quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
PSI20 fecha a ganhar 1,04% para 7.765,42 pontos
Na restante Europa, o tom de fecho foi maioritariamente negativo e, nos Estados Unidos, os mercados continuam a negociar em queda.
Subida das reservas leva petróleo em Londres para os 96 dólares
O crude WTI cotado em Nova Iorque desce 2,63% para 88,47 dólares o barril, enquanto na bolsa de Londres o Brent cede 1,93% para 96,27 dólares.
A descida das cotações reflecte o facto de os valores das reservas, hoje revelados, indicarem uma queda no consumo de petróleo e derivados.
Na semana que terminou a 14 de Janeiro o “stock” de crude aumentou em 2,62 milhões de barris, enquanto os economistas contactados pela Bloomberg estimavam uma descida de 500 mil barris. Já as reservas de gasolina subiram 4,44 milhões de barris, quase o dobro do aumento estimado de 2,5 milhões de barris.
A pressionar a cotação da matéria-prima está também a expectativa de que a China venha a subir as taxas de juro para controlar a inflação, o que tenderá a reduzir o consumo de combustíveis neste país.
Portugueses reforçam procura de seguros de capital e rendimento garantido
O ramo vida cresceu 17,2%, com um aumento de 33% nos seguros de vida, destacando-se neste segmento a contratação de produtos com capital e rendimento garantido, de acordo com os dados do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), divulgados hoje.
Em sentido inverso, a contratação de seguros ligados a fundos de investimento desceu 26,2% em 2010, para 2,33 mil milhões de euros, sinalizando que os portugueses optaram no ano passado por subscrever seguros de menor risco.
O ISP salienta nos resultados de 2010 “o peso significativo dos planos de poupança reforma (PPR), que em 2010 representa mais de 26% da produção do ramo Vida, 93% da qual relativa a seguros não ligados a fundos de investimento”.
A produção de seguros PPR, PPE e PPR/E não ligados a fundos de investimento totalizou mais de 3 mil milhões de euros em 2010.
Segundo o relatório hoje divulgado pelo ISP, no ramo não-vida a produção subiu 0,7% em 2010, para 4,1 mil milhões de euros.
Em termos de quotas de mercado, o ISP salienta a subida no ramo vida do grupo CGD, que reforçou a sua posição em mais de 5 pontos percentuais, e em sentido inverso o grupo
Milleniumbcp Ageas, que perdeu mais de seis pontos percentuais. A CGD tem agora uma quota acima de 35%, enquanto o Millennium Ageas permanece em segundo lugar, agora abaixo dos 15%.
Nos ramos não vida, o Grupo CGD continua a assumir a liderança, com mais de 25% de quota, “embora apresentando diminuições sucessivas na respectiva quota de mercado nos últimos anos”, salienta o ISP.
Queda das matérias-primas penaliza bolsas norte-americanas
O S&P500 caiu 0,13% para 1.280,26 pontos e o Dow Jones caiu 0,02% para 11.822,80 pontos. O Nasdaq foi o mais castigado, com uma queda de 0,77% para 2.704,29 pontos.
As produtoras de matérias-primas foram das que mais penalizaram os índices, numa sessão em que o crude desce mais de 2% em Nova Iorque, e outras “commodities”, como a prata e o cobre, estão também em queda acentuada.
A penalizar as cotações das matérias-primas esteve a subida acentuada das reservas de crude e os receios de que aChina vai subir os juros para travar o crescimento da inflação.
A Exxon Mobil, maior produtora do mundo, cedeu 0,84% e a Alcoa, fabricante de alumínio, caiu 0,44%. Entre as tecnológicas, a Microsoft baixou 0,39% e aIntel desvalorizou 0,29%.
As cotadas do sector financeiro impediram uma descida mais acentuada, depois dos investidores terem ficado agradados com os resultados do Morgan Stanley. O JPMorgan subiu 2,2% e o Bank of America ganhou 0,9%.
Resultados do Google superam previsões
Os resultados líquidos ascenderam a 2,54 mil milhões de dólares. Excluindo itens extraordinários, a empresa obteve lucros por acção de 8,75 dólares, quando os analistas contactados pela Bloomberg aguardavam 8,08 dólares.
As receitas totalizaram 6,37 mil milhões de dólares, também acima das expectativas, que apontavam para 6,06 mil milhões de dólares, com o Google a beneficiar com o aumento da publicidade nos motores de busca, que aumentaram 23% nos Estados Unidos no quarto trimestre.
Além dos resultados, a empresa anunciou que Larry Page vai ser o novo CEO do Google, já que o Eric Smith foi nomeado Chairman executivo. Numa mensagem deixado no Blog do Google, smith diz que o futuro da empresa é brilhante.
Em bolsa pela última vez, Iberia e British caem perto de dois por cento
A britânica fechou pela última vez na Bolsa de Londres como o nome de British Airways a cair 1,74 por cento, com as acções a valerem o equivalente a 65,76 euros. Também a partir de segunda-feira, a IAG entrará no principal índice espanhol, o Ibex35.
Desde a entrada em bolsa em Abril de 2001, as acções da Iberia cresceram cerca de 200 por cento, escreve o El País. E, hoje, um título da empresa valia 3,42 euros, quase três vezes mais do que há dez anos, quando uma acção custava 1,18 euros.
A fusão para formar a International Airlines Group, negociada desde 2008, foi aprovada pela Comissão Europeia a 14 de Julho do ano passado e recebeu ainda o aval de Bruxelas para avançar com a cooperação transatlântica que o novo gigante quer celebrar com a American Airlines.
A IAG será o segundo maior grupo do sector na Europa, com 419 aparelhos e a voar para 205 destinos, depois da Lufthansa. A Britisth Airways beneficiará da presença da Ibéria na América do Sul, onde a posição da transportadora britânica é reduzida.
Com a operação conjunta, a International Airlines Group prevê facturar 15 mil milhões de euros e transportar 60 milhões de passageiros por anuais. Dentro de cinco anos, espera poupar 400 milhões de euros por via de despedimentos e suspensão de frotas.
Despesa do Estado aumentou em 2010 mas receitas compensaram
Do lado da despesa, os números da execução orçamental mostram um aumento. Em vez dos 2,7 por cento previstos no OE 2010, a despesa efectiva cresceu 3,7 por cento, enquanto a despesa primária aumentou 4,2 por cento face aos 1,9 inicialmente previstos.
O relatório da Execução Orçamental destaca, contudo, que se excluirmos a despesa associada à compra dos submarinos, a variação homóloga da despesa efectiva do Estado não seria de 3,7 por cento mas sim de 1,6.
Este resultado “é inferior em 0,9 pontos percentuais do objectivo estimado no relatório do OE para 2011” e, segundo a DGO, é o valor que deve ser tomado em conta para efeitos de comparação, já que, quando foi preparado o OE 2011, previa-se que os encargos associados aos submarinos só fossem suportados em 2011.
Teixeira dos Santos garante redução da despesa global
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu hoje que, se olharmos para o global, "a despesa foi reduzida em 1027 milhões de euros relativamente ao esperado em Outubro passado [OE 2011] e a receita é mais baixa do que o esperado em 206 milhões de euros". Este números englobam não só o Estado (onde, segundo os números da DGO, a despesa efectiva aumentou devido à compra dos submarinos), mas também os fundos e serviços autónomos e a Segurança Social.
Isto quer dizer que a "melhoria de 820 milhões no saldo conjunto destas três parcelas se deveu essencialmente a uma redução significativa na despesa do Estado, dos serviços e fundos autónomos e da Segurança Social”, frisou Teixeira dos Santos no final do Conselho de Ministros que analisou a execução orçamental do final de 2010.
Défice maior do que o previsto
A execução orçamental mostra ainda que o défice do subsector Estado atingiu em Dezembro 14.429 milhões de euros, mais 1,3 por cento do que em 2009. Este valor provisório “incorpora o encargo financeiro associado à regularização de responsabilidades pela entrega de material militar, no montante de 1001 milhões de euros” (a compra dos submarinos à Alemanha).
Comparando com o que estava previsto no Orçamento do Estado (OE) para 2010, o Governo conseguiu um défice abaixo do esperado em nove milhões de euros. Mas não conseguiu cumprir com as suas últimas projecções.
Quando apresentou o Orçamento do Estado para 2011, em Outubro do ano passado, o Governo apontava para um défice de 13.928 milhões de euros em 2010. Ou seja, o défice efectivamente registado no ano passado fica em 321 milhões acima do previsto no último OE.
Estes dados são apenas relativos ao subsector Estado e estão expressos em contabilidade pública. O valor do défice reportado a Bruxelas utiliza outro método contabilístico (contabilidade nacional) e engloba todo o sector da administração pública. O Governo ainda não divulgou em quanto ficaria o défice de 2010, tendo apenas garantido que ficaria abaixo dos 7,3 por cento.
Administração Regional com défice
Os Serviços e Fundos Autónomos registaram um excedente de 2.262 milhões de euros, graças sobretudo às receitas decorrentes da integração de parte dos fundos de pensões da PT na Caixa Geral de Aposentações, no valor de 1.882 milhões de euros.
A Segurança Social registou também um excedente de 651 milhões de euros, um valor superior ao do ano anterior e 283 milhões de euros acima do previsto para 2010 no Orçamento deste ano.
Na Administração Regional e Local, só ainda há dados até Setembro. Na primeira, o saldo global continua a ser negativo em 119 milhões de euros, embora tenha havido uma melhoria face ao ano anterior. Já na Administração Local, os dados até Setembro mostram um excedente de 153 milhões de euros.
Finanças obrigam empresas públicas a cortar salários em Janeiro
Algumas empresas, como a CGD e a NAV, avançaram esta semana ao PÚBLICO que ainda aguardavam por uma resposta da tutela em relação às propostas de reduções salariais e de despesas operacionais.
Isto porque, em vez de aplicarem a tabela da função pública, que determina cortes entre 3,5 e dez por cento para as remunerações acima de 1500 euros brutos, algumas empresas públicas decidiram criar um modelo próprio, ao abrigo de uma resolução do Conselho de Ministros, publicado no início de Janeiro.
Nessa resolução, apesar de determinar linearmente uma redução de 15 por cento nos custos operacionais do Sector Empresarial do Estado, o Governo criou um regime de adaptação dos cortes salariais, permitindo que fizessem o seu próprio escalonamento, desde que reduzissem em, pelo menos, cinco por cento os custos globais com remunerações ilíquidas.
E, por isso, algumas empresas optaram por esse regime, fazendo chegar às Finanças a sua proposta. E, neste momento, aguardavam por uma resposta da tutela para poderem aplicar os cortes já nos salários de Janeiro.
No comunicado enviado hoje pelo ministério de Teixeira dos Santos, o Governo admite que ainda não deu resposta a essas propostas. “Os planos entregues pelas empresas públicas encontram-se em processo de análise e discussão, tendo em vista a respectiva validação”, refere. E compromete-se a dar um parecer até “31 de Janeiro de 2011”.
No entanto, nessa altura já os salários das empresas públicas estarão processados e pagos. Por isso, a tutela frisa que a ausência de luz verde às propostas “não põe em casa a aplicação imediata” das regras inscritas no Orçamento do Estado para 2011 e na mencionada resolução do Conselho de Ministros.
Governo exige "cumprimento imediato"
Isto significa que as empresas públicas, independentemente de ainda não saberem se as adaptações aos cortes que propuseram foram aceites, vão ter de reduzir já os salários dos seus trabalhadores.
E terão de o fazer de acordo com o que está previsto pelo Governo: isenção de redução dos salários para quem ganha menos de 1500 brutos e redução efectiva de, pelo menos, cinco por cento dos custos globais com remunerações totais ilíquidas.
Além disso, estão proibidas de atribuir prémios de desempenho ou outras prestações pecuniárias e de quaisquer benefícios, como subsídios, ajudas de custos, entre outros.
“Impõe-se o imediato cumprimento das determinações da lei em matéria salarial”, frisa o Ministério das Finanças, assegurando que “irá monitorizar a correcta aplicação” das regras em todas as empresas públicas.
Por fim, o Governo volta a reafirmar que "não serão concedidas quaisquer excepções ao cumprimento dos objectivos estabelecidos".
Reguladores perdem nove milhões com corte de salários e de custos
O Orçamento do Estado (OE) para 2011 é claro no que diz respeito aos cortes salariais. Tal como na função pública, também as entidades de regulação foram abrangidas por uma tabela que isenta os trabalhadores com uma remuneração bruta inferior a 1500 euros e impõe reduções, que variam entre os 3,5 e os dez por cento. Neste ponto, todos os reguladores contactados pelo PÚBLICO confirmaram que vão aplicar as novas regras, já a partir de Janeiro.
Até agora, apenas o BdP assumiu publicamente uma atitude diferente, cortando, não nos salários, mas nas remunerações extraordinárias dos funcionários, o que, somando aos cortes nos vencimentos da administração, resultará numa redução de sete por cento nos custos com pessoal. No Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC), por exemplo, "será seguida a tabela da função pública", abrangendo 110 pessoas e resultando numa poupança anual de "aproximadamente 330 mil euros", disse fonte oficial ao PÚBLICO.
O mesmo se vai passar na Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que explicou que "não optou por qualquer outro modelo que não fosse o cumprimento da lei do OE". Nesta entidade, as reduções de salários, que abrangerão todos os trabalhadores, vão permitir poupar praticamente 400 mil euros por ano.
Na Anacom, o valor sobe para os 1,2 milhões de euros, afectando "88 por cento" dos cerca de 400 funcionários. E, por fim, na AdC, serão 80 as pessoas abrangidas pelos cortes salariais, também a partir de Janeiro, resultando numa poupança global de 600 mil euros. O PÚBLICO contactou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas obteve uma resposta curta: vão "dar cumprimento à regulamentação que está estipulada para este efeito".
Também no que diz respeito à redução de despesas, a CMVM preferiu não fazer mais comentários. Aliás, esta questão ainda não foi completamente clarificada, porque, apesar de o OE prever medidas de cativação de dotações, não é linear que estas afectem as entidades de regulação. Ou, pelo menos, não como é para o tema dos cortes salariais.
Ainda assim, a maioria dos reguladores assume que vai seguir as regras aplicadas à administração central, que incidem sobre contenção em gastos vários: deslocações, consultoria e material de escritório, por exemplo. No INAC, as poupanças daqui decorrentes chegam aos 500 mil euros e, na ERSE, sobem para 560 mil, no seguimento de "um programa de valorização da despesa" desenvolvido "nos últimos dois anos".
A Anacom referiu apenas que "tem um plano mais exigente" do que o imposto pelo Governo, mas, de acordo com declarações recentes do seu presidente, o objectivo é chegar a uma redução de dez por cento nos custos totais, incluindo os salários. Tendo em conta que o orçamento previsto para 2011 rondava os 54,7 milhões de euros e que as remunerações vão ser encolhidas em 1,2 milhões, isto poderá significar que o corte de custos de funcionamento poderá ascender a 4,3 milhões de euros.
Também a AdC se limitou a dizer que "pretende manter uma execução orçamental exemplar" em 2011. De acordo com os cálculos do PÚBLICO, e tendo em conta as reduções já realizadas no ano passado, esse objectivo poderá significar uma redução de 1,3 milhões de euros nas despesas deste regulador. Quanto ao BdP, mantém-se a dúvida em relação ao cumprimento desta meta, mas sabe-se que a ideia também é diminuir os gastos.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Brent sobe 0,4% e já ultrapassa os 98 dólares
Na sexta-feira passada, o barril de Brent tocou os 99,20 dólares, o valor mais elevado dos últimos 27 meses.
Já em Nova Iorque, os preços do crude não acompanham esta tendência: estão a recuar 0,36% para os 91,05 dólares por barril. Este é o segundo dia de quedas, influenciadas pelos receios em torno da retoma económica nos Estados Unidos.
O ciclo de apresentações de resultados das empresas norte-americanas, que começou esta semana, tem desapontado os investidores e nem as expectativas de uma procura recorde de combustíveis em 2011, incentivadas pelo crescimento das economias emergentes estão a dar ânimo às negociações nesta tarde de quarta-feira.
Euro mantém-se em alta face ao dólar
A impulsionar a moeda europeia está a convicção reforçada de que os líderes políticos da região estão empenhados na resolução conjunta da crise da dívida soberana, e ainda o receio de que a recuperação económica nos Estados Unidos não seja tão rápida quanto previsto.
Sinais de um abrandamento da indústria norte-americana estão a contribuir para a penalização do dólar, no dia em que foi divulgado um indicador referente ao mercado de habitação. A construção de novas casas caiu 4,3% para o ritmo anual de 529 novas habitações e permaneceu ao nível mais baixo desde Outubro de 2009, segundo os dados do Departamento do Tesouro citados pela Bloomberg.
É uma notícia que está a inquietar os investidores, e a reflectir-se na negociação da moeda, já que sinaliza um abrandamento da indústria que esteve no epicentro da actual crise financeira internacional. Ao mesmo tempo, aguarda-se a divulgação dos dados sobre o desemprego nos Estados Unidos, marcada para amanhã.
Os últimos dados conhecidos mostram que os pedidos de subsídio de desemprego subiram para os 3,99 milhões na primeira semana do ano, em relação aos 3,88 milhões que se contavam na semana anterior.
BCP e EDP sobem mais de 1% e impulsionam bolsa nacional
Na bolsa nacional, o PSI-20 subiu 0,22% para os 7.685,38 pontos, com 12 títulos em alta oito em queda.
O BCP e a EDP foram os títulos que mais impulsionaram o principal índice do mercado português, ao ganharem, respectivamente 1,02% e 1,34%.
O dia foi de ganhos no sector bancário, com o BPI a subir 1,53% para os 1,394euros, e a ser a cotada com maior valorização, e oBES a avançar 1,46% para os 2,774 euros.
Estas subidas ocorreram depois do IGCP ter colocado a totalidade dos 750 milhões de euros previstos no leilão de bilhetes do Tesouro a 12 meses. Os juros baixaram face à emissão anterior, para 4,029%, com a procura a superar a oferta em 3,1 vezes.
No sector energético, a EDP fechou a negociação a valer 2,716 euros e a EDP Renováveis avançou 0,27% para os 4,492 euros.
Já no sector das telecomunicações, o dia foi de quedas. A Zon Multimédia foi a cotada que mais caiu, ao perder 1,70% para os 3,287 euros. A Sonaecom desvalorizou 0,53% para os 1,315 euros e a PT caiu 0,35% para os 8,287 euros.
Já a Jerónimo Martins recuou 1,61% para os 11,32 euros e foi o título que mais penalizou a bolsa.
Moody’s diz que corte do "rating" português depende da evolução das exportações
“Temos notado que nos últimos trimestres temos assistido a um desempenho bom nas exportações. Isso é sustentável? Essa é uma das questões que vamos ter que responder como parte de revisão do processo”, explicou o responsável.
A Moody’s disse, dia 21 de Dezembro, que poderia baixar o “rating” nacional em dois níveis. A agência deverá anunciar até ao final de Março o provável corte do “rating” de Portugal, em um ou mais níveis, mas essa avaliação irá continuar dentro da escala de investimento, indicou o vice-presidente da agência, Anthony Thomas, em entrevista à Lusa.
O Governo liderado por José Sócrates está a contar com as exportações para ajudar a sair da crise. As medidas de austeridade, que foram anunciadas, tem como objectivo convencer os investidores de que Portugal vai cumprir as metas orçamentais a que se propôs.
No entanto, os juros não têm aliviado muito desde o anúncio. As taxas de juro a que estão a ser negociados os títulos da dívida pública portuguesa estão hoje a ceder ligeiramente, num movimento que se estende às obrigações soberanas espanholas.
Segundo os preços genéricos calculados pela agência Bloomberg, as taxas de juro subjacentes à dívida portuguesa a dez anos estão a ceder 3,5 pontos base, mantendo-se, ainda assim, acima da fasquia dos 7% (em 7,035%) que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu em Dezembro poder forçar o Governo a ponderar um pedido de ajuda externa.
Citado pela Reuters, o vice-presidente da Moody’s, Anthony Thomas, alertou aliás para o facto de Portugal precisar aceder a financiamento a taxas sustentáveis e que apesar de os recentes leilões de dívida terem sido bons não se pode retirar daí uma tendência.
Portugal “tem necessidade de aceder a fundos a uma taxa sustentável”
Anthony Thomas sublinhou que “será bom para Portugal ter os custos do serviço da dívida relativamente baixos – se vem do fundo (EFSF) ou não, não é algo sobre o qual devemos especular” e que o país “tem necessidade de aceder aos fundos a uma taxa sustentável”.
Para o responsável, a questão de saber se “as taxas actuais são sustentáveis” fará parte do processo de revisão do ‘rating’ de Portugal, que está em curso.
"Nós vamos estar a olhar para isso como parte do processo e certamente não vai depender dos resultados de um leilão”, explicou, acrescentando que Portugal teve um “bom” leilão de obrigações na semana passada aparentemente mais um hoje, mas “não se pode retirar uma tendência com base em dois leilões”.
China capturou 15% do tráfego da internet durante 18 minutos
A China redirecionou cerca de 15% do tráfego de toda a internet para servidores do país durante 18 minutos, abrangendo inclusive informações importantes do governo norte-americano, afirma um relatório do governo dos Estados Unidos.
Segundo o estudo, divulgado nesta quarta-feira, o incidente ocorreu em abril deste ano, causado pela empresa de telecomunicações chinesa China Telecom.
Ciberataques
O governo americano diz que ainda não é possível avaliar se o redirecionamento foi intencional e, se foi este o caso, qual seu objetivo.
"No entanto, pesquisadores de segurança informática notaram que esta competência poderia permitir várias atividades mal-intencionadas", afirma o relatório, feito pela Comissão de Revisão Econômica e de Segurança das Relações EUA-China.
Entre o tráfico redirecionado para servidores chineses, estão trocas de e-mails entre funcionários do governo e acessos aos sites oficiais do Senado norte-americano, do gabinete do Departamento de Defesa, da Nasa e do Departamento do Comércio.
Nesta semana, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, pediu que as agências militares e civis dos Estados Unidos atuem mais fortemente e em conjunto contra as ameaças de ciberataques.
Ataque chinês ao Dalai Lama
Já na Grã-Bretanha, especialistas ouvidos pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento afirmaram que um ciberataque capaz de ter efeitos profundos na infraestrutura do país somente poderia ser lançado por um Estado inimigo - o que faria uma ação do tipo "politicamente improvável".
O especialista Ross Anderson, da Universidade de Cambridge, disse aos parlamentares que o poder público deve ser mais atento para questões de tecnologia da informação, e lembrou um caso em que esteve diretamente ligado a um ciberataque.
"Alguns anos atrás, um aluno meu ajudou o gabinete do Dalai Lama a se livrar de um malware (programa que se infiltra em um computador ou em uma rede com o objetivo de causar danos ou roubar dados) claramente criado pelo governo chinês", disse.
Bolsas dos EUA fecham a subir animadas pelo sector da energia
A subida dos índices está relacionada com os ganhos registados por acções como aAlcoa. As acções da fabricante ligada ao alumínio subiram 1,88% para 16,27 dólares, a beneficiar da subida dos preços das matérias-primas devido à queda dodólar frente à divisa europeia.
A aliviar a pressão esteve também o compromisso dos ministros das Finanças europeus em controlarem a crise de dívida que está a assolar a Europa.
Em destaque estiveram também as acções da Boeing, ao valorizarem 3,43% para 72,47 dólares. A fabricante de aviões voltou a adiar a entrega dos 787 Dreamliner para o terceiro trimestre deste ano, mas era uma data já prevista pelos analistas, pelo que acabou por surgir como uma notícia positiva.
Do lado das quedas, o Citigroup deslizou 6,43% para 4,80 dólares, depois de ter apresentado um resultado líquido de 1,31 mil milhões de dólares (983,62 milhões de euros) no quarto trimestre. Os lucros realizados nos últimos três meses de 2010, equivalem a um resultado de quatro cêntimos por acção, segundo a Bloomberg. Este lucro ficou aquém do esperado pelos analistas, que apontavam para um resultado de sete cêntimos por acção.
A Apple também cedeu 2,25% para 340,65 dólares, depois de ter chegado a desvalorizar mais de 6%, com os investidores a revelarem receios da ausência de Steve Jobs na liderança da empresa. Ontem, o presidente da empresa enviou um e-mail aos funcionários a revelar que tinha posto uma licença médica, o que fez com que os investidores penalizassem as acções da empresa, com receios do impacto da ausência do responsável.
Bolsa fecha em alta com 12 acções a subir mais de 1% (act)
Por cá, a EDP foi o título que mais impulsionou com um ganho de 1,86% para os 2,68 euros. No restante sector da energia, a Galp Energia avançou 0,98% para os 14,465 euros no dia em que foi noticiado pelo “Diário Económico” que Ferreira de Oliveira disse que estão a ser negociados contratos de gás natural no Qatar, uma notícia que os analistas do Espírito Santo Equity Research (ESER) considera “potencialmente positiva”, embora com impacto “limitado”.
Já a EDP Renováveis somou 1,82% para os 4,48 euros.
O sector da banca também se destacou com o BCP a subir 2,63% para os 0,586 euros, com o BES a ganhar 1,79% para os 2,734 euros e com o Banco BPI a apreciar 2,46% para os 1,373 euros.
A contribuir para a tendência esteve ainda a Brisa com uma valorização de 2,70% para os 5,286 euros.
Outro título em destaque pela positiva foi a Semapa que tocou mesmo máximos de Outubro de 2009 depois de ontem o Espírito Santo Investement Bank ter iniciado a cobertura das acções da cimenteira com um "target" de 13,9 euros e uma recomendação de "compra", o que confere às acções um potencial de valorização de 61%.
O Banif continuou a destacar-se, ao valorizar 3,30% para 0,94 euros, a beneficiar da possibilidade de entrar no PSI-20 na próxima revisão do índice. Já ontem, as acções do banco fecharam a subir mais de 7%. Em causa está a notícia publicada pelo Negócios sobre a possível ascensão do Banif ao PSI-20. Segundo os cálculos feitos com base nas regras usadas pela NYSE Euronext Lisbon para rever a composição do índice principal, o PSI-20 poderá voltar a sofrer alterações já em Março.
A única cotada que desvalorizar foi Inapa, ao perder 0,76% para 0,39 euros. Caso se confirme a entrada do Banif no PSI-20, a empresa que poderá descer de “divisão” é a Inapa, que entrou no principal índice da bolsa nacional na última revisão, em substituição da Teixeira Duarte.
EUA serão 3ª economia do mundo em 2050. Atrás de quem?
De acordo com um estudo da PriceWaterhouseCoopers (PWC), a crise financeira precipitou as alterações na cadeia do poder, impulsionando as grandes economias emergentes em detrimento das mais desenvolvidas. Por isso mesmo, daqui a sete anos (em 2018), os EUA deixarão a liderança económica do globo, ultrapassados pela China, que deterá então a maior economia de todas.
Algumas décadas depois, em 2045, é de esperar que outra economia emergente ultrapasse os EUA: a Índia.
No documento intitulado «O Mundo em 2050», a consultora prevê um novo ordenamento das maiores economias, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) ajustado à paridade do poder de compra.
Assim, daqui a menos de uma década (em 2020), a riqueza produzida pelo G7 (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) ficará atrás daquela que produzirão as sete potências emergentes consideradas pela PWC (China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, México e Turquia).
Mas não são apenas os EUA a perder terreno. A Europa, que actualmente contribui com cinco das maiores economias do mundo (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha), também vai ceder terreno. Em 2050 apenas a Alemanha e o Reino Unido continuarão no top 10: a Alemanha terá caído da 5ª para a 9ª posição e o Reino Unido da 7ª para a 10ª. As restantes três sairão do top.
Novas regras para a economia global
1. "Os mercados devem estar profundamente integrados em sistemas de governação". A ideia de que os mercados são auto-reguladores foi absolutamente aniquilada na recente crise financeira e deve ser abandonada de uma vez por todas. Os mercados exigem outras instituições sociais que os apoiem. Eles contam com os tribunais, com estruturas legais e reguladores para estabelecerem normas e as porem em prática. Dependem das funções estabilizadoras que os bancos centrais e a política fiscal contracíclica exercem. Precisam do consenso político que a tributação redistributiva, as redes de segurança e a segurança social ajudam a criar. E tudo isto se aplica também aos mercados globais.
2. "É provável que, num futuro próximo, a governação democrática seja organizada no seio das comunidades políticas nacionais". O Estado-nação existe, embora não nos melhores moldes, e continua a ser, no essencial, a única coisa que existe. A governação global é uma tarefa de loucos. É altamente improvável que os governos nacionais cedam controlo significativo a instituições transnacionais, e harmonizar normas não beneficiaria sociedades com diferentes gostos e necessidades. A União Europeia será talvez a única excepção deste axioma, embora a actual crise em que se encontra tenda a comprovar esse ponto de vista.
É com demasiada frequência que se desperdiça cooperação internacional em objectivos exageradamente ambiciosos, que acabam por ter fracos resultados, sendo o mais baixo denominador comum entre os principais Estados. Quando a cooperação internacional é, efectivamente, "bem sucedida", reproduz normas que ou são ineficazes ou reflectem apenas as preferências dos Estados mais fortes, como as regras de Basileia III sobre os requisitos do capital e as regras da Organização Mundial do Comércio sobre subsídios, propriedade intelectual e medidas de investimento que são exemplo deste género de exageros. Pode melhorar-se a eficácia e a legitimidade da globalização apoiando os procedimentos democráticos de cada país, em vez de os castrar.
3. "Prosperidade pluralista". O reconhecimento de que a infra-estrutura institucional da economia global tem de ser construída ao nível nacional liberta os países para implementarem as instituições que melhor se lhes adequam. Os Estados Unidos, a Europa e o Japão produziram no longo prazo quantidades de riqueza semelhantes. Todavia, os seus mercados de trabalho, governação empresarial, regras antimonopólio, protecção social e sistemas financeiros diferem consideravelmente, com uma série destes "modelos" - um diferente em cada década - considerados de grande sucesso a ser seguidos.
As sociedades mais bem sucedidas do futuro darão espaço para experimentação, permitindo assim uma maior evolução das instituições. Uma economia global que reconheça a necessidade e o valor da diversidade institucional estimula essa experimentação e essa evolução em vez de a sufocar.
4. "Os países têm o direito de protegerem as suas próprias regulamentações e instituições". Os princípios anteriores podem parecer inócuos. Mas possuem fortes implicações que entram em conflito com a crença geral dos defensores da globalização. Uma dessas implicações é o direito que cada país tem de salvaguardar as suas opções institucionais. O reconhecimento da diversidade institucional não teria significado se os países não tivessem instrumentos disponíveis para moldar e manter - numa só palavra, "proteger" - as suas próprias instituições.
Aceitar-se-ia, portanto, que os países pudessem manter as regras nacionais - políticas fiscais, regulamentações financeiras, padrões de mão-de-obra ou regras de protecção do consumidor - e pudessem fazê-lo erguendo, se necessário, barreiras nas fronteiras, "quando as transacções comerciais ameaçam visivelmente as práticas nacionais gozando de amplo apoio popular". Se os adeptos da globalização tiverem razão, os apelos à protecção falharão por falta de provas ou de apoio. Se estiverem errados, haverá uma válvula de segurança para assegurar que valores em conflito - as vantagens de economias abertas contra as vantagens de manter as regulamentações nacionais - sejam devidamente discutidos em debates públicos.
5. "Os países não têm o direito de impor a outros países as suas instituições". Impor restrições no comércio transfronteiriço ou na área financeira para manter os valores e as regulamentações nacionais não deve confundir-se com o utilizá-las para impor esses valores e regulamentações a outros países. As normas da globalização não devem obrigar os americanos ou os europeus a consumir mercadorias produzidas de formas que a maioria dos cidadãos desses países consideram inaceitáveis. Mas também não podem permitir que os EUA ou a UE usem sanções comerciais ou outras formas de pressão para alterar as leis do mercado de trabalho, as políticas ambientais ou as regulamentações financeiras de outros países. Os países têm o direito à diferença. Não à convergência imposta.
6. "Os acordos económicos internacionais deverão definir regras para gerir a interacção entre as instituições nacionais". Fazer depender dos estados-nação o desempenho das funções de governação essenciais da economia mundial não implica o abandono das normas internacionais. O regime de Bretton Woods tinha regras claras, embora limitadas em âmbito e profundidade. Uma liberdade total completamente descentralizada não beneficiaria ninguém.
O que é preciso é regras de circulação para a economia global que ajudem veículos de diversas dimensões, formas e velocidades a navegar em torno uns dos outros, em vez de impor um veículo igual para toda uma velocidade de circulação uniforme. Temos de lutar para atingir uma globalização máxima que seja consistente com a existência de espaço para a diversidade nos acordos institucionais nacionais.
7. "Países não democráticos não podem contar com os mesmos direitos e privilégios que as democracias na ordem económica internacional". O que torna interessantes e legítimos os princípios anteriores é que assentam em deliberação democrática - quando esta se verifica realmente, dentro dos Estados. Quando os Estados não são democráticos esta estrutura cai. Deixamos de poder presumir que os acordos institucionais reflectem as preferências dos cidadãos. Por isso, os países não democráticos têm de jogar com regras diferentes e menos permissivas.
Estes são os princípios que os arquitectos da próxima ordem económica global têm de aceitar. Mais importante ainda, terão de assimilar o paradoxo supremo que cada um destes princípios destaca: a globalização funciona melhor quando não é levada demasiado longe.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Primeira empresa portuguesa nomeada para prémios internacionais de jogos electrónicos
O jogo de surf desenvolvido para iPad eiPhone, o “Billabong Surf Trip” tinha atingido, a 13 de Janeiro, os 125 mil “downloads” em todo o mundo, sendo agora um dos cinco "melhores jogos de Desporto" do mundo para a promotora dos prémios.
Diogo Horta e Costa, sócio fundador da firma, afirma que a nomeação “vem premiar o esforço e o empenho colocados pela Biodroid no desenvolvimento de um produto de entretenimento global”, referindo que essa posição serviu para “colocar Portugal no mapa da inovação”.
Sendo a primeira vez que uma companhia portuguesa é nomeada para este prémio, o “Billabong Surf Trip”, desenvolvido em conjunto com a Billabong Worldwide, vai enfrentar a concorrência de outros quatro jogos: o Championship Manager 2011, da Escócia, o Ice Breaker, do Reino Unido, o Let’s Golf 2, igualmente do Reino Unido, e o Snowboard Hero, neste caso, da Alemanha.
Os criadores da simulação de surf saberão se o prémio vem para Portugal em Fevereiro, no Mobile World Congress, a ocorrer em Barcelona.
O jogo desenvolvido pela empresa fundada em 2007 custa 2,39 euros e tem como base diversas praias de todo o mundo, seleccionadas por surfistas famosos.
Famílias vão pagar 650 euros só em taxas
Estes são apenas alguns exemplos do que está agora mais caro: o cartão do cidadão aumentou de 10 para 15 euros há pouco tempo, o atestado médico para renovar a carta de condução custa agora 20 euros quando antes custava 17 e a cópia da participação de um acidente de automóvel subiu 16 cêntimos para os 40 euros.
Tudo isto sem contar com todos os impostos que o Estado quer cobrar para pagar o financiamento da provisão de bens públicos. O Serviço Nacional de Saúde, os institutos públicos e reguladores são os que levam a maior fatia, sendo que o registo predial, as propinas e as taxas de justiça estão entre os que mais rendem ao Estado. Seguem-se as portagens, as taxas de registo civil, comercial e as taxas moderadoras.
Europa quer sujeitar bancos a novos testes de stress
De acordo com a Reuters, os novos testes serão feitos aos mesmos 91 bancos que foram testados em 2010 e que serão já para começar em Março.
Segundo as previsões, os ministros das Finanças querem que os testes estejam concluídos em Maio.
Note-se que, a novidade da nesta avaliação passa por incluir cenários específicos para alguns países e também o balanço dos bancos.
Recorde-se que, em Julho, foram divulgados os testes de stress realizados a 91 bancos europeus, dos quais cinco eram portugueses: BCP, BPI, BES, CGD e Santander.
Bancos já cobram «spreads» até perto dos 5%
Segundo o «Jornal de Negócios», há bancos a praticar «spreads» próximos dos 5%. É o caso do BES, que apresenta o valor mais alto do sector em Portugal, já que cobra uma taxa máxima de 4,8%.
As instituições financeiras estão a aumentar os «spreads» para fazer face aos custos mais elevados de financiamento.
No ano passado, o BPI foi a entidade que mais subiu os «spreads» no crédito à habitação. Em Janeiro de 2010, o valor médio das taxas cobradas pelo banco era de 1,53%. Agora está nos 2,95%.
Neste momento, são os bancos estrangeiros que estão a conseguir praticar os «spreads» mais baixos: BBVA, Deutsche Bank e Barclays têm a margem de lucro mais baixa.
Reino Unido: inflação bate máximos de oito meses
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) deu também um salto de um por cento entre Novembro e Dezembro, o maior aumento desde 1996, quando estes dados começaram a ser registados, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas britânico, cita a Lusa.
Os analistas, que tinham previsto um aumento em cadeia de cerca de 0,7% e uma subida homóloga de 3,4% esperam agora que o banco central britânico seja obrigado a aumentar em breve as taxas de juro, que estão em níveis mínimos.
A inflação nos doze meses até Dezembro, fixando-se nos 3,7% ficou assim acima dos dois por cento definidos como objectivo pelo banco central.
O departamento de estatísticas britânico afirmou que os preços do transporte aéreo, dos combustíveis, do gás doméstico e dos bens alimentares foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação.
Os analistas esperam que a inflação suba ainda mais em Janeiro, depois de o Governo britânico ter aumentado as taxas do IVA no início deste ano.
Taxas Euribor voltam a subir em todos os prazos
A taxa a três meses volta a subir, a avançar 0,003 pontos para os 1,012 por cento, fixando-se acima da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE), que está em um por cento há 20 meses consecutivos.
A Euribor a seis meses, principal indexante do crédito à habitação em Portugal, subiu 0,005 pontos para 1,254 por cento, enquanto a taxa a 12 meses avançou 0,008 pontos para 1,552 por cento.
Belmiro: crise de hoje «é igual ao desabamento de terras no Brasil»
«Ninguém fecha a porta a uma empresa competitiva e nós temos áreas onde podemos apostar, como o mar, a floresta, a agricultura e o turismo. Estas são áreas que custam mil vezes menos do que os grandes projectos, megalómanos e sem retorno que só aumentam o volume de juros e da dívida de Portugal», disse Belmiro de Azevedo.
«Fico sempre surpreendido com o discurso sobre o novo aeroporto e o TGV. Esse discurso tem de acabar em todos os partidos. A verdade é que não há dinheiro».
«A aposta em projectos sem retorno foi um desastre», reforçou o empresário, lamentando que agora é necessário dinheiro para investir em «recursos qualificados e na economia real, nas empresas que são produtivas e que enfrentam problemas de financiamento».
«O discurso político é o de que temos dinheiro para fazer todos os projectos. Continuam a dizer que somos capazes de arranjar dinheiro. Primeiro não é verdade e esquecem de dizer que, quanto mais devemos, mais caro é o dinheiro e isso mata toda a economia».
«O dinheiro está a ser gasto para se dizer que o Estado não pode cair, que o sistema financeiro, a segunda prioridade do país, é muito importante e não pode cair». Ora, «ficamos sem dinheiro para a economia real, essa sim importante».
Belmiro de Azevedo criticou, assim, o «discurso folclórico e eleitoralista» dos partidos e acusou os candidatos a Presidente da República de não fazerem pedagogia.
«Em campanha eleitoral regressa-se sempre ao mesmo. Há duas ou três frases que parecem encher a campanha e não há explicação do que é dito, não há debate», apontou o empresário, acrescentando que «muitos políticos são obrigados a dizer frases que não acrescentam nada, não existe o contraditório».
