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sábado, 20 de junho de 2009

Aumento das despesas com desemprego não põe em risco a sustentabilidade do sistema de segurança social

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, garantiu hoje que o crescimento das despesas em resultado das medidas para ajudar os desempregados na actual conjuntura de crise "não põe em causa" a sustentabilidade do sistema de segurança social.

"Que as despesas estão acima do previsto, estão. Há duas realidades que são incontornáveis: a crise está mais profunda do que previam os analistas e consequentemente o desemprego também, talvez não tanto quanto alguns antecipavam, mas isso não prefigura uma crise do sistema de segurança social nos seus fundamentos", disse Vieira da Silva,em Lisboa.

O governante, que falava à margem de um almoço organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-espanhola, garantiu que o sistema "está completamente à altura da situação e das suas responsabilidades", rematando: "sobre isso não há duvida".

"Vamos ver como evolui o desemprego, pois não excluo nenhuma hipótese [medida]", disse o governante, adiantando que, no entanto, "nunca poderemos pôr em causa a sustentabilidade do sistema que é um sistema que existe para hoje, existe para décadas e para gerações".

No entanto, ressalvou que o Governo também tem que dar resposta às conjunturas mais difíceis.

Vieira da Silva considerou ainda que os próximos meses são "muito importantes" em termos do ciclo económico português.

O ministro disse também que é preciso ver como evolui a situação e se é preciso colocar mais recursos e mais energia para ajudar os desempregados, mas sempre na perspectiva de que "uma coisa é defender a sustentabilidade, equidade e a justiça do sistema e, outra, é recorrer a medidas excepcionais".

Vieira da Silva garantiu igualmente que o desemprego está dentro da previsões do Executivo, sem pôr em causa o equilíbrio das contas sociais.

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