São boas notícias sobre o mercado laboral nos Estados Unidos: menos seis mil norte-americanos pediram subsídio de desemprego na semana passada. No total, foram realizados 388 mil requisitos para este apoio social, de acordo com dados do Departamento do Trabalho, divulgados esta quarta-feira.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Portugal volta a testar mercados para a semana
Portugal vai voltar ao mercado na próxima quarta-feira, dia 6 de Abril, para emitir entre 750 e mil milhões de euros de dívida de curto prazo.
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
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Economia e Finanças
quarta-feira, 30 de março de 2011
Gasolina volta a subir e fica à beira de 1,60 euros
O preço da gasolina está imparável e cada vez mais próximo dos 1,60 euros por litro. O combustível roça os mesmos níveis que atingiu no verão de 2008, quando o petróleo rondava os 150 dólares por barril.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Euribor sempre a renovar máximos
As taxas Euribor estão a subir em todos os prazos esta quarta-feira, renovando máximos de 2009, tal como vem acontecendo nas últimas sessões.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
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Economia e Finanças
Para euro sobreviver, países têm de perder soberania
Uma «pequena perda de soberania» pode fazer parte da solução para a sobrevivência do euro, sugeriu esta quarta-feira um economista britânico, que considera encorajador o distanciamento de Espanha e Itália dos problemas de outros países europeus.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Europa: viagens em 4 horas até 2050
A Comissão Europeia quer que até 2050 noventa por cento dos passageiros aéreos em voos dentro da Europa consigam completar a sua viagem (de porta a porta) no espaço máximo de 4 horas, indica um relatório.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
Petróleo desvaloriza com provável subida de stocks
Os preços do petróleo estão esta quarta-feira em queda nos mercados internacionais. É a quarta vez em cinco dias que o crude desvaloriza em Nova Iorque, hoje por causa da provável subida das reservas nos EUA.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
«Pedir ajuda é estar fora dos mercados cinco anos»
Portugal tem capacidade para amortizar as Obrigações do Tesouro que vencem em Abril e em Junho, ou seja, consegue pagar os empréstimos de dívida cujo prazo para reembolso está prestes a terminar. A garantia é dada pelo secretário de Estado do Tesouro, num comentário escrito enviado à Bloomberg.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
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Economia e Finanças
Wall Street em alta com bons dados do emprego
A bolsa de Nova Iorque segue esta quarta-feira em terreno positivo, encorajada pela divulgação dos números de criação de emprego no sector privado.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
Fitch: se não pedirem ajuda, «rating» pode baixar
Fê-lo na semana passada e não põe de parte voltar à carga: a Fitch avisou esta quarta-feira que pode cortar o rating da República em breve se Portugal não pedir ajuda externa à União Europeia e ao FMI, avança a Reuters.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
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terça-feira, 29 de março de 2011
Euribor voltam a fixar máximos atrás de máximos
A escalada nas taxas Euribor continuam a renovar máximos de 2009. Estão a subir em todos os prazos esta terça-feira, com o maior avanço a pertencer à taxa a seis meses.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Rendimento real das famílias vai cair 3,4%
O rendimento disponível real das famílias deverá cair 3,4 por cento este ano, devido às condições adversas que se esperam no mercado de trabalho e pelas medidas de consolidação orçamental.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
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Este fim-de-semana há desconto nos combustíveis
A Galp Energia e a Sonae vão assinalar a junção das marcas Modelo e Continente possibilitando aos seus clientes descontos que poderão atingir os 20 cêntimos por litro durante o fim-de-semana de 2 e 3 de Abril.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
Fundações: ninguém sabe quantas são
Ninguém sabe ao certo quantas fundações existem em Portugal. Segundo o Tribunal de Contas (TC), as bases de dados das várias entidades que deviam controlar este tipo de instituição, não são fiáveis.
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
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Portugal poupava 3 mil milhões se pedisse ajuda
Se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos, considerou esta terça-feira o economista João Duque, que questionou a fundamentação dos cortes na despesa pública.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
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Economia e Finanças
Portugal mais perto de sair da Zona Euro?
Se Portugal não conseguir reduzir o défice externo terá, a prazo, de sair da Zona Euro. A opinião é do economista João Ferreira do Amaral, para quem as conclusões da última cimeira europeia são «completamente negativas».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
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Economia e Finanças
Salgado critica políticos, Bruxelas e agências de rating
Ricardo Salgado considera que as agências de rating «estão a exagerar». Um comentário feito no mesmo dia em que a Standard & Poor¿s cortou, pela segunda vez em menos de uma semana, a classificação da dívida soberana de Portugal, num total de três níveis, e também um dia depois do corte da notação dos maiores bancos portugueses, pela mesma agência.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
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Economia e Finanças
Corte de rating arrasa banca e bolsa acaba a cair
A bolsa de Lisboa encerrou esta terça-feira em queda ligeira, ditada pelas descidas da banca. O PSI20 caiu 0,16% para 7.817,27 pontos.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
PSI20 fecha a perder 0,16% para 7.817,27 pontos
O principal índice, PSI20, encerrou a cair 0,16 por cento para 7.817,27 pontos, com o sector financeiro a ser o mais castigado. O BPI liderou as descidas ao ceder 2,51%.
Já as praças europeias fecharam o dia com tendência mista.
Já as praças europeias fecharam o dia com tendência mista.
Combustíveis: «Preços subiram mais vezes do que caíram»
A Autoridade da Concorrência considera que, em 2010, o ajustamento dos preços da gasolina e gasóleo às cotações internacionais decorreu «sem assimetria», mas indica que os preços em Portugal subiram mais vezes e caíram menos vezes.
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera na sua mais recente newsletter, citada pela Lusa, que «o ajustamento dos preços médios antes de impostos (PMAI) aos Platts [cotações internacionais de referência] processou-se sem assimetrias significativas em 2010 e de forma semelhante ao que se verificou em Espanha e na média da UE27».
Assim, «o número de subidas e descidas [do preço] em Portugal ficou muito próximo da média europeia», mas o número de subidas de preço em Portugal foi superior aos das médias semanais dos Platts e de Espanha e o número de descidas de preço foi inferior.
«Não obstante, as subidas acumuladas dos PMAI em Portugal foram mais baixas do que em Espanha e na média da UE27», acrescenta o regulador.
Enquanto as cotações Platts da gasolina subiram 27 vezes e caíram 25, em Portugal o preço subiu 35 vezes e desceu 17.
No gasóleo, as cotações do Platts subiram 30 vezes e caíram 22, enquanto em Portugal subiram 35 vezes e caíram 17.
Em Espanha, o preço da gasolina subiu 29 vezes em 2010 e caiu 23, enquanto o do gasóleo subiu 34 e caiu 18.
Na newsletter a AdC ressalva que «o número de subidas e descidas, embora diferente, não significa só por si que as variações dos PMAI em Portugal sejam mais gravosas do que noutros países».
Outro ponto analisado pela AdC foi o ajustamento do preço à saída das refinarias em Portugal (todas detidas pelo grupo Galp Energia) com as cotações do Platts.
«O ajustamento dos preços ex-refinaria aos Platts processou-se sem assimetrias em 2010. O ajustamento reflete a regra de indexação dos preços nacionais ex-refinaria à média semanal da semana anterior dos preços Platts NWE CIF, pelo que o número de subidas e descidas foi o mesmo e os montantes de ajustamento foram praticamente iguais», conclui a AdC.
Os preços Platts NWE CIF [Roterdão, Holanda] facultam os preços internacionais dos combustíveis líquidos relevantes para Portugal e parte norte da Europa e incluem o custo da mercadoria, o seguro e o frete de transporte.
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera na sua mais recente newsletter, citada pela Lusa, que «o ajustamento dos preços médios antes de impostos (PMAI) aos Platts [cotações internacionais de referência] processou-se sem assimetrias significativas em 2010 e de forma semelhante ao que se verificou em Espanha e na média da UE27».
Assim, «o número de subidas e descidas [do preço] em Portugal ficou muito próximo da média europeia», mas o número de subidas de preço em Portugal foi superior aos das médias semanais dos Platts e de Espanha e o número de descidas de preço foi inferior.
«Não obstante, as subidas acumuladas dos PMAI em Portugal foram mais baixas do que em Espanha e na média da UE27», acrescenta o regulador.
Enquanto as cotações Platts da gasolina subiram 27 vezes e caíram 25, em Portugal o preço subiu 35 vezes e desceu 17.
No gasóleo, as cotações do Platts subiram 30 vezes e caíram 22, enquanto em Portugal subiram 35 vezes e caíram 17.
Em Espanha, o preço da gasolina subiu 29 vezes em 2010 e caiu 23, enquanto o do gasóleo subiu 34 e caiu 18.
Na newsletter a AdC ressalva que «o número de subidas e descidas, embora diferente, não significa só por si que as variações dos PMAI em Portugal sejam mais gravosas do que noutros países».
Outro ponto analisado pela AdC foi o ajustamento do preço à saída das refinarias em Portugal (todas detidas pelo grupo Galp Energia) com as cotações do Platts.
«O ajustamento dos preços ex-refinaria aos Platts processou-se sem assimetrias em 2010. O ajustamento reflete a regra de indexação dos preços nacionais ex-refinaria à média semanal da semana anterior dos preços Platts NWE CIF, pelo que o número de subidas e descidas foi o mesmo e os montantes de ajustamento foram praticamente iguais», conclui a AdC.
Os preços Platts NWE CIF [Roterdão, Holanda] facultam os preços internacionais dos combustíveis líquidos relevantes para Portugal e parte norte da Europa e incluem o custo da mercadoria, o seguro e o frete de transporte.
segunda-feira, 28 de março de 2011
iPad 2 esgotou em menos de meia hora
O iPad 2 chegou e esgotou. Menos de meia hora foi o suficiente para o novo aparelho - que começou a ser vendido na sexta-feira em Portugal - convencer os portugueses. E nem os preços em tempos de crise - entre os 479 e os 799 euros - fizeram os clientes arredar pé. À porta das lojas Fnac foram às centenas os que tentaram a sua sorte.
«Bastaram apenas alguns minutos, menos de meia hora, para o nosso stock esgotar. Tínhamos muitos pedidos e havia muita expectativa em relação ao iPad 2. As pessoas queriam ver, tocar e sobretudo experimentar este novo tablet», disse o responsável da secção de informática da Fnac do Cascaishopping, Rui Magalhães à Agência Financeira.
Mesmo ao final do dia, as pessoas continuavam a aparecer. «Muitos queriam comprar por ser novidade, outros tinham um ou outro interesse específico mas havia pouco stock para tantos pedidos». Ainda assim, revela o responsável da Fnac, «amaioria das pessoas saiu da loja satisfeita» com o seu «novo brinquedo».
Os que não tiveram tanta sorte vão ter de esperar mais algum tempo, já que não há previsão quanto à reposição do aparelho, que foi lançado simultaneamente em mais 24 países na Europa, Ásia e Oceânia.
Nos EUA, a segunda versão do tablet também já esgotou, algo que os especialistas acreditam que vá acontecer rapidamente no resto do mundo.
O que muda?
O novo dispositivo da Apple é 33% mais fino e até duas vezes mais rápido do que o original. É dotado de duas câmaras - uma frontal e outra nas costas do aparelho - que dão suporte à videochamada e à captura de vídeos em HD.
Na segunda geração, o tablet passa dos 13,4 milímetros de espessura para os 8,8 milímetros e torna-se mais potente, com um processador de dois núcleos A5.
Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, àaplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Os preços começam nos 479 euros para a versão de 16 GB sem conectividade 3G. Nos modelos de 32 GB e 64 GB os valores sobem para os 579 euros e 679 euros, respectivamente. Com conectividade Wi-Fi juntamente com a ligação móvel de terceira geração passa para os 599 euros (16 GB) e os 799 euros (64 GB).
Vem em duas cores - branco e preto - e tem dez horas de autonomia. Como opção, pode vir equipado com a designada «smart cover», uma capa que serve de suporte ao aparelho.
«Bastaram apenas alguns minutos, menos de meia hora, para o nosso stock esgotar. Tínhamos muitos pedidos e havia muita expectativa em relação ao iPad 2. As pessoas queriam ver, tocar e sobretudo experimentar este novo tablet», disse o responsável da secção de informática da Fnac do Cascaishopping, Rui Magalhães à Agência Financeira.
Mesmo ao final do dia, as pessoas continuavam a aparecer. «Muitos queriam comprar por ser novidade, outros tinham um ou outro interesse específico mas havia pouco stock para tantos pedidos». Ainda assim, revela o responsável da Fnac, «amaioria das pessoas saiu da loja satisfeita» com o seu «novo brinquedo».
Os que não tiveram tanta sorte vão ter de esperar mais algum tempo, já que não há previsão quanto à reposição do aparelho, que foi lançado simultaneamente em mais 24 países na Europa, Ásia e Oceânia.
Nos EUA, a segunda versão do tablet também já esgotou, algo que os especialistas acreditam que vá acontecer rapidamente no resto do mundo.
O que muda?
O novo dispositivo da Apple é 33% mais fino e até duas vezes mais rápido do que o original. É dotado de duas câmaras - uma frontal e outra nas costas do aparelho - que dão suporte à videochamada e à captura de vídeos em HD.
Na segunda geração, o tablet passa dos 13,4 milímetros de espessura para os 8,8 milímetros e torna-se mais potente, com um processador de dois núcleos A5.
Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, àaplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Os preços começam nos 479 euros para a versão de 16 GB sem conectividade 3G. Nos modelos de 32 GB e 64 GB os valores sobem para os 579 euros e 679 euros, respectivamente. Com conectividade Wi-Fi juntamente com a ligação móvel de terceira geração passa para os 599 euros (16 GB) e os 799 euros (64 GB).
Vem em duas cores - branco e preto - e tem dez horas de autonomia. Como opção, pode vir equipado com a designada «smart cover», uma capa que serve de suporte ao aparelho.
iPhone 5: Apple começa a levantar o véu
Já tem data marcada a próxima conferência mundial de criadores da Apple (WWDC na sigla do inglês). A empresa do iPad e do iPhone tem usado este encontro para revelar as grandes novidades de cada ano e o próximo vai decorrer de 6 a 10 de Junho em São Francisco, EUA.
Para já, a empresa da maçã promete revelar o futuro do iOS e Mac OS no evento. No ano passado, foi aqui que se ficou a conhecer o iPhone 4 e, por isso, muitos têm a expectativa de ter aqui um primeiro vislumbre do iPhone 5, escreve a «VentureBeat».
Para a publicação, este pode ser também um sinal de que a Apple vai, na verdade, adiar a apresentação do software da nova versão do iPhone, o iOS 5.0, até ao Outono, já que, normalmente, a Apple costuma agendar um encontro prévio sobre o iOS no início da Primavera, e este ano não o fez.
Além das revelações incluindo o iOS e o iPhone, o WWDC 2011 contará ainda com mais de 100 sessões técnicas para ajudar os programadores a tirar o maior partido das plataformas da Apple. O encontro conta também com os prémios anuais de design para as aplicações de iPhone, iPad, e Mac OSX.
Para já, a empresa da maçã promete revelar o futuro do iOS e Mac OS no evento. No ano passado, foi aqui que se ficou a conhecer o iPhone 4 e, por isso, muitos têm a expectativa de ter aqui um primeiro vislumbre do iPhone 5, escreve a «VentureBeat».
Para a publicação, este pode ser também um sinal de que a Apple vai, na verdade, adiar a apresentação do software da nova versão do iPhone, o iOS 5.0, até ao Outono, já que, normalmente, a Apple costuma agendar um encontro prévio sobre o iOS no início da Primavera, e este ano não o fez.
Além das revelações incluindo o iOS e o iPhone, o WWDC 2011 contará ainda com mais de 100 sessões técnicas para ajudar os programadores a tirar o maior partido das plataformas da Apple. O encontro conta também com os prémios anuais de design para as aplicações de iPhone, iPad, e Mac OSX.
Taxas Euribor renovam máximos
As taxas Euribor continuam esta segunda-feira a subir em todos os prazos e a renovar máximos de 2009, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe para 1,521 por cento, renovando máximos de 2009.
A Euribor a três meses cresce 0,006 pontos para 1,210 por cento, um novo máximo, enquanto a taxa a 12 meses avança para 1,971 por cento.
As Euribor que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe para 1,521 por cento, renovando máximos de 2009.
A Euribor a três meses cresce 0,006 pontos para 1,210 por cento, um novo máximo, enquanto a taxa a 12 meses avança para 1,971 por cento.
As Euribor que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
Gasolina está 2,5 cêntimos mais cara
As cotações da gasolina 85 nos mercados internacionais subiram na semana passada e, como era esperado, o preço deste combustível aumentou neste arranque de semana, com actualizações até 2,5 cêntimos por litro.
A escalada é de 2,5 cêntimos nas bombas da Galp, para um preço médio de 1,584 euros. Esta é, de resto, a mais cara das quatro marcas principais, segundo a Lusa. Na Cepsa, a gasolina subiu 2 cêntimos para 1,579 euros por litro.
Os novos preços reflectem assim um acréscimo da cotação da tonelada métrica deste produto refinado nos mercados internacionais na semana passada.
A média das cotações de gasolina 95 refinada no norte da Europa foi de 687,8 euros por cada tonelada métrica (dados da Bloomberg), um aumento de 17 euros face aos 670,81 euros de média na semana de 14 a 18 de Março.
BP e Repsol não mexem... por agora
A BP e a Repsol deixaram por enquanto os seus preços inalterados, o que não quer dizer que não reflictam o aumento nas cotações que servem de base à Galp, a única empresa que refina em Portugal, ainda durante esta semana.
A média nacional do preço da gasolina 95 foi de 1,551 euros na semana passada, abaixo dos 1,558 euros da média da semana anterior. Desde o mês de Novembro que o litro de gasolina está em média quase 19 cêntimos mais caro.
Gasóleo escapa excepto na Cepsa
Já no preço do gasóleo, só a Cepsa subiu meio cêntimo em cada litro, para um valor de referência de 1,439 euros. O diesel, o combustível rodoviário mais usado em Portugal, manteve-se inalterado para já na Galp, BP e Repsol, já que a cotação média do gasóleo esta semana foi de 706,9 euros, quase igual aos 706,4 euros por tonelada métrica da semana passada.
O preço médio de cada litro chegou na semana passada aos 1,403 euros em portugal, abaixo dos 1,406 de média da semana anterior e ainda quase dois cêntimos abaixo dos máximos históricos de 1,428 de 11 de Julho de 2008.
A escalada é de 2,5 cêntimos nas bombas da Galp, para um preço médio de 1,584 euros. Esta é, de resto, a mais cara das quatro marcas principais, segundo a Lusa. Na Cepsa, a gasolina subiu 2 cêntimos para 1,579 euros por litro.
Os novos preços reflectem assim um acréscimo da cotação da tonelada métrica deste produto refinado nos mercados internacionais na semana passada.
A média das cotações de gasolina 95 refinada no norte da Europa foi de 687,8 euros por cada tonelada métrica (dados da Bloomberg), um aumento de 17 euros face aos 670,81 euros de média na semana de 14 a 18 de Março.
BP e Repsol não mexem... por agora
A BP e a Repsol deixaram por enquanto os seus preços inalterados, o que não quer dizer que não reflictam o aumento nas cotações que servem de base à Galp, a única empresa que refina em Portugal, ainda durante esta semana.
A média nacional do preço da gasolina 95 foi de 1,551 euros na semana passada, abaixo dos 1,558 euros da média da semana anterior. Desde o mês de Novembro que o litro de gasolina está em média quase 19 cêntimos mais caro.
Gasóleo escapa excepto na Cepsa
Já no preço do gasóleo, só a Cepsa subiu meio cêntimo em cada litro, para um valor de referência de 1,439 euros. O diesel, o combustível rodoviário mais usado em Portugal, manteve-se inalterado para já na Galp, BP e Repsol, já que a cotação média do gasóleo esta semana foi de 706,9 euros, quase igual aos 706,4 euros por tonelada métrica da semana passada.
O preço médio de cada litro chegou na semana passada aos 1,403 euros em portugal, abaixo dos 1,406 de média da semana anterior e ainda quase dois cêntimos abaixo dos máximos históricos de 1,428 de 11 de Julho de 2008.
Valor médio da avaliação bancária cai 2,8%
A avaliação bancária de apartamentos e moradias caiu 2,8 por cento no mês de Fevereiro em termos homólogos, mas aumentou 0,5 por cento face a Janeiro, fixando-se em 1.139 euros por metro quadrado, mostra o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à avaliação bancária na habitação, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, destaca que face ao mesmo período de 2010, o valor médio das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto caiu 3,2 por cento e 4,8 por cento respectivamente.
Os decréscimos mais acentuados verificaram-se na região de Lisboa (-3,2 por cento) e a do Norte e Centro (ambas com uma queda de 2,8 por cento), tendo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira sido as únicas a registar uma variação positiva.
O INE refere ainda que em Fevereiro a área metropolitana de Lisboa apresentou uma redução de 0,1 por cento face a Janeiro, enquanto na do Porto se registou um aumento de 0,8 por cento.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária subiu 0,3 por cento em Fevereiro, face a Janeiro, situando-se nos 1.203 euros por metros quadrados, tendo as variações em cadeia sido positivas na maioria das regiões, excepto nas de Lisboa (-0,5 por cento), do Alentejo (-0,8 por cento) e do Algarve (-0,3 por cento).
Já em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos desceu 3,9 por cento, destacando-se a região Norte pelo decréscimo homólogo mais intenso (-5,0 por cento) e a região autónoma dos Açores com a variação mais elevada (9,2 por cento).
Nas moradias, a avaliação bancária fixou-se nos 1.034 euros por metro quadrado, ou seja, uma subida de 0,8 por cento face a Janeiro e um aumento de 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2010.
O Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à avaliação bancária na habitação, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, destaca que face ao mesmo período de 2010, o valor médio das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto caiu 3,2 por cento e 4,8 por cento respectivamente.
Os decréscimos mais acentuados verificaram-se na região de Lisboa (-3,2 por cento) e a do Norte e Centro (ambas com uma queda de 2,8 por cento), tendo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira sido as únicas a registar uma variação positiva.
O INE refere ainda que em Fevereiro a área metropolitana de Lisboa apresentou uma redução de 0,1 por cento face a Janeiro, enquanto na do Porto se registou um aumento de 0,8 por cento.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária subiu 0,3 por cento em Fevereiro, face a Janeiro, situando-se nos 1.203 euros por metros quadrados, tendo as variações em cadeia sido positivas na maioria das regiões, excepto nas de Lisboa (-0,5 por cento), do Alentejo (-0,8 por cento) e do Algarve (-0,3 por cento).
Já em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos desceu 3,9 por cento, destacando-se a região Norte pelo decréscimo homólogo mais intenso (-5,0 por cento) e a região autónoma dos Açores com a variação mais elevada (9,2 por cento).
Nas moradias, a avaliação bancária fixou-se nos 1.034 euros por metro quadrado, ou seja, uma subida de 0,8 por cento face a Janeiro e um aumento de 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2010.
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Economia e Finanças
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