O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, congratulou-se com os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, saudando a vitória dos "partidos e candidatos que apoiam o projecto europeu": "A partir de hoje, a Europa deve mais uma vez demonstrar aos eleitores que é capaz de mostrar resultados", declarou Durão Barroso, acrescentando que o projecto europeu deve apontar o caminho para ultrapassar a actual crise.
A mesma crise económica e financeira parece ter cobrado em Espanha uma factura ao Governo Zapatero quando o Partido Popular liderado por Mariano Rajoy ultrapassou o PSOE em 3,6% dos votos obtendo 42% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu: "A vitória do PP reflecte a vontade de mudança dos espanhóis", declarou Rajoy quando foram revelados os resultados em Espanha.
"Quem mobiliza, ganha", escrevia Daniel Deckers, um comentador político da revista alemã "Der Spiegel" a propósito do bom resultado da União, a coligação do Governo alemão liderado por Angela Merkel. A União, apesar de ter perdido seis deputados, elegeu 43 dos 99 deputados do Parlamento Europeu, o país que tem a maior representação dos 27. Os social democratas do SPD mantiveram 23 deputados e os Verdes ganharam um, passando a 14. De acordo com Deckers, o comportamento do Governo perante a crise permitiu aos alemães não terem de alterar as suas opções políticas nem mais para a esquerda nem mais para a direita da União, cujo núcleo é constituído pelos democratas cristãos da CDU.
"Isto é a prova de que em tempos de crise as pessoas querem confiar em Angela Merkel. Atingimos o nosso objectivo de ser o poder político mais forte em toda a Alemanha", declarou Roland Pofalla, secretário-geral da CDU.
O partido de direita União para um Movimento Popular (UMP) do Presidente francês Nicolas Sarkozy saiu vitorioso das eleições europeias com 28%. O Partido Socialista francês apenas alcançou 16,2% dos votos e a lista Europa-Ecologia, liderada por Daniel Cohn-Bendit, antigo dirigente do Maio de 68, obteve o terceiro lugar com uma subida para 16,2% dos votos contra os 14,2% previstos. "Este é um sucesso importante, um resultado que está além das nossas expectativas", disse Xavier Bertrand, secretário-geral do UMP.
Gordon Brown viu confirmada na Europa a crise que tem abalado a sua liderança e os Trabalhistas ficaram em terceiro lugar na corrida ao PE. "Resultados terríveis", foi como lhes chemou Peter Hain, ministro trabalhista para Gales e a vice-líder do Labour, Harriet Harman, "deprimente" aos resultados que deram apenas 16% dos votos ao seu partido. Andrew Brons, o líder do British National Party, que conseguiu eleger o seu primeiro deputado para o PE discongratulou-se: "Isto é o primeiro passo do povo britânico a libertar-se da ditadura da União Europeia".
Em Itália, perante a obtenção de 39% dos votos (32 deputados) pelo partido do Governo Berlusconi, Il Popolo della Liberta - Pdl, o subsecretário da Defesa, Guido Crosetto disse da oposição: "Um partido que está na oposição durante a pior crise económica dos últimos anos e consegue não apenas não crescer mas perder as eleições deve ter a coragem de desaparecer".
O líder dos socialistas europeus, Martin Schulz, declarou: "é uma noite triste para a social-democracia na Europa. Estamos particularmente desapontados, é uma noite triste para nós".

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