A energia foi um dos sectores mais movimentados, com a EDP em destaque. A empresa subiu 2,31% para 2,70 euros, depois de ter anunciado uma emissão obrigacionista de mil milhões de euros, a sete anos e com um prémio de 135 pontos base sobre a taxa de juro de referência.
No mesmo sector, a Galp esteve em contra ciclo e perdeu 0,99% para 9,80 euros.
Nas telecomunicações, a PT também deu um bom impulso à praça, ao ganhar 1,15% para 6,24 euros.
Na banca, BCP e BES ganharam uns ligeiros 0,2%. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira a valer 76 cêntimos por acção e o liderado por Ricardo Salgado a cotar nos 3,85 euros. No mesmo sector, o BPI esteve em dia não, desceu 1,2% para 1,89 euros.
Nota de destaque negativa ainda para a Sonae SGPS, que deslizou 0,59% para 0,68 euros, e para a Jerónimo Martins, a perder 1,82% e a liderar o terreno negativo, com cada acção a valer 4,81 euros.
Ainda assim, um dos destaques do dia vai para uma empresa que está fora do PSI20, a Impresa. As acções dispararam 7,22% para 1,04 euros, na sequência dos fortes ganhos que já duram há três dias. Na passada terça-feira as acções estiveram a disparar 147% por um minuto, chegando a valer dois euros. Na altura, chegou-se à conclusão de que se teria tratado de um erro numa ordem dada por um operador estrangeiro, mas a verdade é que os ganhos têm continuado, assim como o elevado volume, considerado anormal para a Impresa.
Na 3ª feira, as acções fecharam a subir 16% e ontem mais 3%, ambos os dias com cerca de 1,5 milhões de títulos negociados. Hoje foram mais 940 mil. Os analistas contactados pela Agência Financeirafalam no possível reforço de algum accionista, nomeadamente a Ongoing.
Lá fora, os ganhos predominaram. O CAC francês subiu 1,04%, o DAX alemão ganhou 0,78%, o IBEX espanhol avançou 1,09% e o FTSE inglês foi o mais modesto, subindo apenas 0,06%.
Nos EUA, apesar dos sinais positivos na abertura, os mercados seguem agora mistos. O Dow Jones sobe 0,61% e o Nasdaq cai 0,1%. Esta indecisão tem uma razão de ser, prende-se com dados económicos que foram conhecidos esta tarde e que têm também sinais mistos. Por um lado, os pedidos de subsídio de desemprego aumentaram ligeiramente na semana passada, para 608 mil, mas por outro, os pedidos continuados, portanto, aqueles que já vêm de trás, caíram quase 150 mil. Para além disso foi ainda divulgado pelo Conference Board um índice de vários indicadores económicos importantes que subiu em Maio mais do que o esperado.

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