Notícias principais - Google Notícias

Loading

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Seguros: produção cresce para 16,3 mil milhões

A produção do sector segurador cresceu 14 por cento em 2010 para 16,3 mil milhões de euros graças sobretudo ao investimento em produtos de poupança, segundo disse à agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores.

Já os resultados líquidos ascenderam a 420 milhões de euros em 2010, face aos pouco mais de 200 milhões de euros de 2009.

«Estes são resultados bastante positivos e que fez com que o sector segurador passasse a ter um volume de produção de cerca de 10 por cento do PIB, o que é superior ao volume da área da distribuição ou do turismo», disse à agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, Pedro Seixas Vale.

O segmento vida foi o que mais contribuiu para o crescimento do volume de negócios das seguradoras em 2010 ao crescer 17 por cento, representando já 75 por cento da produção.

Os «produtos de poupança pura» são, segundo Seixas Vale, o principal motivo para o crescimento do ramo vida.

«Estamos numa situação económica difícil, mas nos últimos tempos tem-se verificado um aumento da taxa poupança e uma parte significativa desta nova poupança foi aplicada em produtos de seguro», afirmou.

Prata em máximos de 30 anos

A Líbia está a provocar uma escalada nos preços do petróleo e no valor do ouro, desviando a atenção dos pequenos investidores para a prata, que acaba de atingir um pico só visto há 30 anos. De tal maneira que, em alguns países, as moedas de prata tiveram de ser racionadas para não esgotarem.

O ouro subiu para mais do que 1.400 dólares a onça, o preço mais alto em quase sete semanas em Londres.

A instabilidade vivida no Médio Oriente e no Norte de África está assim a acelerar as preocupações relativas à inflação. O mais recente passo para conter a subida dos preços foi dado pela China.

«A mistura do nervosismo do Oriente Médio e das preocupações com a inflação continua a criar um ambiente de preços favoráveis para os metais preciosos, principalmente o ouro e prata», comentou, num relatório citado pela Bloomberg, o analista do TheBullionDesk.com, James Moore.

A prata para entrega imediata subiu 2,7% para 33.5175 dólares a onça. É, nada mais, nada menos do que o preço mais alto desde Março de 1980.

Brent mantém-se em máximos de 2008

A violência dos confrontos na Líbia está a fazer temer problemas de fornecimento do crude nalguns países e isso está a contribuir para a alta dos preços da matéria-prima.

Os receios de complicações no fornecimento da matéria-prima ganharam mais dimensão, depois de o filho do líder líbio ter avisado que uma guerra civil arriscaria a riqueza petrolífera do país. Ainda há duas noites foi travada uma tentativa de sabotagem de poços de petróleo na Líbia.

Note-se que o país é o terceiro produtor africano de petróleo, com perto de dois milhões de barris por dia.

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 2,25 por cento para 104,83 dólares.

Em Nova Iorque o crude está a disparar 4,2 por cento, com cada barril a valer 89,82 dólares.

BCE compra 711 milhões de dívida soberana

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta segunda-feira que voltou a comprar dívida soberana da Zona Euro na passada semana, no total de 711 milhões de euros, incluindo, dívida portuguesa, revela a agência Bloomberg.

A instituição liderada por Jean-Claude Trichet decidiu voltar às compras, depois de três semanas consecutivas sem comprar títulos de dívida dos Estados europeus.

Uma parte dessa dívida era portuguesa, da qual uma quantia foi comprada ainda na semana anterior - o atraso com que estas transacções são concretizadas gera tal desfasamento.

No dia 10 de Fevereiro, quinta-feira, o BCE esteve no mercado a comprar títulos da dívida nacional de forma «agressiva», como disseram alguns analistas às agências noticiosas, com o objectivo de travar a tendência de subida dos juros, que tocaram o valor mais alto de sempre, nos 7,63%.

Mesmo assim, os juros da dívida soberana a 10 anos não descem da barreira dos 7% há 12 semanas consecutivas. Esta segunda-feira não é excepção: fixam nos 7,5050%.

PSI20 fecha a cair 2,17% para 7.855,73 pontos

A bolsa de Lisboa encerrou esta segunda-feira em forte queda, a acompanhar a tendência dos restantes mercados europeus, que continuam preocupados com os tumultos no Médio Oriente e Norte de África, mas também com a crise de dívida pública, num dia em que os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos atingiram um novo recorde.

O PSI20 recuou 2,17% para 7.855,73 pontos, com todos os títulos em queda e mais de metade a registarem recuos superiores a 2%. O MIB italiano desceu 3,59%, o IBEX espanhol 2,33%, o CAC francês 1,44%, o DAX alemão 1,43% e o FTSE inglês 1,06%, num dia em que os mercados europeus não tiveram a habitual orientação dos norte-americanos, já que nos EUA se celebra o feriado do Dia do Presidente, e Wall Street está encerrada.

A maior descida da sessão coube à Mota-Engil, que perdeu 4,08% para 1,98 euros, mas o BES também deslizou 3,97% para 3,05 euros. Na banca, o BCP caiu 2,21% para 62 cêntimos e o BPI 1,19% para 1,41 euros.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PSI20 fecha a cair 1,18% para os 8.030,33 pontos

O PSI20 fechou esta sexta-feira a cair 1,18%, penalizada pela banca, energia e telecomunicações; a Europa fechou a sessão com sentimento misto.

O PSI20 recuou 1,18% com 13 títulos a descer, 5 a subir e 2 inalterados.

A liderar as perdas destacava-se a Jerónimo Martins, a descer mais de 5,69%, para 11,59 euros, depois de ter hoje apresentado ao mercado um aumento dos lucros de 40,3 por cento em 2010 face ao ano anterior, para 281 milhões de euros.

Acções da Apple caem após rumores sobre saúde de Jobs

As acções da Apple cairam esta quinta-feira 1,33% no índice tecnológico Nasdaq, passando a valer 358,30 dólares. A descida dos títulos reflectiu a notícia lançada por um jornal, de que o presidente da empresa teria apenas seis semanas de vida.

De acordo com o Herald Sun, Jobs foi visto a sair de um centro de tratamento de cancro na Califórnia. O empresário está de licença médica por razões não reveladas no Stanford Cancer Center, nos arredores de Saão Francisco, avançou o Radar Online. A clínica é a mesma que tratou o actor Patrick Swayze, antes da sua morte em Setembro de 2009. O Radar Online confirmou a informação depois de algumas fotos de Jobs terem sido publicadas pelo «National Enquirer», onde se via Steve Jobs a entrar e a sair da clínica.

O «National Enquirer» escreve esta quinta-feira que o empresário, que sofre há muitos meses de cancro no pâncreas, está perto do fim. Uma notícia que depressa se espalhou pelos media à volta do mundo.

Steve Jobs, o homem por detrás do iPod, iPad e iPhone, é considerado um dos maiores visionários da tecnologia de todos os tempos e está de baixa há várias semanas, naquela que é a sua segunda licença da empresa tecnológica por motivos de saúde. A Apple não tem comentado o estado de saúde do seu líder, nem revela quando se espera o seu regresso ao trabalho.

Mas, de acordo com os jornais, o gestor perdeu muito peso recentemente e as suas últimas imagens publicadas mostram um Steve Jobs «mais magro, frágil e em sofrimento», escreve o «Daily Mail».

O presidente da Apple era suposto reunir-se esta noite com o Presidente dos EUA, Barack Obama, e com os presidentes do Google e do Facebook, para debater o futuro da economia do país.

Obama discute futuro dos EUA com Facebook, Google e Apple

É a prova de que as novas tecnologias são o futuro. O Presidente dos EUA, Barack Obama, vai reunir-se com os presidentes de algumas das maiores empresas tecnológicas para discutir o futuro da maior economia do mundo.

Obama vai a São Francisco encontrar-se com nomes sonantes como Steve Jobs (Apple), Eric Schmidt (Google) e Mark Zuckerberg (Facebook), escreve um jornal local.

No menu do encontro estará, entre outras iguarias, a situação económica dos EUA, o empreendedorismo, a criação de empregos e a necessidade de promover o país como «fonte de inovação». Obama quer também que os líderes das maiores empresas tecnológicas se comprometam a fazer novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (R&D), educação e energias renováveis.

PS e PSD travam limite aos salários dos gestores

As propostas do CDS, Bloco de Esquerda e PCP para limitar os salários dos gestores das empresas públicas foram inviabilizadas esta sexta-feira na Assembleia da República. PS e PSD travaram os propósitos daqueles partidos.

O CDS queria colocar como tecto máximo o salário do Presidente da República. «Não é compreensível numa altura como esta que atravessamos que haja gestores públicos com salários de 500 mil ou 600 mil euros por ano. O Estado impõe austeridade aos outros tem de começar a dar o exemplo e impor austeridade a si próprio», disse a deputada centrista Cecília Meireles.

A proposta do BE ia ainda no sentido de que o salário do nomeado não fosse superior ao salário de quem o nomeou. «É necessário impor um limite ao abuso. O limite que propomos é o vencimento do PR. Não é admissível que um gestor público nomeado aufira uma remuneração várias vezes superior frequentemente à entidade que o nomeia», explicou o deputado Pedro Soares.

Já o PCP pretendia limitar os salários dos gestores públicos no máximo a 90% do salário do Presidente da República, porque, defendeu o deputado Honório Novo, «não é sobretudo aceitável que haja gestores públicos a ganhar estes vencimentos bilionários em empresas onde se cortam os vencimentos, onde se propõem reduções salariais ou congelamentos».

Mas nenhuma das propostas convenceu o partido do Governo e o maior partido da oposição. Do lado do PSD, Miguel Frasquilho disse que «a lógica destes diplomas que aqui hoje debatemos é absolutamente errada, totalmente demagógica e a roçar um populismo fácil e perigoso. É o aproveitamento de forma totalmente condenável das circunstâncias difíceis que enfrentamos».

Do lado do PS, Teresa Venda disse que «estas iniciativas têm em comum pretender legislar sob a forma de projecto-lei algo que é claramente competência do Governo e que tal como são formuladas são insusceptíveis de aplicação sem regulamentação do executivo».

Apesar de verem os seus projectos inviabilizados, CDS, BE e PCP insistem na necessidade de uma maior transparência do sector empresarial do Estado.

Parlamento Europeu adverte: são precisas reformas

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, defendeu esta sexta-feira que a austeridade adoptada pelo Governo português é essencial para a estabilidade financeira, mas advertiu para a necessidade de reformas estruturais. Este aviso surge um dia depois de se ter sabido que em Bruxelas corremrumores de que o resgate português vai acontecer em Abril.

«As medidas de austeridade em Portugal são muito importantes para a estabilidade financeira e também para a estabilidade financeira de toda a Zona Euro».

É «um sinal positivo» para a União Europeia que «a oposição em Portugal mostre responsabilidade e apoio às medidas de austeridade», afirmou Jerzy Buzek, citado pela Lusa.

Numa breve declaração à imprensa após reunir-se com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, o presidente do Parlamento Europeu reforçou que «sem reformas estruturais a longo prazo será impossível sair da crise».

«Temos de criar novos empregos. Sem reformas estruturais não é possível criar novos empregos. Discutimos isso com o líder da oposição e ele concordou inteiramente que são muito importantes».

PSD pronto para governar e fazer reformas

Na conversa com Pedro Passos Coelho, o presidente do PE ficou a saber que o PSD está está preparado para governar porque aquelas medidas [de austeridade] que são patrióticas [o partido] apoiou-as e está disponível para fazer reformas que este Governo não é capaz de fazer», segundo adiantou Paulo Rangel.

Para o PSD, «têm sido dados passos no plano da estabilização financeira mas não tem havido grandes avanços no contexto das reformas estruturais» que «estão praticamente todas por fazer».

«Ainda em Dezembro ouvimos falar de 40 ou 50 medidas para o crescimento e a verdade é que ninguém tem o seguimento do que aconteceu». O PSD denunciou este caso ao presidente do PE como exemplo de que o Governo se «mostra incapaz ou esgotado» para avançar com reformas.

Para Paulo Rangel, é preciso fazer reformas estruturais na «área da Justiça, no mercado de trabalho, nos sistemas públicos de prestações, na saúde na educação», áreas em que disse haver «muito desperdício e muito gasto».

Ajuda externa vem mesmo?

Antes, questionado pelos jornalistas na Assembleia da República sobre a possibilidade de Portugal recorrer a ajuda financeira externa, Jerzy Buzek disse que não gostaria de se pronunciar sobre uma «decisão independente» do Governo português.

Jerzy Buzek transmitiu uma «mensagem de solidariedade e confiança» aos portugueses, afirmando ter tido conhecimento de que o país está a adoptar uma «atitude responsável».

O mesmo dicurso foi adoptado ontem em reunião com o primeiro-ministro quando deixou uma «mensagem de solidariedade ao Governo e ao país», sublinhando que «Portugal vai sobreviver à crise económica» que atravessa.

A Alemanha veio já esta sexta-feira mostrar a suadisponibilidade para ajudar Portugal, mas frisou que o país não está em estado de emergência.

Euribor fecham semana em queda

As taxas Euribor a 3 e 6 meses estão esta sexta-feira a cair, 0,008 e 0,004 pontos percentuais, respectivamente, segundo ofixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, cai 0,004 pontos, para 1,348 por cento, enquanto a taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, recua também 0,008 pontos, para 1,078 por cento.

Já a taxa Euribor a 12 meses mantém-se estável nos 1,721 por cento.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

«Não vale a pena mentir. Estamos em recessão»

Depois do governador do Banco de Portugal, agora é a vez do líder da Jerónimo Martins dizer que não tem dúvidas de que o país está mesmo em recessão.

Soares dos Santos diz mesmo que não vale a pena andarmos com mentiras e que o país precisa de definir estratégias e não de recorrer a truques como faz o primeiro-ministro.

«Aqui não há truques. Aqui há planos e estratégias muito bem definidas a implementar e com muito rigor», disse o presidente da JM, dona do Pingo Doce e do Recheio, no dia em que a empresa apresentou lucros de 281 milhões de euros, reflectindo uma escalada de 40,3%.

Quanto à recessão, «não vale a pena continuarmos a mentir. As pessoas estão saturadas de mentiras e não se lhes pode pedir sacrifícios sem lhes dizer a verdade. As pessoas têm de saber que quando têm de fazer sacrifícios porque é que os estão a fazer, em nome de quê e onde é que vão ficar».

Ou seja, «não adianta andarmos a dizer que não estamos em recessão porque estamos».

Alimentos sofrem aumentos até 10%

O Banco Mundial veio alertar esta semana para os «níveis perigosos» dos preços dos alimentos. Por cá, bens como o leite, o pão e algumas bebidas vão registar aumentos que podem chegar aos 10 por cento.

Os produtores dizem que esta é a única alternativa para fazer frente à crise internacional, que tem provocado o aumento dos preços ao nível da produção. O resultado está à vista: sobem os preços junto do consumidor. O leite pode subir alguns cêntimos por litro nos próximos dias, o aumento médio do quilo do pão pode chegar aos 10%, o preço do café também não escapa; a mesma coisa com as cervejas e por aí fora.

As queixas são generalizadas entre os consumidores. E mesmo o café, sem ser um bem de primeira necessidade, é uma rotina diária que começa a sair cara.

Os aumentos são consequências da crise internacional e Portugal dificilmente conseguirá escapar por muito mais tempo.

BCE pode aumentar juros

O Banco Central Europeu pode estar prestes a aumentar os juros de referência para a Zona Euro. Quem o reconhece é um dos membros do Conselho do BCE, Lorenzo Vini Smaghi, argumentando com as pressões inflacionistas. É que, frisa, o aumento dos preços das matérias-primas «terá um impacto inevitável».

«Como a economia está a recuperar gradualmente e as pressões inflacionárias globais acabam por surgir, o grau de acomodação da política monetária tem de ser monitorizado e, se necessário, corrigido», reconheceu Bini Smaghi, citado pela Bloomberg.

A escalada das matérias primas «terá um impacto inevitável» e «um dos principais desafios para a política monetária é evitar o contágio da subida dos preços e manter a inflação sob controlo». E para isso é preciso ter «a habilidade de tomar acções preventivas, se necessário».

O BCE está assim preocupado com o valor da inflação que já violou o limite de 2% estabelecido pelo BCE para a Zona Euro e está a evoluir ao ritmo mais rápido em mais de dois anos.

Veremos se o BCE vai ou não voltar a manter os juros de referência em 1% como tem acontecido desde Maio de 2009.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

IEFP: desempregados baixam pela 1ª vez em 28 meses

O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas caiu 0,5% em Janeiro deste ano, face ao homólogo de 2010, para 557.244 pessoas, revela o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) no relatório mensal. É a primeira queda após 27 meses consecutivos de subida.

Na comparação com o último mês do ano passado, os dados não são tão positivos e revelam uma subida de 2,8%.

A diminuição homóloga do desemprego verificou-se nos homens (-2,2%), enquanto o número de mulheres desempregadas aumentou (+0,9%). Por grupo etário, a evolução anual do desemprego também foi diferenciada: o número de jovens desempregados decresceu 9,9%, enquanto o número de adultos subiu um aumento de 0,9%.

Por níveis de habilitação escolar, o 1º e 2º ciclos do ensino básico diminuíram o volume de desempregados, mas nos outros níveis de instrução verificou-se um agravamento do desemprego, principalmente no secundário (+5,8%) e superior (+4,5%).

Desemprego de longa duração dispara 21%

Quanto ao tempo de duração da procura de emprego, 57,9% dos desempregados inscritos, estavam registados há menos de um ano e 42,1% há um ano ou mais. O desemprego de longa duração disparou 21,2%.

Por regiões, as quedas fizeram-se sentir a Norte (-1,1%), Centro (-5,1%) e no Alentejo (-3,8%). Nas restantes regiões o desemprego aumentou, destacando-se a Região Autónoma da Madeira com o aumento mais acentuado (+13,8%). Face ao mês anterior, o desemprego aumentou em todas as regiões do País.

Quanto às profissões dos desempregados, os dados do Continente confirmam a elevada representatividade dos trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (67.548), do pessoal dos serviços de protecção e segurança (66.628), dos empregados de escritório (55.581), dos trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras (48.080) e dos operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil (46.142). Estes cinco grupos profissionais expressavam, no seu conjunto, 53,1% do total de desempregados inscritos no final do mês em análise.

Quais as profissões com menos desemprego?

Os grupos profissionais brindados com uma diminuição do número de desempregados foram os operadores de máquinas e trabalhadores da montagem (-13,5%), outros operários, artífices e trabalhadores similares (-9,7%) e trabalhadores da metalurgia, metalomecânica e similares, (-9,3).

Pelo contrário, há mais inscritos entre os docentes do ensino secundário, superior e profissões similares e os profissionais de nível intermédio do ensino com, respectivamente, +39,6% e +36,4%.

Considerando a actividade económica de origem do desemprego, dos 494.641 desempregados que no final do mês se encontravam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Centros de Emprego do Continente, 59,8% eram oriundos de actividades dos serviços, 36,2% da indústria e 3,7% do sector agrícola.

Há 13.600 vagas para preencher

Só durante o mês de Janeiro inscreveram-se 63.269 trabalhadores desempregados, dos quais 38,9% alegavam fim de trabalho não permanente e 18,4% foram despedidos.

Os centros de emprego tinham 13.623 ofertas de emprego por preencher, das quais 8.739 chegaram precisamente no primeiro mês do ano. As restantes, já vinham de trás e ainda não tinham sido preenchidas.

A maioria das ofertas de vagas vem das actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, do comércio por grosso e a retalho, do alojamento, restauração e similares, da construção e da indústria do vestuário.

Os centros de emprego conseguiram colocar 4.327 pessoas, mais de metade em apenas quatro grupos profissionais: pessoal dos serviços, protecção e segurança, outros operários, artífices e trabalhadores similares, trabalhadores não qualificados das minas, construção
civil e indústria transformadora e trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio.

700 mil pessoas sem gerar riqueza, alerta CIP

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu esta quinta-feira a urgência de «medidas sérias» decombate ao desemprego, considerando que Portugal «não pode suportar o desperdício» de ter perto de 700 mil pessoas sem gerar riqueza.

«Temos que promover políticas públicas, parcerias público-privadas e desenvolver actividade económica para trazer esta massa ao mundo de trabalho, porque o país não se pode dar ao luxo de dispensar estes recursos humanos que podem gerar riqueza e hoje não o estão a fazer, para além de que em termos sociais é um drama enorme», afirmou António Saraiva citado pela Lusa.

Falando à margem da conferência «Produtividade Portugal», que decorreu esta quinta-feira em Leça da Palmeira, Matosinhos, o líder da CIP comentava os dados recorde de 11,1% relativos ao desemprego no 4º trimestre divulgados na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

«Estado da nossa economia é gerador de desemprego»

Já hoje, novos dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apontam que o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego caiu 0,5%, em Janeiro, face ao período homólogo de 2010, com 557.244 inscritos.

A evolução do desemprego em termos mensais mostra, no entanto, um acréscimo de 2,8% face ao mês anterior, com o IEFP a avançar que no final de Janeiro se contavam 557.244 desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas.Este número corresponde a 86,6% de um total de 643.659 pedidos de emprego.

Para António Saraiva, este cenário impõe o desenvolvimento de «políticas de proximidade, como a regeneração urbana e a requalificação do parque urbano público degradado», que levem a que «regionalmente, através dos municípios, se promova o emprego».

«O desemprego é estrutural, porque lamentavelmente o estado da nossa economia é gerador de desemprego, e um combate que todos temos que travar: trazer ao mundo do trabalho os jovens licenciados desempregados e os desempregados de longa duração», sustentou.

Execucação orçamental ditará caminho a seguir

Mesmo assim, António Saraiva acredita que a execução orçamental vai ser cumprida. No entanto, se tal não acontecer, devem-se fazer «acordos parlamentares, com mudança ou não de Governo», para «mudar de caminho».

«É preciso esperar com tranquilidade a execução orçamental e esperar que as dolorosas medidas a que todos foram obrigados gerem o efeito desejado», defendeu o responsável.

Futebol: canais pagos podem perder exclusividade

O tribunal geral da União Europeia autorizou esta quinta-feira os Estados-membros a tornarem obrigatória a transmissão em canal aberto de jogos dos Mundiais e Europeus de futebol, considerando-os acontecimentos de interesse público.

Isto quer dizer que cabe, agora, a cada país definir se os jogos passarão nos canais de sinal aberto, em concorrência com os pagos, que perdem, assim, a exclusividade da transmissão.

A decisão surge depois de uma queixa apresentada pela FIFA e pela UEFA contra a Bélgica e a Grã-Bretanha, que já tinham normas no sentido de que os jogos das duas competições fossem emitidos em canal aberto.

O tribunal justifica-se com «o direito à informação e a necessidade de assegurar o acesso do público em geral a acontecimentos de grande dimensão», cita a Lusa.

Esta decisão invoca um artigo da legislação europeia sobre o audiovisual que autoriza os Estados-membros a proibirem a transmissão exclusiva em canais pagos de eventos que consideram de grande importância para a sociedade.

FIFA e a UEFA podem recorrer da sentença

Ora, a FIFA e da UEFA pretendiam que a legislação só fosse aplicada aos jogos das selecções de cada país.

Agora, cada Estado-membro pode ser obrigado a enviar à Comissão Europeia uma lista de eventos desportivos ou culturais que se insiram no critério do «interesse público».

Já em relação à FIFA e à UEFA, o tribunal considerou que, apesar da transmissão em canal aberto poder afectar as receitas das duas entidades, estas não serão obrigadas a ceder os direitos de forma gratuita.

A FIFA e a UEFA podem recorrer da sentença para o Tribunal de Justiça europeu.

Honda recolhe 700 mil carros em todo o mundo

O construtor automóvel japonês Honda chamou esta quinta-feira para revisão cerca de 700 mil automóveis em todo o mundo, devido a um risco de aquecimento do motor e a possíveis dificuldades na ignição, segundo documentos comunicados ao ministério japonês dos Transportes.

Um total de 167.883 veículos, que pertencem a duas gamas, produzidos entre Setembro de 2007 e Novembro de 2009, refere-se ao Japão.

Surgem mais cerca de 525 mil veículos no estrangeiro, que pertencem às gamas Freed (pequeno monovolume), Caber (automóvel compacto) e City (Berlina), escreve a Lusa.

Uma peça defeituosa pode aquecer o motor imediatamente após a ignição e, no pior dos casos, poderá prejudicar o arranque, de acordo com os documentos transmitidos ao ministério japonês.

A Honda registou 72 queixas relativas a este problema no Japão, mas não se verificou qualquer acidente no arquipélago nem no estrangeiro, de acordo com um porta-voz do grupo.

Os construtores automóveis japoneses são propensos em proceder à chamada em massa de veículos para corrigir problemas, às vezes menores, nos seus automóveis, uma diligência que consideram «responsável» e que supostamente melhora a satisfação do cliente.

Google lança serviço de venda online de jornais

A Google lançou em sete países um serviço de venda online para editores de imprensa, que dispõem de uma plataforma na Internet, onde podem vender assinaturas ou artigos individuais.

O serviço «One Pass» foi lançado nos Estados Unidos, Espanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha, disse Philippe Colombet, director da Google Actualités, da Google França.

«O One Pass não é um site ou uma aplicação operada pela Google, é uma plataforma destinada a editores para que possam, a partir do seu próprio site ou das suas aplicações, vender de forma muito simples uma assinatura ou o acesso a uma artigo», explicou o responsável citado pela Lusa.

O serviço «é um passo no desenvolvimento da informação paga, é uma plataforma tecnológica para facilitar os micropagamentos tanto para o editor como para o cibernauta», defendeu Colombet.

«O interesse para o cibernauta é que pode, a partir de todo o tipo de equipamento - via Internet ou via telemóvel - pagar de forma simples e fluida pelos artigos ou pelas assinaturas e passar de um título para outro», acrescentou.

Quer uma imperial? Saiba que vai pagar mais

Beber cerveja vai ficar mais caro este ano e os aumentos podem ir até aos 6% na Unicer, que detém a Super Bock. Mas também a Sociedade Central de Cervejas, dona da Sagres, vai pelo mesmo caminho.

«Estamos a fazer correcções aos preços das cervejas, algumas já foram sendo feitas e outras terão que ser feitas ainda este trimestre», disse à Agência Financeira o presidente-executivo da Unicer, António Pires de Lima, que engloba as cervejas Super Bock, Cristal e Carlsberg.

«O aumento muito significativo dos custos do malte - subiu 2,5 vezes - da energia (combustíveis e energia eléctrica) e das embalagens fazem com que a indústria não tenha condições para poder suportar estes custos podendo pôr em causa a sua sustentabilidade».

Assim, «neste ano completo é natural que os preços médios de venda ao público chegam à casa dos 5%, 6%». Na prática, esclareceu Pires de Lima, um pack de seis cervejas que custa em média 3,49 euros, ao longo deste ano vai chegar bem próximo dos 3,70 euros.

Clima de recessão afecta consumo desde Outubro

Já a Sociedade Central de Cervejas - que detém, para além da Sagres, a Imperial, Heineken e Guiness - vai aumentar o preço da cerveja em 5% este ano, também por causa da subida do preço das matérias-primas.

Segundo o presidente executivo da empresa, Alberto da Ponte, a contribuir também para o aumento dos preços estão a subida dos custos com a energia e o embalamento, cita a Lusa.

Poderá esta subida de preço da cerveja ditar uma quebra na procura? O presidente executivo da Unicer admitiu à AF que «infelizmente já está a existir e não tem a ver com os preços, mas com o clima de recessão que se vem reflectindo no sector desde Outubro, tem tido um efeito nefasto. E é evidente que quanto mais mexemos nos preços mais sentiremos isso». Mas parece que não há outra saída.

Reduzir custos sem despedir

Note-se ainda que, da parte da Central de Cervejas, Alberto da Ponte fez questão de sublinhar que, nos últimos dois anos, a empresa que gere conseguiu reduzir os custos em 14 milhões de euros sem despedir nenhum dos cerca de mil trabalhadores da empresa.

Em 2010, as vendas da Central de Cervejas, que detém ainda a Luso, aumentaram 3,1%, para 433 milhões de euros, revelou ainda o responsável.

Lucro do BNP Paribas sobe 34,5%

O BNP Paribas registou lucros de 7,84 mil milhões de euros em 2010, mais 34,5 por cento que os resultados obtidos em 2009, de acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo banco.

Segundo a agência de notícias AP, com este resultado o banco fica ao mesmo nível dos valores de 2007, antes de eclodir a crise financeira global, quando reportou lucros de 7,82 mil milhões de euros.

«Graças ao seu papel activo no financiamento da economia e à integração bem sucedida do Fortis, que levou o grupo a uma nova dimensão, o BNP Paribas registou em 2010 um lucro de 7,843 mil milhões de euros, num aumento de 34,5% em relação a 2009», revelou o banco numa nota citada pela Lusa.

A instituição bancária adiantou ainda que os resultados líquidos dos últimos três meses de 2010 cresceram 14% para os 1,55 mil milhões de euros.

Santander nega fuga aos impostos

Fundos de pelo menos 350 milhões de dólares (258 milhões de euros), domiciliados na sucursal do Santander Totta, no Luxemburgo, circularam nos últimos anos pelas praças financeiras do grão-ducado, de Londres e das ilhas Caimão.

Segundo o jornal «Público», as operações permitiam aumentar os custos à casa-mãe e reduzir os impostos a pagar.

A denúncia feita por ex-quadros do Santander chegou a tribunal em Maio, a propósito de um diferendo laboral com o banco, e revelou que o Totta usaria veículos (denominados Ptif e Taf) para fazer planeamento fiscal.

Tanto Isabel Ramos de Almeida, ex-directora do Santander, como Jorge Dias, chefe da sucursal do banco no Luxemburgo, acusam a instituição bancária de que os fundos domiciliados no grão-ducado era investidos em condições anormais.

Jorge Dias sublinha mesmo que nunca passou as declarações fiscais dos rendimentos dessas aplicações, porque a administração do banco, que geria os activos, apesar dos múltiplos pedidos, nunca o informou sobre quem eram os beneficiários económicos últimos.

Fonte oficial do banco, em resposta à notícia publicada esta quinta-feira no jornal «Público», frisa que as «acusações não são correctas e derivam de interpretações de depoimentos relativos a um processo de despedimento litigioso de um ex-funcionário da extinta sucursal do Luxemburgo».

Segundo o comunicado, o Ptif e Taf (os veículos usados nestas operações) «foram constituídos pelo Banco Totta & Açores e pelo Banco Pinto & Sotto Mayor» e são «instrumentos totalmente legais, transparentes, criados tendo em vista emissões de títulos que são adquiridos por investidores institucionais não residentes, cujo produto se destina a ser aplicado no banco, reforçando, por consequência, os seus fundos próprios e solidez financeira».

Ou seja, para o Santander Totta, estas sociadades são «instrumentos equivalentes a dívida subordinada em termos de regime fiscal, com o atributo de contarem para os rácios de capital e de proporcionarem funding aos bancos e, por isso, usados correntemente».

Ao «Público», o ex-director-geral do balcão do Santander Totta no grão-ducado reconheceu que os 350 milhões de dólares têm sido triangulados entre praças financeiras em condições comerciais «desajustadas da realidade do mercado» interbancário, operações que permitiriam aumentar custos em Portugal - e pagar menos impostos sobre a matéria colectável -, obtendo ao mesmo tempo proveitos mais elevados nas ilhas Caimão, livres de taxas.

Sobre a sucursal no Luxemburgo, e entretanto «extinta», «os seus resultados eram incorporados no banco em Portugal para efeitos fiscais», garantiu o Totta em comunicado, em resposta à fuga de impostos.

E sobre as operações, o banco não tem dúvidas de que se tratam de «emissões correntes em mercados internacionais feitas em jurisdições adequadas e dirigidas a investidores institucionais, que permitem o financiamento dos bancos com toda a transparência e legalidade».

Certificados de Aforro perdem 182 milhões num mês

Os portugueses continuam a fugir dos Certificados de Aforro (CA) e em Janeiro este produto perdeu mais 182 milhões de euros, que se somam aos 1.400 milhões já resgatados durante o ano passado.

De acordo com o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), no primeiro mês de 2011, os portugueses aplicaram 41 milhões nos CA mas retiraram 223 milhões, o que resulta num saldo líquido negativo de 182 milhões.

A fuga de capital deste produto prende-se com a baixa rendibilidade, que está indexada à Euribor a três meses. Apesar das ligeiras subidas recentes, continua em níveis baixos e a taxa de rendimento para as novas subscrições de CA feitas este mês não vai além de 1,116%.

Quem ganha com isto são os Certificados do Tesouro (CT), um produto de poupança alternativo criado há poucos meses pelo Governo, cuja rendibilidade, indexada à taxa das Obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos, é bem mais elevada.

Valor aplicado caiu quase 60% face a Dezembro, mês em que as subscrições deste produto de poupança do Estado atingiram um recorde.

Em Janeiro, os portugueses investiram 105 milhões de euros neste produto e retiraram apenas 10, o que resultou num saldo líquido positivo de 95 milhões. Este foi o primeiro mês em que houve resgates de CT desde que o produto chegou ao mercado, em Agosto passado, até porque o mesmo tinha um período de indisponibilidade de seis meses.

BCP e JM salvam o dia em Lisboa

A bolsa de Lisboa encerrou esta quinta-feira em alta ligeira. O PSI20 subiu 0,11% para 8.126,06 pontos, com o BCP e a Jerónimo Martins a serem decisivos para o fecho acima da linha de água.

Num dia em que os juros da dívida pública continuam em alta, com a taxa das obrigações a 10 anos a rondar os 7,5% e a taxa das obrigações a 5 anos a registar um novo máximo histórico nos 7,079%, o maior banco privado português conseguiu liderar os ganhos na praça.

O banco liderado por Carlos Santos Ferreira trepou 2,01% para 63 cêntimos, seguido de longe pelo BPI, com mais 0,28% para 1,45 euros e com o BES a encerrar quase na linha de água: uma subida de apenas 0,03% para 3,20 euros, depois de dois dias de fortes subidas.

O segundo maior ganho do dia foi da Jerónimo Martins. A dona do Pingo Doce valorizou-se mais 0,99% para 12,29 euros, na véspera da sua apresentação de resultados. Os analistas acreditam que a empresa anunciará uma subida dos lucros na ordem dos 40%.

No verde fecharam ainda a PT, que trepou 0,31% para 8,55 euros, e a EDP, em alta de 0,52% para 2,91 euros, depois de a Goldman Sachs ter considerado que esta é a eléctrica com maior potencial em Espanha.

A única nota de peso no vermelho foi a Galp Energia, que deslizou esta quinta-feira 1,87% para 15,25 euros.

Lá por fora, o dia foi de divisões. O IBEX espanhol recuperou 0,59%, o MIB italiano subiu 0,05% e o CAC francês avançou 0,03%. Mas o FTSE inglês cedeu 0,07% e o DAX alemão caiu 0,19%. Os investidores estiveram a pesar resultados empresariais mistos: se, por um lado, a Nestlé triplicou os lucros, por outro lado, a francesa Axa apresentou resultados decepcionantes.

No outro lado do Atlântico, o dia também não é de animações: o Nasdaq cai 0,02% e o Dow Jones sobe 0,05%, depois de se saber que a inflação subiu mais do que o esperado, tal como os pedidos de subsídio de desemprego.

Petróleo recua após pico nos 104,30 dólares

O preço do petróleo continua acima dos 100 dólares e a girar em torno do Médio Oriente. As atenções dos investidores estão focadas nos protestos que alastram, depois do Egipto, à Líbia, Irão, Iémen e Bahrein.

A notícia que surgiu na quarta-feira pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, de que o Irão iria enviar dois navios militares através do Canal do Suez para chegar à Líbia, ganhou força na quinta-feira ao ser transmitida na televisão estatal iraniana. As autoridades do Canal avisaram que nenhuma embarcação iraniana tinha recebido autorização para a travessia.

Os analistas admitem que os mercados estão nervosos com a situação e temem que alguma coisa aconteça, a qualquer momento, entre Israel e o Irão. O ministro israelita, Avigdor Lieberman, considerou a atitude iraniana como «uma provocação».

O barril de Brent segue a perder 0,97% mas mantém-se, mesmo assim, nos 102,77 dólares, depois de ter atingido um pico de 104,30 dólares nesta sessão.

O que também não ajudou foi o panorama económico, onde os sinais negativos se acumulam, como o aumento dos pedidos de desemprego nos EUA.

O petróleo negociado no NYMEX, pelo contrário, sobe 1,54% para 86,31 dólares o barril.

Castro Jerónimo - Search Engine