«Não faz sentido que sejam apresentadas linhas de orientação orçamental quando não temos de apresentar as Grandes Opções do Plano (GOP), porque o Governo acaba o seu mandato», disse o ministro Teixeira dos Santos aos jornalistas, no final da XI Conferência Ibero-Americana dos Ministros da Administração Pública e Reforma do Estado.
«Essa deverá ser a primeira tarefa do Governo que vença as próximas eleições legislativas», acrescentou o ministro.
Teixeira dos Santos comentava assim as conclusões do último relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental, no qual os peritos contratados pelas Assembleia da República para dar apoio técnicos aos deputados afirmam que Portugal vai crescer 3,2 por cento em termos acumulados durante esta década.
No mesmo documento, os consultores técnicos Carlos Marinheiro e Graciosa Neves, sublinham também que o Governo não apresentou uma estratégia de saída da crise para as finanças públicas.
Teixeira dos Santos considerou que depois de o país recuperar da actual crise económica e financeira «tem de voltar ao caminho da redução do défice», não por via do aumento dos impostos, mas por via da redução da despesa.
«Vamos ter de reduzir o défice para que o país cresça como todos desejam».

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