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terça-feira, 9 de junho de 2009

EUA: Nova Iorque cria parque verde sobre linha férrea desactivada

Nova Iorque terá, a partir de terça-feira, um parque erguido sobre uma linha de comboio que circulava acima do nível do solo em Manhattan, o que dará uma perspectiva diferente de alguns dos lugares mais emblemáticos da cidade.

Michael Bloomberg, presidente da Câmara de Nova Iorque, inaugurou segunda-feira uma parte do parque High Line, que abre ao público na terça-feira, após dez anos de trabalho e um investimento de 110 milhões de euros.

A nova zona verde tem a particularidade de ter sido construída sobre uma linha férrea com 2,4 quilómetros de extensão que atravessava parte da Ilha de Manhattan a nove metros de altura do solo e que, na década de 30, foi utilizada para circulação de mercadorias.

"Em lugar de destroçar esta valiosa peça da nossa história, optámos por a reciclar, criando um inovador e estimulante parque que proporcionará mais espaço ao ar livre para os cidadãos e criará postos de trabalho e benefícios económicos para a cidade", afirmou o autarca.

O parque permitirá a turistas e munícipes observar de um novo ângulo a Estátua da Liberdade, o edifício Empire State, o Rio Hudson ou a zona financeira de Manhattan.

Caso a afluência de visitantes seja excessiva nos primeiros meses, os responsáveis do parque planeiam criar um sistema para que nunca estejam mais de 1.700 pessoas em simultâneo sobre a plataforma, que encerrará à noite.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Lisboa encerra com queda de quase dois por cento

A bolsa de Lisboa encerrou em forte queda, com o PSI 20 a perder 1,96 por cento. Foi a maior desvalorização das praças europeias, que encerraram todas negativas.

No principal índice português apenas um dos 20 títulos encerrou positivo - a Jerónimo Martins, que subiu uns ligeiros 0,2 por cento.
A liderar as perdas dos restantes 19 títulos esteve a Altri (-4,9 por cento), mas, pelo seu peso, foi a Galp Energia (-4,7 por cento) que acabou por penalizar mais o índice.
As recentes subidas retiram espaço a novas valorizações e o ambiente pessimista do dia convidou à realização de mais-valias.
Quedas superiores a quatro por cento ainda na Sonae Indústria e de três por cento na Sonaecom. O sector da banca esteve igualmente no “vermelho”.
No resto da Europa, as quedas variaram entre os 1,96 de Lisboa e os 0,75 por cento da bolsa de Londres (FTSE 100).
A abertura negativa de Nova Iorque, em boa parte porque se especula sobre o início do ciclo de subidas de taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana, não ajudou ao fecho das bolsas europeias.

Código do IVA: alterações

No DR 109 SÉRIE I, 1º SUPLEMENTO de 2009-06-05, foi publicado o Decreto-Lei n.º 136-A/2009, do Ministério das Finanças e da Administração Pública.

Este diploma altera o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado, dispensando de algumas obrigações declarativas os sujeitos passivos que não possuam nem sejam obrigados a possuir contabilidade organizada e reduzindo o prazo das garantias exigidas para obtenção de reembolsos do imposto.

Governo prolonga Prazo de Entrega do IES

O prazo de entrega da Informação Empresarial Simplificada (IES), apresentada anualmente pelas empresas, vai ser alargado para 31 de Julho, um mês depois do limite de 30 de Junho previsto pela Lei.

A alteração foi acordada com o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e havia sido solicitada pelos técnicos de contas, devido ao curto período entre a entrega do modelo 22 do IRC e da IES (30 dias). O novo calendário já foi aprovado em Conselho de Ministros, no âmbito da revisão ao Código do IRC (CIRC), aguardando agora a publicação em Diário da República.

Recorde-se que a IES foi introduzida há dois anos, no âmbito do Simplex, e é constituída por um conjunto de informação, incluindo o registo da prestação de contas, a declaração anual de informação contabilística e a informação estatística destinada ao INE e ao Banco de Portugal.

O diploma, que adapta o CIRC às normas internacionais de contabilidade aprovadas na reunião de Conselho de Ministros no dia 23 de Abril, vai ainda criar um dossier fiscal mais complexo e exigente, mas o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, considera que os impactos ao nível do imposto a pagar não serão significativos para as empresas.

Governo anula 140 mil multas a recibos verdes

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, deu ordem para que fossem anuladas cerca de 140 mil coimas que a Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) enviou a outros tantos contribuintes a recibo verde por as mesmas terem sido emitidas por engano, refere a edição do Público este sábado.

De acordo com o rotativo, o Ministério das Finanças explica que não havia base legal para a aplicação das coimas.

As multas enviadas começaram a ser notificadas em Maio «e constituem mais um capítulo de uma história que já se arrasta desde o final do ano passado com várias investidas da DGCI sobre os titulares de recibos verdes por estes não terem apresentado dentro do prazo alguns anexos fiscais».

Mas a cada passo da DGCI, «o Governo tem vindo a recuar».

Agora, mais uma vez, Carlos Lobo emitiu um despacho onde determina a "anulação de todos os processos de contra-ordenação em curso, e entretanto instaurados" e sublinha que, nos casos em que os contribuintes já tenham pago, "irá providenciar à restituição das coimas", lê-se num comunicado enviado ontem pelas Finanças.

Priberam com novo Dicionário on-line

O dicionário de língua portuguesa mais consultado da web tem 200 mil visitas diárias

A Priberam disponibiliza on-line uma versão melhorada do seu Dicionário de Língua Portuguesa (www.priberam.pt/dicionario). Após ter adquirido os direitos de um dicionário existente, este foi totalmente revisto, actualizado e aumentado, passando a designar-se por Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

O Dicionário Priberam, que tem agora uma nova apresentação, conta com mais de um milhão de pageviews por dia o que o coloca entre os 10 sites portugueses mais vistos. Para isso contribui o facto de a Priberam alojar desde 1996 nos seus servidores o primeiro dicionário de língua portuguesa disponível na Internet, sendo o primeiro resultado para a pesquisa por “dicionário” no Google, no Bing e no Sapo.

É actualizado diariamente e inclui anotações com base em erros e dúvidas frequentes de que a empresa tem conhecimento através dos seus correctores ortográficos e sintácticos, das dúvidas colocadas no site do FLiP (www.flip.pt/duvidas) e das próprias pesquisas feitas nos seus sites ou noutros, como o Sapo.

Entre as novidades destacam-se a palavra do dia, os gráficos com os históricos das consultas de cada palavra, a lista das palavras mais pesquisadas, a informação das palavras que estão ser pesquisadas em cada momento, uma nova gramática, um fornecedor de procura e um acelerador para o Internet Explorer 8, uma barra de pesquisa para o Windows XP e a subscrição de feeds RSS.

Taxas Euribor sobem em todos os prazos

As taxas Euribor voltaram a subir hoje, em todos os prazos, a reflectir ainda a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) não volte a descer a taxa de juro de referência para a Zona Euro.

A Euribor a três meses subiu hoje para os 1,281%, a taxa a seis meses aumentou para os 1,487% e a Euribor a 12 meses cresceu para os 1,672%.

As taxas Euribor estão assim a reflectir a expectativa de manutenção do preço do dinheiro em 1% por parte do BCE. Apesar da autoridade monetária não ter posto de lado novas descidas de juros, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse que o actual nível é o adequado para o actual conjuntura, sugerindo que não tenciona voltar a descer os juros. Pelo menos, por enquanto.

E é esta expectativa que está a fazer com que as taxas Euribor voltem a subir.

Considerando que os juros na Zona Euro já não vão descer mais, as taxas Euribor deverão oscilar entre subidas e descidas pouco acentuadas, mantendo-se em torno dos níveis actuais.

Bolsas dos EUA caem mais de 1% com receios de subida dos juros

Os principais índices bolsistas dos EUA negoceiam em queda, penalizados pela especulação de que uma eventual subida das taxas de juro norte-americanas ameace a retoma económica. O Dow Jones descia 1,04% e o Nasdaq perdia 1,25%.

O Dow Jones fixava-se nos 8.671,69 pontos enquanto o Nasdaq caia para 1.826,34 pontos. O S&P 500 perdia 1,06%, para 930,12 pontos.

As bolsas norte-americanas estão a ser penalizados pela especulação de que o movimento altista dos últimos três meses excedeu as perspectivas para o crescimento dos lucros das empresas numa altura em que o custo do crédito aumenta. Além disso, o mercado receia que uma eventual subida das taxas de juro ameace uma retoma económica.

As “commodities” desciam, penalizadas pela descida dos preços da energia e dos metais. A Exxon Mobil caia 0,18% para 72,84 dólares, numa sessão em que as cotações do petróleo caem.

A fabricante de alumínio, Alcoa, descia 1,74% para 10,75 euros.

A McDonalds afundava 2,94% para 58,11 dólares depois da empresa ter anunciado que os seus resultados podem ser prejudicados pelas taxas de câmbio.

No Nasdaq, a Microsoft perdia 1,63% para 21,78 dólares e a Apple descia 1,88% para 141,95 dólares.

Gestão centralizada de veículos do Estado gera poupança de 20 milhões

A Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP) assume hoje a gestão centralizada do parque de veículos do Estado (PVE). O Governo estima que este novo modelo de gestão gere uma poupança anual de 20 milhões de euros para toda a administração pública central.

A gestão centralizada do parque de veículos do Estado assentam em três pilares base, de acordo com o comunicado emitido hoje pelo Ministério das Finanças.

O primeiro pilar consiste num novo enquadramento legal, segundo o qual são definidas as tipologias e as características dos veículos a adquirir pelo Estado e o respectivo enquadramento financeiro e ambiental, entre outros assuntos.

O segundo pilar passa pela celebração do novo acordo quadro para a selecção de fornecedores de veículos automóveis e de motociclos, que já foi assinado a 5 de Junho passado, fixando-se os preços máximos e as condições técnicas mínimas que os fornecedores se comprometeram a cumprir nas suas propostas de fornecimento ao Estado. Essas condições “ainda ser melhoradas nas aquisições centralizadas que a ANCP efectuará em nome das entidades utilizadoras do PVE”, refere o comunicado.

O terceiro pilar diz respeito “à entrada em produtivo de um novo sistema de informação, que será único e integrado, disponibilizando a partir de hoje a todos os serviços e entidades utilizadoras do PVE”.

O Governo estima que este novo modelo de gestão do PVE e a dimensão negocial obtida gere uma “poupança anual de 20 milhões de euros para toda a Administração Pública Central na aquisição de bens e serviços para o PVE nos primeiros quatro anos de vigência do modelo agora implementado”, segundo a mesma fonte.

McDonald’s aumenta vendas com alargamento de horário de funcionamento na Europa

As vendas globais da McDonald’s aumentaram 5,1% em Maio com o alargamento do horário de funcionamento na Europa. Os números globais ultrapassaram as estimativas dos analistas, no entanto, as vendas nos EUA ficaram aquém das previsões, pressionando agora as acções na bolsa de Nova Iorque.

A aposta nos pequenos-almoços com a marca McCafe e o alargamento do horário de funcionamento nocturno fez com que as vendas subissem no Reino Unido, França, Alemanha e Rússia, aumentando as vendas globais.

Os analistas contactados pela Bloomberg previam um crescimento de 4,4% nas vendas em todo o mundo. Já nos EUA, as vendas cresceram 2,8% nas lojas abertas há mais de 13 meses, um valor 1% mais baixo que o estimado pelos analistas contactados pela Bloomberg.

A McDonald’s é uma das cotadas que mais pressiona as bolsas norte-americanas, depois da divulgação destes resultados que falharam as estimativas dos analistas nos EUA. A empresa segue a desvalorizar 2,41% para 58,43 dólares por acção.

UE aprova redução de preços de "roaming", SMS e Internet a partir de Julho

Os ministros da União Europeia aprovaram hoje no Luxemburgo o novo regulamento com vista à redução, já a partir de 01 de Julho, dos preços das chamadas de telemóvel, mensagens escritas (SMS) e de utilização de Internet no estrangeiro.

Numa reunião de ministros do Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores, os 27 adoptaram formalmente a nova legislação sobre a fixação de limites máximos para as tarifas das chamadas, mensagens e dados em roaming, já aprovada pelo Parlamento Europeu em Abril.

A nova legislação, que visa "proteger os consumidores e evitar facturas exorbitantes", prorroga na prática a aplicação do regulamento de 2007 relativo ao roaming no que se refere às chamadas de voz e alarga o seu âmbito de aplicação de modo a incluir as mensagens escritas (SMS) e os serviços de dados em roaming.

Deste modo, a partir de 1 de Julho próximo, o valor retalhista (excluindo IVA) da "eurotarifa SMS" que um prestador doméstico pode cobrar aos clientes por uma mensagem em roaming não poderá exceder 11 cêntimos, quando actualmente, as tarifas são, em média, de 28 cêntimos, chegando aos 80 cêntimos nalguns países.

Quanto aos serviços de dados, o preço-limite grossista será, a partir de 01 de Julho, de 1 euro por megabyte, descendo para 0,80 euros por megabyte a partir de Julho de 2010 e para 0,50 euros por megabyte a partir de Julho de 2011.

A nova legislação prevê igualmente que, a partir de 1 de Julho de 2010, os viajantes não tenham que pagar qualquer montante pelas mensagens de voz recebidas em "roaming".

De acordo com o novo regulamento, para "evitar más surpresas nas facturas", os operadores móveis serão ainda obrigados, a partir de 1 de Março de 2010, a oferecer aos seus clientes de "roaming", a título gratuito, a possibilidade de especificarem antecipadamente um limite máximo para as despesas a efectuar com os serviços de dados, devendo informá-los quando for atingido 80% do respectivo limite.

Europeias: PSD vence com 31,68%, BE terceiro com 10,73%

O PSD venceu as eleições europeias deste domingo com 1.126.943 votos, correspondentes a 31,68% do total, quando estão apuradas 4.259 das 4.260 freguesias e 29 dos 71 consulados, segundo dados oficiais da Direcção-Geral da Administração Interna, divulgados às 23:20 horas.

O PS reúne 26,58% dos votos (945.277 votos).

O Bloco de Esquerda surge como terceira força mais votada, com 10,73% (381.783 votos), batendo a CDU por sete centésimas ou 2.507 votos.

O CDS-PP, com 8,37%, recebeu o voto de 297.789 eleitores.

O Movimento Esperança Portugal (MEP) foi a sexta força mais votada, com 52.922 votos ou 1,49%. Seguiram-se o PCTP/MRPP (1,21%), MPT (0,66%), MMS (0,61%), Partido Humanista (0,48%), PPM (0,39%), PNR (0,37%) e POUS (0,14%).

A abstenção ascendeu a 62,84%. Os votos em branco cifraram-se em 164.827 e os votos nulos foram 71.135.

Neste momento, estão atribuídos 21 dos 22 lugares de Portugal no Parlamento Europeu. O PSD elege oito eurodeputados, mais um do que o PS, o BE elege dois, mas deverá alcançar o terceiro assento, tal como a CDU e o CDS-PP.

Portugal volta a registar taxa de abstenção superior à média da UE

Portugal voltou a registar nas eleições europeias de hoje uma taxa de participação (cerca de 36,5 por cento) inferior à média comunitária (43,4 por cento), mesmo perante um novo recorde de abstenção na União Europeia, segundo dados provisórios.

Nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu realizadas a 27, os dados avançados pelos serviços da assembleia apontam para a mais elevada taxa de abstenção de sempre em eleições europeias (cerca de 56,6 por cento), já que, num universo de aproximadamente 375 milhões de eleitores, apenas 161 milhões terão participado nas eleições de hoje.

Mesmo neste cenário, Portugal volta a registar uma taxa de participação ainda menor que a média da UE, "confirmando" uma tendência que se verifica desde 1989, data das primeiras eleições europeias realizadas em Portugal em simultâneo com os restantes Estados-membros.

Segundo as estimativas avançadas pelos serviços do Parlamento Europeu, Portugal regista a nona taxa de participação mais baixa entre os 27 Estados-membros, e a segunda pior desde a sua adesão à UE (apenas superior aos 35,5 por cento de 1994), não contando com as eleições realizadas em 1987, apenas em Portugal e Espanha, quando a afluência às urnas atingiu os 72,42 por cento.

Reacções de vencedores e vencidos nos outros países

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, congratulou-se com os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, saudando a vitória dos "partidos e candidatos que apoiam o projecto europeu": "A partir de hoje, a Europa deve mais uma vez demonstrar aos eleitores que é capaz de mostrar resultados", declarou Durão Barroso, acrescentando que o projecto europeu deve apontar o caminho para ultrapassar a actual crise.

A mesma crise económica e financeira parece ter cobrado em Espanha uma factura ao Governo Zapatero quando o Partido Popular liderado por Mariano Rajoy ultrapassou o PSOE em 3,6% dos votos obtendo 42% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu: "A vitória do PP reflecte a vontade de mudança dos espanhóis", declarou Rajoy quando foram revelados os resultados em Espanha.

"Quem mobiliza, ganha", escrevia Daniel Deckers, um comentador político da revista alemã "Der Spiegel" a propósito do bom resultado da União, a coligação do Governo alemão liderado por Angela Merkel. A União, apesar de ter perdido seis deputados, elegeu 43 dos 99 deputados do Parlamento Europeu, o país que tem a maior representação dos 27. Os social democratas do SPD mantiveram 23 deputados e os Verdes ganharam um, passando a 14. De acordo com Deckers, o comportamento do Governo perante a crise permitiu aos alemães não terem de alterar as suas opções políticas nem mais para a esquerda nem mais para a direita da União, cujo núcleo é constituído pelos democratas cristãos da CDU.

"Isto é a prova de que em tempos de crise as pessoas querem confiar em Angela Merkel. Atingimos o nosso objectivo de ser o poder político mais forte em toda a Alemanha", declarou Roland Pofalla, secretário-geral da CDU.

O partido de direita União para um Movimento Popular (UMP) do Presidente francês Nicolas Sarkozy saiu vitorioso das eleições europeias com 28%. O Partido Socialista francês apenas alcançou 16,2% dos votos e a lista Europa-Ecologia, liderada por Daniel Cohn-Bendit, antigo dirigente do Maio de 68, obteve o terceiro lugar com uma subida para 16,2% dos votos contra os 14,2% previstos. "Este é um sucesso importante, um resultado que está além das nossas expectativas", disse Xavier Bertrand, secretário-geral do UMP.

Gordon Brown viu confirmada na Europa a crise que tem abalado a sua liderança e os Trabalhistas ficaram em terceiro lugar na corrida ao PE. "Resultados terríveis", foi como lhes chemou Peter Hain, ministro trabalhista para Gales e a vice-líder do Labour, Harriet Harman, "deprimente" aos resultados que deram apenas 16% dos votos ao seu partido. Andrew Brons, o líder do British National Party, que conseguiu eleger o seu primeiro deputado para o PE discongratulou-se: "Isto é o primeiro passo do povo britânico a libertar-se da ditadura da União Europeia".

Em Itália, perante a obtenção de 39% dos votos (32 deputados) pelo partido do Governo Berlusconi, Il Popolo della Liberta - Pdl, o subsecretário da Defesa, Guido Crosetto disse da oposição: "Um partido que está na oposição durante a pior crise económica dos últimos anos e consegue não apenas não crescer mas perder as eleições deve ter a coragem de desaparecer".

O líder dos socialistas europeus, Martin Schulz, declarou: "é uma noite triste para a social-democracia na Europa. Estamos particularmente desapontados, é uma noite triste para nós".

domingo, 7 de junho de 2009

Resultados "abaixo das expectativas"

O porta-voz do PS, Vitalino Canas, admitiu já que as projecções dos resultados “ficaram aquém das nossas expecativas”.
“A confirmarem-se as projecções, os resultados ficarão aquém daquilo que era a nossa ambição e das nossas expectativas”, afirmou Vitalino Canas na primeira reacção oficial do Partido Socialista aos resultados nestas eleições europeias.

Depois de salientar o grau de abstenção “extremamente elevado”, Vitalino Canas afirmou que as projecções “mostram que estas eleições foram extremamente disputadas” e “de extrema dificuldade para o PS” e para os partidos com funções governativas por essa Europa fora.

Quase 2 milhões de portugueses jogam na Internet

Usam o meio virtual para competirPerto de dois milhões de portugueses estiveram on-line nos primeiros quatro meses deste ano a jogar. Gostam sobretudo de construir impérios, guerrear por glória e gerir equipas de futebol de sonho.

De acordo com o «Jornal de Notícias», a penetração da banda larga nos lares familiares e o facto da nova geração de consolas permitir transpor os jogos para a Internet está a impulsionar o mercado online e a quebrar as vendas dos jogos para computador. Segundo um estudo sobre o negócio global de videojogos, da PricewaterhouseCoopers, o mercado dos jogos online terá mesmo o maior crescimento do sector, cerca de 20%, até 2012.

O facto de os jogos serem gratuitos, ou terem custos de utilização reduzidos, e de correrem nos browsers, não exigindo a instalação nos computadores, são outras das explicações para o sucesso.

George Soros diz que influência da China vai crescer mais rápido do que o esperado

O investidor e multimilionário George Soros afirma que o relativo isolamento do país asiático e a forte presença do Estado no sector bancário são dois factores que vão agilizar a forma como a China irá recuperar da crise financeira.

Em declarações proferidas hoje na universidade chinesa de Fudan, citado pela Reuters, Soros disse que, quando o Estado diz aos bancos para emprestarem, estes não hesitam em cumprir as ordens e injectam capital na economia. "A China vai ser uma força positiva no mundo e nos mercados, e, como consequência, a sua influência deverá crescer. Pessoalmente, penso que o seu poder irá crescer mais rapidamente do que se poderia pensar”, afirmou Soros.

Empresas em Angola vão "aguentar embate" da crise de 2009

As empresas portuguesas de pequena, média e grande dimensão presentes em Angola vão "aguentar o embate" da crise da economia em 2009, pois apostam no longo prazo, disse hoje à Lusa o economista Carlos Bayan Ferreira.

"Angola é um mercado da moda, é um destino altamente favorável, e as empresas portuguesas que têm uma estratégia a médio longo prazo estão preparadas para enfrentar uma possível situação de recessão", afirmou o economista e actual presidente da direcção da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA).

Segundo Bayan Ferreira, as empresas de pequena, média e grande dimensão portuguesas que operam em Angola sabem que "quando está a chover as pessoas não se põem à chuva", pelo que é natural que procurem por um lado consolidar os projectos já em curso e, por outro, avançar com "alguma prudência, mas sem desistirem" dos projectos previstos.

"Os investidores sabem que se trata de uma situação que é conjuntural e que se alterará no próximo ano", salientou o dirigente da CCIPA.

A riqueza angolana deverá crescer entre 9 a 10 por cento já em 2010, recuperando a economia da contracção, entre 3 a 10 por cento do PIB, que se espera para este ano, embora o governo de Angola preveja ainda um crescimento da economia de 3 por cento para este ano.

Contactado pela agência Lusa, o empresário luso-angolano Gomes de Castro, fundador de um grupo empresarial que tem em Portugal, a Gomang, uma empresa de comércio internacional, e em Angola, a Maquil, afirmou que "está optimista" e vai investir cinco milhões de dólares (3,5 milhões de euros) numa construção fábrica de tubos em fibrocimento para água potável, em Viana, a 30 quilómetros de Luanda, devendo a unidade estar concluída até ao final do ano.

Até 2010, Gomes de Castro vai reforçar o investimento nesta unidade fabril em igual montante, o que lhe permitirá produzir outros tipos de tubos e de telha em plástico.

O grupo de pequena e média dimensão tem três lojas de distribuição de maquinaria, ferramentas e tubaria em Luanda, estando também a apostar no Huambo, Lobito e no Lubango, tendo facturado 60 milhões de dólares (43 milhões de euros) em 2008.

Por sua vez, a Nova Etapa, empresa especializada na consultoria de formação de recursos humanos, uma das áreas em que Angola é deficitária, disse à Lusa que tem vindo a formar quadros angolanos e que é um mercado que segue de perto.

"Neste momento, a estratégia passa por continuar a formar os profissionais angolanos nas vertentes de formação presencial, b-learning e e-learning. Se virmos necessidade, podemos vir a abrir directamente uma unidade em Angola, mas é algo a analisar num cenário de médio longo prazo", esclareceu o director geral da Nova Etapa, António Mão de Ferro.

Dados económicos condicionam bolsas dos EUA

As bolsas norte-americanas encerraram pouco definidas, depois de terem sido divulgados dados económicos que colocam a taxa de desemprego no valor mais elevado desde 1983, mas que revelaram que a redução de postos de trabalho está a abrandar.

O Dow Jones subiu 0,15% para os 8.763,29 pontos, oNasdaq caiu 0,03% para os 1.849,42 pontos e o S&P500 cedeu 0,25% para os 940,09 pontos.

O Departamento do Trabalho dos EUA revelou hoje que a taxa de desemprego aumentou para os 9,4%, em Maio, o que corresponde ao valor mais elevado desde 1983, e superou a média de estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um taxa de 9,2%.

Apesar deste crescimento, o número de postos de trabalho destruídos caiu, em Maio, ao ritmo mais baixo dos últimos oito meses e abaixo do esperado. Este dado veio aumentar as expectativas em relação à recuperação da economia norte-americana.

Outro dado que foi divulgado esta tarde foi o de concessão de crédito ao consumo, que diminuiu em 15,7 mil milhões de dólares, em Abril, o que corresponde a uma quebra anual de 7,4%.

A penalizar os índices esteve ainda a especulação de que a Reserva Federal (Fed) vai ver-se obrigada a subir a taxa de juro, actualmente entre os zero e os 0,25%, ainda este ano. Os operadores de mercado estão a aumentar as apostas em relação à possibilidade da Fed aumentar o preço do dinheiro no final do ano, devido às indicações de que a economia já terá passado pelo pior.

Isto apesar do instituto responsável por decretar os ciclos económicos nos EUA ter ainda hoje dito que “é muito cedo para dizer que a economia dos EUA bateu realmente no fundo”.

As acções da Motorola desceram mais de 2% para os 6,24 dólares, a Ebay desvalorizou 0,89% para os 17,84 dólares e a *Amazon* subiu 2,39% para os 87,56 dólares.

Em queda estiveram também as acções da Dupont, a terceira maior química dos EUA, que recuaram mais de 5% para os 27,02 dólares, depois do Bank of America ter revisto em baixa a recomendação para as acções da empresa de “neutral” para “underperform”. A casa de investimento considera que as acções da Dupont estão caras face à estimativa de resultados.

A contrariar esta tendência de queda, esteve a Boeing, ao avançar mais de 4% para os 52,64 dólares e a AIG, que valorizou 4,27% para os 1,71 dólares.

Ministério Público congela contas de três ex-gestores do BPP

Um juiz de instrução, a pedido do Ministério Público, terá ordenado o congelamento das contas de João Rendeiro e outros dois antigos administradores do Banco Privado Português, noticia hoje a imprensa.

Foi este o objectivo das buscas realizadas ontem nas instalações do BPP e no escritório do advogado José Miguel Júdice. O “Correio da Manhã” adianta que o DIAP visou congelar os saldos bancários dos ex-administradores do BPP em contas nacionais e em paraísos fiscais.

Segundo o “Diário de Notícias”, o Ministério Público quer manter o património financeiro de João Rendeiro intacto para execução em caso de condenação.

O “Público” dá conta que o Ministério Público apreendeu ontem perto de 12 milhões de euros, depositados em contas off-shores, estando em causa suspeitas de práticas de branqueamento de capitais, de fraude fiscal qualificada, de abuso de confiança e de falsificação de contabilidade, por parte de três antigos administradores do BPP: João Rendeiro (fundador e ex-presidente), Paulo Guichard, ex-presidente executivo, e Salvador Fezas Vital, ex-CFO (gestor com o pelouro financeiro).

O mesmo jornal adianta que a iniciativa policial surgiu após denúncias feitas pelo Banco de Portugal e pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), envolvendo a instituição fundada por João Rendeiro.

A PJ admitiu o congelamento de contas bancárias, mas não confirmou a quem pertencem: se aos três administradores, se ao banco.

sábado, 6 de junho de 2009

Facebook, MySpace e hi5: fotografias para sempre

Responsáveis dizem que sites não respeitam privacidade dos utilizadoresO Facebook está a ser alvo de críticas por parte de investigadores. Em causa estão fotos que não desaparecem da rede social mesmo quando são apagadas pelos utilizadores.

Neste sentido, uma equipa da Universidade de Cambridge procedeu a uma experiência: carregou 16 fotografias para diferentes redes sociais, mas antes de as apagaram, anotaram os links dos servidores onde as imagens ficaram retidas. A surpresa foi que, depois de terem apagado as imagens, os investigadores ainda conseguiram aceder-lhes.

Os investigadores concluíram que o Facebook, o MySpace e o Hi5 são três das redes sociais que não removem as fotos dos servidores.

«Isto revela como é que os sites de redes sociais não são proactivos na defesa da privacidade dos utilizadores. Fazem o que é mais simples, em vez de fazerem o que é correcto«, afirmou o autor do estudo, Joseph Bonneau, à PC Pro.

O Facebook já reagiu a este estudo afirmando que a informação é falsa.

Desempregados: moratória abrange últimos 6 meses

Contratos com os bancos ainda nem estão assinadosNuma altura em que a ajuda aos desempregados para pagar o empréstimo à habitação espera por luz verde para avançar, o Governo esclareceu que quem já estiver em incumprimento poderá beneficiar de seis meses de retroactividade, avança o «Semanário Económico».

A possibilidade de incluir prestações vencidas e por pagar ganha cada vez mais importância já que a implementação da medida está atrasada e que os contratos com os bancos ainda nem estão assinados, segundo o mesmo jornal. Foi há três meses que este apoio foi anunciado pelo primeiro-ministro no Parlamento.

O objectivo da moratória é aliviar para metade, e por um período máximo de dois anos, os encargos dos desempregados com a casa.

Agora, fonte oficial do Ministério das Finanças esclareceu que os retroactivos do apoio vão até seis meses. Ou seja, para ser elegível para beneficiar da medida, o cliente tem de estar desempregado e inscrito no centro de emprego há pelo menos três meses. Neste caso, terá direito a três meses de retroactividade, se já tiver três prestações em incumprimento. Se estiver inscrito há quatro meses, terá direito ao mesmo período de retroactividade e assim sucessivamente, até um período máximo de seis meses.

Privado Seguros altera marca para Unibroker e apresenta pedido de 'spin-off' ao ISP

A Privado Seguros, seguradora detida maioritariamente pelo Banco Privado Português (BPP), alterou a denominação social para Unibroker e apresentou ao Instituto de Seguros de Portugal (ISP) um pedido de 'spin-off' da Privado Holding, grupo que detém o BPP.

Numa carta remetida a 1 de Junho aos clientes, à qual a agência Lusa teve acesso, a Privado Seguros informou os seus clientes que "no contexto de um novo enquadramento, alterámos a denominação social para Unibroker - Corretores e Consultores de Seguros".

"A mudança de nome, mais do que uma mera alteração da forma, é um acontecimento que representa para todos nós o início de um novo ciclo e o assumir de novos desafios", lê-se na carta.

A Privado Seguros passou a integrar a nova rede internacional de corretores de seguros Well Fargo Global Broker Network, que assume a nova designação após a integração da HLA Global Network, a que a Privado Seguros estava associada.

Henrique Araújo substituiu recentemente Paulo Guichard na presidência da Privado Seguros, corretora fundada em 2006 pelo grupo que, então, era liderado por João Rendeiro, e conta actualmente com 20 colaboradores nos escritórios de Lisboa e Porto.

Segundo apurou a Lusa junto de fonte próxima do processo, a agora designada Unibroker solicitou ao supervisor dos seguros (ISP) o 'spin-off' do grupo Privado Holding, que é dono do BPP.

O processo está em análise mas ainda não há uma aprovação por parte do ISP, sendo que a mesma é aguardada para as próximas semanas.

A Lusa procurou obter uma confirmação oficial do ISP sobre o processo de 'spin-off', algo que não foi possível até ao momento.

BPP: Comissão Europeia garante resposta oficial à queixa dos clientes

Charlie McCreevy, Comissário Europeu do Mercado Interno e dos Serviços, está a preparar uma resposta oficial à queixa apresentada pelos clientes do BPP à Comissão Europeia, de acordo com uma mensagem electrónica enviada na quinta-feira.

"Queria informá-lo de que a sua queixa foi enviada para o gabinete do Comissário McCreevy, responsável da pasta - Mercado Interno e Serviços - para que analisasse o seu caso e desse uma resposta satisfatória ao mesmo", lê-se na mensagem electrónica enviada a Carlos Cardoso, cliente do BPP, à qual a agência Lusa teve acesso.

Maria do Rosário Homem, assessora do gabinete da Comissária Europeia dos Assuntos do Consumidor, Meglena Kuneva, assina o documento, informando que a responsável búlgara continuará "a trabalhar de perto com o Comissário Charlie McCreevy para abordar a forma como os produtos de investimento são concebidos, descritos e comercializados junto dos consumidores".

A resposta oficial que será destinada a Carlos Cardoso, está a ser preparada pelos serviços do Comissário McCreevy e "insere-se no esforço feito por esta Comissão de trazer a Europa mais perto dos cidadãos", revela a mensagem, que acrescenta ainda "os votos de uma boa e rápida resolução da sua contenda".

Paralelamente, Carlos Cardoso, cliente de retorno absoluto do BPP, vai deslocar-se a Bruxelas na próxima semana, acompanhado por mais um cliente, para ser ouvido por Elemér Terták, director da unidade das Instituições Financeiras da Comissão Europeia.

"Ainda hoje [5 de Junho] falei ao telefone com Elemér Terták e tudo indica que ele vai conseguir receber-nos em Bruxelas na próxima semana. Vou acompanhado pelo sr. Guimarães [cliente do BPP com 65 anos que na quinta-feira esteve muito activo na troca de impressões com o ministro das Finanças]", revelou na sexta-feira à agência Lusa Carlos Cardoso.

Entretanto, o cliente do BPP já recebeu outra mensagem em nome do director da unidade das Instituições Financeiras da Comissão Europeia propondo duas datas alternativas para o encontro, que ocorrerá na próxima semana, no dia 10, ou no dia 12.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Combustíveis voltam a subir na próxima semana

Avistam-se novos aumentos dos preços dos combustíveis na próxima semana, depois de esta semana se ter verificado subidas das matérias-primas nos mercados internacionais. A subida do euro contra o dólar atenua a valorização dos combustíveis.

Considerando os preços médios semanais, em euros, a tonelada de gasóleo encareceu mais de 5,5% para os 414,35 euros. Uma subida atenuada precisamente pela valorização do valor médio semanal do euro contra dólar.

A tonelada da gasolina está a subir menos do que o gasóleo, mas ainda assim está a acumular uma valorização média superior a 3% esta semana.

As subidas dos preços destas matérias-primas estão muito relacionadas com as expectativa de que a economia mundial recupere mais depressa da actual recessão.

Alguns dados económicos divulgados ao longo da semana, aumentaram a convicção de que a deterioração da economia está a abrandar, o que eleva as expectativas para que a recuperação esteja próxima, ou que pelo menos, o pior já tenha passado.

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