A Google vai aplicar um novo botão de recomendação de resultados do seu motor de busca de páginas da Internet, semelhante ao «Like» do Facebook.
«Para recomendar algo, um utilizador precisa apenas de clicar na opção «+1» num resultado ou num anúncio que considere útil. Esses «+1»¿s passarão a aparecer nos resultados de pesquisa do Google», anuncia a empresa, em comunicado citado pela Lusa.
Quando o utilizador estiver com a sua conta do Google activada, verá nos resultados de pesquisa os nomes das pessoas que recomendaram aquele site, nomeadamente de algum seu familiar, amigo ou colega.
«Após um clique no botão «+1», um utilizador tem também a opção de desfazer a acção de imediato», salienta a Google.
A opção «+1» será disponibilizada lentamente a nível global, a começar pelo google.com em inglês.
quinta-feira, 31 de março de 2011
RTP abre programa de saídas voluntárias
A nova estrutura orgânica da RTP levou à criação de um novo Programa de Apoio a Saídas Voluntárias (PASV) que abrangerá os interessados cujas saídas «não impliquem a necessidade de substituição» ou permitam que a mesma seja assegurada internamente.
Em nota interna citada pela agência Lusa, é referido que este programa será «necessariamente diferente do anterior», de 2009, mas é também destinado «aos trabalhadores que pretendam livremente aderir» e preencham os requisitos indicados no programa.
São duas as modalidades apresentadas aos trabalhadores: uma que passa por um sistema de reforma flexível, para os funcionários entre os 55 e os 65 anos, que «preferencialmente deverão ter uma carreira contributiva para os regimes de previdência de 25 anos» com os 55 anos de idade, e uma segunda de saídas por mútuo acordo, destinada a «trabalhadores da empresa não abrangidos» pelo cenário anterior.
«Os recursos financeiros disponíveis para este programa são limitados e não poderão colocar em causa o cumprimento dos compromissos económico-financeiros da empresa», assinala o despacho.
O presidente da RTP, Guilherme Costa, frisou em Março, na apresentação das contas da empresa referentes a 2010, que o PASV foi um dos elementos que levou a que nos resultados mais recentes os custos com pessoal tenham caído de 113 milhões de euros para 102,9 milhões de euros.
Em nota interna citada pela agência Lusa, é referido que este programa será «necessariamente diferente do anterior», de 2009, mas é também destinado «aos trabalhadores que pretendam livremente aderir» e preencham os requisitos indicados no programa.
São duas as modalidades apresentadas aos trabalhadores: uma que passa por um sistema de reforma flexível, para os funcionários entre os 55 e os 65 anos, que «preferencialmente deverão ter uma carreira contributiva para os regimes de previdência de 25 anos» com os 55 anos de idade, e uma segunda de saídas por mútuo acordo, destinada a «trabalhadores da empresa não abrangidos» pelo cenário anterior.
«Os recursos financeiros disponíveis para este programa são limitados e não poderão colocar em causa o cumprimento dos compromissos económico-financeiros da empresa», assinala o despacho.
O presidente da RTP, Guilherme Costa, frisou em Março, na apresentação das contas da empresa referentes a 2010, que o PASV foi um dos elementos que levou a que nos resultados mais recentes os custos com pessoal tenham caído de 113 milhões de euros para 102,9 milhões de euros.
Etiquetas:
Economia e Finanças
Taxas Euribor marcam nova sessão de subidas
Num dia em que foi divulgado que a inflação atingiu o nível mais alto dos últimos dois anos e em que se prevê um aumento da taxa de juro já em Abril, as Euribor voltaram a subir.
Assim, a taxa a um mês avançou 0,8 pontos base para 0,968%, enquanto a maturidade a três meses subiu para 1,239%, o que representa um máximo de Junho de 2009.
A taxa a seis meses, a maturidade mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, cresceu 0,5 pontos base para 1,546%. Já o prazo a nove meses avançou 0,3 pontos base para 1,785%.
A maturidade a um ano está esta quinta-feira nos 1,996%.
Esta subida das taxas Euribor não é uma boa notícia para quem tem crédito à habitação, uma vez que as prestações vão reflectir este aumento já em Abril.
Assim, a taxa a um mês avançou 0,8 pontos base para 0,968%, enquanto a maturidade a três meses subiu para 1,239%, o que representa um máximo de Junho de 2009.
A taxa a seis meses, a maturidade mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, cresceu 0,5 pontos base para 1,546%. Já o prazo a nove meses avançou 0,3 pontos base para 1,785%.
A maturidade a um ano está esta quinta-feira nos 1,996%.
Esta subida das taxas Euribor não é uma boa notícia para quem tem crédito à habitação, uma vez que as prestações vão reflectir este aumento já em Abril.
Euro acelera com subida da inflação
O euro está mais forte em relação ao dólar nesta manhã de quinta-feira. A corrida da moeda única deve-se à subida da inflação que acelerou para um ritmo ainda acima do limite de 2% fixado pelo Banco Central Europeu.
Os preços subiram 2,6% entre os países que partilham a moeda única no mês de Março, uma escalada em 0,2% superior à registada em Fevereiro. Este é, de resto, o maior nível desde Outubro de 2008.
A moeda única está assim a acentuar os ganhos do início da manhã, subindo 0,59% para os 1,4212 dólares.
Note-se ainda que o yuan atingiu hoje a cotação mais alta face ao dólar norte-americano, assinalando uma valorização de mais de 4% desde o Verão passado, quando o Banco Central chinês China anunciou a «flexibilidade» da sua política cambial.
Pela manhã, um dólar dos EUA valia 6,5564 yuan, menos 0,0061 que há dois dias.
Os preços subiram 2,6% entre os países que partilham a moeda única no mês de Março, uma escalada em 0,2% superior à registada em Fevereiro. Este é, de resto, o maior nível desde Outubro de 2008.
A moeda única está assim a acentuar os ganhos do início da manhã, subindo 0,59% para os 1,4212 dólares.
Note-se ainda que o yuan atingiu hoje a cotação mais alta face ao dólar norte-americano, assinalando uma valorização de mais de 4% desde o Verão passado, quando o Banco Central chinês China anunciou a «flexibilidade» da sua política cambial.
Pela manhã, um dólar dos EUA valia 6,5564 yuan, menos 0,0061 que há dois dias.
Petróleo valoriza mais de 1% em Londres
O petróleo segue a valorizar nos mercados internacionais, depois de ter intensificado quedas na passada sessão, depois de ter sido divulgado um aumento das reservas de crude.
Segundo o Departamento de Energia norte-americano (DoE), os níveis de crude aumentaram em 2,94 milhões de barris na semana passada, número que ficou acima das estimativas dos analistas.
Já os inventários de gasolina desceram em 2,68 milhões de barris.
Quanto aos produtos destilados ¿ que incluem gasóleo e combustível para aquecimento ¿ subiram em 710 mil barris, na semana passada.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,08 por cento para 116,37 dólares.
Em Nova Iorque, o crude avança 1,02 por cento, com cada barril a valer 105,33 dólares.
Segundo o Departamento de Energia norte-americano (DoE), os níveis de crude aumentaram em 2,94 milhões de barris na semana passada, número que ficou acima das estimativas dos analistas.
Já os inventários de gasolina desceram em 2,68 milhões de barris.
Quanto aos produtos destilados ¿ que incluem gasóleo e combustível para aquecimento ¿ subiram em 710 mil barris, na semana passada.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,08 por cento para 116,37 dólares.
Em Nova Iorque, o crude avança 1,02 por cento, com cada barril a valer 105,33 dólares.
MAIS RECORDES: défice agrava escalada dos juros
Sempre, sempre a subir. Os juros da dívida pública têm estado imparáveis, renovando máximos sucessivos. Até algumas maturidades de curto prazo têm já juros mais altos do que as de longo prazo. Isto indica que os mercados já nem na capacidade de Portugal em pagar um empréstimo de curto prazo confiam.
Já está mesmo «tudo pronto» para o resgate. Falta só o Governo decidir-se pelo pedido de ajuda.
Fasquia dos 9% superada em cinco prazos
A revisão em alta do défice de 2010 veio agravar a escalada, com recordes atrás de recordes. Já há cinco prazos acima dos 9%.
Os juros a cinco anos têm protagonizado uma forte escalada nas últimas sessões, tendo batido recordes atrás de recordes - o valor mais alto desde que Portugal entrou no euro é agora de 9,531% e foi já alcançado depois de conhecidos os números do défice.
Nas restantes maturidades há também valores nunca antes vistos: os juros a três anos já tocam os 9,430%, a quatro e a seis também também já superam essa barreira, rondando os 9,2%; as Obrigações do Tesouro a sete anos romperam hoje pela primeira vez a mesma fasquia, negociando já nos 9,110%. Os juros a oito e nove anos para lá caminham, estando praticamente colados aos 9%.
Na maturidade a dois anos já foram alcançados máximos sucessivos esta quinta-feira - o último foi nos 8,649%.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos fixaram um novo recorde: já vão nos 8,681%.
«Spread» face à Alemanha também atinge recorde
Com este cenário, não é de admirar que a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã seja cada vez maior. O chamado spreadatingiu mesmo um recorde de 533,4 pontos base. Para se ter uma ideia do agravamento, há cerca de duas semanas rondava os 430.
Na Alemanha, os juros estão nos 3,3%, numa trajectória que se tem mantido estável. Por cá, a curva é sempre ascendente. Aliás, no espaço de três meses, os juros da dívida soberana dispararam 34%.
Os avisos e as pressões sobre Portugal repetem-se. A agência de notação financeira Fitch veio ontem dizer que ou pedimos ajuda, ou a nossa avaliação pode baixar. A ameaça já começa a ter efeitos: a CGD já levou com um corte de rating em dois níveis.
Já está mesmo «tudo pronto» para o resgate. Falta só o Governo decidir-se pelo pedido de ajuda.
Fasquia dos 9% superada em cinco prazos
A revisão em alta do défice de 2010 veio agravar a escalada, com recordes atrás de recordes. Já há cinco prazos acima dos 9%.
Os juros a cinco anos têm protagonizado uma forte escalada nas últimas sessões, tendo batido recordes atrás de recordes - o valor mais alto desde que Portugal entrou no euro é agora de 9,531% e foi já alcançado depois de conhecidos os números do défice.
Nas restantes maturidades há também valores nunca antes vistos: os juros a três anos já tocam os 9,430%, a quatro e a seis também também já superam essa barreira, rondando os 9,2%; as Obrigações do Tesouro a sete anos romperam hoje pela primeira vez a mesma fasquia, negociando já nos 9,110%. Os juros a oito e nove anos para lá caminham, estando praticamente colados aos 9%.
Na maturidade a dois anos já foram alcançados máximos sucessivos esta quinta-feira - o último foi nos 8,649%.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos fixaram um novo recorde: já vão nos 8,681%.
«Spread» face à Alemanha também atinge recorde
Com este cenário, não é de admirar que a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã seja cada vez maior. O chamado spreadatingiu mesmo um recorde de 533,4 pontos base. Para se ter uma ideia do agravamento, há cerca de duas semanas rondava os 430.
Na Alemanha, os juros estão nos 3,3%, numa trajectória que se tem mantido estável. Por cá, a curva é sempre ascendente. Aliás, no espaço de três meses, os juros da dívida soberana dispararam 34%.
Os avisos e as pressões sobre Portugal repetem-se. A agência de notação financeira Fitch veio ontem dizer que ou pedimos ajuda, ou a nossa avaliação pode baixar. A ameaça já começa a ter efeitos: a CGD já levou com um corte de rating em dois níveis.
Etiquetas:
Economia e Finanças
PSI20 fecha a perder 1,34% para os 7.753,45 pontos
O principal índice de referência em Lisboa, o PSI20, fechou a perder 1,34 por cento para os 7.753,45 pontos, em linha com as pares europeias, com os títulos da banca a castigarem.
EUA: menos seis mil pediram subsídio de desemprego
São boas notícias sobre o mercado laboral nos Estados Unidos: menos seis mil norte-americanos pediram subsídio de desemprego na semana passada. No total, foram realizados 388 mil requisitos para este apoio social, de acordo com dados do Departamento do Trabalho, divulgados esta quarta-feira.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
Portugal volta a testar mercados para a semana
Portugal vai voltar ao mercado na próxima quarta-feira, dia 6 de Abril, para emitir entre 750 e mil milhões de euros de dívida de curto prazo.
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
Etiquetas:
Economia e Finanças
quarta-feira, 30 de março de 2011
Gasolina volta a subir e fica à beira de 1,60 euros
O preço da gasolina está imparável e cada vez mais próximo dos 1,60 euros por litro. O combustível roça os mesmos níveis que atingiu no verão de 2008, quando o petróleo rondava os 150 dólares por barril.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Euribor sempre a renovar máximos
As taxas Euribor estão a subir em todos os prazos esta quarta-feira, renovando máximos de 2009, tal como vem acontecendo nas últimas sessões.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
Etiquetas:
Economia e Finanças
Para euro sobreviver, países têm de perder soberania
Uma «pequena perda de soberania» pode fazer parte da solução para a sobrevivência do euro, sugeriu esta quarta-feira um economista britânico, que considera encorajador o distanciamento de Espanha e Itália dos problemas de outros países europeus.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Europa: viagens em 4 horas até 2050
A Comissão Europeia quer que até 2050 noventa por cento dos passageiros aéreos em voos dentro da Europa consigam completar a sua viagem (de porta a porta) no espaço máximo de 4 horas, indica um relatório.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
Petróleo desvaloriza com provável subida de stocks
Os preços do petróleo estão esta quarta-feira em queda nos mercados internacionais. É a quarta vez em cinco dias que o crude desvaloriza em Nova Iorque, hoje por causa da provável subida das reservas nos EUA.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
«Pedir ajuda é estar fora dos mercados cinco anos»
Portugal tem capacidade para amortizar as Obrigações do Tesouro que vencem em Abril e em Junho, ou seja, consegue pagar os empréstimos de dívida cujo prazo para reembolso está prestes a terminar. A garantia é dada pelo secretário de Estado do Tesouro, num comentário escrito enviado à Bloomberg.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
Etiquetas:
Economia e Finanças
Wall Street em alta com bons dados do emprego
A bolsa de Nova Iorque segue esta quarta-feira em terreno positivo, encorajada pela divulgação dos números de criação de emprego no sector privado.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
Fitch: se não pedirem ajuda, «rating» pode baixar
Fê-lo na semana passada e não põe de parte voltar à carga: a Fitch avisou esta quarta-feira que pode cortar o rating da República em breve se Portugal não pedir ajuda externa à União Europeia e ao FMI, avança a Reuters.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
Etiquetas:
Economia e Finanças
terça-feira, 29 de março de 2011
Euribor voltam a fixar máximos atrás de máximos
A escalada nas taxas Euribor continuam a renovar máximos de 2009. Estão a subir em todos os prazos esta terça-feira, com o maior avanço a pertencer à taxa a seis meses.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Rendimento real das famílias vai cair 3,4%
O rendimento disponível real das famílias deverá cair 3,4 por cento este ano, devido às condições adversas que se esperam no mercado de trabalho e pelas medidas de consolidação orçamental.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
Etiquetas:
Economia e Finanças
Este fim-de-semana há desconto nos combustíveis
A Galp Energia e a Sonae vão assinalar a junção das marcas Modelo e Continente possibilitando aos seus clientes descontos que poderão atingir os 20 cêntimos por litro durante o fim-de-semana de 2 e 3 de Abril.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
Fundações: ninguém sabe quantas são
Ninguém sabe ao certo quantas fundações existem em Portugal. Segundo o Tribunal de Contas (TC), as bases de dados das várias entidades que deviam controlar este tipo de instituição, não são fiáveis.
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
Etiquetas:
Economia e Finanças
Portugal poupava 3 mil milhões se pedisse ajuda
Se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos, considerou esta terça-feira o economista João Duque, que questionou a fundamentação dos cortes na despesa pública.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
Etiquetas:
Economia e Finanças
Portugal mais perto de sair da Zona Euro?
Se Portugal não conseguir reduzir o défice externo terá, a prazo, de sair da Zona Euro. A opinião é do economista João Ferreira do Amaral, para quem as conclusões da última cimeira europeia são «completamente negativas».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
Etiquetas:
Economia e Finanças
Salgado critica políticos, Bruxelas e agências de rating
Ricardo Salgado considera que as agências de rating «estão a exagerar». Um comentário feito no mesmo dia em que a Standard & Poor¿s cortou, pela segunda vez em menos de uma semana, a classificação da dívida soberana de Portugal, num total de três níveis, e também um dia depois do corte da notação dos maiores bancos portugueses, pela mesma agência.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
Etiquetas:
Economia e Finanças
Corte de rating arrasa banca e bolsa acaba a cair
A bolsa de Lisboa encerrou esta terça-feira em queda ligeira, ditada pelas descidas da banca. O PSI20 caiu 0,16% para 7.817,27 pontos.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
