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domingo, 7 de junho de 2009

Empresas em Angola vão "aguentar embate" da crise de 2009

As empresas portuguesas de pequena, média e grande dimensão presentes em Angola vão "aguentar o embate" da crise da economia em 2009, pois apostam no longo prazo, disse hoje à Lusa o economista Carlos Bayan Ferreira.

"Angola é um mercado da moda, é um destino altamente favorável, e as empresas portuguesas que têm uma estratégia a médio longo prazo estão preparadas para enfrentar uma possível situação de recessão", afirmou o economista e actual presidente da direcção da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA).

Segundo Bayan Ferreira, as empresas de pequena, média e grande dimensão portuguesas que operam em Angola sabem que "quando está a chover as pessoas não se põem à chuva", pelo que é natural que procurem por um lado consolidar os projectos já em curso e, por outro, avançar com "alguma prudência, mas sem desistirem" dos projectos previstos.

"Os investidores sabem que se trata de uma situação que é conjuntural e que se alterará no próximo ano", salientou o dirigente da CCIPA.

A riqueza angolana deverá crescer entre 9 a 10 por cento já em 2010, recuperando a economia da contracção, entre 3 a 10 por cento do PIB, que se espera para este ano, embora o governo de Angola preveja ainda um crescimento da economia de 3 por cento para este ano.

Contactado pela agência Lusa, o empresário luso-angolano Gomes de Castro, fundador de um grupo empresarial que tem em Portugal, a Gomang, uma empresa de comércio internacional, e em Angola, a Maquil, afirmou que "está optimista" e vai investir cinco milhões de dólares (3,5 milhões de euros) numa construção fábrica de tubos em fibrocimento para água potável, em Viana, a 30 quilómetros de Luanda, devendo a unidade estar concluída até ao final do ano.

Até 2010, Gomes de Castro vai reforçar o investimento nesta unidade fabril em igual montante, o que lhe permitirá produzir outros tipos de tubos e de telha em plástico.

O grupo de pequena e média dimensão tem três lojas de distribuição de maquinaria, ferramentas e tubaria em Luanda, estando também a apostar no Huambo, Lobito e no Lubango, tendo facturado 60 milhões de dólares (43 milhões de euros) em 2008.

Por sua vez, a Nova Etapa, empresa especializada na consultoria de formação de recursos humanos, uma das áreas em que Angola é deficitária, disse à Lusa que tem vindo a formar quadros angolanos e que é um mercado que segue de perto.

"Neste momento, a estratégia passa por continuar a formar os profissionais angolanos nas vertentes de formação presencial, b-learning e e-learning. Se virmos necessidade, podemos vir a abrir directamente uma unidade em Angola, mas é algo a analisar num cenário de médio longo prazo", esclareceu o director geral da Nova Etapa, António Mão de Ferro.

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