Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, afirmou ao jornal que «era previsível que a despesa não fosse reduzida. O problema começou no momento em que os hospitais EPE começaram a fazer contratos individuais de trabalho e a contratar com base na negociação em dinheiro», frisa.
A solução, na sua opinião, «seria manter um sistema baseado na hierarquia profissional e com pagamento de horas extraordinárias aos médicos da casa. Não só se mantinha a qualidade do serviço como a despesa não seria maior do que a actualmente feita através das empresas».
Já o Ministério da Saúde congratula-se com os resultados, sobretudo porque «foi possível travar o crescimento de uma despesa que tinha tendência para aumentar», disse o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos (ver entrevista). Por outro lado, lembra, «um trimestre é insuficiente para tirar conclusões», até porque, nessa altura, ainda havia contratos que não tinham sido reavaliados.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Saúde, gastaram-se 12.574 milhões de euros na contratação destes serviços médicos de empresas privadas para garantir a resposta aos utentes só nos serviços de urgência. No ano anterior, a verba foi ligeiramente superior, ascendendo a 12.902 milhões de euros no total.

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