em quase todos os prazos.

O indexante a seis meses, o mais utilizado nos créditos para a compra de casa em Portugal, está agora nos 0,998%, contra os 0,996% da passada sessão.

Também a taxa a doze meses avançou, está agora nos 1,245%.
Só a Euribor a três meses recuou. Este indexante fixa-se agora nos 0,717%.

Recorde-se que, na quinta-feira, o Banco Central Europeu deixou, uma vez mais, os juros da Zona Euro no nível mais baixo de sempre, em 1%.

Católica é única portuguesa nos rankings do Financial Times

A Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (FCEE-Católica) continua a ser a única escola portuguesa a surgir nos rankings do Financial Times (FT).

Em Maio passado, a Católica apareceu em 17º lugar a nível europeu (entre as Top Business Schools) e em 37º lugar no mundo nos rankings para a formação de executivos, subindo duas posições em relação a 2008.

Ainda assim, se tivermos em conta o ranking global que foi agora publicado (que combina a média de vários rankings que as escolas europeias obtiveram nos MBA, Executive MBA, Mestrados em Gestão e Formação de Executivos) a Católica aparece em 58ª posição, ou seja, caiu 11 posições, já que em 2008 estava em 47º lugar.

De acordo com a Directora da FCEE-Católica, a professora Fátima Barros, a justificar esta descida ligeira no ranking global em relação ao ano passado está «a entrada de novas escolas muito competitivas».

«No fundo isto é um jogo. Entrámos na liga [em 2007] e estamos na primeira divisão. Este ano entraram novas escolas logo é natural que as posições se alterem» explicou Fátima Barros à Agência Financeira depois de sublinhar que a Católica sente «um grande orgulho por ser a escola que coloca o nome de Portugal nos prestigiados rankings do Financial Times».

90% dos alunos com emprego garantido

A mesma responsável avançou ainda que a meta passa por conseguir estar nas 20 melhores escolas em dez anos e que 90% dos alunos [destes mestrados] obtiveram emprego mesmo antes de terminarem o curso.

«A reforma de Bolonha é muito recente em Portugal e não permite ainda que os novos mestrados de gestão pre-experience se possam candidatar aos rankings do FT. Quando tivermos a capacidade de concorrer em todas as dimensões, a faculdade vai aproximar-se rapidamente do seu objectivo de estar entre as 20 melhores da Europa», disse.

Espanha tem quatro escolas distinguidas

Por isso, a faculdade vai continuar «a apostar na estratégia de internacionalização, no recrutamento dos melhores professores do mercado norte-americano e na formação de executivos além fronteiras, nomeadamente na Polónia e em Angola. O objectivo passa ainda por atrair para Portugal alunos estrangeiros de muito boa qualidade».

Para já, a HEC de Paris mantém o primeiro lugar [já desde 2007], com os seus mestrados em gestão. Os seus alunos entram no mercado de trabalho a ganhar mais de 72 mil euros por ano. Segue-se a London Business School, o Insead e a Suíça IMD. Espanha tem quatro escolas distinguidas, três entre as oito primeiras.

Dólar continua em alta face ao euro

O dólar continua em alta face ao dólar, num dia que vai ser marcado pelo discurso do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Ben Bernanke.

Enquanto Bernanke não se pronuncia, esta tarde, os juros da Zona Euro voltaram «à discussão». O membro do conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), Guy Quaden disse que não há, «absolutamente», qualquer razão para se subirem os juros neste momento.

O mesmo responsável referiu também que se o euro continuar a valorizar face ao dólar, isso poderá penalizar o crescimento da Zona Euro.

Neste momento, o euro está a deslizar 0,46 por cento e cada unidade vale 1,4792 dólares.

Preços do petróleo invertem tendência e recuam

Os preços do petróleo inverteram a tendência da manhã e seguem, neste momento, a descer em Londres e Nova Iorque.

A descida dos preços das matérias-primas prende-se com a possibilidade da subida que os índices registaram desde Março ter sido excessiva.

Esta manhã, as cotações do petróleo estiveram em alta impulsionadas pela subida do dólar face ao euro.

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a descer 76 cêntimos para 76,76 dólares por cada barril.

Em Nova Iorque, o crude vale 74,69 dólares, menos 78 cêntimos.

Bolsas em baixa com ausência de investidores

A sessão bolsista foi marcada pela ausência de investidores no dia que antecede um feriado religioso.

Em Lisboa, foram negociadas cerca de 22,6 milhões de acções, com apenas quatro títulos no verde.

O PSI20 recuou 0,47 por cento para os 8.336,92 pontos.

O BCP foi o que mais acções trocou de mãos, ainda assim, foram transaccionadas pouco mais de 8 milhões. O banco fechou a cair 1,91% para os 0,87 euros.

A EDP de seguida, com 2,7 milhões de títulos, recuou 0,13% para os 3,08 euros.

Também o peso pesado das telecomunicações, a Portugal Telecom, deslizou 0,93% para os 8,52 euros.

A Galp Energia foi a única acção a não tomar nenhum partido, fechando em silêncio nos 11,97 euros.

Pela positiva, a Cimpor valorizou 0,69% para os 5,09 euros, depois do possível interesse da brasileira Votorantim e Corrêa em investir no capital da cimenteira portuguesa.

Na Europa, os investidores estiveram a realizar mais-valias esta segunda-feira após os máximos de duas semanas na sexta-feira. A banca pressionar, com um novo imposto a ser admitido para o sector. Nem a confiança dos investidores na Zona Euro em máximos de 18 meses foi suficiente para as praças passarem para o verde. Os índices perderam entre 0,2 e 0,5%.

Nos EUA, o mercado está cauteloso, à espera dos comentários do presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, que se deverá manifestar esta tarde sobre a política monetária. Tudo indica que a instituição prepara-se para aumentar a taxa de juro no próximo ano. Os investidores estão ainda a pesar um dólar mais forte e, por outro lado, matérias-primas em baixa. Os principais índices seguem em terreno misto, com alterações ligeiras.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Google reformula sistema de acesso a notícias

Entre as novidades, que têm sido divulgadas durante esta semana por vários meios de comunicação internacionais, estão a maior facilidade na remoção dos conteúdos incluídos no Google News por parte de quem os produz, e a possibilidade de limitar o número de notícias gratuitas a que os utilizadores podem ter acesso a um máximo de cinco por dia.

Depois de na terça-feira ter anunciado a possibilidade da restrição do número de acessos gratuitos a artigos que normalmente seriam pagos, a empresa deu ontem a conhecer mais uma medida, destinada a quem vê os seus conteúdos incluídos no Google News.

Os editores passam a poder bloquear automaticamente o acesso aos seus artigos a partir do serviço de notícias da Google. O bloqueio poderá ser feito directamente pelos próprios acrescentando código da sua página, deixando de ser necessário contactar a Google através de um formulário online, como acontecia até agora.

As alterações surgem na sequência de críticas por parte dos editores de conteúdos jornalísticos. A empresa estava a ser acusada de lucrar (com a publicidade) ao promover o acesso gratuito, a partir do seu motor de busca e do Google News, a conteúdos pagos.

No que respeita à possibilidade de imposição de um número máximo de acessos diários, fonte da Google explicava que até agora cada "click" era processado como um acesso gratuito, por isso os leitores podiam aceder sem pagar a conteúdos jornalísticos normalmente cobrados, bastando para isso procurar no Google a página onde se encontrava o artigo em questão.

A partir de agora, o programa First Click Free (primeiro click grátis), disponibilizado pela empresa, passa a permitir aos proprietários dos conteúdos restringirem o número de acessos gratuitos às suas páginas a um máximo de cinco por dia. Ultrapassado esse limite, o programa sugere ao utilizador que se registe para beneficiar desses conteúdos.

A empresa acredita que assim vai também contribuir para promover o encontro entre os leitores assíduos de determinado tipo de conteúdos, que potencialmente estarão interessados em pagar por eles para uma utilização regular, e os responsáveis pela disponibilização, adiantando ainda que se encontra em diálogo com os editores para "afinar" os métodos.

A Google vinha sendo alvo de críticas por ganhar dinheiro com o jornalismo, ao ganhar utilizadores e consequentemente investimento em publicidade, por promover o acesso gratuito a artigos que normalmente seriam cobrados - e pelos quais também não pagava. Recentemente Ruper Murdoch, dono da News Corp., tinha vindo a público acusar a empresa de "lucrar com o jornalismo".

Dean Singleton, da MediaNews Group Inc., ouvido pelo Wall Street Journal, já classificou as últimas noviddes da empresa como um "indício de boa fé".

Coincidência ou não, também durante o dia de ontem foi dado a conhecer um desmentido por parte da Microsoft sobre as intenções de pagar às empresas de media para que estas retirassem os seus conteúdos do Google. A polémica medida tinha sido veiculada a semana passada e era apontada como mais uma investida da empresa de Redmond no sentido fortalecer a posição do Bing no mercado dos motores de busca.

Novos apoios às empresas custarão 74 milhões de euros

As medidas hoje anunciadas pelo Governo no Parlamento na área do Trabalho e Segurança Social terão um impacto de 74 milhões de euros e abranger 361 mil trabalhadores, estimou hoje a ministra Maria Helena André.

Em declarações aos jornalistas no final do debate quinzenal sobre política económica, a ministra do Trabalho especificou que a redução excepcional em um ponto percentual da contribuição social a cargo da empresa relativa aos trabalhadores com salário mínimo custará ao Estado 24 milhões de euro e abrangerá um universo de 341 mil trabalhadores.

Relativamente à extensão do Programa de Qualificação-Emprego aos sectores do têxtil e vestuário, turismo e fabrico de mobiliário, o investimento do Estado será de 50 milhões de euros, para um universo estimado de 20 mil trabalhadores.

Este programa apoia a manutenção do emprego e o aumento da qualificação dos trabalhadores em períodos de redução extraordinária da actividade.

"Estamos a equacionar a possibilidade de pôr equipas do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) nas associações sectoriais para agilizar o acesso a estas medidas", disse a ministra, sublinhando que se tratam de "medidas excepcionais" para responder à actual situação de crise.

Quanto à subida para 475 euros do Salário Mínimo Nacional (SMN) - a proposta que o Governo levará à reunião de Concertação Social na próxima semana -, Helena André referiu que o Executivo ponderou nesta decisão, quer o abrandamento da economia e os seus efeitos nas empresas, quer o combate à pobreza.

"A nossa preocupação é manter os níveis de emprego, os salários e a actividade económica", concluiu a ministra.

Paralelamente ao aumento do SMN, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje novas medidas de apoio às empresas.


A redução excepcional durante o próximo ano em um ponto percentual da taxa social única relativa aos salários dos trabalhadores que em 2009 teriam o SMN e o alargamento do prazo disponível para as empresas regularizarem as suas dívidas ao Fisco foram duas dessas medidas.

O Executivo anunciou ainda uma terceira medida, "que consiste no desenvolvimento de programas de apoio público a sectores económicos onde é significativo o recurso ao Salário Mínimo", uma nova dotação de 20 milhões de euros para o programa de modernização do pequeno comércio e a extensão do Programa Qualificação-Emprego.

Facebook atinge 350 milhões de utilizadores e muda regras

Já há 350 milhões de pessoas em todo o mundo com uma página no Facebook. Para comemorar este facto, a rede social anunciou, pela mão do presidente Mark Zuckerberg, que vai mudar algumas regras e reforçar as medidas de segurança.

Numa carta aberta aos membros do Facebook, Zuckerberg disse que vai proceder a algumas alterações ao site, devido ao crescimento drástico da rede social e melhorar o uso e controlo da informação partilhada.

Mais de 75 mil sites reproduziram artigos ilegalmente
Saiba o segredo para obter um novo emprego

De acordo com o responsável, as «redes regionais» - baseadas em comunidades escolares, empresas ou por países e que estiveram na base dos primórdios do Facebook - vão deixar de existir, uma vez que caíram em desuso, nomeadamente depois da corrida juvenil à rede social. Em sua substituição será criado um «modelo mais simples».

Quase 400 mil computadores vendidos em 3 meses

Este modelo também deve aumentar o controlo por parte dos usuários, de forma a poderem determinar com mais precisão quem pode aceder às suas fotos, vídeos e toda a informação que partilham na rede.

«Além disso, vamos cumprir com outra petição dos utilizadores de simplificar a página que contém os controlos de privacidade», disse Zuckerberg.

Twitter vai «começar a render» já em 2010

As alterações vão acontecer nas próximas semanas e vão obrigar os usuários a actualizar, uma vez mais, as suas páginas e controlos privacidade.

Euribor insiste em subir em véspera de reunião do BCE

As Euribor a três e seis meses continuam o ciclo de subidas em vésperas da reunião do Banco Central Europeu (BCE).

A taxa mais utilizada no crédito à habitação fixou-se nos 0,998%, o índice a três meses está nos 0,721% e a taxa a um mês está nos 0.478%. A Euribor a doze meses foi a única que contrariou a tendência e desvalorizou para os 1.235%.

O aviso do presidente do BCE de que as medidas de apoio à recuperação financeira vão começar a ser retiradas e a estimativa de uma estabilização das taxas em 2010 impulsiona os índices que seguem a tendência de subida.

Código Contributivo «não implicava aumento de impostos»

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, disse esta segunda-feira em Bruxelas que «os argumentos utilizados pelos partidos da oposição para suspender o código contributivo não são válidos», já que este «não implicava um aumento de impostos».

Helena André garantiu existir uma diferença entre «aquilo que é o discurso e a prática dos partidos da oposição», pois durante a campanha eleitoral vários partidos apontaram como objectivos a luta contra a fraude e o combate à precaridade, mas o que acontece agora «é que dois desses objectivos do código contributivo vão ficar suspensos durante um ano».

Código resulta de «acordos de concertação social»

Para Helena André, o código contributivo da segurança social «não implicava um aumento de impostos», mas sim «uma redistribuição do esforço feito pelos trabalhadores e pelas empresas».

A ministra lembrou, citada pela Lusa, que o código contributivo resultou de «acordos de concertação social, o acordo sobre a reforma da segurança social, e o acordo sobre as relações de trabalho e, nesse contexto, o conteúdo do código contributivo foi discutido na concertação social e foi alinhado com a participação de todos os parceiros».

Fisco manda sms para cobrar dívidas de madrugada

Perto de 100 mil contribuintes receberam nos seus telemóveis avisos por mensagens escritas do Fisco a alertar para a existência de dívidas. Tudo devido a um engano das operadoras de telecomunicações, segundo noticia esta terça-feira o «Correio da Manhã».

O erro aconteceu em Setembro e fez com que milhares de pessoas recebessem mensagens às duas e quatro da manhã, quando o protocolo celebrado entre a Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros e as operadoras estipulava o envio de SMS a partir das nove da manhã.

O texto enviado também foi, segundo o diário, resultado de um erro. O objectivo do plano para a Qualidade no Serviço ao Contribuinte é, de acordo com o Ministério das Finanças citado pelo jornal, «informar os contribuintes dos seus direitos e obrigações, tendo em vista ajudá-los a evitar entrarem em incumprimento».

Saiba o segredo para obter um novo emprego

Nos próximos cinco anos, 90% das empresas em treze países europeus, incluindo Portugal, não vão prescindir dos conhecimentos em tecnologias de informação na hora de contratar um novo empregado.

De acordo com um estudo da IDC, a pedido da Microsoft e citado pelo «Diário de Notícias», independentemente da área ou segmento profissional, a grande maioria das empresas vai exigir competências neste domínio.

«As tendências tecnológicas irão determinar a necessidade de melhores competências em tecnologias de informação, as chamadas TIC, por parte da mão-de-obra», disse Jan Muehlfeit, presidente executivo da Microssoft para a Europa.

Por isso, o responsável pede aos Governos mais «ensino e formação» para preparar os trabalhadores do futuro.

Os cerca de 1370 empregadores contactados pela IDC para responder ao inquérito consideram que, daqui a cinco anos, apenas 10% da população activa não terá quaisquer competências nesta área.

O mesmo estudo adianta, ainda, que esta necessidade não é causa apenas da crise económica, mas também das mudanças tecnológicas que vão ocorrer a longo prazo.

Esta é uma competência exigida não só às pessoas que vão entrar no mercado de trabalho, como também os trabalhadores que devem, desde já, renovar as suas competências.

Pirataria de «software» duplica nos Estados Unidos

O número de alertas em relação «softwares» pirateados duplicou nos últimos dois anos, reportou a Microsoft, citada pela agência Lusa.

Esta realidade constitui uma grave ameaça, porque muitos dos programas informáticos pirateados podem conter vírus prejudiciais ao funcionamento dos computadores, acrescenta a mesma fonte.

O responsável na Microsoft da luta contra os piratas, David Finn, avisa que esta é uma prática «frequente» e questiona: «O que é que impede uma organização criminosa, que fabrique «software» pirateado, de acrescentar algumas linhas de código maliciosas, comprometendo a segurança do vosso computador fazendo-vos uma vítima, permitindo retirar-vos os dados pessoais?».

Garagens vão ter fichas para carregar carros eléctricos

Os particulares com carros eléctricos e detentores de lugares de garagem sem acesso à rede eléctrica podem passar a tê-lo desde que dois terços dos condóminos não se oponham à ideia, avança o «Público».

O diploma aprovado em Conselho de Ministros clarifica o acesso ao carregamento nas garagens particulares: para os prédios de habitação a licenciar no próximo ano, previsivelmente a partir de Março, as respectivas garagens passam a ter de incluir obrigatoriamente uma pré-instalação em cada lugar de estacionamento, tal como as pré-instalações para a televisão por cabo.

5 mil euros de apoio a quem comprar carro eléctrico

Já para os edifícios existentes, é aplicada a lei do condomínio, mas com inversão do ónus da prova. Ou seja, uma eventual oposição do condomínio só será válida se for expressa através de dois terços dos condóminos e dentro dos prazos previstos. Sem posição expressa, a aprovação é tácita e o condómino interessado passa a poder ter uma ficha eléctrica na garagem para carregar o seu veículo.

Veja aqui as fotos dos carros eléctricos que estão a chegar a Portugal

Governo vai aumentar salário mínimo em 25 euros

O salário mínimo proposto pelo Governo para o ano de 2010 será de 475 euros, mais 25 euros que o valor vigente em 2009, afirmou José Sócrates no Parlamento.

«A decisão do Governo tem duas razões: a primeira é o cumprimento do acordo estabelecido com os parceiros sociais [...], a segunda é o caminho da justiça social, na qual o salário mínimo é mais um passo dado num caminho que deve mobilizar todo o país», defendeu o chefe do Executivo.

No discurso de abertura dos trabalhos parlamentares, Sócrates aproveitou também para anunciar medidas para as empresas, como a redução excepcional de 1% da contribuição social a cargo da empresa e relativa aos salários dos trabalhadores que ganharam o salário mínimo este ano.

Também o prazo disponível para a regularização das dívidas das empresas vai ser alargado no ano que vem para 120 prestações, ao invés das 60 admitidas actualmente.

A terceira medida consiste no desenvolvimento de programas de apoio público a sectores económicos onde é significativo o recurso ao salário mínimo, o que significa mais 20 milhões de euros para a modernização do pequeno comércio.

«Só é possível superar a crise com sentido de responsabilidade na política económica, financeira e social. O governo assume essa responsabilidade. Não é aceitável que alguns queiram retirar ao Executivo as condições para o exercício de uma responsabilidade que é sua, a responsabilidade pela condução da política orçamental», sublinhou o primeiro-ministro.

Contribuições das empresas para a Segurança Social baixam

O Governo anunciou esta sexta-feira novas medidas para as empresas. No discurso de abertura dos trabalhos parlamentares, Sócrates anunciou a redução excepcional de 1% da contribuição social a cargo da empresa e relativa aos salários dos trabalhadores que ganharam o salário mínimo este ano.

Também o prazo disponível para a regularização das dívidas das empresas vai ser alargado no ano que vem para 120 prestações, ao invés das 60 admitidas actualmente.

A terceira medida consiste no desenvolvimento de programas de apoio público a sectores económicos onde é significativo o recurso ao salário mínimo, o que significa mais 20 milhões de euros para a modernização do pequeno comércio.

A ministra do Trabalho e da Segurança Social, Herlena André, especificou que as medidas anunciadas pelo Governo para o sector terão um impacto de 74 milhões de euros e irão abranger 361 mil trabalhadores.

Saiba mais aqui

Zona Euro: preços devem manter-se estáveis

A estabilidade dos preços não enfrenta grandes riscos, disse esta sexta-feira o membro do Conselho de Governo do Banco Central Europeu, Erkki Liikanen, numa entrevista ao canal de televisão finlandês «YLE».

«A nossa prioridade é manter a estabilidade de preços e hoje não há riscos significativos para isso», explicou.

Liikanen garantiu, ainda, que o BCE está sempre atento às oscliações dos preços, nomeadamente a médio prazo.

O BCE manteve a sua taxa de referência no mínimo histórico, mas deu os seus primeiros passos para a retira das suaspolíticas de estímulo económico de emergência, usadas para combater a crise financeira.

Terrenos e carros em leilão hoje e amanhã

Um terreno no Estoril, um apartamento na Praia da Rocha, um automóvel Mercedes de colecção e algumas pinturas de Dali ou Paula Rego são alguns dos lotes que vão a leilão esta sexta-feira e sábado, em Odivelas.

O evento é promovido pela Oportunity Leilões que tem uma meta muito definida: leiloar 600 lotes em oito horas e, assim, entrar no Guinness World Records de mais lotes vendidos em menos tempo pelo mesmo leiloeiro.

Actualmente, o recorde está nos 592 lotes em 24 horas.

Para os interessados, os leilões decorrem entre hoje e amanhã com hora marcada para as 14h30. Veja aqui os bens em leilão

Euro continua a valer mais de 1,5 dólares

O euro está nesta sexta-feira a valorizar face ao dólar. Esta é a última sessão da semana e o primeiro dia após a manutenção dos juros por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Na quinta-feira, o Conselho de Governadores do BCE esteve reunido para discutir a política monetária. Do encontro saiu a manutenção dos juros no nível mais baixo de sempre, em 1%.

Contra a moeda norte-americana, o euro está a subir 0,11% e cada unidade vale 1,5067 dólares.

Preços do petróleo recuam para 76 dólares

Os preços do petróleo continuam em queda, pela terceira sessão consecutiva.

O «ouro negro» está a ser penalizado pelos dados relativos à indústria dos serviços nos Estados Unidos, que registaram uma contracção no mês de Novembro.

A par disto, esta sexta-feira são esperados dados sobre o desemprego na maior economia do mundo. O mercado está a prever que a economia norte-americana tenha perdido postos de trabalho no mês passado.

Conforme disse um especialista à Bloomberg, «o petróleo está sob pressão simplesmente devido aos últimos dados económicos provenientes dos EUA», acrescentando também que «há receios de que o relatório sobre o desemprego revele um mau desempenho, o que está a reflectir-se no preço do crude».

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado europeu está a deslizar 45 cêntimos e cada barril custa 76,01 dólares.

Bolsa de Lisboa agrava perdas e cai 0,7%

A Bolsa de Lisboa agravou as perdas ao longo da manhã e o PSI20 cai já 0,7% para 8.310,63 pontos. Banca e telecomunicações são alguns dos sectores em queda.

O BCP recua 0,56% para 88 cêntimos, depois de ter sido alvo de uma venda a descoberto de 11,9 milhões de acções por parte de um fundo de investimento.

Já o BES recua 0,61% para 4,60 euros e o BPI 1,56% para 2,21 euros. Esta sexta-feira o banco de investimento Nomura reviu em alta a avaliação do BES e BCP, cortando apenas a do BPI, de neutral para reduzir.

Em queda seguiam ainda as acções das comunicações, com a PT a recuar 1,4% para 8,37 euros, a ZON a deslizar 1,45% para 4,28 euros e a Sonaecom 1,14% para 1,83 euros.

No verde, nota de destaque apenas para a energia, onde a Galp sobe 0,13% para 11,98 euros e a EDP 0,06% para 3,07 euros.

No resto da Europa, o vermelho também predomina, com as perdas a ultrapassarem já, nalguns casos, os 0,5%. A banca é dos sectores com pior comportamento. Dois grandes bancos do Reino Unido que receberam apoios estatais não estão a conseguir cumprir os objectivos em termos de concessão de crédito: o Royal Bank of Scotland e o Lloyds caem mais de 2%.

Nos EUA, os investidores preparam uma abertura cautelosa, esperando ainda pelos dados sobre o desemprego, que serão conhecidos uma hora antes da abertura dos mercados.

Wall Street aplaude dados do emprego

Os mercados norte-americanos iniciaram a sessão desta sexta-feira em alta, com os investidores a aplaudiram os dados do emprego em Novembro.

O país registou uma perda de apenas 11.000 postos de trabalho, o melhor dado mensal dos últimos anos.

O Dow Jones valoriza 1,31% e o Nasdaq sobe 1,74%.

Bolsas dos EUA entram em euforia com queda do desemprego

Os investidores esqueceram a cautela com que terminaram a sessão de ontem e lançaram-se nas compras nos principais mercados bolsistas do mundo na abertura desta sexta-feira. A animar os investidores estão os dados sobre a taxa de desemprego que melhorou consideravelmente no mês de Novembro.

Depois de ontem perder 85 pontos no fecho, o índice Dow Jones recupera agora 1,32%, o S&P 1,59% e o Nasdaq 1,72%.
Nos EUA, foram destruídos 11 mil empregos durante o passado mês de Novembro, o menor número de despedimentos desde que a economia norte-americana entrou em recessão. Desta forma, a taxa de desemprego caiu para os 10% face aos 10,2 atingidos no mês anterior, de acordo com dados publicados pelo Departamento do Trabalho.

Estes dados melhoram assim as expectativas do mercado, que antecipava um valor em de cerca de mais 100 mil desempregados, uma vez que a média dos três meses anteriores alcança os 135 mil a nível mensal.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Código Contributivo não entra em vigor em 2010

A entrada em vigor do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, originariamente prevista para o próximo dia 1 de Janeiro, foi adiada.

A maioria dos deputados da Assembleia da República aprovou na generalidade um Projecto de Lei apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS - Partido Popular (Projecto de Lei 48/XI, do CDS/PP), que adia para o ano de 2011 a entrada em vigor do Código Contributivo. Assim, as regras daquele código que prevêem o ajustamento progressivo da base de incidência contributiva e das taxas contributivas passam a ter como primeiro ano de referência para entrada em vigor o ano de 2011, adaptando-se consecutivamente aos anos seguintes.

O Projecto de Lei aprovado estabelece ainda que a entrada em vigor do Código Contributivo terá de ser obrigatoriamente precedida de uma avaliação efectuada em reunião da Comissão Permanente da Concertação Social.

Este diploma, que ainda vai ser analisado em sede de comissão especializada do Parlamento, foi fundamentado pela actual crise económico-financeira «sem qualquer previsão de término, que se tem traduzido num elevado número de encerramento de empresas, com consequência uma acentuada subida dos números do desemprego e o crescimento negativo da nossa economia». Posteriormente, a lei terá de ser publicada no Diário da República para produzir os devidos efeitos legais.

Sobre esta matéria, a Assembleia da Republica analisou também dois Projectos de resolução, um apresentado pelo Partido Social Democrático (PSD) e outro pelo Bloco de Esquerda (BE), sendo que este último foi rejeitado uma vez que, para além do adiamento do Código Contributivo, propunha também uma audição parlamentar dos parceiros económicos e dos representantes dos trabalhadores sobre o assunto.

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